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Apostila Matrizes, Notas de estudo de Engenharia Ambiental

matrizes e operações com matrizes

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 10/05/2010

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Álgebra Linear
1
Prof (ªs): MSc.Elisa Netto Zanette, Drª. Ledina Lentz Pereira e MSc. Sandra Regina da Silva Fabris
UNESC
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
Caderno Pedagógico de:
MSc Elisa Netto Zanette
Drª Ledina Lentz Pereira
MSc Sandra Regina da Silva Fabris
Criciúma (SC), 2010
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UNESC

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE

Caderno Pedagógico de:

MSc Elisa Netto Zanette Drª Ledina Lentz Pereira MSc Sandra Regina da Silva Fabris

Criciúma (SC), 2010

INTRODUÇÃO

A Matemática, desde os seus primórdios, entrelaça-se intimamente com a história da civilização e é uma das alvancas principais do progresso humano (BAUMGART^1 , 1997). Vários conceitos básicos dessa ciência, criados para atender a certas necessidades e resolver problemas específicos, posteriormente revelaram uma utilidade bem mais ampla do que a inicialmente pensada e vieram, com a evolução das idéias e o desenvolvimento das teorias, a adquirir uma posição definitiva de grande relevância na Matemática (LIMA^2 , 2000, p.28).

Observamos uma mudança contínua que se processa tanto nas condições sócio-político- econômica das sociedades quanto na própria Matemática. Ë fato que a validez das teorias Matemáticas é perene e subsiste através dos séculos. Porém, a posição dessas teorias e técnicas a elas associadas, varia bastante em termos de importância, alcance e eficácia em fase dos novos desenvolvimentos, das novas descobertas e da ocorrência de áreas recentes de aplicação, dentro e fora da Matemática (LIMA^3 , 2001, p.159).

Usamos Matemática diariamente, mesmo sem perceber. Isso só, poderia justificar a sua importância. É facilmente percebida, nas atividades simples do homem às mais complexas, nos esportes, na estatística, nas construções, nas previsões orçamentárias. Sem dúvida, ela confere “poder” aos economistas, aos empresários, etc. A Matemática é ferramenta imprescindível para que se possa ordenar os pensamentos, porque desafia e desenvolve a mente, ajuda a compreender as linguagens que se utiliza no cotidiano.

As concepções matemáticas desenvolvidas e acumuladas nas diversas gerações podem ser divididas em Aritmética (números), Álgebra (letras + números) e Geometria (figuras planas e espaciais). A Trigonometria pode ser considerada como um ramo da Geometria e a Geometria Analítica como uma fusão da Álgebra com a Geometria. Resolvemos os problemas como o uso da aritmética, da geometria, da trigonometria, da álgebra, do cálculo diferencial e integral, etc. Alguns problemas podem ser solucionados ao mesmo tempo pela Álgebra, ou Geometria ou Aritmética. Coube a Descartes a solução de problemas geométricos através da Álgebra e vice-versa, em 1637.

Para Baumgart (1999) a origem da palavra “álgebra” é estranha e intrigante. Ela não se sujeita a uma etimologia nítida como, por exemplo, a palavra “aritmética”, que se deriva do grego arithmos (número). Álgebra é uma variante latina da palavra árabe al-jabr (às vezes transliterada al-jebr), usada no título de um livro, Hisab al-jabr w’al-muqabalah (“Ciência das equações”), escrito em Bagdá (ano 825) por um matemático árabe. Esse tratado de álgebra é com freqüência citado, abrevidamente, como Al-jabr. Ainda que originalmente “álgebra” refira-se a equações, a palavra hoje tem um significado muito mais amplo e uma definição satisfatória requer um enfoque, tanto cronológico quanto conceitual, em duas fases: (1) Álgebra antiga (elementar) é o estudo das equações e métodos de resolvê-las; (2) Álgebra moderna (abstrata) é o estudo das estruturas matemáticas tais como grupos, anéis, corpos, etc.

A Álgebra Linear (o nome indica sua origem geométrica) ou Álgebra Vetorial é uma parte da Álgebra que, por sua vez, é um ramo da Matemática na qual são estudados matrizes, espaços vetoriais e transformações lineares que contribuem para um estudo detalhado de sistemas lineares de equações. É um fato histórico que a invenção da Álgebra Linear tenha origem nos estudos de sistemas lineares de equações.

Segundo o matemático Elon Lages Lima (LIMA, 2001), a Álgebra Linear é o estudo dos espaços vetoriais e das transformações lineares entre eles. Quando os espaços têm dimensões finitas, as transformações lineares possuem matrizes. Também têm matrizes as formas bilineares e, mais, particularmente, as formas quadráticas. Assim a Álgebra Linear, além de vetores e transformações lineares, lida também com matrizes e formas quadráticas.

(^1) BAUMGART, John K. Tópicos de História da Matemática para uso em sala de aula: Álgebra. Trad. Hygino H Domingues. São Paulo:

Atual, 1997. (^2) LIMA, Elon Lages. Meu Profesor de Matemática e outras histórias. (Coleção do Professor de Matemática: SBA Sociedade Brasileira de

Matemática). Rio de Janeiro: Solgraf Publicações Ltda, 2000. (^3) LIMA, Elon Lages. Matemática e Ensino. (Coleção do Professor de Matemática: SBA Sociedade Brasileira de Matemática). Rio de

Janeiro: R&S, 2001.

SUMÁRIO

  • INTRODUÇÃO............................................................................................................................................................................
  • I MATRIZES
    • 1 Introdução
      1. Definição.........................................................................................................................................................................
      1. Tipos de Matrizes.....................................................................................................................................................
      1. Proposições: Igualdade de Matrizes e Matriz Oposta
      1. Matriz Transposta....................................................................................................................................................
      1. Simetria em Matrizes.............................................................................................................................................
        • Lista 1 de Atividades - Matrizes
      1. Operações com Matrizes
      • 7.1 Adição e Subtração de matrizes...............................................................................................................
      • 7.2 Multiplicação por um escalar
      • 7.3 Multiplicação entre matrizes......................................................................................................................
      1. Potência de uma Matriz
      1. Propriedades das Operações com Matrizes..............................................................................................
        • Lista 2 de Atividades – Operações com Matrizes
      1. Equivalência de Matrizes
        • Lista 3 de Atividades – Equivalência de Matrizes/escalonamento...................................................................................
  • II DETERMINANTES E MATRIZES
    • 1 Classe de uma Permutação
    • 2 Determinante de uma matriz
      • 2.1 Determinante de 1ª ordem
      • 2.2 Determinante de 2ª ordem
      • 2.3 Determinante de 3ª ordem: Regra de Sarrus...................................................................................
      • 2.4 Determinante de ordem n > 3: Teorema de LAPLACE.................................................................
      • 2.5 Processo de triangulação para cálculo de determinante...........................................................
    • 3 Propriedades dos determinantes.....................................................................................................................
    • 4 Determinante e Matriz Inversa......................................................................................................................... - Lista 4 de atividades – Determinantes e Matrizes............................................................................................................
    • 5 Aplicação matemática do conceito de determinantes na geometria - Lista 5 de atividades - Determinantes
  • III SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES E MATRIZES
    • 1 Equações Lineares....................................................................................................................................................
    • 2 Sistema de Equações Lineares
      • 2.1 Conceito
      • 2.2 Representação Matricial de um Sistema de Equações Lineares
      • 2.3 Classificação dos Sistemas de Equações Lineares.........................................................................
      • 2.4 Equivalência de Sistemas de Equações Lineares............................................................................
      • Método de condensação ou de eliminação de Gauss-Jordan........................................................... 2.5 Resolução de Sistemas de Equações Lineares pelo princípio da equivalência:
      • 2.6 Solução de um sistema de equações lineares pela Regra de Cramer.................................
    • 3 Sistema Homogêneo de Equações Lineares: Discussão da solução - Lista 6 de atividades – Parte I.......................................................................................................................................... - Lista 6 de atividades - Parte II
    • 4 Discussão de um Sistema de Equações Lineares homogênio e não-homogênio.................. - Lista 7 de atividades
    • APÊNDICE A......................................................................................................................................................................
    • Matriz de Co-Fatores e Adjunta Clássica.........................................................................................................
    • Aplicação de Determinante: Adjunta Clássica e Matriz Inversa
      • 1 Encontrando a Matriz de Co-fatores
      • 2 Encontrando a Matriz Adjunta Clássica....................................................................................................
    • 3 Encontrando a Matriz Inversa por Determinante...............................................................................
      • Lista de atividades – Determinantes, Matriz Inversa e Adjunta Clássica.........................................................................
  • Bibliografia........................................................................................................................................................................

hamamos de matriz de ordem m por n a qualquer quadro ou tabela formada por m x n elementos (números, polinômios, frações, etc.) dispostos em m linhas e n colunas. Ou, uma matriz é qualquer tabela formada por números ou outro tipo de objeto matemático que se pretende operar em bloco, simultaneamente.

Ou, uma matriz é um conjunto ordenado de números e estão associdados a duas dimensões: a dimensão das linhas e a das colunas. Um importante exemplo prático de matriz surge na informática: os programas conhecidos como planilhas eletrônicas correspondem a matrizes. Uma planilha, tal como uma matriz, está dividida em linhas e colunas e, cada célula da planilha representa um elemento da matriz.

De forma genérica, uma matriz pode ser representada por uma letra maiúscula do alfabeto ou por seus elementos representativos. Estes elementos são dispostos normalmente entre parênteses ( ) ou entre colchetes [ ] ou duplas barras  . Da mesma forma, cada elementos está associado a dois subíndices que indicam sua posição na matriz.

Assim, podemos dizer que cada elemento de uma mátria A é representado por aij, onde i representa a linha e j a coluna, onde o elemento a se encontra localizado. A matriz com m linhas e n colunas possui dimensão mxn (lê-se m por n) e indicamos por Amxn.

Exemplo 1:

(a) A2x3 = 

é uma matriz de 2 linhas e 3 colunas onde cada elemento de A ocupa

um lugar determinado na matriz. O elemento (-5), por exemplo está na segunda linha (i=2) e terceira coluna (j=3) que indicamos por a 23 = -5. Os demais elementos indicamos por:

21 22 23

11 12 13

a a a

a a a

(b) B2x2 =

i

é uma matriz de ordem 2 x 2 ou B = [bij]2x

(c) C1x4 = [ 2 − 2 4 9 ]é uma matriz de ordem 1 x 4 ou C = [cij]2x Exemplo 2: Consideremos a situação-problema de 03 pessoas, candidatas a um emprego e submetidas a testes. Podemos representar o resultado dos testes num quadro de avaliação:

1º teste 2º teste 3º teste

Teresa 4,0 3,5 1,

Paulo 5,0 7,3 8,

Marcos 4,8 7,2 3,

André 9,0 8,8 6,

Os números distribuidos na horizontal representam a pessoa avaliada e formam o que denominamos de linha e, os colocados na vertical representam o grau de aprovação no teste e são chamados de coluna. A tabela de valores resultante do quadro é denominada matriz e cada número é chamado de elemento. Neste exemplo, temos uma tabela/matriz de ordem quatro por três (4 x 3) ou seja, é uma a matriz com 4 linhas e 3 colunas. Assim, representamos a situação-problema em:

C

A4x3 =

Exemplo 3: Vamos considerar agora, a representação em matriz da seguinte situação: Analisando a pontuação (de 0 a 10) obtida por Paulo, André e Luana, no programa de formação continuada da empresa em que trabalham, nos últimos anos, temos: Paulo, com 8, 7, 9 e 8 pontos; André, com 6, 6, 7, 6 e Luana, com 4, 8, 5, 9. Esta situação-problema pode ser representando num quadro ou numa matriz com a pontuação dos três por ano. Observe: Representando num quadro:

2004 2005 2006 2007

Paulo 8 7 9 8

André 6 6 7 6

Luana 4 8 5 9

Representando numa matriz:

Para saber a pontuação de André, por exemplo, em 2006, basta procurar o número que fica na 2ª linha e na 3ª coluna da tabela ou da matriz. Temos nesse caso, uma matriz de ordem 3 x 3 ou seja, nossa matriz tem 3 linhas e 3 colunas e indicamos por A3,3. Quando uma matriz tem o número de linhas igual ao número de colunas, é chamada de matriz quadrada. Exemplo 4: Vamos avaliar uma outra situação-problema na comparação entre pessoas com seus respectivos pesos, alturas e idade. Podemos representar no quadro abaixo os valores encontrados:

Altura(m) Massa(kg) Idade(anos)

Eduardo 1,83 72 18

Fernando 1,75 54 14

Este quadro pode ser representada por uma matriz A de ordem 2 x 3 ou seja com 2 linhas e 3 colunas. As linhas são enumeradas de cima para baixo e as colunas, da esquerda para direita.

A2x3 = 

LINHAS

COLUNAS

1ª linha 2 a^ linha

3ª coluna 2 a^ coluna 1 a^ coluna

3. Tipos de Matrizes

lgumas matrizes, por suas características, recebem denominações especiais. Vamos conhecer!

  1. Matriz Retangular: Se m ≠≠≠≠ n então A é dita matriz retangular de ordem m x n.

Exemplo: A3x4=

31 32 33 34

21 22 23 24

11 12 13 14

a a a a

a a a a

a a a a

é uma matriz retangular de ordem 3 ×××× 4 ou A = [aij]3x

  1. Matriz Linha ou vetor linha: É a matriz de ordem 1 x n, ou seja, formada por uma única linha. Exemplo: A1x4 = ( 3 − 1 5 8 )
  2. Matriz Coluna ou vetor coluna: É a matriz de ordem m x 1,

ou seja, com uma única coluna. Exemplo: B2x1 = 

  1. Matriz Nula ou matriz nula: É a matriz em que todos os elementos são nulos. É representada

por 0m x n. Exemplo: 0 2x3 = 

Exemplo complementar: A tabela a seguir apresenta os preços dos produtos químicos para tratamento de água P 1 , P 2 , P 3 , P 4 das empresas A, B, e C. P 1 P 2 P 3 P 4 A 190 182 204 179 B 191 180 200 177 C 192 181 205 175  Neste exemplo temos uma matriz retangular de ordem 3 x 4, formada por 3 linhas e 4 colunas.  Os preços da empresa A formam a matriz linha 1x4 indicada por A = ( 190 182 204 179 ). Idem para os preços das empresas B e C.  Os preços do produto P 1 , relacionados as empresas A, B e C formam a matriz coluna

3x1, indicada por P 1 =

. Idem para os produtos P 2 , P 3 e P 4.

  1. Matriz Quadrada: Se m = n então a matriz A é denominada matriz quadrada de ordem n isto é, A é uma matriz que tem um número igual de linhas e colunas. Exemplos:

A3x3=

31 32 33

21 22 23

11 12 13

a a a

a a a

a a a

e B2x2= 

. A é uma matriz quadrada de ordem 3 e B tem ordem 2.

Os elementos aij da matriz quadrada quando i = j formam a diagonal principal da matriz. A outra diagonal é chamada diagonal secundária.

Exemplo: A3x3=

31 32 33

21 22 23

11 12 13

a a a

a a a

a a a

A

Diagonal principal

Diagonal secundária

Note que: Matrizes com a característica de ser linha ou coluna têm papel importante na Álgebra e são denominadas vetores. E estes têm representação geométrica no plano e no espaço tridimensional.

Na diagonal principal estão os elementos que têm os dois índices iguais → a 11 , a 22 , ... ann

Na diagonal secundária estão os elementos aij tais que i+j = n+1 ou seja, que têm soma dos índices igual a n+1 → São: a1n, a2(n-1), ... an1.

As matrizes quadradas se classificam em:

5.1 Matriz diagonal: É a matriz quadrada em que todos os elementos que não estão na diagonal principal são iguais a zero ou seja, se A=[ aij ], então aij = 0 quando i ≠ j. Indicamos por D = diag (a 11 , a 22 , ... ann ).

Exemplo 1: D3x3 =

5.2 Matriz identidade ou matriz unidade: É a matriz quadrada em que todos os elementos da diagonal principal são iguais a 1 e os demais são nulos. É representada por In, sendo n a ordem da matriz ou simplesmente I.

Ou, matriz identidade é uma matriz diagonal com os elementos não nulos iguais a 1.

Exemplo: I 3 =

Pode ser representada genericamente por:

In = [ aij ] com aij =

0,sei j

1 ,sei j

Note que: A multiplicação de qualquer matriz pela identidade resulta na matriz original.

5.3 Matriz escalar ou singular: É a matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são iguais. Note que toda matriz identidade é uma matriz escalar.

Exemplo: A 3 =

5.4 Matriz triangular superior: É a matriz quadrada cujos elementos abaixo da diagonal principal são nulos ou é a matriz A=[aij] cujos elementos aij são nulos (aij = 0) para i > j

Exemplo:A 4 =

5.5 Matriz triangular inferior: É a matriz quadrada cujos elementos acima da diagonal principal são nulos ou é a matriz quadrada A=[aij] cujos elementos aij são nulos (aij = 0) para i < j

Exemplo:A 4 =

Note que: Uma Matriz diagonal é simultaneamente triangular superior e triangular inferior. Por exemplo:

Uma agência de automóveis efetuou de vendas, durante o quatro trimestre: 106 Gols no 1o^ mês, 45 Zafiras no 2o^ mês, no último mês foram 20 Passats. Observe, ao lado, a tabela de vendas e a matriz diagonal que é simultaneamente triangular.

Gol Zafir a

Passat

M1 10 6

0 0

M2 0 45 0 M3 0 0 20

ou

0 0 20

0 45 0

106 0 0

6. Simetria em Matrizes

ma matriz qualquer quadrada, pode ser simétrica e anti-simétrica. Observe:

6.1 Matriz simétrica: É a matriz quadrada de ordem n tal que A = At. É a matriz cujos elementos aij = aji. Em geral a matriz simétrica é indicada pela letra S Também podemos dizer que: Se uma matriz (quadrada) A e a sua transposta At^ são iguais, isto

é, as aij = aji para todo i e j, então a matriz A é

simétrica (com relação a sua diagonal principal). A = At^  Matriz Simétrica

Exemplo: A =

2 1 7

0 3 1

5 0 2

= At^ = S

Observe que na Matriz simétrica os elementos dispostos simetricamente em relação a diagonal principal são iguais. Neste exemplo, temos:  a 12 = a 21 = 0  a 13 = a 31 = 2  a 23 = a 32 = -

6.2 Matriz anti-simétrica: É a matriz quadrada de ordem n tal que At^ = (-A) ou é a matriz cujos elementos aij = (-aji) para i≠j e aij=0 para i=j. Em geral a matriz simétrica é indicada pela letra S´ A = -At^  Matriz anti-simétrica Observe nos exemplos que, como A=(-At^ ) então A é simétrica e  a 12 = - a 21 ,  a 13 = - a31,  a 23 = - a 32  a 11 = a 22 = a 33 = 0

NN Nooottteee qqquuueee::: Se uma matriz A é anti-simétria, seus

elementos dispostos simétricamente em relação à diagonal principal são opostos e os elementos da diagonal principal são nulos.

Exemplo 1: A=

=-At^ = S´

Exemplo 2: B=

=-Bt^ = S´

Agora, tente você!

Resolva a lista de atividades 1

U

Lista 1 de Atividades - Matrizes

1.Uma agência de automóveis efetuou de vendas, durante o quatro trimestre: 106 Gols, 40 Zafiras e 12 Passats no 1o^ mês, 100 Gols, 22 Zafiras e 6 Passats no 2o^ mês, no último mês foram 86 Gols, 40 Zafiras e 20 Passats. Monte a tabela de vendas e transforme em matriz.

2.Encontre as matrizes definidas em:

(a) A=(aij)3x2 com aij=i–5j (b) B=(bij)4x4 com bij =

0 ,sei j

1 sei j

3.Encontre as matrizes definidas em:

(a) A=(aij)3x2 com aij=4i–j

(b) B=(bij)3x3 com bij =i^2 +j^2

(c) C=(cij)2x3 com cij =

2 ,sei j

sei j

i j

j

i

(d) D = (dij)3x3, matriz identidade

4.Considere a matriz B =

. Encontre os valores dos seguintes elementos de B:

a) b 11 b) b 21 c) b 12 d) b 32 e) b 42 f) b 24

5.Uma matriz possui 8 elementos. Quais os tipos possíveis para essa matriz? 1x8, 2x3, 5x7, 4x2, 2x4, 2x6!

  1. Quantos elementos tem uma matriz de ordem 4 por 7?
  2. Encontre a tabela de carros financiados por uma agência bancária nos meses de junho, julho e agosto. Represente em matriz e analise: (a) Qual o modelo de carro mais financiado? (b) Em qual mês houve um maior número de carros financiados. (c) Qual o total de carros financiados pela agência mensalmente e, ao final dos três meses?
  3. Dê exemplo de: (a) Matriz simétrica S e anti-simétrica S´de ordem 3. (b) Matriz escalar de ordem 4. (c) Matriz Identidade de ordem 5.
  4. Considere as matrizes retangulares A =

1 3 x + 5 4

e B =

y −

(d) Determine os valores de x e y de forma que as matrizes A e B sejam iguais; (b) Encontre At^ e Bt.

10. Determine a matriz oposta de A2x3 = 

  1. A partir de uma matriz triangular superior de ordem 3, encontre a sua matriz oposta.
  2. A partir de uma matriz diagonal de ordem 4, encontre sua transposta.
  3. Encontre a transposta da matriz A = [aij]3x2 em que aij =

j i i j

i j i j

se

se

  1. Para a matriz linha A = [aij]1x3 em que aij =2i-j, prove que (At)t^ = A.
  2. Encontre a matriz diagonal A = [aij] de ordem 3, sabendo que aij = 3i-j. Após, determine a soma dos elementos da diagonal principal com os elementos da diagonal secundária.

7. Operações com Matrizes

7.1 Adição e Subtração de matrizes

uas matrizes, A = [aij] e B = [bij], só podem ser adicionadas ou subtraídas se tem a mesma ordem. Neste caso, a soma (adição) de A com B é uma matriz C = [cij], indica-se por A + B = C, tal que: cij = aij + bij

A diferença (subtração) entre duas matrizes A e B, de mesma ordem, é definida pela soma de A com (-B), indica-se: A + (-B) = A – B, tal que:

cij = aij - bij

Assim, duas matrizes podem ser somadas (ou subtraídas) se e somente se elas possuem a mesma

dimensão aij = bij

Exemplo 1: Se 

21 22

11 12

a a

a a

A e 

21 22

11 12

b b

b b

B então 

21 21 22 22

11 11 12 12

a b a b

a b a b

A B

Exemplo 2: A tabela a seguir mostra o número de embalagens em mil, dos modelos C 1 , C 2 , C 3 produzidas numa semana pelas industrias A, B e C integrantes de um mesmo grupo empresarial, numa semana:

C 1 C 2 C 3 A 18 41 17 B 17 52 15 C 25 48 19

A matriz correspondente a produção das embalagens é indicada por P 1 =

Considerando que a quantidade de embalagens semanais produzidas não se altera, qual o total de embalagens produzidas pelo grupo, por indústria e por modelo, ao final de duas semanas?

1ª semana + 2ª semana = P 1 + P 2 =

A matriz P 1 + P 2 indica a produção por empresa e produto ao final de duas semanas. Temos então: Indústria A: produziu 36 mil embalagens do modelo C 1 , 82 mil do C 2 e 34 mil de C 3. Indústria B: produziu 34 mil embalagens do modelo C 1 , 104 mil do C 2 e 30 mil de C 3. Indústria C: produziu 50 mil embalagens do modelo C 1 , 96 mil do C 2 e 38 mil de C 3. Este é um exemplo de soma de matrizes Analisando a matriz resultante, podemos encontrar outros dados, facilmente. Por exemplo:  O total de embalagens produzidas do modelo C 1 (= 120 000), do modelo C 2 (= 282 000), do modelo C 3 (=102 000).  O total de embalagens produzidas, por industria, nos três modelos: A (=152 000), B (=

  1. e C = (184 000)  O total de embalagens produzidas nas três industrias (=504 000)

D

Exemplo 3: Se A = 

e B = 

então A + B = 

Exemplo 4: Se A = 

e B = 

então A - B = 

  • (^) 

Exemplo 5: Se A=

e B=

então,

A+B=

=C

A–B=

=D

Exemplo 6: Se A = [ 2 b − 1 ]e B = (^) 

⇒ A + B = 

b

Exemplo 7: Se A = [ 2 5 − 1 ]e B = [ 3 − 2 4 ]então A + (-B) = A–B = [ − 1 7 − 5 ]

7.2 Multiplicação por um escalar

eja A = [aij] e k um escalar (número) real ou complexo. O produto da matriz A pelo escalar k, é a matriz B = [bij] tal que bij = k aij , ou seja, é a matriz obtida multiplicando-se cada elemento de A por k → bij = kaij

Exemplo 1: k A = k 

k

k k

se k=5 temos 5 A=5 

=B

Exemplo 2: Se A= [ 3 − 2 4 ]então. A =

.[ 3 2 4 ]

Exemplo 3: Considermos o mesmo problema anterior do quadro demonstrativo de produção de embalagens de indústrias que integram o mesmo grupo empresarial. A tabela a seguir mostra o número de embalagens em mil, dos modelos C 1 , C 2 , C 3 produzidas pelas industrias A, B e C, numa semana:

C 1 C 2 C 3 A 18 41 17 B 17 52 15 C 25 48 19

S

Da mesma forma, obtemos o valor recebido pelas vendas das lojas B e C.

V =

. P =

= 17.50+52.40+15.60 = 850+2080+900 = 3830 reais → Loja B

V =

. P =

= 10.50+39.40+16.60 = 500+1560+960 = 3020 reais → Loja C

Portanto, o valor recebido pelas vendas dos três tipos de calçados nas lojas A, B e C é representado

pela matriz V.P =

. Assim, o valor recebido pelas lojas A, B e C na

venda mensal dos calçados do tipo C 1 , C 2 e C 3 é de R$ 10.410,00 que equivale a R$ 3.560,00 da Loja A, R$ 3.830,00 da Loja B e R$ 3.020,00 da Loja C.

Exemplo 2:Uma empresa produz dois tipos de produtos, P 1 e P 2. São usados três tipos de ingredientes na produção: x, y, z nas seguintes proporções: Tabela Matriz P 1 P 2 x 3 1 y 4 2 z 3 7

Ip =

Diariamente são fabricados 80 produtos do tipo P 1 e 120 do tipo P 2. Esta quantidade de

produtos pode ser representada pela matriz produção P = 

Para saber a quantidade de ingredientes utilizados diariamente, fazemos: Ingrediente x → 3.80+1.120 = 240+120= Ingrediente y → 4.80+2.120 = 320+240= Ingrediente z → 3.80+7.120 = 240+840=

Esta quantidade de produtos pode ser representada pela matriz Pi =

Podemos obter esta matriz Pi denominada de matriz produto de Ip por P, da seguinte forma:

= Pi

Note que: cada elemento da matriz final é a soma dos produtos ordenados de uma linha da primeira matriz pela coluna da segunda matriz ou seja: 360 = 3.80+1. 560 = 4.80+2. 1080= 3.80+7. Este é mais um exemplo de multiplicação de matrizes.

Conceituando o produto de matrizes:

Utilizamos na definição de produto de matrizes o conceito de somatório: Vamos rever este conceito?

Saiba Mais:

Definição:

Produto entre duas matrizes A e B só é possível se o número de colunas da primeira é igual ao número de linhas da segunda matriz. Se existir o produto de A por B, o tipo da matriz produto é dado pelo número de linhas de Ae pelo número de colunas de B. Pode existir o produto de A por B, mas não existir o produto de B por A.

Dadas as matrizes A = (aik)mxn e B = (bik)mxp, define-se como produto de A por B a matriz C = (cij)mxp tal que o elemento cij é a soma dos produtos da i-ésima linha de A pelos elementos correspondentes da j-ésima coluna de B.

C = A ⋅⋅⋅⋅ B ⇒⇒⇒⇒ cij = 1 (. ik )

pk (^) = Aik B

Se considerarmos, por exemplo, as matrizes A = [ aij ]2xn e B = [ bij ]mx1, com m = n, o produto AB, nesta ordem, é a matriz C = [ cij ]2x1 tal que, cij é a soma dos produtos, na ordem em que estão dispostos, dos elementos da matriz-linha A, pelos elementos da matriz-coluna B. Note que a matriz resultante C tem o mesmo número de linhas de A e o número de colunas de B.

Exemplo 1: Seja A = [ 3 − 2 4 ], B =

, C = 

e D =

a) A x B =? Resolução: A 1 x 3 x B 3 x 1 = [(3x1) + (-2x2) + (4x4)] = [3-4+16] = [15] = C1 x 1.

b) B x C =? Resolução: B 3 x 1 x C 2 x 2 =? Não existe produto BC pois o nº de colunas de B é diferente do nº de linhas de C ou 1 ≠ 2.

c) C x D =?

Resolução: C 2 x 3 x D 3 x 4 = 

x

= M 2 x 4 = 

21 22 23 24

11 12 13 14

a a a a

a a a a

Para determinar M que é o produto das matrizes C x D, consideramos cada linha da matriz A como uma matriz-linha e cada coluna da matriz B como matriz-coluna. Calculamos cada elementos aij da matriz M = CD. Como? (1) Multiplicamos a 1ª linha de C pela 1ª coluna de D. A seguir, multiplicamos a 1ª linha de C pela 2ª coluna de D. E, assim, sucessivamente, multiplicamos a 1ª linha de C

O

Na multiplicação de matrizes, utilizamos o símbolo de somatório (^) ∑ (letra sigma maiúscula do alfabeto grego) para representar uma soma. Por exemplo, a soma a 1 + a 2 + a 3 + a 4 + a 5 pode ser representada abreviadamente por:

5

i 1

a (^) i (lê-se: somatório de ai com i variando de 1 a 5). Assim, (^) ∑

5

i 1

a i = a 1 + a 2 +

a 3 + a 4 + a 5. Generalizando: (^) ∑

n

im

ai = am+ am+1+ am+2+...+ an. Neste caso, i é o

índice da soma, m é o limite inferior do somatório e n é o limite superior do somatório.

Exemplo: (^) ∑

5

1

i

i = 3.1^2 +3.2^2 +3.3^2 +3.4^2 +3.5^2 =3.1+3.4+3.9+3.16+3.25=165.