Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Artigo sobre Libras e Braille, Teses (TCC) de Avaliação de Desempenho

Artigo final de pós graduação nota 10

Tipologia: Teses (TCC)

2020

Compartilhado em 08/04/2020

kamys-cordeiro
kamys-cordeiro 🇧🇷

5

(4)

1 documento

1 / 9

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
FAVENI FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
KAMYLA CHAVES CORDEIRO
Análise da Educação e Avaliação de
alunos com Deficiência Auditiva.
DOURADOS
2019.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Artigo sobre Libras e Braille e outras Teses (TCC) em PDF para Avaliação de Desempenho, somente na Docsity!

FAVENI – FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

KAMYLA CHAVES CORDEIRO

Análise da Educação e Avaliação de

alunos com Deficiência Auditiva.

DOURADOS

Autor[1] Kamyla Chaves Cordeiro Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). RESUMO - .O artigo descrito a seguir é uma breve análise dos métodos educacionais e avaliativos realizados a alunos com deficiência auditiva, observando e analisando as possíveis dificuldades e analisar as melhorias que vem ocorrendo para que se proponha uma métodologia que seja mais eficiente para a inclusão dos alunos perante a sociedade escolar e social. Palavras chaves: surdo, avaliação, integração.

O presente trabalho tem a intenção realizar uma revisão bibliográfica sobre o aprendizado e a avaliação dos alunos com deficiência auditiva, analisando a necessidade de se ter um intérprete para o seu desenvolvimento intelectual desde as séries iniciais fortalecendo sua base educacional, e introduzido a linguagem em libras para facilitar sua interação entre a sociedade.

  1. DESENVOLVIMENTO Da mesma forma que a comunidade ouvinte das diferentes regiões do planeta desenvolve formas de comunicação, os surdos também, adotam meios para a realização da mesma.(SANTANA, 2013). A comunicação de deficientes auditivos é realizada através de sinais gestuais realizados pelo corpo da pessoa, essa linguagem é conhecida como Língua Brasileira de Sinais, ou popularmente chamada de Libras. Sendo a Libras considerada o meio de interlocução principal da comunidade surda, ela veio a ser reconhecida de acordo com a lei n° 10.436 de 24 de abril de 2002; Decreto n° 5.626 de 22 de dezembro de 2005, declarando que para existir a compreensão e facilitar a interação entre os surdos e ouvintes, porém depara-se com alguns obstáculos para um satisfatório desenvolvimento, limitando os direitos sociais e dificultando o exercício da plena cidadania. Porém na atualidade a Libras não é tão utilizada pela população ouvinte, por vezes prejudicando a compreensão e comunicação entre indivíduos, como também prejudicando na avaliação do aprendizado do aluno deficiente auditivo, pois devido o Art. 16, do Decreto nº5.625 que define o uso da Língua de Sinais ou da oralidade uma opção realizada pelo surdo, sendo definida em conjunto pela família e o deficiente escolher através de uma permissão legal. Mas diante disso compete ao ambiente escolar realizar a identificação e divulgação da Libras, para criar possibilidades de realizar as avaliações dessa maneira, já que por vezes a escolha da língua a ser utilizada pode não ser favorável ao aluno avaliado. Muitas vezes pais ouvintes não reconhecem a dificuldade de seus filhos surdos na aprendizagem como descrito por SKILIAR et al (2001): Muitos pais ouvintes – devido à sugestão de certos profissionais clínicoterapêuticos e por falsas representações sociais – tendem a condicionar o contato comunicativo com os seus filhos surdos à aparição de respostas auditivas e orais e não dão atenção aos indícios de comunicação visual. [...] Entretanto, é difícil imaginar que os pais ouvintes que não aceitam a Língua de Sinais renunciem a toda forma de comunicação com seus filhos surdos, por isso, independente do sigilo e controle de certos profissionais, muitos pais criaram um sistema de comunicação gestual com seus filhos surdos (SKLIAR, 2001, p. 132)

Assim pais ouvintes acabam por criar uma comunicação familiar específica interna para a comunicação com seus filhos, o que por vezes acabam prejudicando na aprendizagem da língua de sinais, pois alguns sinais da comunicação familiar podem não obter o mesmo significado da libras nacional confundindo a compreensão durante o aprendizado. Por isso, é importante que desde tenra idade, quando já diagnosticada a surdez, os pais e demais familiares se comuniquem com essas crianças através das Libras, para que além de se manter uma comunicação, possibilite a interação com o meio familiar. (SANTANA, 2013), dessa maneira pessoas com a deficiência conseguem interagir e compreender as situações a sua volta facilitando a comunicação e o convívio na comunidade. Porém e na educação, como proceder para que ocorra uma inclusão bem sucedidos a alunos com a deficiência auditiva, de acordo com LEITE (2018) é importante instrumentalizar e inserir intérpretes em salas de aula, para acompanhar o aluno visual em todas as suas disciplinas do currículo, mesmo que o professor ouvinte saiba a língua de sinais. Com isso a capacidade de compreensão se torna mais fácil aos alunos, conseguindo esclarecer com nitidez suas dúvidas e auxiliando em como contornar possíveis problemas sobre os conteúdos tratados. Mas como avaliar o aprendizado na escola se a interpretação e confecção de frases se torna diferente dos alunos ouvintes. Esse é um dos problemas enfrentados pelos alunos deficientes devido às diferenças no vocabulário prejudicando a formulação de frases e que por vezes impossibilita a interpretação de questões na avaliação do conhecimento que torna-se diferente de alunos ouvintes, sendo sempre necessário o auxílio do intérprete ou de uma maneira avaliativa mais interativa com os alunos. Alguns dos processos avaliativos educacionais do governos estão iniciando a implementação de novas estruturas de exame para alunos deficientes auditivos como no caso do ENEM, que devem informar durante a inscrição que irão necessitar de apoio para a realização da prova escrita, outras avaliações nacionais vem também se adequando a necessidade de alunos especiais, porém o apoio só irá ser permitido no caso de a escola informar durante o censo escolar no início do ano a necessidade. De acordo com o INEP “O Censo Escolar é o principal instrumento de coleta de informações da educação básica e a mais importante pesquisa estatística educacional brasileira.” também descreve que “ [...] uma ferramenta fundamental para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do país, das unidades federativas, dos municípios e do Distrito Federal, bem como das escolas e, com isso, acompanhar a efetividade das políticas públicas.”

em conta a maneira como o aluno surdo aprende a escrever, defendendo que o ideal seria construir uma matriz específica do Português como L2 e dela decorrem itens específicos” Podemos ressaltar a importância de se ter uma adaptação na avaliação de alunos com devido ao déficit que ocorre no anos iniciais aos milhares de estudantes que necessitam de atendimento especial. Observa-se que algumas melhorias vem ocorrendo de maneira lenta, mas sempre visando ter melhorias e adaptações para aperfeiçoar o aprendizado dos alunos com deficiência auditiva como no caso relatado do ENEM ocasionado através de fundamentos jurídicos desde 2013 Ainda, no que tange a aplicação de provas objetivas, discursivas e/ou de redação, a recomendação afirma que as provas devem ser aplicadas em Libras, com recursos visuais, de vídeo ou outra tecnologia análoga, seguindo as normas técnicas vigentes. E em relação aos critérios de avaliação afirma que desde o edital devem estar explícitos os mecanismos e critérios de avaliação das provas discursivas e/ou de redação dos candidatos com deficiência auditiva, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a singularidade linguística da Libras.

  1. CONCLUSÃO Podemos concluir que a educação voltada a estudantes com deficiência auditiva vem progredindo com o tempo, porém de maneira lenta considerando a necessidade urgente de alguns estudantes. Outro ponto analisado é a necessidade de meios e métodos para realizar uma avaliação eficiente a esses alunos, sendo necessário capacitar os educadores a trabalharem em conjunto na intenção para uma melhor absorção do conhecimento de conteúdos e interpretação. Outro ponto significativo é a carência de profissional intérprete na sociedade, já que os mesmos estão para auxiliar aos deficientes auditivos na integração social e educacional, a falta é mais sentida em regiões com baixo investimento como as cidades de interior, sendo raro encontrar intérpretes em escolas mesmo sendo essencial para ensinar o vocabulário e contribuir na educação.

4. REFERÊNCIAS

ALVES, Elizabete Gonçalves; FRASSETTO, Silvana Soriano. Libras e o desenvolvimento de pessoas surdas .Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 03942015000100017 > Aletheia no.46, Canoas abr. 2015, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Acesso em 20 de agosto de 2019. DE SANTANA, Eline Peixoto. O DIREITO A COMUNICAÇÃO: as Libras e os desafios da educação dos surdos. Disponível em < http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2013/JornadaEixo2013/anais-eixo8- direitosepoliticaspublicas/odireitoacomunicacao- aslibraseosdesafiosdaeducacaodossurdos.pdf > VI Jornada Internacional de políticas públicas. 2013, São Luís/MA. Acesso em 27 de agosto de 2019. GONÇALVES; Ana Gabriela da Cruz, LISBOA; Thainá Trindade, SILVA; Carlos Dyego Batista, ARAÚJO; Mara Cristina Lopes Silva. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E O ALUNO SURDO. Disponível em <https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2017/24395_12387.pdf > EDUCERE - XII Congresso Nacional de Educação, Formação de professores: contexto, sentidos e práticas. IV Seminário Internacional de representações sociais, subjetividade e educação - SIRSSE, IV Seminário Internacional sobre Profissionalização Docente - SIPD/CÁTEDRA UNESCO.

  1. Acesso em 1 de outubro de 2019. JUNQUEIRA; Rogério Diniz, LACERDA; Cristina Broglia Feitosa. Avaliação de estudantes surdos e deficientes auditivos sob um novo paradigma: Enem em Libras. Disponível em < https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial , http://dx.doi.org/10.5902/1984686X28732 > Revista Educação Especial | v. 32 | 2019 – Santa Maria. Acesso em 6 de setembro 2019. LEITE, Mauricéia. PEDAGOGIA BILÍNGUE – LIBRAS/LÍNGUA PORTUGUESA: CURRÍCULO E FORMAÇÃO DOCENTE. Disponível em < http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/revdia/article/view/6317 > Revista Diálogos, v. 6, n. 1 (2018). Educação, inclusão e Libras. Acesso em 10 de setembro de

OLAH, Lilian Vânia de Abreu Silva; OLAH,Naiane Caroline Silva. O INTÉRPRETE DE LIBRAS E A INCLUSÃO SOCIAL DO SURDO < http://revistapandorabrasil.com/revista_pandora/inclusao/interprete_libras.pdf > Revista Pandora Brasil Nº 24 – Novembro de 2010 “Inclusão em Educação: Caminhos, Políticas e Práticas”. Acesso em 05 de setembro de 2019. OLIVEIRA, Fabiana Barros. DESAFIOS NA INCLUSÃO DOS SURDOS E O INTÉRPRETE DE LIBRAS. Disponível em < http://seer.fafiman.br/index.php/dialogosesaberes/article/view/271 > Diálogos & Saberes, Mandaguari, v. 8, n. 1, p. 93-108, 2012 acesso em 19 de agosto 2019. TAVARES, Ilda Maria Santos; DE CARVALHO, Tereza Simone Santos. I NCLUSÃO ESCOLAR E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O ENSINO DE LIBRAS (LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS): DO TEXTO OFICIAL AO CONTEXTO. Disponível em <