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livro basico jornalismo
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Elisa Kopplin Ferraretto Graduada em Jornalismo e mestre em Comunicação e Informação pela Univer- sidade Federal do Rio Grande do Sul. Assessora de imprensa, em sua carreira profissional acumula experiências na área e também na edição de publicações especializadas; reportagem, redação e revisão para jornalismo impresso; e docência em cursos universitários de Comunicação. Luiz Artur Ferraretto (apresentador no Publicom ) Graduado em Jornalismo e doutor em Comunicação e Informação pela Univer- sidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor universitário de Jornalismo, soma a sua trajetória passagens por jor- nais, emissoras de rádio e de televisão e assessorias de imprensa. É autor de Rádio – O veículo, a história e a técnica , Rádio no Rio Grande do Sul (anos 20, 30 e 40): dos pionei- ros às emissoras comerciais e Rádio e capitalismo no Rio Grande do Sul: as emissoras comerciais e suas estratégias de programação na segunda metade do século 20. DADOS DA OBRA Quinta edição revista e ampliada. Grupo Editorial Summus. 157 páginas.
O texto a seguir foi extraído da obra e resume os objetivos dos autores:
O mercado, como um todo, tem sido outra instância de grandes mudanças. As inovações tecnológicas e a diversificação dos veículos de comunicação não necessariamen- te têm correspondido ao acréscimo nos postos de trabalho neste segmento, o que leva cada vez mais jornalistas – do acadêmico que procura seu primeiro estágio ao profissional expe- riente em busca de novas oportunidades – a encontrarem na assessoria de imprensa uma alternativa de trabalho. Ao mesmo tempo, as exigências técnicas, logísticas e éticas do pro- cesso de comunicação, estranhas aos leigos e reconhecidas por estes como importantes e necessárias para alcançar bons resultados, fazem com que empresas, instituições e persona- lidades dos mais diversos segmentos não abram mão de contar com o apoio de profissio- nais capacitados a conduzir o trabalho na área. Com tudo isso, mudam, também, os cursos universitários responsáveis pela formação de jornalistas, que cada vez mais se preocupam em inserir, em suas grades curri- culares, disciplinas e projetos voltados especificamente à assessoria de imprensa. A própria legislação reguladora da atividade é permanente foco de discussão com vistas a modificações, retornando à pauta, a todo momento, velhas polêmicas. A as- sessoria de imprensa é atividade de jornalistas ou de relações públicas? É preciso diploma universitário para exercer a função? Qual a carga horária que deve cumprir um assessor de imprensa? Estabelece-se, portanto, um panorama de permanentes e múltiplas mudanças. A ele, não poderia ficar alheio este Assessoria de imprensa: teoria e prática , que, por ocasião de sua primeira edição, em 1993, foi pioneiro na literatura técnica específica sobre tal ati- vidade. Desde então, três novas edições foram publicadas, cada uma com pequenas altera- ções e atualizações. Mas os 15 anos transcorridos apontam, hoje, para a necessidade de uma revisão mais aprofundada, que possibilite à obra refletir, com maior grau de precisão, o quadro atual.
É, pois, neste contexto que apresentamos esta quinta edição de Assessoria de imprensa: teoria e prática , totalmente revisada. Seu objetivo, porém, continua o mesmo: contribuir para o permanente aprimoramento do trabalho nesta área do jornalismo, configu- rando-se como um instrumento útil tanto para os estudantes quanto para os profissionais atuantes em assessorias. Aos primeiros, pretende fornecer embasamento teórico e prático e despertar o interesse para a área, a fim de que ela possa ser considerada, desde o início, como uma digna e interessante opção de trabalho no futuro. Já aos profissionais, procura oferecer tanto uma referência para a resolução de dúvidas cotidianas quanto um convite à reflexão sobre a importância da atividade e a necessidade de desenvolvê-la com competên- cia e ética. Cabe ressaltar, por fim, que a visão aqui apresentada a respeito da assessoria de imprensa é, por convicção dos autores, a de uma atividade a ser desenvolvida exclusiva- mente por jornalistas profissionais – utilizando, conseqüentemente, conceitos e técnicas desta área – , sem que isso implique o demérito de outras habilitações, mas sim a harmonia e a complementaridade entre todas elas. Fique claro, portanto, que, para os autores, o traba- lho de um bom assessor é regido pela lógica da notícia, do saber próprio do jornalista, de discernir, face a um acontecimento ou a uma opinião, o que, de fato, pode interessar ao público. Assim, ao mesmo tempo, é proposto um olhar genérico e idealizado sobre a fun- ção, buscando sintetizar as suas melhores práticas, o seu estado da arte – o que não signifi- ca desconhecer ou negar que, no dia-a-dia do mercado de trabalho, nem sempre as coisas acontecem exatamente assim, estando sujeitas tanto a nuances ocasionadas por peculiari- dades de segmentos específicos quanto a desvios provocados por posturas inadequadas de assessores, assessorados ou veículos de comunicação. O que se pretende, em suma, não é dar a palavra final sobre como se faz assessoria de imprensa, e sim propor caminhos no