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Uma boa apostila feita pelo PET Engenharia Elétrica da UFSM com detalhes sobre o funcionamento do software orcad 9.2, que permite ,além de outras aplicações, fazer placas de circuito impresso e simular circuitos eletônicos.
Tipologia: Notas de estudo
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2 PSpice A/D
A ferramenta PSpice A/D presente no pacote OrCAD ´e um software utilizado na simula¸c˜ao de circuitos anal´ogicos e digitais (Analog/Digital). O programa ´e a vers˜ao SPice (Simulation Program with Integrated Circuit Emphasis) desenvolvida pela Microsim Corporation a fim de rodar em computadores pessoais, da´ı a letra P no in´ıcio do nome. A primeira vers˜ao do PSpice foi lan¸cada no ano de 1984, e a Microsim foi re- spons´avel pelo seu desenvolvimento at´e a vers˜ao 8.0. Em seguida, a Microsim foi comprada pela empresa OrCAD que, posteriormente, foi vendida a Cadence Design Systems. Entretanto, v´arios softwares dedicadosa an´alise de circuitos el´etricos foram de- senvolvidos at´e chegarmos `a vers˜ao PSpice que conhecemos hoje. Entre esses pro- gramas, podemos citar:
A grande diferen¸ca entre o PSpice A/D e as ferramentas Capture CIS e Layout Plus, como veremos ao longo do curso, est´a no modo como os circuitos s˜ao descritos, e na forma como os resultados s˜ao mostrados ao usu´ario: abandonam-se os recursos gr´aficos, comumente utilizados, e utiliza-se o modo texto. Isso normalmente afasta do PSpice aqueles que est˜ao come¸cando a utilizar o OrCAD, no entanto, veremos que o processo ´e bastante simples e pr´atico.
Figura 1: S´ımbolo do Pacote OrCAD
De maneira bastante simples, a simula¸c˜ao de um circuito no PSpice ´e feita de acordo com os passos listados no fluxograma abaixo:
Figura 2: Fluxograma para simula¸c˜ao de circuitos no PSpice A/D
No entanto, iremos descrever passo a passo o processo de descri¸c˜ao e simula¸c˜ao de circuitos utilizando essa ferramenta. A cria¸c˜ao do arquivo de descri¸c˜ao do circuito a ser simulado pode seguir uma ordem de forma a manter a clareza do arquivo. Essa organiza¸c˜ao facilita o trabalho n˜ao apenas do usu´ario, mas tamb´em daqueles que futuramente ter˜ao contato com o arquivo. Sugere-se:
De acordo com o fluxograma da Figura 1, a cria¸c˜ao do arquivo de descri¸c˜ao do circuito ´e feita a partir do pr´oprio aplicativo. No entanto, tamb´em podemos editar esse arquivo a partir de algum editor de texto com o qual estamos familiarizados, como o Bloco de Notas, o MS-Editor, ou qualquer outro editor dispon´ıvel. Em ambos os casos (atrav´es do aplicativo ou por meio do editor de texto) a estrutura do arquivo ser´a a mesma. O importante aqui n˜ao ´e o ambiente no qual o arquivo ser´a criado, mas sim a extens˜ao na qual ele ser´a salvo. Agora, veremos a configura¸c˜ao t´ıpica de um arquivo de descri¸c˜ao de circuito no PSpice.
De forma geral, os componentes mais utilizados em circuitos s˜ao declarados no arquivo conforme segue:
Elementos Passivos
Fontes Independentes
NOTA: n´o+ e n´o- definem a polaridade da fonte. Correntes pos- itivas, como sabemos, fluem do n´o+, atrav´es da fonte, para o n´o-. Cuidado com essa conven¸c˜ao de n´os.
(^3) Caso a unidade de medida n˜ao seja especificada, ser´a tomada a unidade de medida padr˜ao da grandeza em quest˜ao. Por exemplo: Capacitˆancia = Faraday (F); Resistˆencia = ohm (Ω);
Figura 4: Conven¸c˜ao de N´os
⇒ Tipos de Onda
A onda (tens˜ao ou corrente, neste caso) pode ser apenas um valor constante (DC), ou pode, ainda, assumir outras formas:
Figura 5: Onda Senoidal
A forma de onda sin faz com que a sa´ıda comece em [V0] e permane¸ca nesse valor durante [TD] segundos. Ent˜ao, a sa´ıda torna-se uma onda senoidal exponencialmente amortecida descrita pela equa¸c˜ao
V = V 0 + V Ae−α(t−T D)sen(2(t − T D))
Caso os dois ´ultimos parˆametros sejam omitidos, eles assumem o valor igual a zero.
Figura 8: Onda Exponencial
Essa forma de onda, tamb´em usada em simula¸c˜oes, faz com que a corrente ou tens˜ao de sa´ıda seja [V1] para os primeiros [TRD] segundos. Em seguida, a sa´ıda muda exponencialmente de [V1] para [V2] com uma constante de tempo [TRC], em [TFD] segundos. Finalmente, a sa´ıda decai de [V2] para [V1] com uma constante de tempo [TFC].
O resumo abaixo mostra as ondas j´a expostas aqui, e tamb´em outras formas, com seus respectivos parˆametros.
Figura 9: Formas de Onda e parˆametros para declara¸c˜ao no PSpice
Fontes Controladas (Fontes Dependentes)
No exemplo acima, temos uma FTCT chamada source, situada entre os n´os 2 e 4 do circuito, sendo que a tens˜ao entre esses dois n´os ´e 2,4 vezes a tens˜ao entre os n´os 3 e 6.
NOTA: Na teoria de circuitos, fontes controladas s˜ao comumente definidas como elementos constitu´ıdos por dois bra¸cos, onde o primeiro bra¸co ´e formado por um curto circuito (no caso de cont- role por corrente) ou por um circuito aberto (controle por tens˜ao), e o segundo bra¸co ´e constitu´ıdo pela fonte controlada. No entanto, o PSpice fornece a penas o valor da corrente que circula atrav´es de fontes independentes de tens˜ao. Por esse motivo, o software exige que um dos bra¸cos da fonte controlada por corrente seja formado por uma fonte de tens˜ao independente.
Dispositivos Semicondutores
Os modelos de dispositivos semicondutores necessitam de in´umeros parˆametros. O conjunto de parˆametros do modelo de um dispositivo ´e definido em uma declara¸c˜ao
(^4) Note que, mesmo tratando-se de uma fonte, a corrente circula no sentido da queda de tens˜ao, ao contr´ario de fontes independentes.
Linha do Elemento: Qnome [n´oC] [n´oB] [n´oE] [nome do modelo] Linha do Modelo: .model [nome do modelo] NPN(ou PNP) (BF= IS= VAF=)
O nome do elemento come¸ca com Q para referenciar um transistor de jun¸c˜ao bipolar (TJB). Os argumentos [n´oC] [n´oB] e [n´oE] indicam os n´os aos quais est˜ao conectados o coletor, a base e o emissor, respectivamente. Assim como nos diodos, [nome do modelo] representa o nome do modelo de transistor bipolar especificado na linha de modelo. BF ´e o ganho de corrente em emissor comum β, IS ´e a corrente de satura¸c˜ao e VAF ´e a tens˜ao Early. Se nenhum valor for especificado, os valores default s˜ao utilizados (BF=100, IS=10−^16 A e VAF=infinito). Outros parˆametros podem ser especificados, incluindo as capacitˆancias de jun¸c˜ao CJE (0p) e CJC (0p), os tempos de transi¸c˜ao TT (0seg) e TR (0seg), a resistˆencia de base RB (0Ω), de emissor RE (0Ω) e de coletor RC (0Ω). Para uma descri¸c˜ao mais completa do transistor bipolar e de todos os seus parˆametros, consulte a se¸c˜ao 4.16 do livro-texto Sedra/Smith. Exemplo de descri¸c˜ao do transistor NPN 2N2222A: Linha do Elemento: QTJB 1 2 Q2N2222A Linha do Modelo: .model Q2N2222A NPN (IS=14.34f XTI=3 EG=1.11 VAF= 74.03 BF=255.9 NE=1.307 ISE=14.34f IKF=.2847 XTB=1.5 BR=6.092 NC= ISC=0 IKR=0 RC=1 CJC=7.306p MJC=.3416 VJC=.75 FC=.5 CJE=22.01p MJE=. VJE=.75 TR=46.91n TF=411.1p ITF=.6 VTF=1.7 XTF=3 RB=10)
Linha do Elemento: Jnome [n´oD] [n´oG] [n´oS] [nome do modelo] Linha do Modelo: .model [nome do modelo] NJF(ou PJF) (parˆametros=)
Aqui, a letra J referencia um transistor JFET. [n´oD] [n´oG] e [n´oS] indicam os n´os dos terminais dreno, gate e fonte, respectivamente. Entre os parˆametros deste dispositivo, podemos encontrar: VT0 (tens˜ao de limiar = -2V default para JFET N), BETA (coeficiente de transcondutˆancia = 10−^4 A/V 2 ), LAMBDA (modula¸c˜ao de comprimento do canal = 0V −^1 ), IS (corrente de satura¸c˜ao = 10−^14 A), CGD e CGS (capacitˆancias de jun¸c˜ao gate-dreno e gate-fonte = 0p), RD e RS (resistˆencias ˆohmicas do dreno e da fonte = 0Ω). Para uma descri¸c˜ao mais completa do modelo do FET e de todos os seus parˆametros, consulte a se¸c˜ao 5.13 do livro-texto Sedra/Smith.
Linha do Elemento: Mnome [n´oD] [n´oG] [n´oS] [n´oB] [nome do modelo] L= W= Linha do Modelo: .model [nome do modelo] NMOS(ou PMOS) (parˆametros=)
Os transistores MOSFETS, dentro do PSpice, s˜ao identificados pela letra M. [n´oD] [n´oG] [n´oS] e [n´oB] representam, nessa ordem, os n´os de localiza¸c˜ao dos terminais dreno, gate, fonte e substrato.L e W servem para informamos o comprimento e a largura do dispositivo ao simulador. Esses dois parˆametros s˜ao, em geral, suficientes para especificarmos transistores discretos. No en- tanto, quando lidamos com circuitos integrados, ´e necess´aria a especifica¸c˜ao de v´arios outros parˆametros relacionados `a geometria do transistor. A se¸c˜ao 5.13 do livro-texto Sedra/Smith, traz detalhes a respeito dos parˆametros de dis- positivos FETS, como j´a mencionado no trecho dedicado a transistores JFETS.
NOTA referente aos dispositivos semicondutores: A id´eia de utilizarmos a simula¸c˜ao de circuitos el´etricos, ´e a obten¸c˜ao de resultados bastante pr´oximos aos valores reais antes de imple- mentarmos o sistema fisicamente. Por esse motivo, a informa¸c˜ao dos parˆametros dos dispositivos ao software de simula¸c˜ao ´e de extrema importˆancia. No entanto, a menos que tenhamos um contrato firmado com a empresa fabricante do dispositivo a ser simulado, n˜ao teremos acesso aos parˆametros do mesmo. Para isso, encontramos em alguns endere¸cos da web, arquivos com fins educacionais que trazem especificados esses parˆametros. Desse modo, basta copiarmos esse arquivo e adicion´a-lo ao nosso arquivo .cir que ir´a simular o circuito com o dispositivo em quest˜ao. Abaixo, segue o arquivo texto retirado da p´agina http://www.mosis.com/cgibin/cgiwrap/umosis/swp/params/ami abn/n75q.prm, que traz os parˆametros de um dispositivo CMOS tipo N:
Subcircuitos
Muitas vezes, desejamos simular dispositivos mais complexos ou n˜ao disponi- bilizados pelas bibliotecas do software de simula¸c˜ao. No caso de amplificadores operacionais, por exemplo, n˜ao h´a um modelo SPICE pronto para descrevˆe-los, a n˜ao ser em bibliotecas espec´ıficas, como a modelo.lib. Mesmo assim, as in´umeras formas diferentes de implementarmos um amplificador operacional (ou outro dis- positivo) torna, em alguns casos, ineficiente o uso de tais bibliotecas. Em situa¸c˜oes como essas, usamos subcircuitos. Para entendermos o funcionamento dessa ferramenta, vamos implementar um multiplicador de tens˜ao, descrevendo um duplicador de tens˜ao e replicando essa descri¸c˜ao usando subcircuitos. Trecho da descri¸c˜ao do circuito:
A seguir, as declara¸c˜oes de an´alise padr˜ao disponibilizadas pelo SPICE s˜ao mostradas de maneira mais detalhada.
A an´alise das tens˜oes e das correntes de um circuito no modo DC, ´e realizada considerando apenas a componente cont´ınua, sendo bastante empregada para a obten¸c˜ao da curva caracter´ıstica de componentes. Nesse caso, fontes AC e indutores s˜ao curto-circuitados, e capacitores s˜ao circuitos abertos. Esse tipo de an´alise normalmente ´e utilizado no estudo dos seguintes pontos fundamentais:
.DC [vari´avel varredura] [valor de partida] [valor final] [incremento]
Onde: [vari´avel varredura] ´e o nome de uma fonte independente de tens˜ao ou de corrente do circuito descrito. Essa fonte ´e percorrida linearmente de [valor de partida] a [valor final], num passo dado por [incremento]. [valor de partida] pode ser maior ou menor que [valor final], ou seja, a varredura pode ser processada em qualquer sentido. [incremento] deve ser sempre superior a zero. Exemplo: .DC I1 1m 10m 1m O exemplo promove uma varredura em CC para a fonte de corrente I1 do circuito, variando de 1mA a 10mA, em passos de 1mA. A varredura completa tamb´em pode especificar apenas um ponto, se dese- jado. Exemplo: .DC Vin 10 10 1
Como observado anteriormente, a an´alise AC ´e realizada para a observa¸c˜ao do circuito no dom´ınio da freq¨uˆencia. Atrav´es desse tipo de an´alise podemos obter: (^6) A curva de bode ´e a ferramenta visual mais usada para o estudo de uma resposta em freq¨uˆencia.
.AC (LIN) ou (OCT) ou (DEC) [no^ de pontos] [(freq. de partida)] [freq. final]
Onde: (LIN), (OCT) e (DEC) s˜ao palavras-chave que especificam o tipo de varredura conforme especificamos abaixo: (LIN): Varredura Linear. A freq¨uˆencia varia linearmente de [(freq. de partida)] at´e [freq. final]. [no^ de pontos] especifica o n´umero de pontos a ser analisado na varredura. (OCT): Varredura em Oitavas. A freq¨uˆencia ´e percorrida logaritmicamente em oitavas. Nesse caso, [no^ de pontos] especifica o n´umero de pontos a ser analisado por oitava durante a varredura. (DEC): Varredura em d´ecadas. A freq¨uˆencia ´e percorrida logaritmicamente em d´ecadas. Aqui, [no^ de pontos] ´e o n´umero de pontos por d´ecada. Apenas um entre [LIN], [OCT] e [DEC] deve ser especificado den- tro da an´alise AC. O valor [freq. final] n˜ao deve ser inferior a [(freq. de partida)], e ambas devem ser superiores a zero. Assim como na an´alise DC, a varredura tamb´em pode especificar um ´unico ponto. Exemplo: .AC LIN 101 100khz 200khz O exemplo acima ilustra uma resposta em freq¨uˆencia linear, tendo 101 pontos distribu´ıdos na faixa de 200KHz. Exemplo: .AC LIN 1 100hz 100hz Aqui, uma solu¸c˜ao em regime permanente CA para uma rede com freq¨uˆencia de 100Hz.
Realizada para observar o comportamento do circuito no dom´ınio do tempo. Equivale `a an´alise efetuada com o oscilosc´opio. Por isso, ´e o tipo de an´alise mais utilizado em simula¸c˜oes el´etricas, com o objetivo de obter:
.TRAN [passo] [tempo final] (tempo sem imprimir) (UIC)
A an´alise transiente calcula o comportamento do circuito no tempo, deste t=0 at´e [tempo final]. E o intervalo de tempo empregado para plotagem ou´ impress˜ao dos resultados da an´alise. (tempo sem imprimir) ´e um parˆametro opcional, e serve para indicar o tempo a partir do qual a sa´ıda ser´a impressa. A palavra-chave UIC (Use Initial Conditions) faz com que o conjunto de
A declara¸c˜ao .PLOT permite que os resultados de an´alises CC, CA e Tran- siente ,efetuadas ao longo do c´odigo, tenham sa´ıda na forma de plotagem em impressoras.
.PLOT (DC) ou (AC) ou (TRAN) (vari´avel de sa´ıda) ([limite infe- rior],[limite superior])
Conforme mostrado no formato de declara¸c˜ao acima, as an´alises DC, AC e Transiente s˜ao os ´unicos tipos de an´alise que podem ser plotados, sendo que apenas um deles deve ser especificado por declara¸c˜ao. (vari´avel de sa´ıda) ´e uma lista das vari´aveis de sa´ıda desejadas para plotagem, sendo que no m´aximo oito vari´aveis s˜ao permitidas em uma declara¸c˜ao .PLOT. O eixo X gerado ´e determinado pelo tipo de an´alise que est´a sendo plotado. Por´em, o eixo Y pode ter ([limite inferior],[limite superior]). Caso nen- hum valor de limite seja especificado, o SPICE determinar´a automaticamente os limites de plotagem. Exemplo: .PLOT TRAN V(5) V(2) (0,5v) I(R1) I(VCC) (-5m,5m) O exemplo plota a resposta de transit´orio de V(5) e V(2) entre os limites 0V e 5V, e I(R1) e I(VCC) entre os limites -5mA e 5mA.
A declara¸c˜ao .PRINT permite que resultados de an´alise CA, CC e Transiente saiam em forma de tabelas.
.PRINT (DC) ou (AC) ou (TRAN) (vari´avel de sa´ıda)
De acordo com o formato de declara¸c˜ao acima, DC, AC e TRAN definem os tipos de an´alise que podem ter sa´ıda na declara¸c˜ao .PRINT. Um ´unico tipo de an´alise deve ser especificado, assim como em .PLOT. (vari´avel de sa´ıda) ´e uma lista das vari´aveis de sa´ıda desejadas. Ao contr´ario do que ocorre com a plotagem, aqui n˜ao h´a limite para o n´umero de vari´aveis de sa´ıda. O formato da sa´ıda ´e determinado pela especifica¸c˜ao do comando .WIDTH, descrito abaixo. Exemplo: .PRINT DC V(1) R(12). Imprime os valores CC para V(1) e R(12).
7 →Extens˜ao: A declara¸c˜ao .WIDTH estabelece o tamanho da sa´ıda (tabela).
.WIDTH OUT = [valor]
Onde [valor] ´e o n´umero de colunas da tabela, e deve ser 80 ou 132, sendo que 80 colunas ´e o valor default para o programa.
A presen¸ca do comando .PROBE no arquivo de descri¸c˜ao do circuito faz com que seja gerado em disco um arquivo com extens˜ao .DAT, que cont´em os dados que ser˜ao utilizados pelo programa gr´afico PROBE. Ou seja, a an´alise gr´afica das grandezas do circuito simulado requer o comando .PROBE na descri¸c˜ao do arquivo .CIR. No entanto, as vers˜oes mais recentes do programa PSpice geram o arquivo .DAT automaticamente, sem a necessidade desse comando. Atrav´es do uso do comando .PROBE no arquivo .CIR, podemos gerar o arquivo .DAT de sinais pr´e-determinados, ou omitirmos os sinais e deixarmos que o software crie o .DAT para todos os elementos do circuito descrito. Exemplo: .PROBE I(Vin) I(VR2) I(VR3) O exemplo mostra que, ao final da simula¸c˜ao, a an´alise gr´afica ser´a poss´ıvel apenas em cima das correntes que circulam atrav´es das fontes Vin, VR2 e VR3. Caso o comando .PROBE fosse usado sem argumentos (sinais de corrente, no caso), o Spice iria gerar um arquivo .DAT para todos os elementos do circuito descrito na ocasi˜ao.
2.2.5 Declara¸c˜oes de Fim
A declara¸c˜ao .END assinala o fim da descri¸c˜ao do circuito, sendo indispens´avel a qualquer arquivo .CIR.
NOTA: N˜ao confunda as declara¸c˜oes .ENDS e .END. A primeira delas marca o fim da descri¸c˜ao de um subcircuito. Sempre vem an- tecedida do comando .subckt. .END finaliza o circuito completo. Deve ser sempre a ´ultima linha do arquivo .CIR.
Tendo em vista que o simulador Spice gera um sistema de equa¸c˜oes ´ıntegro- diferenciais a partir da an´alise nodal ou de malhas do circuito descrito, e resolve esse sistema de equa¸c˜oes utilizando m´etodos num´ericos, ent˜ao, n˜ao s˜ao raras as vezes em que o software depara-se com erros de convergˆencia durante a simula¸c˜ao. Entre os cuidados comuns a serem tomados durante a descri¸c˜ao do circuito a ser simulado podemos destacar: