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Atividades de Língua Portuguesa
Tipologia: Exercícios
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Língua Portuguesa Ensino Médio 1° 1ª
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado. A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma estratégia pedagógica para contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional. Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem. Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam, também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática. Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as ferramentas da autorregulação. Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser. A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às suas aulas. Estamos à disposição através do e-mail [email protected] para quaisquer esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.
Secretaria de Estado de Educação
Caro(a) aluno(a),
Nesta atividade conheceremos um trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha, para D. Manuel, o rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil. Esse texto representa o primeiro registro da existência das terras que iriam ser o nosso país. Pelo relato, podemos perceber o fascínio e o estranhamento dos navegantes, e, principalmente, quais eram as suas perspectivas e intenções ao aportarem por aqui. A grande importância desse texto, também, se deve à descrição da paisagem exuberante e dos grupos sociais que nela habitavam. A partir dele, portanto, é possível discutir em que medida os encantos da terra e de seu povo ainda fundamentam a imagem difundida de nosso país. Considerando essas informações, vamos ler a passagem a seguir:
CARTA DE ACHAMENTO DO BRASIL (Pero Vaz de Caminha) Senhor, Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. [...] E portanto, Senhor, do que hei de falar começo. E digo quê:
Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Pero Vaz de Caminha. Fonte: http://www.culturabrasil.org/zip/carta.pdf
Agora que já conhecemos um pouco da Carta de Pero Vaz de Caminha, vamos testar nossos conhecimentos!
1. Descrever é expor detalhadamente as características de um lugar, de um ser ou de um objeto. Sabendo disto, retire do texto passagens nas quais o escrivão do rei descreve os habitantes do “novo mundo”.
2. Pela descrição feita por Caminha, qual seria a visão do colonizador em relação aos povos indígenas?
3. Observe a seguinte passagem da Carta:
Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata! [...]
Nesse trecho, Caminha destaca e interpreta os acenos feitos pelos índios, relacionando-os à possível existência de metais ouro ou pedras preciosas. O que esse destaque revela sobre as intenções do homem europeu com a descoberta de novas terras?
4. Leia a seguinte passagem: “para os portugueses o ouro é que tinha valor, enquanto para os indígenas uma conta de colar ou um guizo eram mais importantes; para os portugueses, os índios eram vistos como mão-de-obra a ser explorada ou almas a serem cristianizadas; já para os indígenas, os lusitanos eram homens diferentes com quem queriam trocar objetos.” (RONCARI, 2002, p.29)
Considerando a leitura da Carta de Achamento do Brasil e a passagem do texto do pesquisador Luiz Roncari, responda: Em sua opinião, o que, provavelmente, o índio estava tentado dizer aos viajantes?
Caro(a) aluno(a),
a) Pendurar as chuteiras; b) Engolir sapos; c) Pisando em ovos
2. Podemos afirmar que as imagens retratam os ditados em linguagem denotativa ou conotativa? Explique.
3. Podemos perceber que as imagens não veiculam o sentido que esses ditos têm na nossa fala contidiana. Qual seria o significado que, geralmente, atribuímos a cada uma dessas expressões?
4. Leia a tirinha a seguir e responda:
Fonte: http://www.ocponline.com.br/blog/caricato/post/668-descobrimento-do-brasil.html
O humor da tirinha se pauta na possibilidade de uma mesma palavra assumir mais de um significado. a) Na tirinha acima, qual palavra possui essa característica?
b) Que sentidos são atribuídos a ela?
5. Agora observe estes fragmentos retirados da Carta de Caminha:
“Nem comem senão desse inhame, que aqui há muito, e dessa semente e frutos , que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”
“Contudo, o melhor fruto que dela [da nova terra] se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.”
Neles, é possível perceber que as palavras destacadas não possuem o mesmo significado nos dois contextos. Então responda:
a) Indique os possíveis significados das palavras “semente” e “fruto” em cada uma das passagens destacadas do texto.
b) Considerando a reposta anterior, explique: Em qual trecho as palavras destacads foram empregdas em sentido figurado, conotativo? E em qual foram utilizados com sentido denotativo?
Fonte: http://www.ocponline.com.br/blog/caricato/post/668-descobrimento-do-brasil.html
a) Qual é o código empregado na fala do índio?
b) Qual é o contexto ou referente da mensagem veiculada na tirinha?
Elementos Carta de caminha A descrição de como era o Brasil e como viviam os índios na época da chegada dos portugueses. Emissor Rei D. Manuel Canal A língua portuguesa. Referente
Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. [...] Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela [na nova terra], ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos.
Segundo a passagem, podemos perceber que o escrivão do rei não conseguiu descobrir se existiam ou não metais preciosos nas terras da colônia, porque eles e os índios não falavam o mesmo idioma. Considerando as informações responda: a) Somente os gestos foram suficientes para que a os colonizadores e os indígenas se comunicassem plenamente?
b) Qual dos seis elementos da comunicação está relacionado a essa dificuldade de entendimento entre portugueses e índios?
Caro(a) aluno(a),
parte e doutra, e cada um por si tem sua estância e sua rede armada em que dorme, e assim estão todos juntos uns dos outros por ordem, e pelo meio da casa fica um caminho aberto pela se servirem. Não adoram cousa alguma nem têm pela si que há na outra vida glória pelos bons, e pena pela os maus, tudo cuidam que se acaba nesta e que as almas perecem com os corpos, e assim vivem bestialmente sem ter conta, nem peso, nem medida. Fonte: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/oliteraria/379.pdf
Agora, vamos aprofundar um pouco mais a nossa leitura sobre o texto Tratado da Terra do Brasil , de Pero de Magalhães Gandavo.
a) Segundo o autor o que ocorreu com os índios que ali habitavam?
b) Quem o autor culpou pelo incidente?
c) Você concorda com o autor? Explique.
Emissor (^) Poética Referente Receptor ^ Apelativa Canal Metalinguística
b) Que função da linguagem predomina, então, no texto?
A língua deste gentio toda pela Costa é uma: carece de três letras — convém saber, não se acha nela F, nem L, nem R, cousa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei;
a) Qual elemento da comunicação está sendo enfatizado na passagem acima?
b) Qual é a função da linguagem predomina?
Caro(a) aluno(a), Nesta aula, você vai aprender um pouco mais sobre o gênero de texto relato de viagem. Relatar é uma experiência comunicativa de mão dupla: relatando um fato, somos capazes de compreendê-lo melhor e possibilitamos que outras pessoas tenham acesso a uma experiência vivida por nós e a entendam. Essa é uma prática muito comum, pois em todas as vezes que você conta um fato já ocorrido, organizando as ações e os eventos por meio de algum critério previamente definido, está produzindo um relato. Esses relatos podem ser desde anotações pessoais sobre o que foi visto em uma viagem, coisas escritas em um diário ou em um blog, até um livro. Hoje em dia, por exemplo, há muitos sites com dicas pessoais de lugares visitados, onde as pessoas divulgam suas experiências na forma de relatos.