Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Apostila Eletronica Digital , Notas de estudo de Eletrônica

Apostila Eletronica Digital

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 25/11/2011

mtt-bc-9
mtt-bc-9 🇧🇷

4.5

(2)

2 documentos

1 / 159

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Faculdade SATC Engenharia Elétrica
Disciplina: Eletrônica Digital Prof. Sérgio M. Barcelos
1. Níveis de representação amostral
Representações amostrais de grandezas diversas podem ser identificadas
e apresentadas, basicamente, de duas formas: representação analógica e digital.
A representação analógica consiste na retenção de um conjunto de
valores discretos a partir da gama contínua de valores assumidos pelo sinal
analógico. A fig. 1 mostra um exemplo de como se pode proceder à amostragem
do sinal analógico.
Fig. 1 – Representação de um sinal analógico
Os valores analógicos devem ser captados em intervalos de tempo e/ou de
espaço regulares. Quando se amostra um sinal analógico, a questão principal está
em determinar quantas amostras é necessário reter para assegurar que não se
perde nenhuma da informação contida na grandeza original.
A representação digital consiste em apresentar valores discretos,
descontínuos no tempo e amplitude. Isso significa que um sinal digital é
definido para determinados instantes de tempo, e o conjunto de valores que
podem assumir é finito. Na fig. 2 percebemos a discretização dos sinais analógico
do gráfico da fig. 1 digitalizado.
Fig. 2 – Representação de um sinal digital
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Apostila Eletronica Digital e outras Notas de estudo em PDF para Eletrônica, somente na Docsity!

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

1. Níveis de representação amostral Representações amostrais de grandezas diversas podem ser identificadas e apresentadas, basicamente, de duas formas: representação analógica e digital.

A representação analógica consiste na retenção de um conjunto de valores discretos a partir da gama contínua de valores assumidos pelo sinal analógico. A fig. 1 mostra um exemplo de como se pode proceder à amostragem do sinal analógico.

Fig. 1 – Representação de um sinal analógico

Os valores analógicos devem ser captados em intervalos de tempo e/ou de espaço regulares. Quando se amostra um sinal analógico, a questão principal está em determinar quantas amostras é necessário reter para assegurar que não se perde nenhuma da informação contida na grandeza original.

A representação digital consiste em apresentar valores discretos, descontínuos no tempo e amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo, e o conjunto de valores que podem assumir é finito. Na fig. 2 percebemos a discretização dos sinais analógico do gráfico da fig. 1 digitalizado.

Fig. 2 – Representação de um sinal digital

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

1.1 - Sistema Eletrônicos Os sistemas podem ser descritos como dispositivo que produz condições de saída segundo condições presentes à entrada, de acordo com uma lei específica.

1.1.1 - Sistemas analógicos e sistemas digitais Nos sistemas analógicos é dado significado a toda e qualquer variação nos sinais. Nos sistemas digitais os sinais apenas podem assumir uma gama de valores discretos (x 1 ,x 2 ...xn). Algumas das vantagens de sistemas digitais podem ser apontadas como:

  • a sua habilidade de lidar com sinais elétricos que foram degradados (imunidade a ruídos eletromagnéticos);
  • devido a natureza discreta das saídas, uma pequena variação em uma das entradas ainda é interpretada corretamente (capacidade de integração);
  • em circuitos analógicos, um pequeno erro na entrada gera um erro na saída;
  • velocidade de processamento;
  • economia.

A forma mais simples de um sistema digital é a numeração binária (um sinal binário processa abstração digital – permite que tudo se processe utilizando dois únicos níveis, alto e baixo).

1.1.2 - Sistema digital binário Nos sistemas digitais binários os sinais assumem apenas um de dois valores possíveis.

Regra: V 0  f(A) = Vi (5V), se comutador A estiver aberto 0V, se comutador A estiver fechado

V 0 A fechado A aberto

A saída Vo assume apenas um de dois valores possíveis (0V ou 5V).

Na maioria dos sistemas digitais binários, a informação é representada por níveis de tensão ou corrente designados pelos valores binários 0 e 1 (ou valores lógicos 0 e 1). Outras designações são também muito usuais, tais como, HIGH (H), LOW (L), TRUE (T), FALSE (F) em analogia com os sistemas lógicos. A

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

2.2 - Representação numérica decimal Uma representação decimal (base 10), utiliza números com variação de 0, 1, 2,..., 9. Portanto cada valor referente as variáveis xm e xn da equação anterior podem sofrer variação de 0 à 9. Desta forma a representação numérica do valor D = 1234,567, corresponde a:

D = 1∗ 103 + 2∗ 102 + 3∗ 101 + 4∗ 100 + 5∗ 10 -1^ + 6∗ 10 -2^ + 7∗ 10 -

D = 1000 + 200 + 30 + 4 + 0,5 + 0,06 + 0,007.

2.3 - Representação numérica binária Como a definição caracteriza, um número binário é representado pelos valores 0 e 1, correspondendo aos estados de ausência e presença de tensão. A base binária identifica a numeração da base como sendo a potência da base 2. Para um número qualquer, o dígito mais à direita é comumente referenciado como dígito menos significativo (LSB - Least-Significative Bit ), ao passo que o dígito mais à esquerda é denominado dígito mais significativo (MSB - M ost- Significative Bit ). Similarmente ao sistema decimal, o ponto no sistema binário é denominado ponto binário. Normalmente, quando se trabalha com sistemas de base não- decimal, indica-se a base subscrevendo-se o valor da base à direita do número. Exemplos:

(^10101) (2) = 1∗ 24 + 0∗ 23 + 1∗ 22 + 0∗ 21 + 1∗ 20 = 16 +0 + 4 + 0 + 1 = 21(10) Bem como:

. (^111) (2) = 1∗ 2 -1^ + 1∗ 2 -2^ + 1∗ 2 -3^ = 0,5 + 0,25 + 0,125 = 0,875(10)

2.4 - Representação numérica octal e hexadecimal No sistema octal, cada dígito representa um valor entre 0 e 7. Já no sistema hexadecimal, cada dígito representa um valor entre 0 e 15. Para representar os valores maiores do que 9 usando apenas um dígito, utilizam-se letras. Assim, o valor 10 é representado por A, o 11, por B e assim por diante, até 15 (que é representado por F). Note que cada dígito octal (base 2^3 ) pode ser representado por 3 dígitos binários, enquanto que um dígito hexadecimal (base 2^4 ) pode ser representado por 4 dígitos binários.

Binário Octal Binário Hexadecimal 000 0 0000 0 001 1 0001 1 010 2 0010 2 011 3 0011 3 100 4 0100 4 101 5 0101 5

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

110 6 0110 6 111 7 0111 7 1000 8 1001 9 1010 A 1011 B 1100 C 1101 D 1110 E 1111 F

Desta forma: O número binário 1010111100110010(2), equivale ao agrupamento de 3 bits um valor octal e agrupamento de 4 bits um valor hexadecimal, sempre iniciando do LSB, como segue:

1 2 7 4 6 2 Octal 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 0 1 0 Binário

A F 3 2 Hexadecimal

1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 0 1 0 Binário

O resultado é:

  • em octal  (^127462) (8)
  • em Hexadecimal  AF32(16)

2.5 – Conversões entre sistemas de numeração A conversão entre sistema de numéricos diferentes são operações diretas e correspondentes, ou seja, cada valor tem sua imagem correspondente em todos os sistemas.

2.5.1 – Conversão decimal para binário Utiliza-se o método de divisões sucessivas por dois (2): Por exemplo: o valor 28(10) transformado para? (2)

28 2 0 14 2 0 7 2 1 3 2 1 1 2 1 0

MSB 

  LSB

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

2.5.7 – Conversão octal para hexadecimal Neste caso, teremos que recorrer à conversão intermédia para a base binária ou decimal. Exemplo: (^752) (8) ? (16)

Solução 1: Intermediário 1  conversão de 752(8) para binário:

7 5 2 Octal 1 1 1 1 0 1 0 1 0 Binário (^752) (8)  (^111101010) (2)

Intermediário 2  conversão de binário para hexadecimal:

1 E A Hexadecimal

1 1 1 1 0 1 0 1 0 Binário (^752) (8)  1EA (16)

Solução 2: Intermediário 1  conversão de 752(8) para decimal:

Intermediário 2  conversão de decimal para hexadecimal:

490 16 10 30 16 14 1 16 1 0

(^752) (8)  01EA (16) = 1EA (16)

2.6 – Formato de representações binárias Na interação de dados digitais binários com circuitos de interpretação ou mesmo circuitos de transferência, o sistema deve estar apto a identificar o formato destas representações binárias independentemente de seu significado. Estes dados binários podem estar representando formatos numéricos (somente números) ou alfa-numérico (números, símbolos e caracteres). Alguns formatos de representação são demonstrados na seqüência.

2.6.1 – Decimal codificado em binário - Binary Coded Decimal (BCD) O código BCD é um sistema de representação dos dígitos decimais desde 0 até 9 com um código binário de 4 bits. Esse código BCD usa o sistema de pesos posicionais 8421 do código binário puro. O usual código 8421 BCD e os equivalentes decimais são mostrados na tabela abaixo. Exatamente como binário

MSB 

  LSB

A = 10 E = 14

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

puro, pode-se converter os números BCD em seus equivalentes decimais simplesmente somando os pesos das posições de bits onde aparece 1.

Decimal Binário puro BCD Natural(8421)

0 0000 0000 1 0001 0001 2 0010 0010 3 0011 0011 4 0100 0100 5 0101 0101 6 0110 0110 7 0111 0111 8 1000 1000 9 1001 1001 10 1010 0001 0000 11 1011 0001 0001 12 1100 0001 0010

Por exemplo, o inteiro decimal 834 em BCD é 1000 0011 0100. Cada dígito decimal é representado pelo seu código BCD 8421 equivalente. Um espaço é deixado entre cada grupo de 4 bits para evitar confusão do formato BCD com o código binário puro. Este método de representação também se aplica as frações decimais. Por exemplo, a fração decimal 0,764 é “0,0111 0110 0100” em BCD. Novamente, cada dígito decimal é representado pelo seu código equivalente 8421, com um espaço entre cada grupo. O código BCD simplifica a interface Homem-máquina, mas é menos eficiente que o código binário puro. Usam-se mais bits para representar um dado número decimal em BCD que em notação binária pura.

2.6.2 – Código Excesso de 3 A formação deste código é feita somando-se 3 unidades a cada informação binário, para os dígitos decimais.

Decimal Binário puro BCD Natural(8421)

0 0000 0000 1 0001 0001 2 0010 0010 3 0011 0011 4 0100 0100 5 0101 0101

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

ETX  End Of Text; EOT  End Of Transmission; ENQ  Enquiry; ACK  Acknowledge; BEL  Bell (audible signal); BS  Backspace; HT  Horizontal Tabulation (punched card skip); LF  Line Feed; VT  Vertical Tabulation; FF  Form Feed; CR  Carriage Return; SO  Shift Out; SI  Shift In; SP  Space (blank); DLE  Data Link Escape; DC1  Device Control 1; DC2  Device Control 2; DC3  Device Control 3; DC4  Device Control 4; NAK  Negative Acknowledge; SYN  Synchronous Idle; ETB  End Transmission Block; CAN  Cancel; EM  End of Medium; SUB  Substitute; ESC  Escape; FS  File Separator; GS  Group Separator; RS  Record Separator; US  Unit Separator; Del  Delete.

2.6.3.1 – Conversão em ASCII O código ASCII para cada número, letra ou função de controle é constituído de um grupo de 4 bits e outro de 3 bits. tabela abaixo mostra a ordenação destes dois grupos e a seqüência numérica. O grupo de 4 bits está a direita e o bit 1 é o LSB. 4 Bits 7 6 5 4 3 2 1 3 Bits

Para determinar o código ASCII para um dado número, letra ou controle, localiza-se na tabela o dado desejado. Então usa-se os códigos de 3 e 4 bits associados com a coluna e com a linha, respectivamente, na qual o item está localizado. Por exemplo, o código ASCII para a letra L é 1001100. Ele é localizado na coluna 4, linha 12. O grupo de 3 bits é 100, enquanto o grupo de 4 bits é 1100.

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

No código ASCII de 7 bits, um oitavo bit é geralmente usado como um bit de paridade para determinar se o dado (caractere) foi transmitido corretamente. O valor deste bit é determinado pelo tipo de paridade desejado. Paridade par significa que a soma de todos os uns, incluindo o bit de paridade, é um número par. Por exemplo, se G é o caractere transmitido o código ASCII é 1000111. Desde que quatro uns estão no código, o bit de paridade é 0. O código de 8 bits seria escrito 01000111. Paridade ímpar significa que a soma de todos os bits um, é um número ímpar. Se o código ASCII para G for transmitido com paridade ímpar, a representação binária seria 11000111.

3. Circuitos eletrônicos digitais Circuitos eletrônicos digitais são identificados e denotados por circuitos que estabelecem alternativas de chaveamentos de níveis de tensão.

3.1 - Circuitos à interruptores Os tipos de circuitos a interruptores estabelecem um nível de controle cujo objetivo é presença ou ausência de corrente elétrica (ou tensão). Desta maneira o comparativo é extremamente similar aos circuitos de sistemas digitais binários (interruptor aberto - 0 ou fechado - 1).

3.1.1 – configurações de circuitos à interruptores Os circuitos podem absorver características série, paralelo ou híbrido. Desta forma pode-se representa-los como a seguir:

Representação e notação série:

Representação e notação paralela:

Representação e notação híbrida:

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

Uma tabela verdade para 3 variáveis (A, B e C) de entrada e uma única função f (A, B, C) = S na saída, é expressa como segue:

  • 4 colunas (3+1) e 8 linhas (2^3 ), assim:

A B C S

Onde “****? pode ser 0 ou 1. Sendo 1 para saídas válidas.

3.2.1.1 – Formas de identificação de expressões lógicas As representações em soma de produtos e em produto de somas são denominadas formas padrão. Para a tabela verdade abaixo:

A B C S 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 0 1 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0

Forma padrão  S = A’BC’ + A’BC + AB’C + ABC’ Assim cada termo da expressão anterior é denominado MINTERMOS e a soma de todos os MINTERMOS chamamos de forma padrão.

Se associarmos cada combinação das variáveis de entrada ao seu equivalente em decimal, cada MINTERMO pode ser representado por mi, onde i é o decimal associado. De forma similar, cada MAXTERMO pode ser representado por Mi, onde i é o decimal associado. A tabela a seguir lista todos os MINTERMOS e MAXTERMOS de uma função de três variáveis (A, B e C). Devido a essa característica, essas formas são chamadas canônicas. Usando o exemplo da tabela verdade anterior, teremos a representação:

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

decimal A B C S 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 2 0 1 0 1 3 0 1 1 1 4 1 0 0 0 5 1 0 1 1 6 1 1 0 1 7 1 1 1 0

Forma canônica  S = m 2 + m 3 + m 5 + m 6 Ou

S = Σ m(2,3,5,6)

3.2.2 – Portas Lógicas São dispositivos que tem seu funcionamento baseado no princípio de operação dos transistores quando em operação de corte (circuito aberto) e saturação (curto-circuito – fechado). As portas lógicas possuem uma ou mais entradas e produzem uma saída que é uma função da(s) entrada(s) atual(is). Assim como a associação de interruptores (série e paralelo) as portas lógicas podem associar entradas tendo sua saída uma relação a esta associação, ou seja, associação série corresponde as portas AND’s e associação paralela as portas OR’s. Baseado nesta teoria, diversos circuitos integrados (CI) foram desenvolvidos a satisfazer necessidades e relacionamento com algumas derivações destas portas lógicas. Uma porta é um circuito combinacional porque sua saída depende apenas da combinação das entradas atuais.

3.2.2.1 – Composição de transistores O transistor é um componente eletrônico semicondutor composto de três terminais, sendo que o potencial (ou a corrente elétrica) de um deles é usado para controlar o nível de corrente que circula nos outros dois terminais (terminais principais).

3.2.2.1.1 – Transistores Bipolares de Junção (BJT) O termo bipolar está relacionado com o fato de o dispositivo empregar dois tipos de portadores, elétrons e lacunas, no processo de circulação da corrente elétrica.

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

Fig. 4 – Gráfico comportamento do transistor BJT

Para viabilizar o comportamento desejado (ou seja, controle de corrente) é preciso garantir as seguintes características no projeto do componente:

  1. O emissor deve ser fortemente dopado;
  2. A região da base é bem mais estreita que a do coletor e fracamente dopada;
  3. A região do coletor representa a maior parte do dispositivo.

Fig. 5 – Representação das junções do transistor BJT NPN

3.2.2.1.2 – Transistores de Efeito de Campo (MOSFET) O Transistor de Efeito de Campo FET ( Field Effect Transistor. ) de porta isolada, MOSFET ou simplesmente MOS ( Metal-Oxide Semiconductor ), é um dispositivo constituído de quatro compenentes e três terminais: Fonte ( source ), Porta ( gate ), Dreno ( drain ) e substrato ou Corpo ( bulk ). A operação básica do MOSFET consiste no controle (por atração de cargas similar ao que ocorre em um capacitor) da condutividade entre a fonte e o dreno, e portanto da corrente, através da tensão aplicada na porta, ou seja circulação de corrente entre Fonte e Dreno controlada pelo campo elétrico gerado pela porta. Há dois tipos de transistores MOSFET (Fig.a seguir): o MOSFET de canal N (NMOS) e de canal P (PMOS).

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

Fig. 6 – Representação das tensões aplicadas ao transistor FET

A operação de um transistor tipo enriquecimento canal N, conforme representado nas figuras pode ser entendido da seguinte forma: consideremos inicialmente VDS=0. Quando uma tensão positiva VGS é aplicada, um campo é induzido na região do semicondutor entre fonte e dreno, fazendo com que as lacunas na região do substrato abaixo da porta sejam repelidas. Se esta tensão VGS for superior à tensão de limiar do transistor, elétrons são atraídos, para dentro da região abaixo da porta. Teremos então a formação de um caminho condutivo com cargas negativas entre o dreno e a fonte. Esse caminho é chamado de canal N e sua resistência dependerá da tensão VGS. Adicionalmente se aplicarmos uma pequena tensão entre dreno e fonte, teremos a passagem de corrente pelo canal N proporcional a tensão VDS aplicada. Elevando a tensão VDS, poderemos atingir uma situação onde a corrente permanecerá essencialmente constante, independente de posteriores aumentos de VDS. Esta condição de saturação da corrente se deve ao estrangulamento ( pinch-off ) do canal.

(7.1a e 7.1b)

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

pode ser realizada sobre uma variável por vez (ou sobre o resultado de uma sub- expressão), o inversor só possui uma entrada e, obviamente, uma saída. Caso se queira complementar uma expressão, é necessário obter-se primeiramente o seu resultado, para só então aplicar a complementação. O símbolo do inversor é mostrado na fig. 3.

Fig. 9 – Porta lógica NOT

A A’ 0 1 1 0 Tabela verdade – porta NOT

VIN

0V (Low) 5V (High)

Q 1 (NMOS)

On Off

Q 2 (PMOS)

Off On

VOUT

5V (High) 0V (Low)

Fig. 10 – Porta lógica NOT - implementação

Os transistores CMOS quando não conduzem comportam-se como uma resistência de mais de 1 MΩ. Quando em condução franca comportam-se como uma resistência de valor muito mais baixo (p.e. 200 Ω).

3.2.2.3 – Porta Lógica AND (“E”) O símbolo da porta AND é mostrado na figura 4. À esquerda estão dispostas as entradas (no mínimo duas, obviamente) e à direita, a saída (única). As linhas que conduzem as variáveis de entrada e saída podem ser interpretadas como fios que transportam os sinais elétricos associados às variáveis. O comportamento da porta AND é definido pela tabela verdade relacionada.

Fig. 11a – Porta lógica AND de 2 e 3 entradas Fig. 11b – Porta lógica NAND de 2 e 3 entradas

Faculdade SATC Engenharia Elétrica

A B S A B S 0 0^0 0 0^1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 Tabela verdade – porta AND Tabela verdade – porta NAND

Fig. 12a – Porta lógica AND – implementação Fig. 12b – Porta lógica NAND - implementação

A B^ Q1^ Q2^ Q3^ Q4^ S L L Off On Off On H L H Off On On Off H Tabela Funcional da porta NAND H L On Off Off On H H H On Off On Off L

Quando A=L ou B=L estabelece-se a ligação entre VDD e a saída S (H) através de um dos transistores PMOS Q2 ou Q4 em paralelo. Apenas quando, simultaneamente, A=H e B=H é estabelecida a ligação entre GND e a saída S(L) através dos transistores NMOS Q1 e Q3 em série. Para implementar portas NAND com um número maior de entradas, seriam adicionados transistores PMOS em paralelo com Q2 e Q4 e transistores NMOS em série com Q1 e Q3.

3.2.2.4 – Porta Lógica OR (“OU”) e NOR (“Não OU”) O símbolo da porta OR pode ser visto na figura 5. Tal como na porta E , as entradas são colocadas à esquerda e a saída, à direita. Deve haver no mínimo duas entradas, mas há somente uma saída. O comportamento da porta OR é definido pela tabela verdade relacionada.

Fig. 13a – Porta lógica OR de 2 e 3 entradas Fig. 13b – Porta lógica NOR de 2 e 3 entradas