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material para estudo
Tipologia: Notas de estudo
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Para as questões de 1 a 4, leia o texto abaixo.
(CANTANHÊDE, 2007) Segundo o Banco Mundial, o Brasil é a décima maior economia do planeta, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$1,585 trilhão, que corresponde a 2,88% das riquezas produzidas no mundo em 2005 e a praticamente metade de tudo o que América do Sul produziu no ano. Parabéns governo FHC! Para- béns governo Lula!
Só que... mesmo assim o Brasil foi o único país do Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) que não avançou. E o que mais interessa não é a competição pela economia, mas o que ela assegura para os cidadãos.
O Brasil é a décima economia, mas é também o último lugar no ranking dos países com melhor desenvolvimento humano, além de estar entre os úl- timos em educação (leitura, ciências e matemática).
Ou seja: o Brasil vai bem, mas os brasileiros, nem tanto. O maior problema continua sendo o da distribuição macabra de renda, com uma minoria na- dando em dinheiro e a maioria sem educação, sem saúde, muitas vezes sem comida. E todos sem segurança.
O Bolsa Família é necessário e bem-vindo, mas é apenas emergencial, um estágio. O fundamental é garantir a inclusão social sistemática e sustentável.
Além disso, o Brasil é a décima economia, mas ainda capaz das maiores atrocidades contra seus cidadãos, e justamente contra os mais desassistidos, os mais frágeis.
[...]
Há uma doença neste país. Essa doença se chama desigualdade social, que
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contamina os agentes do Estado, a Justiça, o Legislativo, o Executivo, as ruas e as nossas próprias casas e tem como principal efeito o abuso contra as pes- soas. Como se houvesse dois, três, quatro tipos de “gente”. Não existe. Nós somos todos iguais.
Falta um encontro de contas entre o “Brasil décima economia” e o “Brasil dos brasileiros”.
Bom Natal, excelente Ano Novo! E vamos continuar gritando, reclamando, cobrando. É assim que o mundo gira, e a gente constrói um país melhor.
1. Considere as afirmações.
I. De acordo com a autora, os programas sociais do governo são bem-vindos e suficientes para o estado emergencial em que o país se encontra.
II. O bom desempenho na economia garante qualidade de vida aos cidadãos de um país.
De acordo com o texto, está correta:
a) Somente a afirmativa I.
b) Somente a afirmativa II.
c) As afirmativas I e II.
d) Nenhuma das afirmativas.
Resposta: D
Vamos considerar a alternativa I: de fato a autora menciona, no quinto pa- rágrafo do texto, que “o Bolsa Família é necessário e bem-vindo”, mas ela não concorda com a ideia de que os programas sociais do governo sejam “sufi- cientes para o estado emergencial em que o país se encontra”. Para confirmar isso, basta voltarmos ao quinto parágrafo e ler a sua continuação: o Bolsa Fa- mília é considerado pela autora “apenas emergencial, um estágio”, trecho que invalida, portanto, a segunda parte da opção I.
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Chegamos assim à alternativa c, incorreta porque a violência da polícia, de acordo com o texto, não é “o principal problema brasileiro”, mas uma das consequências de algo muito maior. Obviamente, a violência é um proble- ma, mas não o maior deles. O status de principal só cabe ao elemento que desencadeia ou que gera essa violência: a desigualdade social, conforme a visão da autora.
Por fim, a última alternativa menciona a competição da economia. A in- correção está no fato de isso, no texto, não ser encarado como problema. A competição até motiva os países ao crescimento. O problema, portanto, é o fato de a boa colocação no ranking econômico não assegurar melhorias no padrão de vida do brasileiro.
3. A conjunção mesmo assim, no segundo parágrafo, estabelece uma re- lação de
a) causa.
b) consequência.
c) concessão.
d) condição.
Resposta: C
Para entender por que a resposta certa é a c, vamos recuperar o período em que a conjunção aparece no texto: “Só que… mesmo assim o Brasil foi o único país do Brics […] que não avançou.” Veja que o período começa com a expressão só que…, indicando que existe algo que não combina com o des- taque alcançado pelo Brasil no panorama econômico. O normal seria que o avanço combinasse com a boa colocação no ranking, mas há uma brecha, ou uma exceção. A conjunção concessiva, em geral, trabalha com elementos discordantes.
Vamos entender agora por que as demais alternativas estão erradas.
A alternativa a afirma que mesmo assim estabelece a relação de causa. Errado: é justamente a ideia de discordância que impede a validação dessa
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alternativa. A causa pode ser exemplificada neste período: “Por causa da de- sigualdade social, o índice da violência urbana aumenta gradativamente.” Por causa de é o conjunto de palavras responsável por expressar essa relação.
A opção b afirma que a relação estabelecida é a de consequência, mas para expressá-la seria necessário o uso de uma conjunção parecida à do exemplo usado na alternativa a – afinal, causa e consequência são elementos de um mesmo conjunto ou de uma mesma ideia. Sendo assim, recuperando o exem- plo anterior, se a causa é a desigualdade social, a consequência é o crescimen- to gradativo do índice de violência urbana.
Restou a opção d, que sugere condição como resposta certa. Se assim fosse, teríamos algo parecido com uma ameaça. Por exemplo: “Se você não estiver com o passaporte em dia, perderá a chance de estudar no exterior.”
4. Considere a oração abaixo.
O fundamental é garantir a inclusão social sistemática e sustentável.
Substituindo a expressão destacada pelo pronome adequado, temos:
a) O fundamental é garanti-la.
b) O fundamental é a garantir.
c) O fundamental é garantir-lhe.
d) O fundamental é garanti-las.
Resposta: A
A questão trata de colocação pronominal. Garanti-la é um caso de ênclise (colo- cação do pronome oblíquo depois do verbo). A função do pronome a é substituir “a inclusão social sistemática e sustentável”. Mas por que o uso do singular? Porque a inclusão é uma só, embora tenha dois atributos – “sistemática e sustentável”.
Outra explicação que comprova que a opção a está de fato correta é esta: garantir, nesse caso, é um verbo transitivo direto. Verbos dessa modalidade
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Nessa questão, deve ser analisado o período “Celular teria causado explo- são em Posto em São Paulo.” O item II afirma que “o verbo encontra-se em um tempo composto”, o que está correto, já que “teria causado” é uma locu- ção verbal formada pelo verbo ter no futuro do pretérito e pelo particípio do verbo causar.
O item I, incorreto, menciona que “o uso do verbo no futuro do presente indica uma possibilidade”. O erro é apenas um detalhe e diz respeito ao tempo do verbo que, na verdade, é o futuro do pretérito (“teria”). Se o verbo estivesse conjugado no futuro do presente, seria “terá”.
Sendo assim, apenas o item II faz uma afirmação correta sobre o período proposto.
6. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
Peço _________ você que entregue o relatório _________ secretária.
a) a – à.
b) a – a.
c) à – à.
d) à – a.
Resposta: A
As opções dessa questão opõem apenas dois tipos de a, com e sem o acento grave. Lembrando rapidamente o que forma o à craseado, chegamos à junção do a artigo com o a preposição. Essa é a principal condição para o uso do acento grave, mas as regras para esse tema da língua portuguesa são muitas.
As lacunas que devem ser preenchidas, na questão, aparecem diante das palavras você e secretária. Para resolvê-la, vamos usar uma regra apenas. Como o à é resultado da fusão entre preposição e artigo, é claro que, em se
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tratando do artigo a, feminino, o esperado é que a palavra que é precedida do à admita o artigo e concorde com ele em gênero e número.
Você não admite artigo – nem feminino, nem masculino. Logo, a lacuna antes dessa palavra deve ser completada com a, sem o acento grave, e esse a tem a função de preposição apenas, de modo que pode ser substituído por para.
Secretária, ao contrário, admite artigo, pois podemos falar “a secretária” e “as secretárias”. Além disso, o a artigo está no singular, concordando perfeita- mente com o substantivo (secretária), também no singular. Diante de secretá- ria, portanto, a lacuna deve ser preenchida com à, com o acento grave, resul- tado da fusão entre preposição e artigo e, por isso, equivalente a “para a”.
Vejamos, agora, o período completado corretamente: “Peço a você que entregue o relatório à secretária.”
7. Considere as orações abaixo.
I. Custou-me acreditar naquela história.
II. Não simpatizei com ele.
De acordo com a norma culta:
a) Somente I está correta.
b) Somente II está correta.
c) I e II estão corretas.
d) Nenhuma está correta.
Resposta: C
A questão propõe que sejam analisados dois períodos “I. Custou-me acre- ditar naquela história.” e “II. Não simpatizei com ele.” Os dois estão corretos. Resta agora entendermos por quê. O assunto aqui é regência verbal e envol- ve a relação entre os verbos e seus complementos.
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número com o substantivo a que se refere; e em orações nominais – isto é, com verbos de ligação –, o adjetivo é elemento essencial.
O item I apresenta essa estrutura, já que traz um sujeito composto (“Paulo e Joana”), um verbo de ligação (“estavam”) e um adjetivo (“só”). Até aqui, não há problema, mas observando mais atentamente o adjetivo percebemos que ele não está concordando com o sujeito. A opção, portanto, está incorreta. O correto seria: “Paulo e Joana estavam sós”, do mesmo modo que escrevería- mos ou falaríamos “Os garotos estavam cansados”, e não “estavam cansado”
No item II, a palavra só tem outra função: a de advérbio. Os advérbios, ao contrário dos adjetivos, são invariáveis, não permitem a forma plural. Fica claro, portanto, que o pronome nós aparece na oração com a clara intenção de nos confundir. Porém, uma análise mais atenta e o uso de um macete (a substituição de só por apenas) permitem uma conclusão acertada: a oração II está correta porque, neste caso, só é advérbio e, portanto, não admite plural.
9. Considere as orações abaixo.
I. Seus problemas, naquela época, eram muitos.
II. O rapaz e seu colega humildemente, pediram ajuda ao professor.
A pontuação está correta:
a) Somente em I.
b) Somente em II.
c) Em I e II.
d) Em nenhuma das orações.
Resposta: A
Nos itens I e II, o uso da vírgula no período está associado à presença de advérbio ou locução adverbial. Isso causa, nos dois exemplos, uma ruptura na
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informação básica, pois “naquela época” e “humildemente” são inseridos no meio do período.
As informações básicas são formadas pelos termos essenciais da oração, ou seja, sujeito e predicado. No item I, a informação básica é formada por “Seus problemas” (sujeito) + “eram muitos” (predicado nominal = verbo de li- gação + predicativo). Os demais elementos do período não fazem parte dessa estrutura básica e por isso são considerados acessórios. A locução adverbial “naquela época” faz parte dessa categoria. É considerada, portanto, uma in- formação complementar. Como o nome tenta explicar, a função da locução, no período em análise, é apenas completar a informação básica.
Quando se deseja incluir uma informação complementar, quem está escre- vendo um texto deve usar a vírgula para indicar o acréscimo. A vírgula deve abrir e fechar o bloco em que o complemento será inserido, de modo que, se pudéssemos apagar o que está entre vírgulas, teríamos novamente a infor- mação básica. Esse macete serve para verificar se a pontuação está adequada. Para confirmarmos isso, vamos voltar ao item I:
I. Seus problemas, naquela época, eram muitos.
Agora, vamos ler apenas as informações que vêm antes e depois das vírgu- las, esquecendo a locução adverbial:
I. Seus problemas eram muitos.
Temos um período de sentido completo, o que prova que as vírgulas foram colocadas no lugar adequado.
O item II está incorreto porque, se tentarmos aplicar esse macete para res- gatar a informação básica do período, teremos:
O rapaz e seu colega humildemente.
ou
Pediram ajuda ao professor.
O advérbio humildemente foi acrescentado ao período, mas sem usar as vírgulas adequadamente. Por isso, a vírgula causa uma ruptura entre os dois termos da informação básica, tornando-os incompletos. Na primeira opção, temos o sujeito e o advérbio e, na segunda, o predicado. O grande problema é
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10. Considerando o texto, relativamente a aspectos de tipologia textual e à linguagem empregada, julgue os itens abaixo, marcando se está certo ( C ) ou errado ( E ). a) ( ) O texto pode ser considerado como de estrutura dissertativa, com aspectos positivos e algumas passagens caracterizadoras de descrição histórica. b) ( ) Inadequada escolha lexical provocou efeito cacofônico no título. c) ( ) Com respeito ao nível lexical, é procedente a afirmativa de que está trabalhado em registro formal. d) ( ) Em “No Brasil, até o experimentador da droga azara-se pelo resto da vida”, o verbo destacado caracteriza gíria. e) ( ) O emprego de vocabulário típico da ciência jurídica permite a afirmativa de que se encontram, no texto, exemplos de jargão profissional. Resposta: E, C, C, E, E
O item a está errado porque afirma que o texto tem estrutura dissertativa, sendo que o texto lido não obedece a esse modelo, restringindo-se a uma comparação simples, sem aprofundamento e com interferência de opinião, mas sem lista de argumentos que servem à defesa de uma tese.
A alternativa b está correta porque chama atenção para a cacofonia do título (“a rota” e “arrota”). A cacofonia é considerada um vício de linguagem porque a junção de palavras forma uma nova palavra, com um significado que, geralmente, destoa do restante do texto. Isso acontece no título do texto, porque a colocação do artigo a antes de rota forma arrota. Outros exemplos de cacofonia bem conhecidos são “a boca dela”, “até tinha”, “por cada”.
Também está correta a letra c, que destaca a formalidade do texto, levando em conta o aspecto lexical, o vocabulário utilizado. Outra pista dessa formali- dade, determinando a escolha lexical, é o veículo em que o texto é publicado, o periódico Carta Capital, meio de comunicação de massa que, como qual- quer outro jornal ou revista de alto nível, exige formalidade e obediência à norma culta.
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A opção d refere-se ao verbo azarar como gíria. O erro está justamente aí. Esse verbo pode ser assim considerado quando for sinônimo de paque- rar. Porém, no texto o uso de azarar corresponde a um sentido mais formal: “transmitir má sorte”.
No item e, sugere-se que o texto usa o jargão jurídico. Errado: se assim fosse, o texto deveria trazer termos mais específicos. O tema, sem dúvida, re- laciona-se à área jurídica, em alguns pontos, mas é visível que o autor procura escrever para a massa, facilitando a linguagem, para que o texto seja compre- endido pelo maior número de pessoas.
11. Julgue os itens abaixo, que fazem menção a aspectos de organização textual, marcando C e E.
a) ( ) Estruturado em dois conjuntos de informações pertinentes a diferentes percepções acerca de uma mesma questão, o texto tem no fragmento “Do lado brasileiro” seu marco divisório. b) ( ) A expressão “Essa nova tendência”, por ser remissiva a “uso próprio”, representa, no interior do segundo parágrafo, um elemento de coesão interna. c) ( ) O título é recuperado e explicitado pela passagem “mudar sua política criminal em relação à questão das drogas ilícitas”. d) ( ) A clareza da exposição do que se enuncia no fragmento contido entre as linhas 3 e 4 tornar-se-ia maior caso o fragmento tivesse seu paralelismo sintático realçado pelo uso da preposição de, tal qual se verifica em “obtida por meio da informação adequada e de abandono da intimidação contida abstratamente na lei penal”. e) ( ) A indeterminação do autor da ação verbal pertinente a “Tenta- -se” está sendo provocada pelo pronome oblíquo se, que exerce papel de índice de indeterminação do sujeito. Resposta: C, E, C, E, E
A alternativa a está correta, pois apresenta a clara divisão do texto em dois blocos, o primeiro com informações sobre Portugal e o segundo com infor-
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e) ( ) Ainda hoje, candidatos a empregos públicos cumprem exigência de apresentar declaração que comprove não serem usuários de drogas ilícitas. Resposta: C, E, E, C, E
O item a está correto e encontra correspondente no final do segundo e no início do terceiro parágrafos do texto: “Essa nova tendência aproximará os portugueses dos seus parceiros da União Europeia./ Do lado brasileiro, o porte para uso próprio é considerado crime.”
Na alternativa b, o erro acontece em duas passagens – quando informa que a pena é a mesma para aqueles que consomem e para aqueles que comercia- lizam drogas; e quando trata da detenção e da multa como coisas excluden- tes. Errado: de fato, o texto faz referência à pena de detenção, que pode variar entre seis meses e dois anos, mas a multa é um acréscimo, ou seja, os crimino- sos são punidos com detenção e multa, e não com detenção ou multa.
A alternativa c está errada porque apresenta uma contradição bastante séria. Primeiro, faz menção à abolição do “livro V das Ordenações Filipinas” e, algumas linhas depois disso, afirma que esse capítulo “até hoje vem sendo acatado em nosso país”. Afinal, o capítulo foi abolido ou ainda está em vigor, no Brasil? A contradição dessa alternativa torna-a inválida.
O item d está correto porque faz a relação adequada: se, no Brasil, usuários e traficantes são tratados como criminosos, então “a tentativa da substituição da pena de privação de liberdade por medidas de caráter socioeducativo” efe- tivamente “aproxima o Brasil dos parceiros europeus de Portugal”. Novamen- te, o final do segundo parágrafo e o início do terceiro servem de reforço ao fato de o item estar absolutamente correto.
Na opção e, o erro está na afirmação de que “candidatos a empregos pú- blicos” devem comprovar não serem usuários de drogas. Isso vai de encontro ao que o texto informa: “candidatos a empregos e aos concursos públicos”. A resposta sugerida exclui do texto a palavra concursos e, além disso, “públi- cos” pode se referir apenas a “concursos” ou a “concursos” e “empregos”. Dessa forma, a alternativa reduz o significado dado pela passagem do texto. Some- se a isso o fato de, atualmente, candidatos a vários tipos de emprego – públi- co ou não – terem de fornecer a declaração mencionada no texto.
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13. Julgue se as afirmativas abaixo, acerca de passagens do texto, estão corretas e em seguida marque C ou E. a) ( ) Em “A vingar o projeto lusitano”, a preposição que antecede o infinitivo faz surgir ideia condicional. b) ( ) No fragmento “Portugal está prestes a mudar sua política criminal em relação à questão das drogas ilícitas”, a preposição destacada indica emprego transitivo direto e indireto do verbo mudar. c) ( ) Com igual acerto, seria possível colocar o pronome oblíquo da passagem “para se chegar à redução da demanda” enclítico ao verbo chegar. d) ( ) Em “obtida por meio da informação adequada”, a expressão destacada poderia estar grafada através da, com igual propriedade vocabular. e) ( ) O emprego do acento grave em “para se chegar à redução da demanda” indica que o substantivo demanda está usado com definição semântica. Resposta: C, E, C, E, C
A alternativa a está correta, é verdadeira a afirmação de que em “A vingar o projeto lusitano” a preposição tem valor condicional, pois o trecho dado pode ser substituído por “Se vingar o projeto lusitano”. Sendo assim, demonstra-se facilmente que o a equivale ao se, preposição frequentemente utilizada para expressar condição.
A opção b está errada porque a preposição a não completa o verbo mudar e sim a expressão “estar prestes”, formada por verbo de ligação + adjetivo.
No item c, sugere-se o uso “para chegar-se”, considerado tão correto quanto “para se chegar”. A sugestão é correta, já que a preposição “para” não faz parte da lista de palavras atrativas que exigem a próclise em vez da ênclise.
A opção d está errada porque, equivocadamente, trata “por meio da” e “através da” como sinônimos. Embora, correntemente, “através de” seja usado com o mesmo sentido de “por meio de”, um exemplo correto da utilização de “através de” é “Vê a paisagem através da vidraça.” O termo através implica
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c) ( ) Período a ser inserido na oitava linha, antecedendo o que se inicia com a expressão “A pena”:
Assim, os dependentes de drogas e os que a traficam ilegalmente vêm sendo tratados com o rigor da lei e suas punições.
d) ( ) Período a ser inserido na 13.ª linha, entre os vocábulos “Filipinas” e “As ordenações”:
Tratam-se de normas que, de autoria de Filipe II, rei da Espanha, Nápoles e Sicília, subordinava o fervor católico a considerações seculares.
e) ( ) Período a ser inserido na 16.ª linha, iniciando o último parágrafo:
É mais um fato que exemplifica nossos anacronismos no tratamento dispensado a questões do dia a dia, os quais, em certos casos, geram exigências despropositadas.
Resposta: E, C, E, E, C
O item a está errado não exatamente pelo encaixe do período novo no texto dado: o problema é a redação do trecho proposto, que simplesmente abre mão do uso de um relator ao final, antes de “resolve adotar nova postura”. Afinal, quem é o sujeito da locução verbal “resolve adotar”?
A opção b está correta, pois a inclusão que ela sugere não quebra a con- tinuidade do texto. Muito pelo contrário, já que o período novo aproveita a questão da cobrança de multa para situar o projeto lusitano na política cri- minal do continente europeu – aproximação que, depois de apenas citada, ganha mais espaço pelo retorno ao texto publicado em Carta Capital.
A alternativa c está errada porque a inclusão é sugerida após um perío- do que trata exclusivamente do usuário de drogas e não do traficante. Não é
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adequado que o texto aborde apenas do usuário e, subitamente, insira uma informação que inclua o traficante.
O item d está errado porque, a exemplo da opção a, apresenta um pro- blema de redação. Em “Tratam-se de normas que […]”, o plural não é permiti- do aqui. A gramática recomenda o uso do singular (“Trata-se de normas que […].”) e o motivo é simples: “normas” não é o sujeito da oração e, portanto, não exige a concordância verbal.
A alternativa e está correta, pois a proposta de acréscimo ao texto dado não apresenta problema de redação e nem mesmo de quebra na continui- dade textual.
15. Julgue as pronominalizações levadas a efeitos em passagens subli- nhadas do texto, assinalando se estão certas ( C ) ou erradas ( E ).
a) ( ) “Portugal está prestes a mudar sua política criminal” → Portugal está prestes a mudá-la. b) ( ) “A vingar o projeto lusitano” → A vingá-lo. c) ( ) “Essa nova tendência aproximará os portugueses dos seus parceiros da União Europeia.” → Essa nova tendência aproximar- -lhes-á dos seus novos parceiros da União Europeia. d) ( ) “Tenta-se, por iniciativa da Secretaria Nacional Antidrogas, substituir a detenção por medida socioeducativa” → Tenta-se, por iniciativa da Secretaria Nacional Antidrogas, substituí-la por medida socioeducativa. e) ( ) “Desse livro são extraídas folhas de antecedentes criminais, exigidas aos candidatos a empregos” → Desse livro são extraídas folhas de antecedentes criminais, exigidas-lhes. Resposta: C, E, E, C, E
A alternativa a está correta porque propõe a substituição de “mudar sua política criminal” por “mudá-la”. De fato, o pronome oblíquo a, junto com o l, para “emendar” a pronúncia, é adequado – afinal, o termo que deve ser troca- do desempenha a função de objeto direto do verbo “mudar”.