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apresentação alcoolismo, Notas de estudo de Farmácia

Toxicologia do alcoolismo

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 19/11/2010

debora-lima-11
debora-lima-11 🇧🇷

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Universidade Anhembi Morumbi
Álcool
A droga mais consumida no mundo
Débora Andrade
Fernanda Prado
São Paulo
2010
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Baixe apresentação alcoolismo e outras Notas de estudo em PDF para Farmácia, somente na Docsity!

1 Universidade Anhembi Morumbi

Álcool

A droga mais consumida no mundo

Débora Andrade Fernanda Prado São Paulo

  • (^) Álcool é um termo genérico para designar uma família de substâncias químicas orgânicas de propriedade comuns. Os membros desta família incluem: etanol, metanol e outros. A substância ingerida desta família é o etanol, substância lícita, produzida desde a antigüidade pela fermentação de açúcares presentes em cereais, raízes e frutas. Introdução

Preço relativo das bebidas alcoólicas País Preço relativo Cerveja Preço relativo Vinho Preço relativo Destilados Brasil 1,51 5,35 9, Argentina 3,17 1,52 20, Venezuela 1,47 5,73 10, Colômbia 2,94 8,72 24, México 1,47 8,11 22, Uruguai 2,26 2,61 12, Chile 1,08 2,60 5,

  • Em termos gerais, o preço relativo das bebidas alcoólicas está estreitamente relacionado com o desenvolvimento econômico de um país. Fonte: Global Status Report: Alcohol Policy, OMS (2004)

Metabolismo do Etanol

  • (^) Absorção Estômago -20% e Intestino Delgado – 80% Tempo – de 30 a 90 minutos após a ingestão Presença de alimentos retarda a absorção.
  • (^) Distribuição Concentração maior no sangue, cérebro, rins, pulmões, coração, músculos estriados e fígado
  • (^) Biotransformação Ocorre no fígado por oxidação Enzima álcool desidrogenase (AD) Enzima aldeído desidrogenase (AID) (Zanini-OGA, 2008 ) 5

Metabolismo do Etanol

  • (^) Cerca de 40% da população do Leste Asiático apresenta um polimorfismo da enzima aldeído desidrogenase, gerando uma variante inativa, que leva a um acúmulo do acetaldeído no sangue após a ingestão de álcool. Essa reação, também conhecida como “síndrome asiática do rubor facial induzida pelo álcool”, pode ser ocasionada após o consumo de uma única dose de bebida alcoólica e seria responsável pelo padrão de aversão ao álcool observado entre indivíduos

portadores desse polimorfismo.

Metabolismo do Etanol

  • (^) O metabolismo do álcool nas mulheres não é igual ao dos homens. Se administrarmos para dois indivíduos de sexos opostos a mesma dose ajustada de acordo com o peso corpóreo, a mulher apresentará níveis alcoólicos mais elevados no sangue.
  • (^) A fragilidade aos efeitos embriagadores do álcool no sexo feminino é explicada pela maior proporção de tecido gorduroso no corpo das mulheres, por variações na absorção de álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças entre os dois sexos na concentração aldeído desidrogenase.
  • (^) Por essas razões, as mulheres ficam embriagadas com doses mais baixas e progridem mais rapidamente para o alcoolismo crônico e suas complicações médicas. (Zanini-OGA, 2008 )^8

Toxicidade Aguda

  • (^) O sistema nervoso central é o órgão mais

rapidamente afetado pelo álcool, causando:

  • (^) Sedação;
  • (^) Diminuição da ansiedade;
  • (^) Fala pastosa;
  • (^) Ataxia;
  • (^) Prejuízo da capacidade de julgamento;
  • (^) Desinibição do comportamento. (Zanini-OGA, 2008 ) 10

Toxicidade Crônica

  • (^) Sistema gastrintestinal Câncer em todos os níveis do trato digestivo, além de causar gastrite e úlceras de estômago e duodeno.
  • (^) Sistema neurológico Deterioração dos nervos periféricos, alterações cognitivas (memória, concentração, atenção...) Síndrome de Wernicke-Korsakoff – deficiência de vitamina B1, causa confusão mental.
  • (^) Sistema cardiovascular Inflamação do músculo cardíaco, hipertensão, elevação do colesterol sérico e aumenta o risco de infarto e AVC.
  • (^) Causa ainda , impotência, esterilidade e síndrome fetal. (Zanini-OGA, 2008 ) 11

Consumo Aceitável

  • (^) A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que para se evitar problemas com o álcool, o consumo aceitável é de até 2 doses/dia para homens e 1 dose/dia para mulheres. Os homens não devem ultrapassar o consumo de 3 doses diárias de álcool e as mulheres duas doses diárias, sendo que tanto homens quanto as mulheres não devem beber por pelo dois dias na semana
  • (^) Dissulfiram : inibe a ação da enzima aldeído desidrogenase que metaboliza o acetaldeído, promovendo o acumulo desta substância, levando ao aparecimento de mal-estar, náusea..
  • (^) Naltrexona : é um antagonista opióide, atua bloqueando os efeitos euforizantes do álcool.
  • (^) Acomprosato : é um agonista que estimula a atividade do GABA e antagoniza os aminoácidos excitátorios, principalmente o glutamato. Diminui o desejo de beber e suprime a hiperatividade que ocorre na abstinência. Tratamento Farmacológico (Zanini-OGA, 2008 )

Começa na educação familiar:

  • Seja verdadeiro;
  • Cultive o afeto;
  • Mantenha uma conduta exemplar, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas;
  • Determine limites e exija obediência sem ser ditador;
  • Acompanhe seus filhos nos estudos;
  • Saiba quem são os amigos de seus filhos, como eles se comportam e quem são seus pais;
  • Pratique exercícios físicos com eles (caminhadas, ciclismo, natação) e outras atividades de lazer;
  • Ensine seu filho desde bebê a ter autocontrole sobre as emoções, especialmente as de frustração;
  • Converse com o adolescente sobre as conseqüências de beber no trabalho, na escola, enquanto pratica esportes ou dirige. Prevenção

Prevenção

Almeida LM, Coutinho ESF. Prevalência de consumo de bebidas alcoólicas e de alcoolismo em uma região metropolitana do Brasil. Rev Saúde Pública Edwards G, Marshall EJ, Cook CCH. O tratamento do alcoolismo, um guia para profissionais da saúde. 4ª ed. Porto Alegre (RS): Artmed; Lima JMB. Alcoologia: uma visão sistêmica dos problemas relacionados ao uso, abuso do álcool. Rio de Janeiro(RJ): EEAN/UFRJ; 2003. OGA, S. Fundamentos de Toxicologia. 2a ed., São Paulo: Atheneu Editora, 2008. Organização Mundial de Saúde (OMS) (http://www.who.int/substance_abuse/terminology/who_lexicon/en/index.html) Vargas HS. Repercussões do álcool e do alcoolismo. São Paulo: Fundo ed. Byk-procienx; 1983. Referências