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Arte Comentada - Carol Strickland, Manuais, Projetos, Pesquisas de Urbanismo

Livro Arte Comentada - Carol Strickland

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

Antes de 2010

Compartilhado em 01/04/2010

glauco-coriolano-11
glauco-coriolano-11 🇧🇷

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ARTE COMO CONHECER ARTE Arte Comentada tira a história da arte do domínio dos manuais enfadonhos, conduzindo-a a um mundo com apresentação dinâmica, ensaios sucintos de uma página e explicações em colunas separadas. Esses dispositivos gráficos elevam a capacidade do leitor para reter uma quantidade impressionante de informação, mesmo em feitura rápida, Uma breve revisão de legendas e colunas laterais fornece um curso relâmpago de históiia da arte. incorporando mais RTE COMENTADA Da Pré-História ao Pós-Moderno -de-trezentas ilustrações (um terço em cores), Arte Comentada busca nos próprios elementos da arte - composição, movimento, equilíbrio, cor e desenho — uma abordagem visual e textual que um livro comum não oferece. De Stonehenge ao Guggenheim, de Holbein a Warhol, a linguagem da arte é clarificada em cinco seções. o NASCIMENTO DOS “ISMOS” A França mantém a liderança artísticã nos duzentos anos seguintes, à medida que os estilos surgem e desaparecem: Os estos muda ISBN 85.00.2609. mm a P7B8500"826980 Antes de Mona Lisa: As pinturas eram afrescos, miniaturas, painéis em mobílias. Depois: Pinturas de cavalete, emolduradas, exibidas em prateleiras ou penduradas na parede. Retratos antes de Mona Lisa: Deidades idealizadas. Depois: Seres humanos de corpo inteiro, estilo realista, Sorriso enigmático. Mistério até o fim dos séculos. Cantores, músicos, bufões se exibiam para manter Mona Lisa "cheia de contentamento” enquanto posava. Mãos grandes. Leonardo estudou anatomia e dissecava corpos para reproduzir com exatidão as formas humanas. Quem é ela? Muito provavelmente, insignificante em termos históricos. Possivelmente a esposa do mercador florentino Francesco de! -. Giocondo. Pintado em (1503-07) Óleo sobre painel de madeira. Em exposição permanente no-Louvre; protegido por antecâmera devido ros SUMÁRIO INTRODUÇÃO: COMO OLHAR UM QUADRO D NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA 2 As Faízes da pintura, da escultura e da arquitetura. ARTE AFRICANA: OS PRIMEIROS CUBISTAS a A religião dá forma à are das máscaras de madeira, à escultura alongada; formas semi-abstraras influenciam a arte moderna. Influência da Arte Tribal IDADE MÉDIA: O REINO DA RELIGIÃO 24 “ão religiosa, substitui o re- A arte espiritual, para inspirar a de BARROCO FLAMENGO" 50 Rubens, Van Dyck BARROCO HOLANDÊS 52 Natureza-morta, Paisagem, Ruiscael, Hals, Rembrandt, Vermeer, Grandes Mestres BARROCO INGLÊS 57 Hogarth, Arte de Crítica Social, Gainsborough, Reynolds, Royal Academy, Catedral de São Paulo BARROCO ESPANHOL 60 Influência de Velázquez. BARROCO FRANCÊS 62 ARTE PRÉ-HISTÓRICA: O INÍCIO 4 drtecieminiício em c. 25000 a.C. com as priméiras esculturas conhecidas, pinturas em cavernas, enormes monumentos de pedra “pará vitúáis. n des construídas, com templos imensos, chamados e palácios com esculturas em baixo-relevo. forina da pirâmide através dos tempos E oidáarte dos túmulos, com pinturas nas paredes; doa rígidas convenções por três mil anos; arqui- sal:(pirâmides). turas;: Esculturas, Múmias, Pirâmides, úmulo de Tutancêmon LES INVENTARAM MUITO MAIS QUE AS OLIMPÍADAS 12 Ebuisca do ideal dê beleza resulta na escultura, na arquitetura e na iina-em vasos. com equilíbrio, proporção, harmonia; estilo chama- fa:telassico” porque determinou os padrões de perfeição técnica. inttracem vasos, Escultura, Arquitetura, Estilos da arte grega = ROMA: OS ORGANIZADORES O império prodiiz esculturas realistas da figura humana, bustos idealizados de iniberadores, maravilhas da engenharia, como aque. dutos e arenas baséúdos no urco, na abóbada e no domo. Gregô versus Romano, Arquitetura, “ARTE ROMANA: HISTÓRIAS EM PEDRA 26 “A RENASCENÇA: DO: NORTE. 40 trato realista: IDADE DE OURO DA ARTE BIZANTINA 24 Ícones, Mosaicos, Hagia Sophia Giotto, Estilo Romano versus Gótico, t Manuscritos Iluniifados ARTE GÓTICA: ALTURA E LUZ 28 Termos arquitetônicos, Escultura, Vitrais, t Tapeçaria O RENASCIMENTO DA ARTE: RENASCENÇA E BARROCO 30 Artistas. redescobrem à representação realista da figura humana, superar li k A RENASCENÇA: O COMEÇO DA PINTURA MODERNA 32 A areelássica ranascei graças a descobertas revolucionárias, como a anatomia e a perspectiva; a influência se estende da ália a tada a Europa Quatro Patamares da Técnica, Mestres do.Inícioda tl Renascença; Masaccio, Donatello, Botticolli A RENASCENÇA ITALIANA, 34 s da. Alta: Rênascença, Leonardo, Michelangelo, Rafael, Ticiano, Arquitetura Haliana versus Renascença do Norte o. Van Eyick; Bosch, Bruegel A RENASCE jo: irura, Coliscu, Pompéia ARTE PRÉICOLOMBIANA DAS AMÉRICAS: A ARTE DO NOVO MUNDO QUANDO AINDA ERA UM VELHO MUNDO 20 americanos criam formas humanas e animúis estilizadas. fer em objetos cerimoniais. “ Construtores de taludes, adaptações do século XX REALISMO un, La Tour, Poussin, Claude, Versailles ROCOCÓ 64 Watteau, Boucher, Pragonard, Decoração de Interiores, Gaudí SÉCULO XIX: O NASCIMENTO DOS “ISMOS” 66 A França mantém a liderança da arte nos duzentos anos seguintes, enquanto os estilos vêm e vão, NEOCLASSICISMO: FEBRE ROMANA Formas gregas e romanas rewrividas, 68 NEOCLASSICISMO FRAN 69 David, Ingres, Odaliscas através dos tempos NEOCLASSICISMO NORTE-AMERICANO 72 Peale, Copley, Stuart GOYA: UM HOMEM SEM “ISMO” Não-conformista denuncia a hipocrisia humana. Ta ROMANTISMO: O PODER DA PAIXÃO % Interesse em temas exóticos; objetivo da arte é expressar emoção. ROMANTISMO FRANCÊS 76 Géricault, Delacroix, Estilo Neoclássico versus Romântico; a Paleta-dos Artistas ROMANTISMO INGLÊS 79 Constable, Turner, ROMANTISMO NORTE-AMERICANO 81 Cole, Bierstadt, Church PINTURA DE GÊNERO: O SONHO AMERICANO O REALISMO FRANCÊS 84 Courbet, Coror, Miltet O REALISMO NORTE-AMERICANO 85 Homer, Eakins, Whistler, Sargent, Harnett ARQUITETURA PARA À ERA INDUSTRIAL 89 Arquitetos renunciam dos estilos do passado; prédios refletem nova tecnologia. Palácio de Cristal, Torre Eiffel, Movimento Artes e Ofícios [ ARTNOUVEAI 9 Estilo decorativo de linhas fluidas se opõe à Idade da Máquina. Beardsley, Tiffany O NASCIMENTO DA FOTOGRAFIA VA Nasce nova forma. de arte; captura o mundo com precisão ini- gualável, Inventores: Niépce, Daguerre, Talbot, “Tipos.de, Fotografia, Impacto na Pintura IMPRESSIONISMO: QUE HAJA COR E LUZ 96 Antistas franceses pintam cartazes para registrar efeitos cambian- tes da luz, causam revolução na arte. Carimbos dos Estilos dos Impressionistas, Quadros Marcantes, Manet, Monet, Renoir, Degas, Cassart, Morisot, Pissarro, Artes Gráficas, Gravuras Japonesas em - Madeira RODIN: PRIMEIRO ESCULTOR MODERNO 110 Rodin traz « escultura para « era moderna. PÓS-IMPRESSIONISMO 112 Pintores franco E cuminhos usando a cor para ex- jitilár profuhdidado. Máréos dos Estilos Pós-Impressionistas Seura, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Gauguin, Van Gogh INÍCIO DO EXPRESSIONISMO “Formas e cores distorcidas para transmirir sentimentos. Munch, Modersohn-Becker 123 SIMBOLISMO.+-....... =Apiistaisebuscaim'intagons subjetivas, fantasias. “Rousseau, Recon, Ryder 124 EM AÇÃO 82 Bingham O NASCIMENTO DA ARQUITETURA MODERNA 126 Noivas funções demandam novas formas: invenção do arranha-céu. ullivan Surge nova visão da função da arte; artistas mostram a vida-nas—)-— ruas a realidade sem retoques: Daumier, Bonheur INTRODUÇÃO: COMO OLHAR UM QUADRO = Assim. como a música; a-arte é timê" linguagem universal. Ver uma obra-de- arte é sempre uma experiência agradável, mas apreciá-la integralmente exige certo conhecimento, Arte Comentada corntérm 25 mil anos de história da arte condensados em 208 páginas de fóriria à oferecer o conhecimento necessário. COR, COMPOSIÇÃO, CLIMA E LUZ “A Jangada da Medusa” retrata vítimas de um naufrágio, à deriva, sem comida ; ou água, no momento em que avistam tum navio ao longe. O pintor representa | o momento dramático — o instante em que os sobreviventes recuperam a esperança de salvamento — mas transmite o desespero da situação por meio de uma combinação de truques de pintura. Géricault usa todos os instrumen- i tos da pintor - cor, composição, clima e luz — para representar o tema da luta do homem contra a natureza. 1. COMPOSIÇÃO. Géricault divide a cena em dois triângulos Siperpostos. O triângulo à esquerda, definido pelo homem no mastro e as. duas.cordas mostra. | Arte Comentada apresenta informações básicas da mancira mais simples pos- sível, com mínimo dé jargão técnico é riqueza de adendos biográficos e anedóticos que conferem uma dimensão humana; ao-inundo da arte. O livro é pontuado por observações, sumários e quadros comparativos para ajudar o leitor a absorver c reter pontos importantes. Tu. cem gamento estético independente. Contudo, o melhor a fazer com esses instrumen- tos será aplicá-los para descobrir-por-que um quadro em especial desperta suas emoções, ou por que o deixa indiferente. Quanto mais frequentes forem suas vi- sitas a museus e galerias, mais compersador será o encontro com a arte. Existe uma diferença abismatentre-ver e ter um olhar sobre a obra-de-arte — : : a diferença entre ver e sentir. Quando comecei a pesquisar para escrever este livro, já sabia muito sobre arte, havia dado cursos de cultura americana, ama- . va a arte e tinha passado muito tempo : em museus e galerias. Mas depois de dois =áhós de total imersão na história da arte, minha experiência de olhar a pintura e a escultura havia se transformado comple- tamente. O maior conhecimento que ad- quiri propíciou um compromisso rico, estimulante, de dar e receber, coma arte. AA Jarigadar dar Medusa”, Béricantt, DIMAS Auvee Pais de um filme em língua estrangeira a par- ticipante de um animado debate na lin- gua materna. Espero que minha expe- riência seja um microcosmo para o lei- tor, que têmbém apreciará a arte na ra- zão direta da quantidade do conhecimen- to adquirido. Tomo um exemplo, “A Jangada da Medusa”, de Théodore Géricault, para demonstrar como'se pode analisar um quadro usando vários critérios tradicionais: Este livro oferece diversos instrumentos críticos para a formação de um jul- Foi-como passar de espectador-passivo os mortos e os moribundos. O triângulo à direita, cujo pico é o homem de pé abanando com a camisa, é composto por figuras dinâmicas com braços Ustendi- dos; indicando a chegada repentina da'esperança. A colocação-dessetringulo ——na-extrema direita, a direção dos olhares, os gestos e oarranjo-dopanejamento; tudo isso contribui para o efeitode um impulso para diante é diréciona o olhar do espectador ao ponto focal das figuras acenando freneticamente. 1 2. MOVIMENTO. Géricault cria a impressão de movimento contrastando as pos- turas das figuras. O quadro como um todo parece crescer pararcimar partindo: das figuras prostradas na parte de baixo à esquerda em direção 0 alto do lado direito, onde se concentram as figuras sentadas e de braços estendidosTO ho: mem que acena no alto do triângulo direito é o clímax da atmosfera de renas-, cer da esperança e do movimento de avanço. 3. UNIDADE E EQUILÍBRIO? Pára vitar que os dois triângulos 2 um de desespe- : ro, outro de esperança = cortem o quadro pelo meio, Gériciult-superpõe os que triângulos com figuras de Transição aparecendo em ambos=limbraço-cortaa : corda (a linha mais:forte do. triângulo esquerdo), apontando para o pico do 1 triângulo principal e unificando as duas metades. Os dois triângulos descentrados | ] i também conduzem a direções diferentes, um eguilibrândo o outro. 4. COR E CONTRASTE CLARQ/ESCURO. Géricault pintã nuvens de tempestade e das eiicrespadas escuras para criar um clima ameaçador O Hori; Tê sé situa O navi6 vil mi farol de salvação. Os fortes c stes claro/escuro em tado o quadro implicam a alternância das emoções de espe- rança e desespero. > 5. CLIMA, A miscelânca de linhas clos corpos contorcidos sugere-um ambiente de turbulência, adeguado,ao tema de luta titânicacontra-os elementos. Ao olhar para uma obra-de-arte, o espectador deve considerar elementos como-esses, que os artistas usam para criar efeitos. Quanto maior a prófundi- dade de pensamento, sentimento, técnica e inventividade o artista coloca em “sir obra, maisa obra se revela aum espectador atento: Apreciar arte é tarefa gradual infinita. Por i i enriquece. — Carol Strickland..... arte de todas as épocas.ainda nos fastinse.. | O Nascimento da Arte Da Pré-História HISTÓRIA MUNDIAL HISTÓRIA DA ARTE Migração das asiéticos para a América pela ponte de terra do Estreito de Bering Início da urbanização, invenção da escrita Reinado de Tutancâmen Escultura cia Vênus de Willendorf Criação de pinturas em cavernas 25000 - 20000 à.€. 15000 - 10000 à Idade À arte nasceu há cerca de 25 mil anos, quando o subumano de Neanderthal evoluiu para o ancestral humano; c homem de Cro-Magnon. O aumento da inteligência trou- xe a imaginação e a habilidade de criar imagens esculpidas e pintadas. À arquitetura nasceu com a construção de monu- mentos destinados a rituais. nte milhares de anos, acompanhan do a ascensão e a qu intra, escultura e arquitetura — encarnaram as ambi- ções, os sonhos e os valores da cultura. Embora os primei- “ros artistas-fossem anônimos, muito do que sabemos sobre. as sociedades antigas vem da arte que nos legaram. Os zi- gurates e os baixos-relevos encontrados nas ruínas da Me- - sopotâmia e nas pirâmides do Egito dão testemunho de civi- lizações complexas. À arte grega atingiu o pináculo da bele- “de-cada civilização, essas três formas de arte —. Primeira Olimpiada Atenienses estabelecem democracia Péricles governa Áleras Alexandre, o Grande, conquista 9 mundo conhecido Romanos constroem a primeira estrada Pompéia constrói o primeiso teatro Otavio -se proclama Imprtador Augusto, = começo dos 150 anos da PacRortana Roma iincendiada :Nero frécia absorvida pelo império Románo za quando o respeito pelo indivíduo floresceu em Atenas; as-reliquias-tomanas-atestam o poder do maior império no mundo antigo. Os artistas-se especializaram cada vez mais em represen- tar.a figura humana em espaços realísticos até a Idade Mé- «| diay-quando é arte mudou-radicalmente. Com o triunfo-do--. Cristianismo, o interesse pelo corpo e pelo mundo declinou |” rapida “A pintura e a escultura estilizadas passarâm à existir apenas para ensinar religião e adornar catedrais — verdadeiras obras-primas do período medieval. Entre 25000 a.C..e. 1400 &.C;; a história da arte. não. €. formas variadas que a imaginação assumiu na pintura, na moicano mir ani NASÍgODOS -SAQUEIAM. ROMA Teodorico funda reino em Ravena Justiniano reina, o Império Bizantino floresce Colapso da civilização maia Cruzadas tomam-Constantinopla” oo Astecas. fundam. a Cidade do México. Peste Negra dizima um. terço da Europa. Início do Império Inca no Peru Queda de Constantinopla, colapso do Império Bizantino $ culpado. = Pompéia é destruida-por-viltãd * Divisão do Império Romano. início do período dizantino 11500 3500 - 3000 2610 Irhotep. primeiro artista registrado, constrói as pirâmides MBA... Construção do zigurate de Ur 2000 Stonehenge é erigida 1361-1352 TT6 — 742708 Sargêo II constrói Palácio Real 850 Esculturas em relevo em Ninive 00.650 Desenvolvimerto da Estultura arooriamente dita son 500a.G.— 200 0.6: Início de esculturas africanas 490 = 429 448432 Construção de Partenon 332 . 312 Construção do primeiro aqueduto 190 Esculpida Nike ol Samotrácia 8 Criação dos mosaicos de Pompéia 55 27. mm Sade, “79 82 Inauguração do Colissu 18-25 Construção do Panteon 148 300 - 900 Maias criam a cultura clássica 395 == o 440: 493 527 - 85. 532-37 Construção de Hagia Sofia 547 Montagem dos mosaicos de Ravena «800 = 800 | Monges irlandeses iluminam manuscritos CO Esculturas africanas em bronze com método ds moldagem em cara 1000 = 1200 ---- Construção de igrejas romanas 16001500) Primaziá do estilo gotico ap eras o Giotto pita afrescos Gm Pádua 13250 É = A34 p= 5000 TIN 1438 14530 uma história de evolução do primitivo para o sofisticado, | nem do simples para o complexo — mas uma história das... “Colombo descosre Novo Mundo pára às europeus Espanha derrolá Montezuma, Téi' dos astecas" Elampoliion decifra-os hierogitos “escultura é na arquitetura. antor-desgodre-e-tumba-ce Tutançâmon- 6 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA MESOPOTÂMIA: OS ARQUITETOS “O berça do mundo” foi coma o rei Nabucodonosor chamou a cida- de da Babilônia. Essa primeira cidade foi o berço da arte « da ar- quitetura antigas, bem como o local dos Jardins Suspensos eta Tor- re de Babel. Os autores bíblicos viam a magnífica Torre de Babel, de noven- ta metros de altura, como um emblema da arrogância humana ten- tando chegar ao céu. O historiador grego Heródoto descreven-a com ur amontoado de oito torres empilhadas, com 120 16€s cm cerâmica vitrificada vivamente colorida conduzindo a portões ce metal maciço *Jma escada em espiral externa levava ao topo -dá torre, onde um santuário interno continha um sofá e uma mesa - de auro ricamente adornados. Os babilônios diziam que era a cã- mara em que seu deus dormia. E | Os Jardins Suspensos, uma das Sete Maravilhas do Mundo An- : tigo, vram igualmente grandiosos. Comsistiam cm uma : quatro terraços de tijolos erguendo-se sobre o rio Eufrates, com árvores é arbus- tos de flores luxuriantes se debruçando sobre a cidade. Alguns acreditam que a tie de Mesopotâmia abrigava um jardim histórico ainda mais [amoso — o Jardim do Éden Em 3500 a.C, os sumérios, primeiros habitantes dessa região, dominaram as técnicas de irrig; tértii cm meio às planícies arenasas que hoje constituem o Iraque. Instalados entre os rios Tigre e Eufrates, inventaram a cidade-estado, a religião formal, a escrita, a maternática, as leis e muito da arquitetura OS PRIMEIROS URBANISTAS. Usando o tijolo seco como bloco básico da constru- “ ção, as mesapotâmicos planejaram cidades complexas ao redor do templo. Esses amplos complexos arquitetônicos incluíam não só um santuário fechado, mas também oficinas, armazéns « zonas residenciais. Pela primeira vez a vida era regularizada, com divisão co trabalha e ações colexiv as, como a defesa cos pro- “etos de obras públicas. O palácio de Sargão IL, dominando Nínive, cobria mais de « quadrados e continha mais de duzentos aposentos e jardins, uma bela sala do trono, haréns, áreas de serviço v da guarda, Situado num outeiro artificial de 13 metros de altura, o palácio ocupava cerca de 1.600 metros quadrados da cidade. Seu ponto mais alto ção e de controle do fluxo de água a ponto de criar um oásis n quilômetros “Torre de Babel”, Bruegei, o Velho, 1565, “ungnisgorisçhes Museu, ti ta pessiitin b era um zigurate (to: i ' | Dai | em forma de pirâmi- dz), um grande templo de tijolos de sete anda- res de seis metros de altura cada um, e cada — um pintado de uma cor diterente, A imensa ai. tura dos zigurates re- fletia a crença de que ps deuses habitavam as alturas. Foi destruído por volta de 600 a.C. Representação artistica: “Cidadela do Rei Sargão 11º, 5.742 705 2.6. lisque “A Leoa Agonizante !, virive. €, 350 2.€., British Museum. Lordres, MESOPOTÁMIA 7 A ETERNA PIRÂMIDE O Zigurate A dera a vitanude é reconteno ez diversas curas através ce história. sendo que sit tão rossi qui o iabébo exigia para consis tas más emas, a aaêngua de fucat, no Ménco, e a pitântide de vidio dk f.M Pei na entrada rent, em Par, São apenas dois exesmoios da uia prada er cúiecemes épocas e cuituras. Será impra colicadência as pirâmides ca Mesopotâmia, besgo de angu segvierm conto ler simbilice paro as avquietos da século Xi? di Egit dominavam 2 Pirâmide de Vidro, de |. M, Pei, Louvre Pirâmides de Gizé A ESCULTURA EM BAIXO-RELEVO. Além da arquitetura, a forma de arte predomi- nante da Mesopotâmia era o baixo-relevo. Combinados com a escrita cuneiforme, em forma de cunha, os entaihes descrevem escrupulosamente, cena após cena, os feitos militares. Outro tema predileto nos haixos-relevos cra a coragem pessoal do rei durante as expedições de c Nurna caçada típica, os mas, en. quanto outras civilizações nasciam c morriam com a regularidade das cheias do Nilo, o Egito sustentou o primeiro estado unificado de grande porte durante três milênios. “Gena de Caça de Aves Selvagens” da Tumba de Nebamun, Tebas, 6. “450 6. Bfit51 Museum, ond. Estrada segundo Incas ig agtocia era estática O QUE É EGIPTOLOGIA? Ramo espec:ai da arqueologia a egiplolegia tenfa reconstruir a civilização egípcia a partir de um imenso celeizo de antquicades que so- breviveram. Essa ciência teve início em 1799, quan- do Napoteão invadiu o Egito. Atém de 38 mit soldados. o imperador levou 175 estudiosos, linguistas. antiquários e artistas. Esses arqueó- toges pioneiros carregaram para a França um enorme tesoura em obras: da-arte, dentre elas a Peora da Roseta, una laje de basalto com a mesma inscrição em três línguas, incluindo o grega e os hieroglifos. Durante 15 séculos, pesquisadores ha- viam estudado os hieroglifos sem nada com- preendesem. mas, ao fim de 22 anos, o dri- lhante tinguista francês Jean-François Charpollion cecifrou o código. Essa desco- berta despertou granda interesse pelo Egito antigo. Os primeiras egip:ólogos saqueavam túmulos é lemplos, fornecendo objetos para as coleções eopéias. Papiros, lecidos e ar tigos de madeira, que haviam sobrevivido intactos por milhares de ancs, ram destruídos da noite para o dia. Felizmente. extensas es- cavações e pesquisas cientificas vieram subs= tituir esses métodos primitivos. Os túmulos, verdadeiras cápsulas de in- formação sabre a vida cotidiana de seus ocu- pantes. forneceram: conhecimentos detalhados . dessa civilização desaparecida Muito do que se conhece sobre o Egito antigo provém das tumbas que resta- ram. Como os egípcios acreditavam que o ka, o espírito, do faraó era imortal, depositavam em sua tumba todos os scus bens terrenos para que ele os usasse na eternidade. As pinturas e os hieroglifos nas patedes eram uma forma de inventariar a vida e as atividades diárias do falecido nos mínimos detalhes. Estátuas do faraó ofereciam uma morada alternativa para o ka, caso o corpo mumificado se deterio- rasse e não pudesse mais hospedá-lo, A pintura e a escultura obedeciam a padrões rígidos de representação da figu- sa humana. Em muitos quilômetros de desenhos e entalhes em pedra, a forma humana é representada em visão frontal do olho c dos ombros, e em perfil de cabéça, braços e pernas. Nas pinturas em paredes, a supertície"&ilividida-em painéis horizontais separados por linhas. A figura despojada, de ombros largos e quadris estreitos, usando adorno na cabeça e tanga, posa rigidamente com os “braços para os lados e uma perna adiante da outra. O tamanho da figura indica sua posição: os faraós são representados como gigantes sobressaindo entre cria- dos do tamanho de pigmeus. Feitas para durar eternamente, as estátuas eram esculpidas em substâncias duras, como granito ou diorito. Sentadas ou em pé, tinham poucas partes protuberantes que pudessem se quebrar. À pose vra sempre frontal e hissimétrica, com os hraços próximos ao torso. À anatomia humana era, no máximo, uma aproximação. EGITO 4 “Principe Raholcg c sua Esposa Nofret” éB16 9.6. Museu Egipe 3, Cairo Eseuiguras tipicas ent pecta calcária, com à pose umával, innassues, éss estátuas egiocias. Nefertiti, c. 138046 Moses Egiacio, Berlim PARECE MENOS ESÍPCIA temporária das Cori O marido de Nefertiti. Farao Akenaton, dor tm redrmartor sadi artísticas, como nesta representa é vim ástista que preporcianou um airouxamento eturaliglica Je sua vapor, 12 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA GRÉCIA: ELES INVENTARAM ' MUITO MAIS QUE AS OLIMPÍADAS A história — alguns diriam o zênite — da civilização ocidental começou na Grécia Antiga. Durante a breve Idade de Ouro, de 480 a 430 a.C, uma-explosão de criatividade resul- tou em um nível de excelência sem paralelo nos campos de arte, arqui- tetura, poesia, drama, filosofia, gover- no, leis, lógica, história e matemáti- ca. Esse período é também chama- do Época de Péricles, em homena- gem ao político ateniense que defen- deu a democracia e estimulou o li- vre pensar. À filosofia grega se resumia nas pa- lavras de Protágoras: “O homem é à medida de todas as coisas.” Esta fra- se, aliada à ênfase de outros filósofos na investigação racional e no ques- tionamento do estado de coisas, criou uma sociedade de artistas e intelec- tuais autônomos. Assim como a dignidade e o valor do homem centralizavam os concei- tos gregos, a figura humana era o prin- cipal motivo na arte grega. Enquanto a filosofia destacava a harmonia, a or- dem ea clareza de pensamento, a arte ea arquitetura refletiam um respei- to semelhante pelo equilíbrio. PINTURA. Os gregos tinham amplo co- nhecimento de pintura. Segundo fon- tes literárias, os artistas gregos atin- giram o ápice em efeitos realistas de trompe V'oeil. Suas pinturas eram tão vívidas que os pássaros bicavam as frutas pintadas nos murais. Infeliz- mente, essas obras não chegaram até nós; mas podemos conhecer os deta- lhes realísticos da pintura grega pelas figuras que adornam os objetos do- mésticos de cerâmica. (É PINTURA EM CERÂMICA. A pintura em vasos contava histórias de ceuses e heróis da mitologia grega ou narrava eventos contemporâneos, como as guerras e as fes- tas. O mais antigo (c. 800 a.C.) era chamado estilo geométrico porque as figuras e vs ornamentos tinham formas basicamente geométricas. O Período Arcaico tar- dio foi a época áurer-da-pintura-enreerâmica-No estilo de figura negra adotado no final desse período, as figuras se destacavam em negro contra fundo avermelhado. O artista riscava os detalhes do desenho com uma agulha, expondo a tonalidade da argila. O estilo de figura vermelha, que teve inicío por volta de 530 3.C,, inver- tia o esquema de cores. As figuras, delineadas contra fundo negro, eram compos- tas pelo vermelho natural da argila com os detalhes pintados em pretojg “Dioniso no Barca”, Exokias 2.550 - 521.6, Staatliche ântikerse en anger, Muni Perdi Arcaica, este coa lefuz sei antigo exemplo em que um: objeio (e barca) é representado com restisg e não de menvita estada. Pinuacia no “Jovem Cantando é Tocando Citara” q. 4903 O. MA, NY. Está Exa (vaso com duas elias) é um exemplo do esti figura vermes lgura vermelho é fo negro), em agosição ao o anterior, e data rege lgura esgra é fundo verao) ESCULTURA: À BELEZA DO CORPO, Os gregos introduziram o nu na arte. Às pro- porções ideais das estátuas representavam a perfeição do corpo (aparentes no desempenho atlético) e da mente (aparentes no debate intelectual), Os gregos buscavam uma sintese dos dois pólos do comportamento humano — paixão e razão --e, por meio da representação artística da forma humana (Fregiientemente em movimento), chegaram muito perto de conquistá-la As estátuas gregas não eram o mármore branco que atualmente associamos à escultura clássica. O mármore era embelezado com pintura encáustica, uma mistura de pigmento em pó e cera quente aplicada 205 cabelos, lábios, olhos e unhas das figuras. Enguanto o nt masculino sempre [oi aceitável na escultura (as estátuas femininas evoluíram de totalmente vestidas para o nu-sensual. Nas-está- tuas anteriores, as dobras'e os drapeados uniam à figura num movimento ondiú- lante. Outra inovação foi o princífiá do apoia do peso, ou contrapposto, em que o peso do corpo se apóia numa das pernas e o corpo segue esse alinhamento, dando a ilusão de uma figura surpreendida no movimento. GRÉCIA 13 Assim inflvenciaram o estijo foróics do "Davi" de Mi “Vilória de Samatrácia”. c. 190 aC.. Louvre, Faris. omo à “Vitória Alada” refiete a filosofia humanista grega, as proporções ideai elangeto. Rodin, por sua vez, fez um trabalho menos acadêmico ir cta escultura renascentista de Iichalangelo. que inspirou "A Idade do Bronze”. JUVENTUDE ETERNA; INFLUÊNCIA DO IDEAL GREGO das estátitas clãs: “A Idade do Bronze”, Rodin, 1876. Minneapolis instizute of Ar. ARQUITETURA PARA OS DEUSES. A cultura grega influenciou a arte e a arquitetura de todos os períodos sub- sequentes da civilização ocidental, porém mais especialmente a Renas- cença (quando muitas obras clássi- cas foram redescoberta). Nos sécu- los XVII e XIX, a moda do clas- sicismo grego se difundiu tanto que todo museu, toda academia de arte, toda universidade exibia orgulhosa- mente reproduções de estátuas gre- difícios públicos, como tribu- nais € bancos, se tornaram pseudo templos gregos. Os arquitetos consideram o már- more branco do Partenon 2 expres- são última da grandiosidade de Ate- nas. Mesmo"em ruínas, domina a ole. A perfeição do Partenon gas. deve-se a desvios quase imperceptí- veis das linhas retas. Às colunas se inclinam ligeiramente para dentro, enquanto e entablamento « a proje- ção da plataforma são levemente ar- queados. eram chamados, curvavam a linha reta para dar a ilusão de um impulso para cima e de um suporte sólido sses “refinamentos”, como ; QUEM ERA QUEM El NA GRÉCIA ANTIGA R | A Grécia di mais conhec.da por seus fitósofos (Sccrates maturgos (Ésqtilo, Aristólanes, :urípi Í Soinvles) e malemálicos (Euclides, Pitágoras), : Alguas grandes artistas foram m FEXAS (bN — 432 a.C.x 6 mais famoso es- cultor ateniçasa, supervisor Je astatuária de Partenon e & primeiro é nsar diapeados para revelar 6 corpo PO.ICLETO (alivo 450 -- 420 2.6.) rival de Fígias. escreveu livro sobre Droporção: sou tra- balho mais cóletre fei a colossa Hera em Argos, em ouro e mardim PRAXÍTELES Cetico em nigados do século 14 8.0.) esculio: ateniense famoso pelo pr me - ro'nu-total da estátua de Afrodite. introduziu um conceito serisual, mais natural beleza física 144 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA para a massa central. Construído sem argamassa, 0 Partenon permaneceu re- lativamente intacto até 1687, quan- do um projétil destruiu sua parte cen- tal, Em 180], Lord Elgin carregou à maior parte das esculturas para O British Museum, onde o poeta John Keats passava horas olhando os már- mores “como uma águia nostálgica olhando a céu”. ARQUITETURA PARA SEMPRE moortantes de todos Os temps. 0. Pariemoninspirou co revival pós- lktinos e Calicrates, o Partenon, 48. 43225. Atropeiis, Atenas, Capitólio Jetterson, Virginia, 1785-52. Miztmora. VA Clos Pegase Winery, Graves. 1987 Ka uatey SA GRÉCIA 15 . ARQUITETURA GREGA: UMA INTRODUÇÃO gregos tratavam às monumentos como grandes esculturas. construicas com as mesinas normas de simetria 8 properções ideais Os ritos abohces aconteciam na fren- le do cenple. onde escucturas aleborades centavan” a história da deicade daquele trai- pl. As loca:izações mais comtns para és horizoa- do clássica. e aços [siuriô- micos eram impassiveis. | astifisando q ter- mo estilo savero À despeito dos viclentos entes reiatedo: rostos mos- travam pouca exprassão. no templo ds Zzus em Olímpia. ente tumia mulher pa- tece perdida em pansanientos enquanto. quass por acaso, alasta (la seio a são de um centasto bêbada. As figtcas escuipidas no ltantao goral- mente se pro elevars da fundo de mármere pincaca em vermelho uu acul, 4 cl dos gragos corn a sorhplelude > a hammconia ecam die al m cue as costas das figu- ras, embora presas ac fundo. cram aratica- meate comp eles. A ardem corica” se rafere eos componentes padronizados de templo dórico. fi da Grécia continental. À“ or- dem jônica sed funiu rrais nas povos 8 Chedecenso à xação dos grecos sela han leminiras, chamadas cariátices ENTAR AMLNTO —— COLINA ABADO FRONTÃO CORNIA DIAGONAL SIMA CIASOMAL GFISON GEISOX MúTuLOT TRÍGÍI-O | FILETE REGULA / EQUINO' - FRISA ARQUITRAVE — QAMTEL — TUSTL — BASL ESELÓBATO -—| a Ásia ia. essa ligeita curve ==>, | EUTATERIA cÓRico nor e do Egeu. À “orilem Dem mais laico 2 30 passe am à ser ampiame: ate usadas en cecrio-es Ba época dós tómanes. à curva ae lorgo das transar tia um eteilo nais fivico, 2 não rigido. ás vezes as colunas canelades erara substizuídas pow figura CORINTO JÓNCO “intia” de colunas engionadas pos loltas de acanto estiizadas se desenvelveram tas de ciria de uma coluna se chamava ARTE GREGA IDADE DE OURO: 480 - 430 a.C. FILOSOFIA: Maderação em tudc OBRA MAIS FAMOSA: “Vitória atada” ELÍFÍCIO MAIS FAMOSO: Partenon FORMA CARACTERÍSTICA: Nu masculino CIDADE EMBLEMA: Ateras PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES: Democracia, individualismo, razão ESTILOS DE ARTE-GREGA ARTE GEOMÉTRICA (séculos IX — villa Co, vasos ornamertados com faixas geométricas € frisos de animais e seres humanos simpiífica- dos ARTE ARQAICA (600 - <80 4.6), perindo que ingtu figuras de touros em pedra e pintara em vasos KGUROS (jovem masculino, nu) / KORE (maça jovem, vestida), mais antigas (825 = 2804C,) astátuas ce iiguras humanas. pasição frontal, pê esquento avançando. punhos fechados e careta cuntiecida-como-"sorr.so-arcaico-. EVER, fase ia cial da escultura clás lerizada por expressões rosc-vadas. ESTILOS: sica, car: cistantes ARTE CLÁSSICA (489 — 323 a.€.), auge da arte e de arquitetura ne Grécia, “iguras ielealizadas ilustram ordem e tiarmonia ARTE HELÉNICA (323 — 31 2.6.). estilo der va- gordo grega, encantado nz Ásia Menor. na Mesopotâmia. no Egito; mais meladram ttomo em “Laocude”, 50 2.C.) que o estilo clássico. 18 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA Coliseu, 73 823... Roma Pont du Gard, Nintes. sáculc 2.6. rança Comegando np sécuio ff a.G.. 98 romanas a idos aqucutos para fever ua à uma clistância dl até csoma qputômetros Essas estores era consituidas em deciie centinno para transportar à gua Com a orça da gravidade, Na aquedem da Pont els Caro, que levara cem galões fe água pos ma pera canta O COLISEU Quando Roma tinha um milhão de habitantes, a maioria pobre, os imperadores distraíam as multidões com diversão enta pública em larga escala. No Coliseu, que recebeu cing mil espectadores na inauguração, em 80 d.C, a arena foi inundada de água para a representação de uma batalha naval com um elenco de três mil atores, O combate de gladiadores era muito popular. Alguns entravam na arena armados com escudo, espada e elmo, é enquanto.outroslevavam.apenas rede-e-tridente-Os-utedo- res usavam luvas de couro e cerravam os punhos em volta de pequenos cilindros de ferro. Para garantir um desempenho enérgico, o combate era mortal. Escrávos levar do chicotes com pesos nas pontas conduziam homens c animais à are- na. Num dia de espetáculo (se a multidão estava a fim de baixar é polegar), chegavam a morrer quaren- ta gladiadores. Os corpos eram arras- tados para fora da arena com um gan- cho de metal. Espetáculos preliminares apresen- tavam execuçõ guiídos de lutas de homens contra animais ferozes. “Elevadores” primi tivos levavam centen; mintos, presos em jaulas no subsolo, para devorar cristãos ou escravos dlesarmados na arena. Lu- tas de homens versus ursos também eram muito apreciadas, assim como as caçadas estreladas por elefantes ou rinoce- rontes. Comemorando uma vitória, o imperador Trajano sa- erificou TF mil leões, leopardos, avestruzes e antilopes. Para amenizar o odor dos animais mortos, mandou escravos esparzirem perfume nos espectadores importantes e terra vermelha na arena para distarçar as poças de sangue. Ainda hoje um dos maiores edifícios do mundo em ter- mos de puro volume, o Coliseu foi tão bem planejado que inspirou os projetos cos estádios atuais. O número do in- gresso de cada espectador correspondia a um portão deter- minado, por onde entrava uma quantidade limitada de pc: soas seguindo corredores « rampas. Três tipos de colunas emolduravam a estrutura de 54 metros de altura: a ordem dórica na base, a jônica no meia € a coríntia no alto — se- quência típica de um edifício romano de muitos andares. O equilíbrio das colunas verticais e das faixas horizontais for- madas por arcos dava unidade ao exterior, relativizando a enorme fachada numa escala mais próxima à humana, Infe- lizeisnte,á rica família romana Barberini mais tarde arran- cou o mármore da [achada do estádio para usar em suas construções. es dec iminosos, se- as de ledes fa- POMPÉIA: UMA CIDADE CARBONIZADA À uma hora da tarde de um dia de verão, segundo à teste- munha Plínio, o Jovem, o Monte Vesúvio entrou em crup- ão, vomitando lava « cinzas sobre as cidades de Pompéia e Herculano. Um cogumelo de nuvem negra se elevou a vinte quilômetras de altura. Ao fim da dia seguinte, uma camada de seis metros de cinza c pedra-pomes cobria os habitantes da cidade. Ficaram cobertos — esquecidos — por 1.700 anos, preservando uma incrível quantidade de artefatos, A mosaicos e murais praticamente intactos. Ê Pompéia era uma cidade luxuosa, com uma população i de 23 mil habitantes. As escavações científicas, iniciadas É em meados do sé- “eualo XIX, revela- ram não só objetos triviais como fatias de pão, peixe, avos e nozes (do almoço abandonado por um sacerdote), mas também residêm- cias inteiras com pinturas de nature- zas-mortas € paisa- gens realistas em todas as paredes. Como as casas não tinham janelas, mas se abriam para ur pátio central, os ro- abrindo” para cenas requintadas. Esse estilo de pintura em paredes abran- gia desde simples imitações de mármore colorido até cenas «trompe V'oeil de complexos panoramas urbanos, como se fossem vistos através das janelas imaginárias emolduradas = por colunas imaginárias. Os artistas dominavam as técnicas da perspectiva e dos efeitos de luz e sombra, desconheci- dos no mundo da arte. As paredes resplandeciam com vívi- dós painéis em vermelho, ocre e verde. Mosaicos montados com pedacinhos de pedras colori- «das, vidro ou conchas (chamadas tésseras) revestiarm pare: des, tetos e chão. Muitas eram figuras bastante confusas Num deles, um olho medindo quatro centímetros foi com» “Se 0 mosaico «de um cachorro nas entradas das casas, com à - DOSto com cinquenta cubinhos minúsculos. Era comun ve” ROMA 19 a Fisa profizameate eum lamenta voaturat neh babes sangue dz dos Mistérios c. 5/3... Pom mivelimento copresenta ritos itomsiaços ser cores que caos. 20 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA ARTE PRÉ-COLOMBIANA DAS AMÉRICAS: A ARTE DO NOVO MUNDO QUANDO AINDA ERA UM VELHO MUNDO "Pré-colombiano” se refere ao período anterior à chegada de Colombo ao Novo Mundo, antes que os costumes curopcus começassem a influenciar os artesãos das Américas do Norte, Central e do Sul. Flechas de 10000 a.C, e cerâmica de 2000 a.C. são provas de quão antiga é a cultura no Novo Mundo, A artetinhaimportância vital pára 5 sociedade tribal. Ateibuíam- se poderes que esses objetos apaziguassem a natureza e ajudassem a sobrevivência da tribo. ARTE NATIVA AMERICANA: EXEMPLOS Aarce pré -cotombiana se estenc's das mantanhas do Peru às planícies do meio-oes:e des Estados Unidos e ac Alasca. Entre 08 principais povos artesãos temos: NAvAJOS: Tibos do sudoesle dos Estados Unicas fama- sas por:apetes com cesenhes georélticos colorides com tirturas herbáceas e mirletais essecialmente é vermelho carmim. Os xamãs.ciiava:m- pinturas Na gre con a fin licade da dicenças, pronaverafestilidade e garân- das À p-ntura em cre:a é praticada sindá hoje; Us artistas usam pigmentos naturais, cemo pó de rochas de várias cores, carvao c pólen de trigo, paia criar obres efêmeras nas planicios de areia Pintura ritual em arçia, 1968 Navajo, Matianal Museum of ne Anes.gam Indian, NY. Totem, Noclta. 1808. Smithsoniza Institution. Wast agten, DC HOPI: Buneces tachina oscuipídos em raizes de aigo- fibeiro e pintados represe: deuses é são utilizados para ensinar religião. Também izas de cerimeniais sub- terráraos no Arizona. decorados com murais pintados com ceidades agritoias. KIVAKILTL: Tribo da costa rorseste que produzia létens, máscaras, casas e canoas decaradas Mascaras enta- Ipades em madeira com: traços faciais de exagerado vi- gor. Dbe'iscos morutários e áters indicavam: posição socia ESQUIMO: Tribo do Alasca. enteltava máscaras com vartes móveis, usacas pelos xantás: combinaçã: materiais estranhos de mudo surpreendente. MAIAS: No México e na Gualemala. 0s maias criatar pri “e templos eromees em forma de pirâmide em degraus Imensas templos em pedra calcéria ricamente decora- dos com relevos c hicroglifes. A maior cicade meia Ici Tital população ce satenta mil), onde a mais alta pirá- mide mecia 74 metres. Embora possLisse um celendá- rio sefisticado € conhecimentes cs astroromia, à civil zação entro. em deslínio por vota de 900 c.€. ASTEÇAS: A Cidade do Méxica era a capital e o maior centro urbano desse «aslo império. Produziam volumo- sas imagens de deuses que exigiam sacrifícios huma- nos. Especialistas em lhos em uuia. INCAS: Na Peru, lamusos pela construção de templos em alvenaria e pelas trabalhos tm metalurgia. civiliza- ção a6 auge cuando os espanhóis cheçaram. mágicos a objetos como máscaras e cachimbos, usados nos rituais religiosos. Numa vida de incert sperava-se Boneca kachina hopi 1972, National Musel m of lhe Açmarisea Incian, NY, Máscara fe xamã esquimá, anterior a “00. Aaticaar useui of the American Iian. Né. Estatuata am oura do Rei Tizoc. Asteca. México, o. 1481-06. Natior Museum che Amierigau Indiar, Máscara morluária em Ouro, lhe, ség. XH' "Xi MIA, NM ARTE PRÉ-COLOMBIANA DAS AMÉRICAS 21 . simples camos, tias fosse qual lesse 3 lormais us constem CONSTRUTORES DE TALUDES OS nal:/06 ameresanes sempre losam ambigmalistas. Sua fnsoiia se haseava ne umdarte dá nátraza «- losça materna a ser amarta 6 respeitada - « cem a iumanidage. No Crarto Falada da Serpente. em Onio, construttarr um elaborado santuário netyrai, vm luva! sagrado qaca entersar os mortos, Com cerca de 260 meios 306 tora à forma dê uma SENenhe segurernd um esteio ovo sia Desde 296112.6. as vibes constrviam esses mentes, elguas com trinta smenros de altura, da Florida ate Wiscensia, No Vafe le Of existiam mais de dez mil Alguas tinham a Jarno do asma Lotam cla trio, come st enorme páscare fe asas aborias, Dinros eram géroias. Os constsutores de taludes inspiraram: em pane os Trab ques sue no tina Ce dêcada de 1960. para lazer em Espiral, de Robert Siliser Eroje surmerso no dasmnsas exemplos desse movimento, “Talude da Grande Serpente”. 130036. 4000 C, 46) meiros de somprtr ento. Adams Coanty. Oro regavan em termas ecrtenco tescurus arquentógicos como o cosgo de um aristocrata inteiramento vestido cê antera, vam 9 costume de dar presentes. Presentes de alta qualidade Aléro de tomarem parte em eventos importantes, como cerimônias de iniciação, enterros e festivais, us objetos belos eram muito valorizados porque os nativos americanos preza- Conferiam prestígio a quem o dava, c os artesãos s€ esmera- vam nos trabalhos em prata, cerâmica, cestaria, tecelagem e miçangas. Os nativos americanos eram também excelentes em | pintura mural, Seu estilo tendia para o abstrato, com picto- | nais obras-de-arte j gramas estilizados flutuando za téu, como nas pinturas em ca- vernas, sem indicação de fundo ou de primeiro plano. Muito de sua arte era inspirada por vi dote c curandeiro, reproduzia objetos que os deuses lhe revela- vam enquanto estava em transe. Um dos resultados das repro- duções desses impulsos subconscientes são as extremamente distorcidas máscaras esquimós, que estão entre as mais origi- bes. O xar ARTE “TRIBAL” DO SÉCULO XX | Entre os muitos pintores modernos influenciados pela arte dos nativos amerizanos estão Diego Rivera e Jackson Pollock, cujos trabalhos fêm origem em práticas de séculos atrás. “A Libertação da Peão”, Rivera, 1931. Philadeipnia Museum ot rt Diego Rivera, sneio Capanho! é envio india. bassou Seu estilo aos aiurais "malas, chegando a expesamentar a seiva de cácits como somente “Pássaro”, Pollock, 1941 Meta, SE Depois ir apo xemãs a pinturas Ponock começam à usar areia tingida e é o. Ele dista: * chão, em... ini dis próximo, mais parte da untesa, porque assim posso andar em tela, iabalhar a part dos quero ias e mesatinento estar ta gintuce fecemo! 8 pintores am arpia do Cesta , Sacer 24 O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA IDADEMÉDIA: O REINO DA RELIGIÃO A Idade Média compreende o milênio entre os séculos Ve XV aproximadamente desde a queda de Roma até “ Renascimento. No período inicial chamado Idade das Trevas, depois da queda do imperador bizantino Justiniano, em 5 5, até o reinado de Carlos Magno, em... ARTE NA IDADE MÉDIA Durante a Idade Réia a arte se manteve linada à religião, numa sucessão de três estilos. às prencipais formas dz arta e arquitetura associadas a cada estilo são as seguintes. Gótico BIZANTINO ROMANO | MOSAICOS. Uma cas maiores formas de arte, o mosaico, surgiu durante os é séculos V e VI em Bizâncio, já em poder dos turcos, 'e em sua capital à italiana, Ravena. Os mosaicos eram utilizados na propagação do novo cre- do oficial, o Cristianismo, portanto o tema era a religião em geral, mos- trando Cristo como mestre e senhor todo-poderoso. Uma suntuosa grandiosidade, com halos iluminando as figuras sagradas e fundo refulgin- do em ouro, caraterizava essas obras. As figuras humanas são chapadas, rígidas, simetricamente colocadas, parecendo estar penduradas. Os artesãos não tinham interesse em sugerir perspectiva ou volume. Figuras humanas altas, esguias, com faces amen- —duadas, olhos enormes e expressão solene, olhavam diretamente para-a IDADE MÉDIA 25 800, os bárbaros destruíram o que levara três mil anos Masaicos, Ê Almecos, escultura “tais, escultara para ser construído. Mas a Idade das Trevas foi apenas feones esfilzada mais natural uma parte da história da Idade Média. Há muitos pon- Iori | Catedial tos de luz na arte e na arquitetura, des ARQUITETURA Igrejas com greja com arcos atedral com o ua na na arquiteta esde o esplendor da domo central cilincricos arcos em ponta corte bizantina, em Constantinopla, até a imponência das catedrais góticas. ae dead 8 o EXEMPLO Hagia Sophia St Semin Chartres Três deslocamentos importantes tiveram ampla re- percussão na civilização ocidental: , 1. A liderança cultural se deslocou do norte do Me- | PRA Sãesr lnício 1080 1841260 «literrânco para França, Alemanha e Ilhas Britâni- . cas LOCAL Constantinopla, «Toulouse, França Chartres, França Ei . . Turquia 2. O Cristianismo triunfou sobre o paganismo e o barbarismo. 3. A ênfase se deslocou do aqui e agora para o além, e da concepção de corpo belo para a de corpo cor- rupto. Uma vez que o foco cristão se dirigia para a salvação e a vida eterna, desapare- ceu o interesse pela representação realista do mundo, Os nus foram proibidos « até as imagens de corpos vestidos revelavam a ignorância da anatomia. Os ideais greco-romanos de proporções harmoniosas e equilíbrio entre corpo « mente desa- pareceram. Os artistas medievais se interessava exclusivamente pela alma, dis- postos principalmente a iniciar os novos fiéis nos dogmas da igreja. A arte se tornou serva da igreja. Os teólogos acreditavam que os cristãos aprenderam a apreciar a beleza divina através da beleza material, e o resultado foi uma profusão de mosaicos, pinturas c esculturas. Na arquitetura, essa orientação para o espiritual tomou a forma de constru- ções mais arejadas, mais leves. A massa e o volume da arquitetura romana deram ão: discretos no exterior, mas reful- gentes com mosaicos, afrescos e vitrais espiritualmente simbólicos no interior. A arte medieval se compõe de três estilos diferentes: bizantino, romano e lugar a edificações que refletiam o ideal cri gótico. IDADE DE OURO DA ARTE BIZANTINA O bizantino refere-se à arte do Mediterrâneo oricntal desde 330 d.C., quando Constantino transferiu o trono do Império Romano para-Bizâncio-(mais: tarde chamado Constantinopla) até a queda da cidade nas mãos dos turcos, em 1453. Nesse ínterim, enquanto Roma era devastada pelos bárbaros e declinava até se desfazer em ruínas, Bizâncio se tornou o centro de uma brilhante civilização, combinando a arte primordial cristã com a predileção grega oriental pela riqueza das cores e da decoração. De fato, a complexa formalidade da arte « da arquitetu- ra hizantinas deram origem ao sentido figurado atual da palavra “bizantinismo”. ÍCONES “elancótica cama as imagens de etárives torturados, não se pade fetar er arte bizantina Sem um € bar para cs “tones, Erar pequenas painéis cs maraira com Imagens pintaces supostamente sorm poderes soorenasurais As imagens de santos e seres sagrados são rígidas, er pose [onlel, geralmente oem hato e aih fx. Acrediteve-se que cs íconca línham prog-sedades mi agunsas, Diz à “nda cue uma imagem veria ágrimas, atira emitiaarama €3 incenso. Fiéis rrals ardososas (3 carregavam para à guerra, outros gastavam a pintura cz tanto beijé-los, Tão fre se tornou cul des icones que es foram, praibicos, ente 728 e 843, sor desotdiência ao mandamenta sonia a inotatr “Madona e Filho”, Bertinghiero, início do século XI: MMS “A Batalha de Issus”, Porpeis “Magia Sophia”, Antêmio de Tales e isidora de Miteto. frente, sem o menor esboço de movimento. 2.800... Musec Naziciale, Nápoles Censlantiropta (Istambul. Turquia). 532-37, De Vensze sia, 2s.cafedrais se baseava es ima 4 erquitetura Iicentina es tura em dona, “Justiniano e Cortesãos”, 2, 57. San “itale, Mavers É Peças minúsculas para acentuar detthas realistas Embora seguissem a lradição rorana de montar cubos colaricas, ehamades