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Apostila destinada aos assuntos de ar condicionado para tirar duvidas de forma resumida e direta
Tipologia: Resumos
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Não perca as partes importantes!












































































A temperatura e a pressão barométrica do ar atmosférico variam muito com as condições do tempo e a localização geográfica, principalmente com a altitude. Ao elevar-se acima do nível do mar, a pressão barométrica diminui, de acordo com a expressão de Laplace:
H log P = log P 0 - , 1,84 + 0,067t (^) m
onde tm é a temperatura média do ar na região compreendida entre o
nível do mar e a altura H dada em km.
A Psicrometria é a parte da termodinâmica que tem por objetivo o estudo das propriedades do ar úmido. Alguns campos de aplicação da Psicrometria são a indústria alimentícia; a indústria de papel; processos industriais de secagem, pintura e armazenamento; refrigeração; ventilação; ar condicionado; e meteorologia.
A pressão total de uma mistura de gases é igual a soma das pressões parciais de cada componente na mesma temperatura da mistura. Define-se a pressão parcial de cada componente como a pressão que ele exerceria se ocupasse sozinho o volume da mistura, na temperatura da mistura. Exemplo: para o caso de ar úmido têm-se:
P (^) at = Pressão atmosférica P (^) at = P (^) a + P (^) v P (^) a = Pressão parcial do ar seco P (^) v = Pressão parcial do vapor de água.
Há duas condições para evaporação da água líquida. 1 - Energia térmica deve ser fornecida à água. 2 - A pressão de vapor do líquido deve ser maior do que a do vapor da água no ambiente. A água em um ambiente gasoso que não é vapor puro, mas uma mistura de ar seco e vapor de água, se comporta de maneira análoga e, para a maioria dos objetivos práticos, a relação entre temperatura de saturação e a pressão de saturação é a mesma para a água líquida em contato apenas com seu vapor. Conclui-se portanto um fato muito importante: a pressão de vapor de saturação depende somente da temperatura.
As seguintes equações podem ser usadas para relacionar a pressão de vapor de água com a temperatura até 100ºC:
log P (^) s = 10,28 - (2316/T) (1.1)
onde T é a temperatura em Kelvin e P a pressão em kgf/m 2 .
log Ps = 9,1466 - (2316/T) (1.2)
onde P é a pressão em mmHg.
log Ps = 28,59051 - 8,2logT + 0,0024804T - 3142,31/T (1.3)
Sobre o gelo, a equação a ser usada é a seguinte:
log P (^) s = 10,5380997 - 2663,91/T,
onde é P a pressão em bar.
Temperatura de bulbo seco (TBS) é a temperatura da mistura indicada em um termômetro. Em geral, a TBS é conhecida simplesmente por temperatura da mistura.
Um termômetro, cujo bulbo esteja envolto em uma mecha de algodão, ou outro material similar, embebido em água destilada, constitui-se em um termômetro de bulbo úmido. Quando esse arranjo é colocado em contato com uma corrente de ar úmido, um processo simultâneo de transferência de calor e massa ocorrerá. Inicialmente, em virtude do ar não estar saturado, parte da água da mecha começará a se vaporizar, reduzindo a temperatura do bulbo do termômetro. Em se estabelecendo esse diferencial de temperatura, entre a mecha de algodão e a corrente de ar, calor será cedido do ar para a mecha. Assim, estabelece uma espécie de equilíbrio dinâmico , através do qual todo calor cedido pelo ar será utilizado para evaporar a água da mecha. Para essa condição, o termômetro registrará um valor conhecido por temperatura de bulbo úmido (TBU).
A pressão parcial do vapor na mistura Pv, por sua vez, pode ser determinada
experimentalmente por meio do psicrômetro, o qual se baseia no fenômeno pelo qual a evaporação de água em presença do ar é tanto mais intensa quanto mais afastado da pressão de saturação se encontra o vapor de água contido no mesmo. O psicrômetro é constituído de dois termômetros idênticos, um dos quais tem o depósito de Hg (bulbo) umedecido permanentemente molhado (Fig. 1.1).
Isto é definido como a razão entre a pressão parcial de vapor de água numa dada temperatura t e a pressão parcial que o vapor de água teria se o ar úmido estivesse saturado na mesma temperatura t.
Pressão parcial do vapor de água P (^) v UR = = Pressão de saturação de água pura P (^) s
Deve-se observar o fato de que as pressões parciais tanto no numerador como no denominador referem-se à mesma temperatura. O diagrama Ts para o vapor de água ilustra o significado da UR (Fig. 1.2).
Fig.1.
O vapor de água na sala se encontra na condição 1 TBS = temperatura de bulbo seco da sala Pv = Pressão parcial do vapor de água na sala Ps = Pressão de saturação na mesma temperatura
Nos problemas que surgem na prática, a respeito de ar úmido, as suas características, como sejam, os volumes dos componentes, massa de água na mistura, umidade absoluta e umidade relativa, variam, permanecendo constante unicamente a massa do ar seco. Daí a vantagem e mesmo a necessidade de referir as suas principais características à unidade de massa do ar seco. Umidade Abosoluta (UA) é definido como a massa de vapor de água em Kg que está associada com 1 Kg de ar seco numa mistura vapor de água-ar. Conhecida também por conteúdo de umidades (g) , unidade específica (UE) e razão de umidade.
UA = m (^) v / m (^) a
A determinação do UA pode ser feita usando a Lei de Dalton e aplicando a Lei Geral dos Gases a cada um dos dois componentes. Tanto o vapor de água como o ar podem ser admitidos como gases perfeitos nas aplicações usuais de ar condicionado. Ar pode ser admitido como um gás perfeito porque sua temperatura é elevada em relação à temperatura de saturação, ao passo que o vapor de água tem
comportamento de gás perfeito porque sua pressão é baixa em relação à pressão de saturação,
mv = P (^) vV (^) v / R (^) vTv para o vapor de água
e ma = P (^) aV (^) a / R (^) aTa para o ar seco
logo,
PvVvRaTa UA = , como V (^) v = Va e T (^) v = T (^) a R (^) vT (^) vP (^) aV (^) a
R (^) aPv R (^) a M (^) v 18, UA = , sendo = = = 0, RvPa R (^) v M (^) a 28,
A razão entre R (^) a e Rv é denominada densidade relativa do vapor de água com relação ao ar seco e, depende da razão entre massa molecular do vapor de água e do ar seco. Logo, pode-se escrever
UA = 0,622 P (^) v/Pa
isto é,
P (^) v UA = 0,622 Kg/kg de ar seco (1.5) (P (^) at - P (^) v)
Determinar a UR e UA a TBS=30ºC e TBU=26ºC (psicrômetro giratório), para uma pressão barométrica 95,0 kPa.
Solução: P (^) s (Pressão de vapor saturado) a TBU igual a 26ºC = 3,360 kPa
(tabela de vapor saturado). Constante do psicrômetro giratório
A = 6,66.
P (^) v = 3,360 - 6,66.
As tabelas psicrométricas com pressão barométrica padrão de 101,325 kPa fornecem P (^) v = 3,023 kPa. Isto não é muito diferente do
que o valor calculado para 95,0 kPa, mas a diferença se torna cada vez maior e mais significante à medida que a pressão barométrica se afasta de 101,325 kPa. Ps (pressão de vapor saturado) a TBS igual a 30ºC = 4,
kPa. Logo,
(P (^) at - Ps) Assim o fator ≅ 1 e GS = UR (P (^) at - P (^) v)
Ponto de orvalho (TPO) é a temperatura abaixo da qual inicia- se a condensação, à pressão constante, do vapor de água contido no ar. A determinação da TPO não é muito precisa. Na Fig. 1.3 observa-se que este ponto é atingido na linha de vapor saturado.
É o volume em m³ de 1kg de ar seco e a massa de vapor de água associada. Na mistura o vapor ocupa o mesmo volume do ar seco mas cada um possui sua própria pressão parcial. Pela Lei de Dalton, a soma destas duas pressões parciais é a pressão total da mistura. Assim, aplicando a Lei dos Gases pode-se determinar o volume úmido de três modos: 1 - fazendo uso da massa e da pressão parcial do ar seco 2 - fazendo uso da massa e da pressão parcial do vapor de água 3 - fazendo uso da massa e da pressão total da mistura.
A entalpia do ar úmido é a soma da entalpia de seus componentes, H = maha + mvh (^) v ,
a entalpia específica é sempre referida a massa de ar seco
H m (^) v h = = h (^) a + hv , ou seja m (^) a ma
h = h (^) a + gh (^) v (1.6)
Fig. 1.
Considere o saturador adiabático da Fig. 1.4. O ar é forçado a entrar em contato com um borrifo de água numa câmara isolada termicamente. À saída do equipamento, o ar está na condição de saturação e em equilíbrio termodinâmico com a água. A parcela da água evaporada é reposta com a mesma temperatura da água do reservatório (T). O processo ocorre em regime permanente e à pressão constante. Um balanço de energia para a corrente de ar entre entrada e saída do saturador:
h 1 = h 2 - (g 2 - g 1 )hL (1.7)
Fig. 1.
onde hL é a entalpia do líquido saturado à temperatura do
reservatório (T). Mantida a pressão constante, as propriedades g 2 , h 2
e hL são função apenas de uma dada temperatura, a qual assinala-se
por T. Deduz-se então, pela eq. 1.7 que a temperatura T é uma função de h 1 e g 1. Assim, a temperatura T passa a ser uma propriedade
Termodinâmica do ar úmido que entra no aparelho, conhecida por temperatura de bulbo úmido termodinâmica. Note que a temperatura da corrente de ar que deixa o equipamento (T) é a mesma da água de aspersão, situação difícil de se estabelecer. Dessa forma, o saturador é uma idealização útil para se definir a temperatura de bulbo úmido termodinâmica. A saturação do ar nesse sistema ocorre numa câmara adiabática, onde apenas a corrente do ar e a água trocam calor, e daí, decorre uma outra designação para T, temperatura de saturação adiabática (TSA). Em termos práticos, a TSA (função do estado termodinâmico do ar úmido) e a TBU (resultado de um processo simultâneo de transferência de calor e massa) são bastante próximas à mistura ar seco e vapor de água em condições ambientes. A velocidade mínima de corrente de ar que circula pelo termômetro de bulbo úmido é da ordem de 5 m/s.
As instalações de condicionamento do ar podem ser classificadas conforme segue.
a - quanto a expansão
direta
indireta
b - quanto a condensação
a ar
a água
a evaporativa
natural
forçada com retorno sem retorno
c - quanto ao tipo de instalação
. aparelhos individuais; . instalações centrais; . instalações centrais com circulação de água gelada nas serpentinas (fan-coils); . instalações centrais com termoacumulação.
d - quanto ao tratamento do ar
. aquecimento . refrigeração . desumidificação . umidificação . aquecimento com umidificação . refrigeração com desumidificação . refrigeração com desumidificação e reaquecimento . condicionamento completo.
e - quanto ao ar insuflado
. insuflamento de ar único (Fig. 2.1) . insuflamento de ar duplo (Fig. 2.2) . insuflamento de ar primário (Fig. 2.3).
f - quanto à localização do equipamento
. local (aparelhos de janela e split system) . pequenas centrais (unidades compactas, tipo selfcontained). . grandes centrais . semicentrais
- mistura de ar de retorno com ar exterior
- mistura do ar tratado com ar de retorno de by pass
Fig.2.6. Condicionamento completo (inverno-verão)
Fig.2.8. Expansão indireta de água gelada.
(2) ar retorno TBS = 14°C; v 2 = 0,825 m
3 /kg de ar seco TBU = 13°C; g 2 = 9,000 g/kg de ar seco
Fig. 3.
2 - Com os valores do volume específico obtém-se as respectivas vazões em massa de ar seco:
1m
3 /s ma1 = = 1,12 kg/s 0,895 m 3 /kg
3m
3 /s ma2 = = 3,64 kg/s 0,825 m 3 /kg
3 - Pelo princípio da conservação de massa, eq. 3.
ma1g 1 + ma2g 2 3,64x9,000 + 1,12x15, g 3 = = m (^) a1 + ma2 3,64 + 1,
g 3 = 10,575 g/kg de ar seco
4 - Recorrendo à carta psicrométrica, determina-se as outras condições da mistura: TBS = 18,8ºC ; h 3 = 46 kj/kg
5 - De maneira análoga e pelo princípio da conservação da energia, obtém-se:
h 1 = 76,0 kj/kg; h 2 =36,5 kj/kg
h 1 ma1 + h 2 ma2 76,0x1,12 + 36,5x3, h 3 = = = 45, m (^) a1 + ma2 4,
6 - A TBS poderá também ser calculada por proporções através do relacionamento de massas:
t 1 ma1 + t 2 ma2 35x1,12 + 14x3, t 3 = = = 18,94°C m (^) a1 + ma2 4,
É uma resposta errada, tanto numericamente como pelo método de cálculo. Entretanto, o erro é pequeno, suficientemente preciso para todos os objetivos práticos. O valor de t 3 obtido diretamente
da carta psicrométrica é 18,8ºC.
O aquecimento sensível ocorre quando o ar, sem a presença de vapor de água, passa através de uma bateria de resistências elétricas ou uma superfície de aquecimento a vapor. O resfriamento sensível ocorre quando o ar úmido, sem que haja condensação, passa através de uma serpentina de resfriamento. A essência de ambos os processos é que a variação de estado deve ocorrer ao longo de uma linha de conteúdo de umidade constante. As variações das propriedades físicas do ar úmido são apresentadas abaixo:
Aquecimento sensível Resfriamento sensível TBS aumenta diminui h aumenta diminui v aumenta diminui TBU aumenta diminui UR diminui aumenta g constante constante TPO constante constante Pv constante constante
Calcular a carga térmica de uma serpentina para aquecer em 20°C, 90 MCM de ar úmido nas condições iniciais de TBS = 21°C e TBU = 15°C. Se as condições de água quente fornecida à serpentina para realizar este aquecimento são: entrada 85°C e saída 75°C. Calcular a massa de água necessária em kg/min.
Solução: Utilizando a carta psicrométrica (Fig.4.3), obtém-se os estados 1 e 2 do ar nas condições iniciais e após o aquecimento: