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apostiladehistologia, Notas de estudo de Biomedicina

Apostila de Histologia

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 18/08/2014

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APOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANA
APOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANAAPOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANA
APOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANA
Histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano, sua anatomia
microscópica e sua função tecidual. Este é formado por quatro tipos básicos de tecidos:
1 - Tecido epitelial, Cuja função principal é o revestimento da superfície
externa de órgãos como a pele, ou revestimento interno de vísceras ou cavidades
do corpo, além de secreção glandular; Chamamos de endotélio, os tecidos que
revestem os órgãos internamente, como no útero, o endométrio, e assim
sucessivamente em outros órgãos.
2 - Tecido conjuntivo, trata-se de um tecido especializado em preenchimento,
apoio, sustentação, reserva energética e proteção; (faz parte deste grupo o tecido
adiposo, o tecido ósseo e o tecido cartilaginoso).
3 - Tecido muscular, através de contrações realiza todos os movimentos do
corpo, como o peristaltismo intestinal que mobiliza o bolo fecal, quanto os
movimentos das pernas quando caminhamos;
4 - Tecido nervoso, que realiza a transmissão de impulsos nervosos,
comunicando o meio interno com o ambiente externo.
Os nossos órgãos são formados por dois componentes: Parênquima: que são as
células responsáveis pela função típica do órgão, tecido especifico funcional de uma
glândula ou órgão. Estroma: Tecido de sustentação. Com exceção do cérebro e da
medula espinhal, o estroma é constituído por tecido conjuntivo. Em geral contém a
vascularização e a inervação do órgão.
As células: São unidades biológicas que agrupadas com forma e função
semelhantes compõe os diferentes tecidos. Podem ser classificadas como:
*Células lábeis: pouco diferenciadas, de curta duração e que não se reproduzem. Após
cumprirem suas funções, morrem e são substituídas. Ex: as hemácias, que tem um
tempo de vida de 120 dias.
*Células estáveis: constituem a grande maioria dentre as numerosas variedades
celulares do nosso organismo. São células que se diferenciam durante o
desenvolvimento embrionário e depois mantêm um ritmo constante de multiplicação.
Podem durar meses ou anos. Ex: as fibras musculares lisas e os diversos tipos de células
epiteliais e conjuntivas.
*Células permanentes: Duram toda a vida. Atingem alto grau de especialização e por
isso, depois de concluída a formação, perdem a capacidade de reprodução. É o que se
verifica com as fibras musculares estriadas e com os neurônios. Não renovação
dessas células nos organismo depois do nascimento. Ex: células musculares estriadas
esqueléticas, cardíacas e células nervosas.
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APOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANAAPOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANAAPOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANAAPOSTILA DE HISTOLOGIA HUMANA

Histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano, sua anatomia microscópica e sua função tecidual. Este é formado por quatro tipos básicos de tecidos:

  • 1 - Tecido epitelial , Cuja função principal é o revestimento da superfície externa de órgãos como a pele, ou revestimento interno de vísceras ou cavidades do corpo, além de secreção glandular; Chamamos de endotélio, os tecidos que revestem os órgãos internamente, como no útero, o endométrio, e assim sucessivamente em outros órgãos.
  • 2 - Tecido conjuntivo , trata-se de um tecido especializado em preenchimento, apoio, sustentação, reserva energética e proteção; (faz parte deste grupo o tecido adiposo, o tecido ósseo e o tecido cartilaginoso).
  • 3 - Tecido muscular , através de contrações realiza todos os movimentos do corpo, como o peristaltismo intestinal que mobiliza o bolo fecal, quanto os movimentos das pernas quando caminhamos;
  • 4 - Tecido nervoso, que realiza a transmissão de impulsos nervosos, comunicando o meio interno com o ambiente externo.
  • Os nossos órgãos são formados por dois componentes: Parênquima: que são as células responsáveis pela função típica do órgão, tecido especifico funcional de uma glândula ou órgão. Estroma: Tecido de sustentação. Com exceção do cérebro e da medula espinhal, o estroma é constituído por tecido conjuntivo. Em geral contém a vascularização e a inervação do órgão.

As células: São unidades biológicas que agrupadas com forma e função semelhantes compõe os diferentes tecidos. Podem ser classificadas como: *Células lábeis : pouco diferenciadas, de curta duração e que não se reproduzem. Após cumprirem suas funções, morrem e são substituídas. Ex: as hemácias, que tem um tempo de vida de 120 dias. *Células estáveis : constituem a grande maioria dentre as numerosas variedades celulares do nosso organismo. São células que se diferenciam durante o desenvolvimento embrionário e depois mantêm um ritmo constante de multiplicação. Podem durar meses ou anos. Ex: as fibras musculares lisas e os diversos tipos de células epiteliais e conjuntivas. *Células permanentes : Duram toda a vida. Atingem alto grau de especialização e por isso, depois de concluída a formação, perdem a capacidade de reprodução. É o que se verifica com as fibras musculares estriadas e com os neurônios. Não há renovação dessas células nos organismo depois do nascimento. Ex: células musculares estriadas esqueléticas, cardíacas e células nervosas.

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Capitulo 1: TECIDO EPITELIAL

Características: O Tecido Epitelial (TE) possui algumas características essenciais que permitem a sua diferenciação de outros tecidos do corpo. Ocorre uma justaposição das suas células poliédricas. Esta forma pode ser justificada pela pressão exercida por outras células e a ação modeladora do citoesqueleto; a justaposição das células pede ser explicada pela pequena quantidade ou mesmo ausência de matriz extracelular. A grande capacidade de coesão entre as células é outra característica e ocorre devido a especializações de membrana e ao glicocálix. O TE é avascularizado , fazendo da presença de lâmina basal indispensável à sua nutrição.

Funções: A função de revestimento envolve a de proteção - como a epiderme que protege os órgãos internos de agentes externos - e a de absorção - como é o caso das mucosas. Exerce uma importante função secretora , uma vez que as glândulas são originárias do TE, e são por isto classificadas como Tecido Epitelial Glandular. Além disso, o TE exerce uma função sensorial com os neuroepitélios (ex. retina ).

Tecido epitelial de revestimento:

Apresenta diversas funções, dependendo do local em que ocorrem. A epiderme tem como principais funções a proteção contra choques mecânicos e agentes patogênicos e contra a perda excessiva de água. O epitélio que reveste o tubo digestório tem importante função na absorção de alimento e reabsorção de água. No sistema respiratório, ao nível dos alvéolos pulmonares, o epitélio encarrega-se das trocas gasosas.

- Pele - É constituída por tecido epitelial (epiderme) e por tecido conjuntivo (derme) que reveste o corpo externamente. - Mucosa - É constituída por tecido epitelial e tecido conjuntivo que reveste internamente cavidades como nariz, boca, estômago etc. O papel da mucosa é dar proteção. - Serosa - É constituída por tecido epitelial e tecido conjuntivo que reveste externamente o coração (pericárdio), os pulmões (pleura) e o intestino (peritônio)

A classificação dos diferentes tipos de epitélio baseia-se em diversos parâmetros, como a forma da célula e o número de camadas.

Há três tipos básicos de células, cuja nomenclatura se relaciona com a forma celular: células pavimentosas , cúbicas e cilíndricas. Há autores que se referem às células transicionais. As células epiteliais podem se dispor em uma única camada ( epitélio simples ), ou organizar-se em várias camadas, onde a camada mais inferior entra em contato com a

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· Glândulas exócrinas: São aquelas que lançam suas secreções em cavidades ou superfícies do corpo através de canais ou dutos. Glândulas salivares, glândulas mamárias, glândulas sudoríparas, glândulas lacrimais. · Glândulas mistas: São Aquelas que possuem funções endócrinas e exócrinas.

  • Pâncreas: insulina -> sangue (função endócrina) suco pancreático-> intestino delgado (função exócrina).

Capitulo 2: TECIDO CONJUNTIVO

Ao contrário dos epitélios, os tecidos conjuntivos apresentam elevada quantidade de substância intercelular. As células que constituem esse tecido possuem formas e funções bastante variadas. Trata-se, portanto, de um tecido com diversas especializações. Também chamada de matriz, a substância intercelular ou intersticial dos tecidos conjuntivos preenche os espaços entre as células e apresenta-se constituída de duas porções: a substância amorfa e as fibras.

Substância intercelular amorfa : É constituída principalmente por água, polissacarídeos e proteínas. Às vezes, como acontece no tecido ósseo, a substância intercelular é sólida, com uma rigidez considerável; outras vezes, como o plasma sanguíneo, apresenta-se líquida.

Fibras: São de natureza protéica e se distribuem conforme o tipo de tecido. Na substância intercelular destacam-se os seguintes tipos de fibras:

  • Colágenas -- as fibras mais freqüentes do tecido conjuntivo; formadas pelas proteínas colágeno -- de alta resistência à tração - têm coloração esbranquiçada;

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  • Elásticas -- fibras formadas pela proteína elastina; dotadas de elasticidade, têm coloração amarelada.
  • Reticulares -- as fibras mais finas do tecido conjuntivo; são constituídas por uma proteína chamada reticulina, muito semelhante ao colágeno.

Tecido conjuntivo propriamente dito (TCPD): São tecidos que apresentam propriedades gerais: o tecido conjuntivo frouxo e o tecido conjuntivo denso.

Tecido conjuntivo frouxo -- Caracteriza-se pela presença abundante de substância intercelular e amorfa, porém é relativamente pobre em fibras, que se encontram frouxamente distribuídas. Nesse tecido estão presentes todas as células típicas do tecido conjuntivo: os fibroblastos, muito ativos na síntese protéica, os macrófagos, células com grande atividade fagocitária, os plasmócitos, que produzem anticorpos e as células adiposas, que armazenam lipídeos.

Funções básicas do tecido conjuntivo frouxo:

  • Preenchimento de espaços entre os órgãos viscerais;
  • Suporte e nutrição dos epitélios;
  • Envolvimento de nervos e vasos sanguíneos e linfáticos;
  • Cicatrização de tecidos lesados.

Tecido conjuntivo denso -- É pobre em substância intercelular e amorfa, porém relativamente rico em fibras, principalmente colágenas. A célula mais freqüente nesse tecido é o fibroblasto. Quando as fibras colágenas se distribuem de maneira difusa, não ordenada, o tecido conjuntivo denso é chamado de não-modelado. É o que ocorre, por exemplo, na derme da pele.

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Além do tecido adiposo unilocular, também conhecido como tecido adiposo amarelo observa-se também o tecido adiposo multilocular ou pardo. Este tipo de tecido adiposo, ao contrário da gordura amarela que pode ser encontrada espalhada no organismo, só é observado em fetos humanos recém-nascidos ou com certa abundância em animais hibernantes.

Os adipócitos da gordura parda acumulam lipídios na forma de várias gotículas espalhadas pelo citoplasma, e cercada por uma quantidade maior de citoplasma, quando comparada ao adipócito unilocular. A principal função do tecido adiposo multilocular é gerar calor. Através de uma proteína específica nas mitocôndrias (Termogenina) destes adipócitos, a energia gerada pela cadeia de elétrons e que produz ATP em outras situações, aqui é convertida em calor, que servirá para aquecer os recém nascidos.

TECIDO MUSCULAR: responsável pelos movimentos corporais

O tecido muscular é constituído por células alongadas, altamente especializadas e dotadas de capacidade contrátil, denominadas fibras musculares. No citoplasma da fibra muscular há muitas miofibrilas contráteis, constituídas por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular situa-se o retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), especializado no armazenamento de íons cálcio. A capacidade de contração das fibras é que proporciona os movimentos dos membros, das vísceras e de outras estruturas do organismo.

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MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO ou voluntário A fibra muscular do músculo esquelético é uma célula cilíndrica, multinucleada (vários núcleos), seu sarcoplasma contém muitas mitocôndrias, grânulos de glicogênio e uma proteína ligadora de oxigênio chamada mioglobina. Cada fibra muscular é formada por miofibrilas (unidades contráteis do músculo), e cada miofibrila é composta por quatro proteínas principais distribuídas em filamentos: miosina, actina, tropomiosina e troponina. Os filamentos grossos são formados por miosina, e as outras três proteínas formam o filamento fino. Estes filamentos estão dispostos paralelamente, originando um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são, por isso chamado, músculos estriados.

O sarcolema (membrana celular) penetra através de invaginações no interior das fibras musculares esqueléticas por meio de numerosos túbulos transversos, chamados túbulos T. Os túbulos T atravessam transversalmente a fibra, ramificando-se e anastomosando-se. Associados a este sistema de túbulos T, está o retículo sarcoplasmático, o qual é mantido em íntimo contato com os túbulos T. Esta estrutura armazena o cálcio intracelular, e forma uma rede em torno de cada miofibrila, se dispondo sob a forma de cisternas terminais dilatadas. Assim, duas dessas cisternas estão sempre em continuidade a um túbulo T, formando uma tríade, no qual o túbulo T é interligado à duas cisternas laterais.

MUSCULO ESTRIADO CARDÍACO ou involuntário

O tecido muscular cardíaco forma o músculo do coração (miocárdio). Apesar de apresentar estrias transversais, suas fibras contraem-se independentemente da nossa vontade, de forma rápida e rítmica, características estas, intermediárias entre os dois outros tipos de tecido muscular. Uma característica exclusiva do músculo cardíaco é a presença de discos intercalares, linhas transversais escuras que unem as células musculares umas as outras,

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As cartilagens (exceto as articulares e as peças de cartilagem fibrosa) são envolvidas por uma bainha conjuntiva que recebe o nome de pericôndrio. As cartilagens basicamente se dividem em três tipos distintos: 1) cartilagem hialina; 2) fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa; 3) cartilagem elástica

Cartilagem Hialina: Essa cartilagem forma o esqueleto inicial do feto; é a precursora dos ossos que se desenvolverão a partir do processo de ossificação endocondral. Durante o desenvolvimento ósseo endocondral, a cartilagem hialina funciona como placa de crescimento epifisário e essa placa continua funcional enquanto o osso estiver crescendo em comprimento. No osso longo do adulto, a cartilagem hialina está presente somente na superfície articular. No adulto, também está presente como unidade esquelética na traquéia, nos brônquios, na laringe, no nariz e nas extremidades das costelas (cartilagens costais).

Cartilagem Elástica: Esta é uma cartilagem na qual a matriz contém fibras elásticas e lâminas de material elástico, além das fibrilas de colágeno e da substância fundamental. O material elástico confere maior elasticidade à cartilagem, como a que se pode ver no pavilhão da orelha. A presença desse material elástico (elastina) confere a esse tipo de cartilagem uma cor amarelada, quando examinado a fresco. A cartilagem elástica pode estar presente isoladamente ou formar uma peça cartilaginosa junto com a cartilagem hialina. Como a cartilagem hialina, a elástica possui pericôndrio e cresce principalmente por aposição. A cartilagem elástica é menos sujeita a processos degenerativos do que a hialina. Ela pode ser encontrada no pavilhão da orelha, nas paredes do canal auditivo externo, na tuba auditiva e na laringe. Em todos estes locais há pericôndrio circundante. Diferentemente da cartilagem hialina, a cartilagem elástica não se calcifica.

Fibricartilagem ou cartilagem Fibrosa: A cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem é um tecido com características intermediárias entre o conjuntivo denso e a cartilagem hialina. É uma forma de cartilagem na qual a matriz contém feixes evidentes de espessas fibras colágenas que se colocam paralelamente às trações exercidas sobre eles. Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.

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A fibrocartilagem está caracteristicamente presente nos discos intervertebrais, na sínfise púbica, nos discos articulares das articulações dos joelhos e em certos locais onde os tendões se ligam aos ossos. Geralmente, a p resença de fibrocartilagem indica que naquele local o tecido precisa resistir à compressão e ao desgaste.

TECIDO ÓSSEO:

É um tipo especializado de tecido conjuntivo, formado por células e material extracelular calcificado, que lhe oferece um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso, suas principais funções estão relacionadas à proteção de órgãos internos , (principalmente os órgãos vitais, como fazem as caixas craniana e torácica) e à sustentação. Também funciona como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e a força do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular. Os ossos ainda são grandes depósitos e substâncias, sobretudo de íons de cálcio e fosfato, armazenando-os e liberando-os de forma controlada, mantendo uma concentração constante destes importantes íons no organismo. A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre as fibras de colágeno presentes na matriz extracelular e os íons cálcio. Devido à rigidez da matriz óssea, a nutrição das células do tecido é realizada a partir de canais existente na matriz. No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares típicos:

  • Osteócitos : células localizadas em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea. É a célula óssea madura.
  • Osteoblastos : os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea não calcificada, denominada osteóide, que é composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz. Os osteócitos originam-se de osteoblastos, quando estes são envolvidos completamente por matriz óssea.
  • Osteoclastos : os osteoclastos participam dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas, derivadas de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos.

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A hemácia tem a forma de um disco circular e bicôncavo, achatado no centro. Esta forma aumenta a superfície de contato da hemácia com os gases a serem transportados, tornando mais rápida sua absorção e eliminação. (a hemácia dos mamíferos não possui núcleo, seu citoplasma está totalmente ocupado pela hemoglobina). Elas são formadas na medula óssea, duram cerca de 120 dias e são

destruídas no fígado e no baço.

Conceitos: Anisocitose: variação do diâmetro das hemácias. Micrócitos: hemácias pequenas; freqüentes em anemia ferropriva. Macrócitos: hemácias grandes; ocorrem em anemia por deficiência de ácido fólico ou vitamina B12.

  • Glóbulos brancos ou leucócitos defendem o organismo contra microorganismos causadores de doenças e contra qualquer partícula estranha que penetre em nosso organismo. Essa defesa é feita de várias maneiras.

Fagocitose: Os leucócitos podem ingerir o organismo estranho, destruindo-o através de enzimas digestivas, para esse evento chamamos de fagocitose.

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Anticorpos e Antígenos: Anticorpos são proteínas especiais formadas pelos órgãos linfáticos que ajudam na defesa do corpo. Já o antígeno é uma proteína invasora. Para cada antígeno temos um anticorpo específico.

A fim de realizar a defesa do organismo, os leucócitos podem sair dos vasos capilares (diapedese), chegando ao local da infecção. O pus que se forma em ferimentos é um aglomerado de leucócitos, micróbios e células mortas. Nosso sangue possui de 5 a 10 mil leucócitos por mm3 de sangue, podendo aumentar durante uma infecção ou alergia (leucocitose). Quando esse número diminui denomina-se leucopenia.

São vários os tipos de leucócitos presentes no sangue:

  • Neutrófilos: encontrados em maior proporção, são os mais ativos na fagocitose, apresentando muitas enzimas digestivas. Em um hemograma que apresenta aumento dos neutrófilos é característico de infecções bacterianas e virais, encontramos também nas destruição de tecidos, Infarto Agudo do Miocárdio em queimaduras entre outros.
  • Acidófilos ou eosinófilos : responsáveis pela fagocitose do conjunto formado pela união do anticorpo com o antígeno. Seu número aumenta durante as alergias e verminoses intestinais.
  • Basófilos: encontrados com menor freqüência, exercem a fagocitose, produzem heparina (anticoagulante) e histamina (vasodilatador). Quando estão aumentados caracterizam patologias como sinusite crônica e nefrose, porém quando estão diminuídas caracterizam hipertireoidismo, infecção aguda e é encontrado também em mulheres grávidas.
  • Linfócitos: são os menores leucócitos, produzem anticorpos, surgem inicialmente na medula e depois de lançados no sangue podem seguir dois caminhos: alguns migram para o timo e daí dirigem-se para os demais órgãos

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TECIDO NERVOSO

O tecido nervoso é formado por neurônios e células de sustentação, conhecidas como neuroglia. A célula ou estrutural e funcional do tecido nervoso é o neurônio. É uma célula muito especializada cujas propriedades de excitabilidade e condução são as bases das funções do sistema nervoso. Os neurônios são formados por corpo celular, conhecido como pericário do qual, partem prolongamentos que captam e conduzem estímulos nervosos. Os prolongamentos nervosos são separados em dendritos e axônios.

Dendritos: tem como função conduzir os impulsos captados de outras células até o corpo celular (aferentes). São numerosos, curtos e ramificados. À medida que se ramificam vão diminuindo seu calibre.

Axônio: sua função é a condução de impulsos do corpo neuronal a outras células (eferentes), é uma só prolongação longa de calibre uniforme em todo seu comprimento e se ramifica apenas na proximidade de sua terminação. Na sua porção terminal o axônio forma um botão dilatado conhecido como botão terminal, onde ocorrem as sinapses.

Nervos: são basicamente constituídos por neurônios, que se acham rodeados por tecidos conectivos. No sistema nervoso periférico, estas bainhas envoltórias são foriginadas de células chamadas células de Schwann, já no sistema nervoso central estas são formadas por células denominadas oligodendrócitos. Estes envoltórios constituem a bainha de mielina, invólucro principalmente lipídico que atua como isolante e facilita a transmissão do impulso nervoso. Estas fibras nervosas são então denominadas fibras mielínicas, e as fibras que não possuem este envoltório, são denominadas amielínicas. A bainha de mielina contém interrupções chamadas "nós" de "Ranvier", e através destas regiões, o estímulo nervoso é conduzido até a porção terminaç do axônio. Ao saltar de "nó" em "nó", a condução do impulso (condução saltatória) torna-se muito mais rápida do que se tivesse de ser efetuada ao longo de todo o comprimento da fibra nervosa.Os axônios conduzem impulsos nervosos do sistema nervoso central para a

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Esse evento se inicia com a secreção de uma substância química chamada neurotransmissor , que irá atuar emproteínas receptoras presentes na membrana do neurônio subsequente, promovendo a excitação ou inibição.

As substâncias neurotransmissoras mais conhecidas são: acetilcolina , norepinefrina , epinefrina , histamina , ácido gama- aminobutírico , glicina , serotomina e glutamato.

Na sinapse química o terminal pré-sinático é separado do corpo celular do neurônio pós- sinático pela fenda sináptica. O terminal pré-sináptico possui vesículas transmissoras que contém substâncias transmissoras que serão liberadas na fenda sináptica, essa liberação é controlada por canais de cálciodependentes de voltagem. O potencial de ação despolariza a membrana pré-sináptica, os canais de cálcio se abrem e íons de cálcio entram no terminal pré-sináptico, que se ligam a proteínas especiais, chamadas de sítio de liberação, que se encontram na superfície interna da membrana pré-sináptica, fazendo com que esses sítios se abram liberando as vesículas transmissoras, que podem ter função inibitória ou exitatória. As vesículas transmissoras, liberadas na fenda sináptica, passam para o terminal pós-sináptico. A membrana do neurônio pós-sináptico possui um grande número de proteínas receptoras, cujas moléculas podem possuir componentes de ligação onde o neurotransmissor, que está na fenda sináptica, se liga a um componente ionóforo, que atravessa toda a membrana pós-sináptica até alcançar o interior do neurônio pós-sináptico. O componente ionóforo pode ser de canal iônico, que permite a passagem de tipos específicos de íons.

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CÉLULAS-TRONCO

São células encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo. Ao contrário das demais células do organismo, as células-tronco possuem grande capacidade de transformação celular, e por isso podem dar origem a diferentes tecidos no organismo. Além disso, as células-tronco têm a capacidade de auto-replicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas. As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes. As pesquisas com células-tronco sustentam a esperança humana de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. O princípio é o mesmo, por exemplo, do transplante de medula óssea em pacientes com leucemia, método comprovadamente eficiente. As células tronco da medula óssea do doador dão origem a novas células sangüíneas sadias.

QUESTIONÁRIO:

1. De acordo com o tempo de vida em nosso organismo, como podem ser classificadas as células? 2. O que é histologia? Quantos são e quase são os tipos básicos de tecidos encontrados no nosso organismo? 3. Defina estroma e parênquima e cite um exemplo. 4. Sobre o tecido epitelial, responda: a) Quais suas características principais? b) Cite 4 funções deste tecido c) Funcionalmente, como podemos dividir o tecido epitelial? E onde podemos encontrar um exemplo de cada tipo? 5. Sobre o tecido conjuntivo, responda: a) Cite as diferenças entre este tecido e o tecido epitelial: b) Qual a diferença entre o tecido conjuntivo frouxo e o tecido conjuntivo denso? c) Quais as funções do tecido conjuntivo? d) Como pode ser dividido o tecido adiposo e quais as suas funções? e) Quais os tipos de cartilagens existentes no nosso corpo e onde podem ser encontradas? f) O que é osteoartrite e qual tecido esta doença afeta? (procure esta questão na internet ou literatura). g) Cite as células ósseas e suas respectivas funções: h) No osso, onde estão localizadas as porções densa e esponjosa? i) Cite as funções do tecido ósseo: j) De que é formado o sangue? Cite suas células (vermelhas e brancas) e suas respectivas funções: k) O que é a linfa e quais suas funções?