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Tipologia: Esquemas
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Não perca as partes importantes!






















GUIA COMPLETO SOBRE A REDAÇÃO DO ENEM^ ÍNDICE
Quais são as competências exigidas na redação do Enem
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A redação do Enem é uma parte da prova que muita gente ainda tem muito receio de enfrentar.
As explicações podem ser as mais variadas possíveis: seguir o formato de texto exigido, dificuldade de encontrar bons argumentos, mostrar um significativo repertório de conhecimento,
apresentar uma solução objetiva para o problema tratado.
O ponto é que ela tem uma importância muito grande no exame. Se o candidato for bem na redação, ele pode conseguir um peso maior na média final do que se acertar todas as questões objetivas (isso é bem difícil, certo?).
Critérios de avaliação:
Quais são as competências exigidas
na redação do Enem
CAPÍTULO 02^ GUIA COMPLETO SOBRE A REDAÇÃO DO ENEM
A redação do Enem segue o formato de texto dissertativo-argumen- tativo. Isso quer dizer que o candidato precisa apresentar uma tese sobre o tema proposto e defender um ponto de vista, usando exem- plos, fatos históricos, citações ou até trechos de músicas.
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
A ideia aqui é avaliar a capacidade de organização das ideias, tra- zendo clareza ao texto. Os avaliadores vão analisar a coerência dos argumentos expostos e se aquilo faz sentido. Outra coisa impor- tante avaliada é o planejamento prévio à escrita da redação.
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. O texto não deve apresentar marcas de oralidade e precisa seguir as regras da nossa língua, ou seja, acentuação, ortografia, sepa- ração silábica, uso do hífen e uso de letras maiúsculas e minúsculas, concordância verbal e nominal, flexão de nomes e verbos, pontuação, regência verbal e nominal, colocação pronominal, pontuação e paralelismo.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Logo após a defesa de uma tese com os argumentos, é preciso apresentar uma proposta de intervenção, ou seja, uma solução para o problema. Ela deve ser coerente com as ideias defendidas. O ideal é que ela não seja genérica ou difícil de ser alcançada. Os detalhes são muito importantes nessa parte, por isso é funda- mental especificar como colocar em prática essa solução. Vale lembrar que essa proposta de intervenção deve respeitar os direitos humanos, ou seja, não romper com os valores de cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural.
Cada uma dessas cinco competências pode receber uma nota entre 0 e 200 pontos. Assim, a redação como um todo pode chegar a 1.000 pontos.
A nota final do candidato será a média aritmética das notas totais atribuídas por dois avaliadores dessa parte da prova.
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado que respeite os direitos humanos.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. A utilização de conjunções, preposições, pronomes relativos, advér- bios e locuções adverbiais também é avaliada na redação do Enem, afinal, esses elementos são capazes de mostrar que as ideias não aparecem soltas. Elas estão relacionadas justamente para ajudar na condução de uma linha de raciocínio.
A redação do Enem que apresentar uma das características a seguir pode receber nota zero:
Fuga total ao tema.
Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa.
Extensão de até 7 linhas.
Cópia integral de texto(s) motivador(es) da Proposta de Redação e/ou de texto(s) motivador(es) apresentado(s) no Caderno de Questões.
Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação (tais como números ou sinais gráficos fora do texto).
Parte deliberadamente desconectada do tema proposto.
Assinatura, nome, apelido ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante.
Texto predominantemente em língua estrangeira.
Folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.
Também é atribuída nota zero à redação que:
Fuja ao tema ou à tipologia textual, isto é, que não seja um texto dissertativo-argumentativo.
Desrespeite a seriedade do exame.
Apresente cópia integral de texto(s) motivador(es) da Proposta de Redação e/ou de texto(s) motivador(es) apresentado(s) no Cader- no de Questões.
Apresente impropérios, desenhos e/ou outras formas propositais de anulação; parte deliberadamente desconectada do tema proposto; assinatura, nome, apelido ou rubrica fora do local devi- damente designado para a assinatura do participante.
Seja escrito predominantemente em língua estrangeira.
Em 2018, pela primeira vez, o Inep tirou o item "desrespeito aos direitos humanos" da lista de motivos para uma redação levar a nota zero. A justificativa foi a de que dessa forma se estaria atendendo à decisão judicial de 2017, em que desrespeitar os direitos humanos na redação não leva nota zero, mas a atitude também garante que não há possibilidade de receber a nota mil.
A coordenadora de Redação do Curso Poliedro, Gabriela de Araújo Carvalho, apontou os erros mais comuns cometidos pelos candidatos na redação e ainda mostrou possíveis soluções para você mandar bem na prova.
Desvios gramaticais É fundamental tomar cuidado com o respeito à norma padrão. 200 pontos, dos 1000 da prova, são destinados à conferência de itens como uso de concordâncias adequadas, acentuação, pontuação e regência, por exemplo. Uma releitura do texto, ao final da prova, pode evitar alguns deslizes por falta de atenção.
Proposta de intervenção inexistente ou inadequada O Enem é uma prova que tem como característica a exigência de uma proposta de solução ao final do raciocínio. Outros 200 pontos, dos 1000 disponíveis, são reservados para a avaliação de uma proposta adequada. Ela deve ser composta de um conjunto: "QUEM" fará "O QUE" e "COMO". Além disso, é importante lembrar que a proposta deve estar intimamente relacionada ao desenvolvimento do texto.
Fuga ao tema Os temas da prova geralmente vêm com comandos bastante claros. É fácil identificar o que deve ser desenvolvido. Em um tema como "A persistência da violência contra a mulher", por exemplo, basta que não seja esquecida nenhuma palavra-chave para que a redação seja consid- erada dentro do tema. Será importante tratar de "persistência", de "violência" e de "mulher". Essa identificação das palavras-chaves pode ser repetida em qualquer tema.
Desorganização do raciocínio Para que o que se quer defender fique claro, pensar em "introdução", "desenvolvimento" e "conclusão" pode ser uma saída adequada. Não adianta ter boas ideias, mas não conseguir transmiti-las. Sendo assim, treinar essa organização pode garantir a segurança necessária para o momento da prova.
1. Tenha em mente que existe uma estrutura padrão exigida É mais fácil saber como fazer uma redação do Enem se você tiver em mente a estrutura que está sendo esperada com introdução, desenvolvimento e conclusão. Cada uma dessas partes possui uma função. É preciso apresentar o problema, mostrar os motivos daquilo ser um problema e depois indicar como ele pode ser solucionado.
Como você pode fazer a redação mais rápido As dicas a seguir podem ajudar você a conseguir agilidade na redação.
serve para apresentar para o leitor sobre o que está se falan- do e o que será defendido a respeito daquele tema.
geralmente no Enem, o desenvolvimento serve para mostrar o porquê daquilo ser um problema. Por exemplo, por que a per- sistência da violência contra mulher é um problema?
serve para a proposta de intervenção. O candidato vai apre- sentar quem são os agentes sociais que vão ajudar a resolver aquele problema e como eles vão fazer isso com um detalha- mento dessas ações.
CAPÍTULO 04 GUIA COMPLETO SOBRE A REDAÇÃO DO ENEM
Exemplos de Redações
nota 1000
Para ajudar aqueles que procuram esses modelos de redação nota 1000, confira a seguir algumas produções de sucesso para que você conheça
a estrutura e arrase na próxima edição
da prova do Enem.
Historicamente, a partir do século XVI, houve um choque civilizatório no Brasil colonial, destacado pela imposição jesuítica, em contraste com a diversidade de crenças dos indígenas nativos e dos africanos que foram inseridos no país. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, é possível observar que, apesar da laicidade, ainda são visíveis diversas manifestações de intolerância religiosa. Nesse sentido, tanto a inoperância governamental quanto a apatia dos próprios indivíduos contribuem para a persistência da problemática. É necessário pontuar, de início, o rompimento do contrato social proposto pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau, no qual é responsabilidade do Estado a garantia da harmonia social. De maneira análoga, isso pode ser comprovado pela ineficiência da Esfera Pública na punição de diversos crimes, como a invasão de uma cerimônia religiosa do Candomblé, no Rio de Janeiro, em 2010. Dessa maneira, a Constituição é desrespeitada e, apesar da laicidade ser formalmente característica do país, a discriminação é veemente e o sincretismo entre as crenças é dificultado. Outrossim, não menos importante, ressalta-se a elevada interferência da própria popu- lação nesse contexto. Segundo o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a infância dos indivíduos. Nessa perspectiva, muitos jovens seguem o exemplo de práticas discriminatórias dos próprios pais, tornando o problema mais complexo quando não é trabalhado nas escolas a integração entre conteúdo da diversidade de culturas e a importância da ética para a busca do sincretis- mo religioso. Diante desse cenário, o combate à intolerância religiosa no Brasil inicia-se pela segu- rança na aplicabilidade de punições para o desrespeito às cerimônias, por intermédio do Poder Público, de forma que haja novos centros de denúncias municipais, em prol da prevenção do problema e da busca pela real laicidade no país. Concomitantemente, a médio e a longo prazo, as famílias e as escolas destacam-se na orientação educacional dos jovens, por meio de demonstrações contínuas de ética nas residências e nas salas de aula, expondo para os alunos as diferentes religiões, bem como suas origens, em paralelo às discussões sobre a importância desses princípios para a identidade cultural, com o objetivo de consolidar essa nova percepção para as gerações futuras.
O camuflado regresso ao colonialismo
TEMA Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
ALUNO Bruno Henrique Batista Valcacer
ANO 2016
O Brasil cresceu nas bases paternalistas da sociedade europeia, visto que as mulheres eram excluídas das decisões políticas e sociais, inclusive do voto. Diante desse fato, elas sempre foram tratadas como cidadãs inferiores cuja vontade tem menor validade que as demais. Esse modelo de sociedade traz diversas consequências, como a violência contra a mulher, fruto da herança social conservadora e da falta de conscientização da população. Casos relatados cotidianamente evidenciam o conservadorismo do pensamen- to da população brasileira. São constantes as notícias sobre o assédio sexual sofrido por mulheres em espaços públicos, como no metrô paulistano. Essas ações e a pequena reação a fim de acabar com o problema sofrido pela mulher demonstram a normalidade da postura machista da sociedade e a permissão velada para o seu acontecimento. Esses constantes casos são frutos do pensamento machista que domina a sociedade e descende direta- mente do paternalismo em que cresceu a nação. Devido à postura machista da sociedade, a violência contra a mulher perman- ece na contemporaneidade, inclusive dentro do Estado. A mulher é constante- mente tratada com inferioridade pela população e pelos próprios órgãos públicos. Uma atitude que demonstra com clareza esse tratamento é a culpa- bilização da vítima de estupro que, chegando à polícia, é acusada de causar a violência devido à roupa que estava vestindo. A violência se torna dupla, sexual e psicológica; essa, causada pela postura adotada pela população e pelos órgãos públicos frente ao estupro, causando maior sofrimento à vítima. O pensamento conservador, machista e misógino é fruto do patriarcalismo e deve ser combatido a fim de impedir a violência contra aquelas que historica- mente sofreram e foram oprimidas. Para esse fim, é necessário que o Estado aplique corretamente a lei, acolhendo e atendendo a vítima e punindo o violentador, além de promover a conscientização nas escolas sobre a igual- dade de gênero e sobre a violência contra a mulher. Cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos feministas que protegem as mulheres e defendem os seus direitos, expondo a postura machista da sociedade. Dessa maneira, com apoio do Estado e da sociedade, aliado ao debate sobre a igualdade de gênero, é possível acabar com a violência contra a mulher.
Conserva a dor
TEMA A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
ALUNO Caio Koga
ANO 2015
Tenha domínio da norma culta, pois a gramática é muito importante para a construção de um texto e é um fator de destaque para os alunos. Procure escrever de forma concisa e objetiva, com uma linguagem simples e acessível. O importante em uma redação não é utilizar palavras rebuscadas, mas sim a capacidade de defender o seu ponto de vista. Fique por dentro das atualidades mundiais para não ser surpreendido por um tema que você não tenha tanto domínio. Temas atuais são recorrentes nos vestibulares também. Procure defender seu ponto de vista da forma mais convincente possível. É nesse momento em que você mostrará seu domínio do texto argumentativo-dissertativo e poderá impressionar seu corretor. Busque sempre um embasamento para seus argumentos, seja ele de alguma área das Ciências Humanas ou da Natureza. Além disso, seja sempre criativo na hora de formular exemplos. Treine, treine e treine! Esse é o segredo. Quanto mais redações você escrever, melhor seu texto vai ficar com o passar do tempo.
ALUNO Caroline Marson Dal Más
Não despreze a Redação. Se o seu objetivo for passar em um curso concorrido, você vai precisar de um texto muito bom para alcançá-lo. Procure aumentar seu senso crítico, seja conversando com várias pessoas diaria- mente, lendo ou treinando sua capacidade de relacionar o tema da redação com outras áreas do conhecimento, como História, Filosofia, Sociologia, etc. Treine muito. Com os treinos, você percebe onde erra mais. Ao reescrever os textos sendo guiado por um profissional, você consegue aumentar a qualidade. Entenda bastante a norma culta padrão. Ela vale 200 pontos na sua redação. Mas não somente ela, procure ler e reler as cinco competências e o que acontece para você ganhar ou perder 40 pontos em cada uma delas. Tenha calma e paciência. Todo mundo tem defeitos, e o importante é você fazer sua parte de forma consciente e objetiva. Isso vai ser essencial tanto nos treinos quanto na hora da prova.
ALUNO Bruno Henrique Batista Valcácer
ANO 2016
ANO 2016
Dicas de quem tirou 1000 na redação