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Artigo Linux, Manuais, Projetos, Pesquisas de Redes de Computadores

Artigo Cientifico

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2014

Compartilhado em 27/11/2014

marlon-anderson-3
marlon-anderson-3 🇧🇷

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SOFTWARE LIVRE - LINUX inicio e desenvolvimento de um sistema
operacional livre
Projeto Integrador de Pesquisa II – 4º Período
Marlon Sales; Francisco Amaral; Daniel Patrício; Ismael Carlos; David Abreu;
_______________________________________________________________
RESUMO – O Artigo tem como objetivo mostrar às diversas vantagens que um
software livre tem em relação aos tradicionais programas pagos (como custos,
possibilidade de modificação do programa), a mudança de ares na informática
de empresas públicas e privadas, saindo do quase onipresente Windows para
o onisciente Linux, é inevitável. Cada vez mais, os até então usuários da
Microsoft estão se entregando aos prazeres (e desafios) de utilizar o sistema
do pinguim (alusão ao Linux porque seu “mascote” ou “logomarca” é um
simpático pinguim, chamado Tux).
Palavras-chaves: Software Livre; Linux; Núcleo.
ABSTRACT - Article aims to show the various advantages that hum free
software has over traditional paid programs (as custodian, possibility of
modifying the program), the change of air in the IT public and private
companies, leaving the almost ubiquitous Windows to Linux omniscient, and
inevitable. increasingly, the hitherto Microsoft users are given over to the
pleasures (and challenges) to use the Penguin Information System (allusion to
Linux because its "mascot" or "logo" is a friendly penguin, Tux Called).
Palavras-chaves: Free Software; Linux-based GNU system; Kernel.
______________________________________________________________
Estudantes do curso CST – Redes de Computadores Faculdade Atenas Maranhense –
FAMA/Pitagoras
Marlon Anderson. [email protected];
Francisco do Amaral. [email protected];
Daniel Patrício. [email protected];
Ismael Calos. [email protected];
David Abreu. [email protected];
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SOFTWARE LIVRE - LINUX inicio e desenvolvimento de um sistema operacional livre Projeto Integrador de Pesquisa II – 4º Período Marlon Sales; Francisco Amaral; Daniel Patrício; Ismael Carlos; David Abreu;


RESUMO – O Artigo tem como objetivo mostrar às diversas vantagens que um software livre tem em relação aos tradicionais programas pagos (como custos, possibilidade de modificação do programa), a mudança de ares na informática de empresas públicas e privadas, saindo do quase onipresente Windows para o onisciente Linux, é inevitável. Cada vez mais, os até então usuários da Microsoft estão se entregando aos prazeres (e desafios) de utilizar o sistema do pinguim (alusão ao Linux porque seu “mascote” ou “logomarca” é um simpático pinguim, chamado Tux). Palavras-chaves: Software Livre; Linux; Núcleo. ABSTRACT - Article aims to show the various advantages that hum free software has over traditional paid programs (as custodian, possibility of modifying the program), the change of air in the IT public and private companies, leaving the almost ubiquitous Windows to Linux omniscient, and inevitable. increasingly, the hitherto Microsoft users are given over to the pleasures (and challenges) to use the Penguin Information System (allusion to Linux because its "mascot" or "logo" is a friendly penguin, Tux Called). Palavras-chaves: Free Software; Linux-based GNU system; Kernel.


Estudantes do curso CST – Redes de Computadores Faculdade Atenas Maranhense – FAMA/Pitagoras Marlon Anderson. [email protected]; Francisco do Amaral. [email protected]; Daniel Patrício. [email protected]; Ismael Calos. [email protected]; David Abreu. [email protected];

1 INTRODUÇÃO

O sistema operacional Linux, mais precisamente o núcleo do sistema – chamado de kernel, é desenvolvido graças à boa vontade e o esforço de milhares de programadores do mundo inteiro, tendo o Linus Torvalds dado o pontapé inicial em 1991, na Universidade de Helsinki, na Finlândia. A concepção dos sistemas baseados no kernel Linux vai muito além de um simples núcleo de sistema operacional, agregado a diversas ferramentas, utilitários e aplicações para os mais diversos propósitos. Desde a ideologia de liberdade, passando pela mútua contribuição e chegando a variadas formas de negócios e investimentos comerciais, veremos que tanto o sistema operacional quando as distribuições disponíveis possuem identidades únicas. Mesmo aquelas que possuam conceitos distintos, a mais importante está na ideologia do Software Livre, onde a grande maioria delas têm um ponto de concordância em comum. 2 SOFWARE LIVRE Richard Stallman, um talentoso programador, trabalhava como pesquisador em um departamento dedicado a inteligência artificial no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA. Stallman, um típico hacker, cultuava a tradição de compartilhar seus conhecimentos com os seus companheiros, em um senso de mútua ajuda e colaboração. Uma vez no laboratório do MIT, Richard Stallman obteve dificuldades em utilizar uma impressora cedida pela Xerox, em face de um pequeno problema em um driver que impedia o seu uso. Ele se colocou à disposição dos fabricantes desta para realizar os ajustes necessários, solicitando para isto o código-fonte destes drivers. Para seu espanto, seu pedido foi negado com a justificativa de que o código-fonte não poderia ser repassado a terceiros por conter “segredos comerciais” da empresa, e por isto ele foi obrigado a aguardar a assistência técnica para a solução deste problema. Isto o deixou bastante indignado, o que foi a gota d'agua para que, à partir deste evento, Stallman viesse a idealizar o movimento do Software Livre. Stallman desenvolveu um poderoso compilador C, um grande editor de textos – o famoso Emacs – e em 1984 fundou a FSF – Free Software Foundation –, com o intuito de desenvolver um sistema

fonte para milhares de programadores no mundo inteiro e, graças a ajuda desta comunidade, nasceu o kernel Linux, o maior e mais utilizado projeto de um núcleo de sistema operacional de código aberto do mundo. 4 A S FERRAMENTAS DO P ROJETO GNU E O L INUX No início – e antes da existência do próprio Linux – o Projeto GNU já havia desenvolvido várias ferramentas para o ambiente Unix. Para completar todo o projeto, faltava apenas o desenvolvimento de um kernel para ser implementado ao sistema. Quando o kernel do Linux foi lançado, foi aproveitado o trabalho de seu desenvolvimento e o Projeto GNU então resolveu criar um sistema operacional, utilizando-se das ferramentas GNU junto ao kernel do Linux. Graças a isto, nasceu então a combinação “GNU/ Linux”, um sistema operacional completo, utilizando-se do kernel desenvolvido inicialmente por Linus Torvalds e agregadas as ferramentas do projeto GNU. 3 O importante disso tudo é que, quando houve a fusão entre o kernel Linux e as ferramentas Unix do Projeto GNU, originou-se os conceitos básicos das distribuições Linux: Um kernel livre provido de diversas ferramentas de código- fonte aberto, empacotados e distribuídos juntamente com uma licença para softwares também de código aberto. 5 AS CARACTERISTICAS O Linux segue o padrão POSIX, o mesmo utilizado em sistemas baseados em UNIX, além de diversos outros padrões técnicos que possibilitam aos profissionais com bons conhecimentos dominar qualquer outro sistema baseado nas mesmas normas. Seu código-fonte está disponível na Internet licenciado sob os termos da GPL4: graças a isto, poderemos realizar instalações e cópias diversas sem nenhuma restrição. Pelo fato do kernel Linux ter sido desenvolvido rigorosamente dentro das especificações POSIX e Singler Unix Specification, ele possui praticamente todas as qualidades de atributos dos atuais sistemas Unix modernos. Além disso, pelo fato das distribuições serem baseadas neste mesmo kernel, todas em comum possuem praticamente as mesmas qualidades:  Por se tratar de um Software Livre, podemos copiar, alterar, distribuir, redistribuir, instalar todo o sistema operacional em diversos

computadores, etc., desde que sejam obedecidas as cláusulas do licenciamento a GNU GPL. Além disso, as versões alteradas do kernel continuarão sendo livres sempre, em virtude dos termos aplicados de seu licenciamento. Não mantê-lo ou não tornar suas alterações livre é ilegal, pois fere os princípios que regem a filosofia de liberdade do Software Livre.  Graças ao auxílio de milhares de programadores, o kernel Linux sofre revisões e atualizações constantemente, além da implementação contínua de melhorias e de suporte a novas tecnologias. Com isto, é garantido o ótimo desempenho e estabilidade do sistema como um todo, além da segurança.  Como todo e qualquer sistema operacional moderno, o kernel Linux permitem a execução de diversos processos de forma simultânea, economizando tempo, porém usando uma maior demanda de processamento. Felizmente, de acordo com as operações realizadas, a maioria destas não afetam a performance geral do computador.  A memória principal do sistema é bem gerenciada e protegida de tal forma que lhe é conferida grande estabilidade. Por exemplo, falhas comuns como o GPF – Erro de Proteção Geral – são difíceis de ocorrer, tal como acontecia (e ainda acontece) com o Windows, em especial as versões 9X/ME.  O suporte a SMP – Simetric Multiple Processing – é excelente, o que possibilita o uso simultâneo de até 16 processadores. Agora, com a popularização dos processadores de duplo (e quádruplo) núcleo, esta funcionalidade será mais requisitada.  O kernel Linux possui grande capacidade de compatibilidade com os demais sistemas operacionais existentes, graças ao desenvolvimento de diversas pontes de integração, além da inexistência de técnicas de marketing e políticas comerciais restringentes.  Existem poucos vírus disponíveis para esta plataforma; para variar, poucos possuem alguma capacidade de destruição considerável. E mesmo assim, graças ao sistema de permissões de acesso e de

pinguim, pois este era um de seus animais favoritos – os pinguins são encontrados em abundância na Finlândia, onde o próprio Torvalds fazia visitas em zoológicos locais (conta a “lenda” que inclusive foi mordido por um deles). À partir deste então, cessaram-se os debates para a definição do mascote à ser utilizado. A proposta foi aceita, porém havia mais uma dúvida: qual o perfil à ser utilizado para o animalzinho? Pretendia-se utilizar a imagem de animais fortes e imponentes, e mais uma vez Torvalds comentou da possibilidade de utilizar o desenho de um animal simples, simpático e adorável. Graças à estas idéias, Larry Ewing venceu um concurso para representar o famoso pingüim que atualmente conhecemos como Tux. Mas o que significa “Tux”? Para dar nome ao novo mascote, fora utilizadas as letras do termo Torvalds UniX = TUX. 7 A S PRINCIPAIS DISTRIBUIÇÕES No Brasil, as principais distribuições GNU/Linux mais utilizadas são:  A trindade Slackware, Debian e Red Hat/Fedora;  As variantes Mandriva e OpenSuSE/SuSE;  A meta-distribuição Gentoo (e Debian);  As especializadas Ubuntu/Kubuntu e Kurumin. 7.1 Slackware A mais antiga e tradicional distribuição GNU/Linux, desenvolvida por Patrick Volkerding, sendo ainda muito utilizada atualmente. Seu criador e responsável pela manutenção estabelece uma meta de produção da distribuição baseada em simplicidade e estabilidade, alcançando o padrão de distribuição mais Unix-like ao manter seus usuários nas camadas de configuração em console de modo texto para uma total personalização do ambiente. Além de seu uso profissional, é considerada também como uma distribuição de nível acadêmico, mantendo uma vasta documentação atualizada em sua raiz, para os usuários que necessitem de maior conhecimento para dominá-lo. 7.2 Debian A distribuição Debian foi criada inicialmente por Ian Murdock em 1993, apoiada em uma documentação intitulada Manifesto Debian. 6 Esta por

sua vez, tem como objetivo, divulgar os princípios de desenvolvimento aberto, seguindo a filosofia do Projeto GNU e do kernel Linux. Mas posteriormente, veio a se separar do Projeto GNU, em decorrência da discordância de idéias e conceitos entre o grupo e este projeto. Desde então, o Debian passou a seguir livremente seus próprios rumos. Sua principal característica é a de ser a distribuição GNU/Linux de grande fidelidade aos conceitos de liberdade do Software Livre, contendo somente pacotes de código aberto em sua distribuição. É de autoria da distribuição o desenvolvimento da ferramenta de gerenciamento e atualização de pacotes APT, que graças a sua forte característica de automação, podemos atualizar todo o sistema pela Internet, baixando os pacotes necessários para satisfazer suas pendências com simples comandos. Outra interessante qualidade está em sua grande preocupação com a estabilidade geral do sistema. A Debian desenvolveu 3 “versões” da própria distribuição, que por sua vez é constituída de pacotes que pertencem classificados de acordo com a seguinte política:  Stable : mantém pacotes que foram rigorosamente testados, os quais normalmente são versões antigas;  Testing : mantém pacotes que, apesar de bem testados, ainda não entraram na versão Stable;  Unstable : mantém pacotes com as versões atuais dos programas, que se encontra em testes e em constante desenvolvimento. Ao contrário do que muitos acreditam, a versão Unstable – também chamada sid – não quer dizer exatamente instável; apenas que adota pacotes atuais, o que não pode ser bom em determinadas tarefas onde a estabilidade é um fator essencial para o seu bom desempenho. O Debian atualmente é a distribuição oficial do Projeto GNU e conta com algo em torno de 20. pacotes inclusos. Além disso, existem projetos em andamento que tem como objetivo, portar outros kernels Unix importantes no cenário do Software Livre, como o Hurd e o BSD. 7.3 Red Hat / Fedora Conhecido pelo seu marcante chapéu vermelho, a Red Hat é uma das pioneiras em desenvolvimento de distribuições para o uso em servidores, tendo atualmente um grande domínio neste mercado. Apesar disso, foi também

requeriam demanda de processamento e requisitos de hardware, primando por computadores equipados com processador Pentium II de 1 Ghz ou equivalente, com pelo menos 512 MB de RAM e disco rígido ATA 66 ou superior. Além disso, os pacotes dos aplicativos são compilados para a plataforma i586, que segundo seus colaboradores, este processo dá ao sistema garantia de bom desempenho e estabilidade. Já a Conectiva Linux foi à primeira distribuição brasileira a surgir e atualmente é a maior da América Latina. Foi desenvolvida em 1998, inicialmente baseada no Slackware e posteriormente na Red Hat em 1999, tomando como base uma tradução desta distribuição que se encontrava na época na versão 5.2. Com o passar dos tempos, a Conectiva 8 tomou rumo próprio, com o desenvolvimento da base de sua própria distribuição e eliminando de vez qualquer vínculo com as versões da antiga Red Hat. Dentre seus atrativos destacavam-se a total tradução para o português do Brasil, suportando também o inglês e o espanhol, além de ótimo suporte técnico, o desenvolvimento de um kernel personalizado e a implementação das ferramentas de gerenciamento de pacote APT/Synaptic, desenvolvidas originalmente pelo Projeto Debian. Ambas utilizavam o KDE como o ambiente gráfico padrão. Porém, com a fusão e o conseqüente surgimento da Mandriva, outro interessante desktop entrou em cena: o Metisse. O seu diferencial é o de utilizar as rotinas OpenGL suportadas pelo servidor gráfico X.org e as recursos de hardware das placas aceleradoras gráficas 3D para se ter um ambiente gráfico totalmente inovador com telas translúcidas e efeitos 3D. No processo de fusão, gradativamente serão mesclados as melhores características de cada uma, já que, na 1 a. Edição do Mandriva (2005 LE) foi mantida apenas a base de desenvolvimento do antigo Mandrake. Como toda boa distribuição, além dela disponibilizar as tradicionais mídias de instalação, a Mandriva também possui um sistema Live-CD chamado Mandriva One. O qual utiliza o KDE como desktop padrão. Embora tenha uma seleção mais enxuta de pacotes, o Mandriva One também permite a instalação de um sistema funcional com todas as aplicações necessárias para o uso em um bom desktop. As aplicações adicionais que se fizerem necessárias, bem como os utilitários, ferramentas e bibliotecas poderão ser obtidas através da sua ferramenta de atualização.

7.5 SuSE / Open SuSE A grande distribuição alemã SuSE, além de possuir usuários ilustres como o próprio Linus Torvalds, é a mais utilizada na Europa. Até antes, seu foco era o usuário com conhecimentos técnicos no GNU/Linux, porém devido a crescente utilização deste sistema, houve uma grande tendência para que esta fosse atualizada aos poucos para atender a usuários finais. A primeira versão desta distribuição foi baseada na SLS – que também foi utilizada para ser a base do próprio Slackware. Porém, nos anos seguintes, ela se submeteu a profundas modificações para se tornar o que é hoje. Dentre suas principais qualidades, está o suporte a 12 idiomas diferentes: o português de Portugal (pt) e do Brasil (pt_BR), além do espanhol, italiano, inglês, francês, alemão, entre outras línguas. Possui um excelente instalador gráfico, o YAST 9 , um acrônimo de “Yes, Another Setup Tools” 10 , além de um excelente suporte a hardware, onde o reconhecimento de periféricos do sistema é realizado sem maiores problemas. Tal como a distribuição Debian disponibiliza um alto número de programas em seu pacote oficial. Atualmente a SuSE é composta de vários CD-ROMs ou um DVD-ROM (a partir da versão 6.2). Esta foi uma das primeiras a lançar sua distribuição gravada tanto em mídias de CD-ROM quanto de DVD-ROM em um único pacote. Em seu logotipo é representado um camaleão, o símbolo da adaptação e flexibilidade. Com a SuSE sendo adquirida pela Novell, surgiram algumas grandes mudanças, onde a principal está na manutenção do ambiente gráfico GNOME ao invés do KDE. Isto gerou a revolta de diversos funcionários e contribuintes que participavam ativamente de seu desenvolvimento, pois desde o início, o apoio e a força dada ao KDE era uma tradição do SuSE. Com o direcionamento do SuSE para linhas empresariais (SuSE Enterprise), foi criado o projeto OpenSuSE, que por sua vez tem como objetivo estimular o apoio da comunidade em seu desenvolvimento. Enquanto o SuSE Enterprise mantém o ambiente gráfico GNOME como padrão, o OpenSuSE continua a tradição ao manter o KDE, contribuindo assim para acalmar o ânimo daqueles contrários com as mudanças iniciais. 7.6 Gentoo

Shuttleworth, o projeto é baseado no Manifesto Ubuntu, que “o software deverá estar disponível livre de custos, que devem ter a liberdade de alterá-lo conforme as necessidades sejam quais forem elas”. A distribuição é baseada no ambiente gráfico GNOME, como também possui uma versão desenvolvida chamada Kubuntu, que por sua vez é baseada no ambiente gráfico KDE. Temos também o Xubuntu, que por sua vez é uma versão dedicada para equipamentos obsoletos, sendo mantido o Xfce como ambiente gráfico padrão, por ser uma interface mais leve. Apesar de ter sido desenvolvida para o uso em desktops, ela também pode ser utilizada em servidores, contando ainda com uma versão especialmente desenvolvida para este necessidade, chamada de Ubuntu Server. O sistema de versão do Ubuntu é baseado num interessante calendário fixo de 6 meses: a cada período deste é lançada uma nova versão. O sistema de numeração também é bastante prático e diferenciado: o release maior basea-se no último algarismo do ano corrente e o release menor nos algarismos correspondentes ao mês do lançamento. Por exemplo, temos as versões 4.10 (Warty Warthog – a primeira a ser lançada), a 5.04 (Hoary Hedgehog), e a 5.10 (Breezy Badger), que são datadas respectivamente de outubro (2004), abril e outubro (2005). Como devem ter observado cada lançamento também é batizado com nomenclaturas especiais. Na mídia de instalação, são disponibilizados uma seleção de aplicativos para compor todo o sistema. Apesar de ser instalável com apenas um único CD-ROM, a distribuição possui um generoso repositório com mais de 16.000 pacotes, possibilitando assim realizar a instalação das aplicações através do Apt-get, caso estas não se encontrem na mídia principal. Apesar de ser desenvolvido pela Ubuntu Fondation, um projeto sem fins lucrativos, é patrocinada pela Canonical Inc., uma empresa que vende o suporte, treinamento e serviços de customização do Ubuntu. 7.8 Kurumin "Um sistema operacional que roda diretamente a partir do CD-ROM? Sem instalar nada? Que brincadeira é essa...". Pois é. Com ares de descrédito e estupefação ficam os usuários de PCs desktops, quando conhecem uma grande maravilha no cenário do Software Livre nacional: o Kurumin.

Desenvolvido por Carlos E. Morimoto, o Kurumin tornou-se uma grande surpresa. Derivada de outra excelente distribuição, a Knoppix – que por sua vez derivou-se da Debian –, ela herdou muitas de suas características e qualidades. Em destaque, a possibilidade de contar um sistema completo e portável, necessitando de pouca demanda em processamento e em hardware, além de disponibilizar ótimos utilitários para manutenção. A distribuição utiliza como ambiente gráfico o KDE, o qual teve combinado o seu nome original com a nomenclatura deste, resultando então no termo personalizado Kurumin (KDE

  • Curumin = Kurumin). Customizada com os programas mais utilizados pelos usuários desktops, o Kurumin também é leve e consome poucos recursos, além de possuir parâmetros na inicialização que permitem recondicionar seu uso a equipamentos de recursos limitados. Entre outros atrativos, entra em destaque a implementação de drivers pré-configurados para os principais softmodens existentes, que atualmente são os periféricos que mais dão dor de cabeça aos usuários iniciantes quando necessitam configurá-los. Com o Kurumin, podemos utilizar o sistema inicializando-o diretamente pelo CD 13 (inclusive, habilitar os softmodens para navegar na Internet) ou realizar a instalação no disco rígido, pois o criador do sistema reservou uma opção à parte para esta operação de forma automatizada, aproveitando ainda as configurações realizadas pelo usuário e ainda com ótima performance. Mas deveremos antes acessar o CMOS Setup do computador e configurar a inicialização para que seja feita a partir do leitor de CD/DVD. Conforme dito anteriormente, a principal finalidade do Kurumin é ter no bolso um sistema operacional com alguns aplicativos à disponibilidade para ser utilizado em qualquer equipamento. Porém, como o espaço disponível no CD-ROM é relativamente pequeno (700 MB), será óbvio que a quantidade de aplicativos disponíveis será pouca, onde o criador deverá se concentrar em colocar programas indispensáveis. Esse conjunto de programas são basicamente aplicações essenciais para o uso em um PC desktop. Mas, para aqueles que optarem usar a distribuição instalada em suas máquinas, podemos utilizar os pacotes provenientes do Debian em seu novo sistema, pois pelo fato da distribuição ser baseado no Knoppix, que por sua vez foi baseado no próprio Debian, elas mantêm a compatibilidade. Outra

REFERÊNCIAS

Paulo Filho, Wilson de Pádua. Engenharia de software: Fundamentos, métodos e padrões/ Wilson de Pádua. Paula Filho. -3 ed. - Rio de Janeiro: LTC 2009. _____. NBR 6023:2002 - Informação e documentação - Referências – Elaboração. PFLEEGER, Shari Lawrence Engenharia de software: teoria e prática/ shari lawrence Pfleeger; tradução Dino Flanklin; Revisão técnica Ana Regina Cavalcanti da Rocha.--2.ed.--São Paulo: Prentice hall. TORVALDS, Benedict Linus: criador do Linux, Kernel system operating - GNU/Linux.1. - Finlândia , 1999. Disponível em: <http://www.rra.etc.br/linux/Guia_do_Linux_Desktop/livro- 7.0/1.%20Os%20Sistemas%20GNU-Linux.pdf> Acesso dia 05 de Novembro de

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Linux - Linus-based GNU system Kernel - Núcleo FSF - Free Software Foundation SMP - Simetric Multiple Processing GPF - Erro de Proteção Geral GNU - Not Unix MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts TUX - Torvalds UniX Mandriva - Mandrake + Conectiva Gentoo - djen-tu Kurumin - KDE + Curumin