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Aterro sanitário
Tipologia: Notas de estudo
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http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/residuos/res13.html
Definição
Lixão é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. O mesmo que descarga de resíduos a céu aberto (IPT, 1995).
Configuração
No Lixão (ou Vazadouro, como também pode ser denominado o lixão) não existe nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados e quanto ao local de disposição dos mesmos. Nesses casos, resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade são depositados juntamente com os industriais e hospitalares, de alto poder poluidor. Nos lixões pode haver outros problemas associados, como por exemplo a presença de animais (inclusive a criação de porcos), a presença de catadores (que na maioria dos casos residem no local), além de riscos de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos e de escorregamentos, quando da formação de pilhas muito íngremes, sem critérios técnicos. A figura a seguir ilustra um esquema de lixão ou vazadouro (Proin/Capes & Unesp/IGCE, 1999).
Figura Esquemática de um lixão ou vazadouro
A foto a seguir ilustra um lixão.
Técnica de disposição de resíduos sólidos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais (IPT, 1995). Método que utiliza princípios de engenharia para confinar resíduos sólidos à menor área possível e reduzí-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou a intervalos menores, se necessário (IPT, 1995).
Os aterros sanitários apresentam em geral a seguinte configuração: setor de preparação, setor de execução e setor concluído. Alguns aterros desenvolvem esses setores concomitante em várias áreas, outros de menor porte desenvolvem cada setor de cada vez. Na preparação da área são realizados, basicamente, a impermeabilização e o nivelamento do terreno, as obras de drenagem para captação do chorume (ou percolado) para conduzí-lo ao tratamento, além das vias de circulação. As áreas limítrofes do aterro devem apresentar uma cerca viva para evitar ou diminuir a proliferação de odores e a poluição visual. Na execução os resíduos são separados de acordo com suas características e depositados separadamente. Antes de ser depositado todo o resíduo é pesado, com a finalidade de acompanhamento da quantidade de suporte do aterro. Os resíduos que produzem material percolado são geralmente revestidos por uma camada selante Atingida a capacidade de disposição de resíduos em um setor do aterro, esse é revegetado, com os resíduos sendo então depositados em outro setor. Ao longo dos trabalhos de disposição e mesmo após a conclusão de um setor do aterro, os gases produzidos pela decomposição do lixo devem ser queimados e os percolados devem ser captados. Em complemento, também devem ser realizadas obras de drenagem das águas pluviais. Os setores concluídos devem ser objeto de contínuo e permanente monitoramento para avaliar as obras de captação dos percolados e as obras de drenagem das águas superficiais, avaliar o sistema de queima dos gases e a eficiência dos trabalhos de revegetação. Nesse sentido, segundo IPT (1995), as seguintes técnicas de monitoramento são geralmente utilizadas: piezometria, poços de monitoramento, inclinômetro, marcos superficiais e controle da vazão A figura a seguir ilustra um esquema de aterro sanitário (Proin/Capes & Unesp/IGCE, 1999). FIGURA ESQUEMÁTICA DE UM ATERRO SANITÁRIO
Ruídos e Odores Proliferação de Vetores Frente de Operação Manutenção das Estruturas Monitoramento Ambiental Esses fatores devem ser continuamente monitorados, pois eles podem mudar de situação conforme o desenvolvimento do aterro. A figura a seguir esquematiza os aspectos operacionais do aterro sanitário com critérios de área, recebimento dos resíduos, inspeções, manejo adequado e cobertura diária.
Os estudos para seleção de locais para disposição de resíduos deve envolver uma equipe multidisciplinar para considerar, desde parâmetros relacionados ao meio físico e ao meio biológico, até aspectos sociais, econômicos e imobiliários. Nesse sentido, Cunha e Consoni (1995) definem 5 etapas que devem ser realizadas em estudos para seleção de locais de disposição, que são as seguintes: Diagnóstico da situação atual dos resíduos sólidos na região de estudo e prognóstico da situação futura; Estudo geológico-geotécnico e ambiental para seleção de áreas; Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima); Projeto de viabilidade técnica e econômica do aterro; e, Estudo e definição de órgão gestor do empreendimento.
DECISÕES SOBRE A DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS IPT (1995) apresenta um fluxograma para decisões sobre a disposição de resíduos, com a finalidade de avaliar a situação dos municípios e direcionar as decisões para a escolha de um local adequada para depositá-los. A figura a seguir ilustra esse fluxograma.
Nesse sentido, são quatro as alternativas possíveis de saída desse fluxograma, ou seja, remediação de lixão, transformação de lixão em aterro sanitário, estudos para viabilização de áreas para instalação de aterro sanitário e projeto de aterro sanitário em áreas novas. As tabelas a seguir apresentam a concepção básica de cada alternativa no estabelecimento das diretrizes para a disposição de resíduo, segundo IPT (1995).
REMEDIAÇÃO DE LIXÃO Compreende o processo que objetiva reduzir, o máximo possível, os impactos negativos causados pela disposição inadequada do lixo urbano no solo, considerando-se a decisão de terminar a operação no local.
Alternativa mais avançada que a anterior, tratando-se de processo que possibilita a recuperação gradual de área degradada pelo lixo, desde que haja espaço suficiente para dispor o lixo durante um longo prazo no futuro.
Compreendem uma seqüência de atividades para a identificação e análise da aptidão de áreas para a instalação de aterros.
Refere-se ao conjunto de critérios, dados e elementos que devem ser considerados na concepção da instalação de um aterro.
Garantia da estabilidade dos locais usados para disposição de resíduos. Verificação da migração de contaminantes a partir dos locais de disposição de resíduos. O B J E T I V O Proteção do meio ambiente a partir do uso de técnicas e métodos para selecionar área adequada para disposição dos resíduos, de acordo com sua periculosidade e características intrínsecas. Determinar critérios para seleção de áreas, de acordo com as características e possibilidades sócio-econômicas do município. ATIVIDADES TÉCNICAS Identificação e caracterização dos condicionantes geológicos, hidrogeológicos e geomorfológicos Escolha do local de disposição e execução das investigações geológicas, geotécnicas e hidrogeológicas Definição dos dispositivos de contenção e de coleta dos percolados Definição dos tratamentos prévios dos resíduos, dos métodos e do projeto de disposição Implementação e acompanhamento do monitoramento operacional e pós-operacional ETAPAS PARA SELEÇÃO DE LOCAIS
POR QUE ESCOLHER UM LOCAL ADEQUADO? Menores Gastos com Preparo Cortes, aterros, drenagem, impermeabilização, infra-estrutura. Menores Riscos Ambientais Local menos frágil, garantia de barreiras naturais à migração de poluentes, recursos naturais impactados serão de menor expressão, menor oposição popular. Menor Custo Operacional Disponibilidade de materiais de uso no empreendimento (solo, cascalho, etc.), sistemas de monitoramento menos complexos, uso das forças naturais : lei da gravidade.