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Atlas de sedimentos copia disponibilizado pela empresa controlab na rede mundial de computadores
Tipologia: Resumos
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Não perca as partes importantes!
























































































RUA ANA NERI 416 – BENFICA – RIO DE JANEIRO – RJ –CEP : 20911-440 - CNPJ : 295110001- 18 – INSC MUN:01.360.221-TEL : (21) 3891-9900 – fax : (21) 3891-
O propósito do autor ao apresentar este álbum, é o de dar ao Patologista Clínico e ao técnico de laboratório, informações básicas sobre o Sedimento Urinário.
Comentários e explicações irão aparecendo no decorrer da exposição das micro fotografias, à medida que se fizerem necessários, e assim, ao final deste álbum, o leitor terá tido uma noção das idéias e da experiência do autor a respeito do Sedimento Urinário.
A cerca de 15 anos iniciamos a tomada destas microfotografias. Desde a primeira até a última onde número atual já chega à casa das duas mil. Todas foram feitas com o mesmo microscópio , de marca Steindorff tipo BIMON , com acessórios de microfotografia de fabricação da firma Leitz constituídos por um corpo de câmara Leica III C, adaptador Micas e filme fotográfico em cores Ekatchrome X da Kodac.
Este número tão elevado de micro fotografias foi uma decorrência do nosso interesse pelo assunto, e também da facilidade que dispomos, por termos permanentemente montado no microscópio, equipamento fotográfico, sempre com um filme, o que facilita a tomada de uma fotografia, se algo interessante aparece num sedimento, na rotina diária.
A seleção que acompanha este álbum foi feita com dificuldades em virtude de termos que selecionar, limitando o número a apenas 140 slides, por imposição de ordem econômica, pois o custo do material fotográfico, para reproduções é alto.
Assim penalizados por não podermos apresentar uma solução mais rica em material, apresentamos esta que julgamos conter o essencial para o ensino do Sedimento Urinário.
O Sedimento Urinário, apesar de ser um dos exames de maior antigüidade no laboratório, continua sendo um dos que tem sido menos aperfeiçoado e progredido durante todo este tempo. em parte isso decorre da precariedade dos meios de que dispomos para examinar e para fotografar material a fresco. Em parte pela ausência de boas fontes de ensino , com fotografias esclarecedoras. em parte pelo fato de o sedimento urinário ser entregue, na maioria dos laboratórios, a um técnico que, desde o começo, está ligado a reconhecer apenas poucos elementos e passa a fazê-lo com exteriotipação de resultados.
A urina , ao chegar ao laboratório é registrada, identificação, e a seguir o frasco é agitado vigorosamente, durante alguns segundos até ressuspender todos os elementos figurados.
Imediatamente ela é despejada numa proveta graduada, e o seu volume é anotado. A seguir, sem que haja tempo para a deposição do sedimento, são transferidas
alíquotas da urina para dois tubos: O primeiro, um tubo cônico de centrifugação de 15 ml, graduado, que receba 10 ml de urina. E um segundo tubo de 110X10mm.
O tubo cônico, de centrifugação, recebe duas gotas de formol a 40 volumes, e é imediatamente agitado, por inversão, repetidas vezes e o segundo tubo recebe urina, até 1cm da borda. O mesmo processo se estende à todas as urinas, que vão se enfileirando nas estantes, sobre o balcão de acordo com a numeração recebida.. Os dois tubos, contendo a urina de cada paciente, são centrifugados a 2500 rpm durante 5 minutos.
Após esta centrifugação, mergulha-se dentro do tubo cônico, a ponta de uma cânula de encher tubo do Hematócrito Wintrobe, adaptada a uma pequena mangueira de borracha, acoplada a uma trompa de vácuo, ligada a uma torneira de água. A cânula é mergulhada até a altura da marca de meio mililitro, no fundo do tubo e a
torneira é aberta, fazendo-se a sucção da urina, deixando no fundo exatamente 0,5ml , evitando-se que o sedimento sofra processo de ressuspersão. O segundo tubo, de 110 X 10mm após a centrifugação, sofre um processo de decantação simples. Os dois tubos com sedimento, são colocados em estantes, ao lado do microscópio, para o exame. A urina restante sofre então a pesquisa dos caracteres anormais, da rotina diária. A utilização das duas gotas de formol a 40 volumes, logo após a urina ser colocada ser colocada no tubo cônico de centrifugação, é fundamental. O seu objetivo é preservar os elementos figurados da urina, durante o tempo que vai decorrer entre o início do exame e o final da leitura do sedimento, o que, em muitos laboratórios, poderá ser de várias horas. A não utilização deste preservativo, leva, na nossa experiência, a obter resultados completamente falsos, após algumas horas, como adiante vamos verificar, em exames feitos em urina não formalizada, com intervalos de poucas horas que mostram uma diminuição acentuada de elementos figurados, especialmente em determinadas urinas de baixa osmolaridade. Para que o sedimento possa ser examinado com calma e que não sofra nenhum processo de destruição ou degradação ou alteração, é fundamental que ele seja de imediato formalizado, ao chegar ao laboratório. Evidentemente o ideal seria a urina já ser colhida em frasco com preservativo ou formol. Na prática, vários problemas surgiram e por isso tivemos que abandonar esta precaução. Mas observamos que será suficiente que a urina seja formolizada ao chegar ao laboratório , pois de modo geral , pouco tempo decorre, pela manhã ,entre a micção e a entrega ao laboratório. Além disso a formolização da urina, somente no laboratório permite que se obtenha uma amostra dela isenta do formol, o que veremos mais adiante, é útil para determinadas pesquisas.
As duas estantes, contendo os dois tipos de tubos, são colocadas ao lado do microscópio. O tubo cônico, contendo exatamente meio mililitro de urina e sedimento, é agitado vigorosamente, batendo-se ,contra a palma da mão, o seu fundo, para provocar a ressuspensão do sedimento.
1-Contar as 5 zonas de 0,1mm³; cada(=0,5mm³) (Assinalados com traços oblíquos, na figura) 2-Multiplicar por 2 o nº de elementos contidos (=1mm³). 3-Multiplicar por 1000 (= 1mL). 4- Dividir por 20 (fator da concentração decorrente da centrifugação e aspiração) = Elementos existentes em 1 mL da urina
Ou em resumo: Contar as 5 zonas assinaladas e acrescentar 2 zeros no n° de elementos contados.
Para se proceder ao exame de novo sedimento, utilizando-se da mesma câmara, será suficiente atirar sobre o retículo desta e sobre a lamínula, um jato de água proveniente de um frasco lavador, que se mantém permanente ao lado do microscópio e recebendo a água desta lavagem, em um recipiente. O jato de água sobre a câmara, a lamínula , e o bastão, atirados por meio do frasco lavador, será suficiente para remover os restos dos exames anteriores e permitir que a câmara seja imediatamente reutilizável para o novo sedimento. Após o jato de água a câmara é enxugada com uma toalha fina o mesmo se fazendo com a lamínula e o bastão.
As vantagens deste processo, sobre o exame do sedimento entre lâmina e lamínula, são óbvias.Com ele teremos muito maior consistência dos resultados, muito maior reprodutibilidade o número em que o resultado é expresso, isso é o número por “mililitros” de urina, é de fato um número de segurança maior do que o resultado “por campo” em um sedimento em que não foram padronizados o volume da urina utilizado, nem a concentração conseguida pela centrifugação, nem o volume de sedimento e urina restante no tubo, muito menos se padronizou a quantidade de material a ser colocado sobre a lâmina, nem o tamanho da lamínula ou o seu peso, etc.
O maior inconveniente deste nosso método, evidentemente será o gasto de mais tempo e também um pouco mais de trabalho. Mas isso será largamente compensado pela maior precisão que se obtém com ele.
O segundo tubo, com sedimento não formolizado, será utilizado somente em condições especiais, como por exemplo para que seja feita uma coloração pela peroxidase, ou para que se possa observar movimentos de tricomonas, já que no sedimento formolizado, os tricomonas estarão imóveis e poderão ser difíceis de serem
percebidos. Também o seguimento contendo piridium, ao ser adicionado formol, sofrerá uma precipitação de sais, o que poderá dificultar a leitura do Sedimento formolizado.
As microfotografias, que compõem este álbum, nós não a fizemos com o sedimento em câmara de Neubauer porque, em virtude da espessura das câmaras e à absorção de luz daí decorrente prejudica ou dificulta a sua realização.
Todas as nossas microfotografias foram feitas entre lâmina e lamínula comuns.
Os detalhes da técnica da execução de cada um dos slides serão dados ao se fazerem os comentários.
Nos últimos anos, temos procurado fazer o estudo do sedimento fixado e corado e estamos convencidos de que este será um método de maior alcance e que mais informações poderão dar, especialmente como estamos fazendo agora , utilizando uma cito centrifuga que nos permite obter fotografias ou imagens que não poderíamos obter por nenhum outro processo.
O nosso objetivo com este trabalho é propiciar ao Patologista Clínico um auxiliar na formação de um técnico para a leitura do Sedimento diário, que não se limite a uma rotina mecanizada e simplista, do que ele observa no sedimento e que procure se aperfeiçoar mais e descobrir um campo imenso, ainda mal explorado, na Medicina hoje.
ORGANIZADO POR: Dr.Wander Mendes Biasoli Fortaleza, Ceará, Brasil
frequência, fase de cura das cistites e uretrites, que a piúria em já desapareceu e restam, apenas, grandes quantidades de células epiteliais que se descamam. Essas células epiteliais são vistas tanto no homem quanto na mulher, e são semelhantes a células vaginais. Elas podem pertencer tanto a uretra quanto à bexiga.
Na mulher é possível, com a coloração de Snorr ou de Papanicolau , fazer-se o estudo da parte hormonal, por meio destas células descamadas; isto é o que se chama de “Urocitograma”. Exame à fresco. Iluminação com luz comum, filtro azul claro, coloração pelo Uri -Cell. Aumento 100x.
O Uri-Cell, é um corante vendido comercialmente e eqüivale ao corante Sternheimer- Malbin.
Slide 3/
Vemos, em grande aumento, células epiteliais, espalhadas pelo campo, esporos de Cândida sp e escassos piócitos; caso clínico de cistite por Cândida. Exame a fresco. Luz comum. Filtro azul claro, coloração pelo Uri-Cell, aumento: 450x .Os esporos de Cândida se assemelham extraordinariamente a hemácias. A diferença é que são mais regulares, a membrana é mais visível, e freqüentemente eles se apresentam na forma gemulada , isto é mais visível, e freqüentemente eles se apresentam na forma gemulada, isto é, um aderido ao outro com aspecto de um 8.Também os esporos da Torulopsis glabrata tem este aspecto.
Os corantes, de um modo geral, no exame a fresco do sedimento, não coram os esporos de Cândida: eles são vistos mais claros do que o restante do material,no sedimento corado.
Slide 4/
Bloco de células epiteliais pavimentosas, aderidas umas às outras, em forma de tecido corado pelo May-Grunwald-Giemsa. Este slide foi obtido de sedimento fixado e corado; aumento:1000x.
Slide 5/
Células apresentando atipias. Em todas se observa grande vacúolo central e o núcleo empurrado para a periferia. São células ditas em “anel de sinete”. Estas células se observam em caso de infecção aguda (cistite).Além das células se observa uma grande quantidade de germes em todo o campo e alguns piócitos. A fresco; luz natural; semi- contraste da fase. Aumento de 450x.
Slide 8/2.
Outra célula em anel de sinete – Célula de irrigação vesical (?).
Estas células aparecem em processo de cistite aguda. A fresco, contraste de fase, luz natural,450x.
Slide 9/
Célula semelhante a do slide anterior, agora corada a fresco, pelo método de Sagiroglu. Além da célula se observam piócitos. Aumento de 450x.
Slide 10/
Grande célula da pélvis, esta célula apresenta-se em tamanho maior que as normais, com grande número de núcleos. E portanto um verdadeiro sincício ,com citoplasma espumoso e granuloso. Luz natural. Aumento de 450x. A fresco.
Slide 11/
Célula semelhante as dos slides anteriores, agora fixada e corada pelo MG-G, observando-se com grande nitidez os seus vacúolos, as suas granulações, e os núcleos que estão reunidos numa das extremidades da célula. Luz natural 600x.
Slide 14/
Histiócito mostrando o seu núcleo e seu núcleo e granulações fagocitadas no seu interior. Estas células tem recebido vários nomes, de acordo com o tecido ou local em que são encontradas. São chamadas de “macrógrafos”, “células graxas”, ” fagócitos” e são encontradas em todos os líquidos orgânicos. São estas células que se encarregam da fagocitose de detritos, provenientes dos processos inflamatórios ou, por qualquer motivo, de corpos estranhos que se encontrem nos tecidos.
Nos pulmões por exemplo, elas são chamadas “células negras do fumo” no caso do escarro do fumante, em que elas fagocitam partículas de carvão do fumo e são vistas como que se fossem negras. No líquor, após processos hemorrágicos, elas aparecem contendo restos de hemácias, que elas fagocitaram.
Nos processos purulentos ou abscessos, são encontradas com grande quantidade de germes no seu interior, e especialmente detritos celulares. Luz natural - Contraste de fase. 600x
Slide 15/
O outro Histiócito, visto em contraste de fase e com filtro verde, observando-se além do seu núcleo, um pequeno grânulo de substância fagocitada no outro polo da célula. O que se vê na parte externa da célula, como uma mancha hialina clara, é nada mais nada menos que o citoplasma da célula que está se filtrando, para fora da célula ,visto que ela está em processo de potocitose ,ou seja uma forma de morte das células: o citoplasma está se filtrando através da membrana e, como não se dissolve no líquido externo fica então retido na superfície da célula. Trata-se de um caso de Glomerulonefrite, 450x. Luz natural – Contaste de fase e filtro verde.
Slide 16/
graxa são em parte polarizáveis, isto é ao se iniciar uma luz polarizada sobre eles, mostram uma rotação do plano da luz.
Os piócitos observados neste slide são os pequenos elementos, bem menores do que os histiócitos. Esparsos pelo campo do microscópio, vêem- se pequenos grânulos que são corpos graxos fora dos histiócitos. Caso de Glomérulo – Nefrite com evolução para nefrose. Luz natural,100x.
Slide 18/
O mesmo assunto do slide anterior em aumento maior. Vêem-se nitidamente os grandes histiócitos, cheios de pequenas partículas brilhantes, de aspecto iridescente e partículas menores mais escuras. Estas partículas são corpos graxos ,na sua menor parte, birrefringentes. Fora dos histiócitos, vêem-se também pequenas partículas do mesmo tipo e de tamanhos diversos. O quadro clínico é de uma glomerulonefrite que evolui para uma nefrose, em fase final. 450x. Luz natural.
Slide 19/
Mesmo sedimento do slide anterior. Aqui fotografado com luz polarizada. Vemos com nitidez, os mesmos histiócitos e os grânulos que eles contém o seu interior, mostrando a polarização da luz. Um deles, o central mostra nitidamente a formação denominada “Cruz de Malta”. Os grânulos à medida que vão aumentando em tamanho , vão, ao que parece , aumentando o seu conteúdo em gordura, e então se tornam mais polarizáveis. A polarização nos pequenos grânulos, não se faz com nitidez , como nos grandes , mas no exame ao microscópio , é possível se aperceber de que praticamente todos os grânulos são, até certo ponto, polarizáveis, Ao lado do histiócito com a “Cruz de Malta” observa- se , outro em que seus pequenos grânulos apresentam uma coloração azulada ou amarelada; isto é efeito da luz polarizada, vide o apêndice. 450x.
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