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Aula 01 pasrei, Notas de aula de Serviço Social

Segunda Aula

Tipologia: Notas de aula

2016

Compartilhado em 04/02/2016

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PORTUGUÊS P/ ATA (ESAF) - TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS
PROFESSOR: DÉCIO TERROR
Prof. Décio Terror www.pontodosconcursos.com.br
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Aula 1
Sintaxe do período composto por coordenação e subordinação
adverbial. Pontuação.
Olá, pessoal!
É com imenso prazer que começamos nosso curso de Português para
Assistente Técnico-Administrativo.
Na Seleção do material para nossas aulas, focarei somente as
questões da banca ESAF.
Você terá uma base teórica e em seguida a aplicação em questões
comentadas. Ao final serão elencadas as mesmas questões para sua revisão,
porém sem o comentário.
Haverá questões de CERTO e ERRADO e de marcação de alternativa. Isso
ocorre porque a banca ESAF, em apenas uma questão, explora, muitas vezes,
5 temas diferentes. Então ficaria difícil abordar uma questão sem que
tivéssemos explicado todos os assuntos. Por isso, destaquei das questões de
vários temas o que é importante para cada aula. A partir da quinta aula, em
que teremos mais volume de matéria, as questões de cinco alternativas
estarão mais presentes.
Outra coisa importante a ser comentada: as questões em concurso são
cíclicas! O que quero dizer com isso? Em concurso, não podemos estudar ou
enfatizar provas que caíram só neste ano. É natural que enfatizemos as provas
mais atuais, mas não desvalorizemos provas antigas; pois aprendemos muito
com elas e forte tendência por determinados tipos de cobrança voltarem.
Isso é normal.
Vamos ao assunto desta aula?????
Para entendermos as estruturas coordenadas, temos que saber a
diferença entre frase, período e oração.
Todo enunciado que possua sentido completo é chamado de frase.
Podemos dizer que o sentido completo ocorrerá explicitamente na linguagem
quando houver as seguintes pontuações finais (
. ! ? : ...
). Com isso, a
próxima palavra deverá estar em letra inicial maiúscula.
Não deixe de se manter motivado
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studo é aplicação.
O ponto final é utilizado para marcar o término de uma declaração. A
frase terminada com esta pontuação é chamada de frase declarativa:
As aulas terminaram mais cedo
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Português p/ Assistente Técnico-Administrativo (ESAF)
(teoria e questões comentadas)
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PROFESSOR: DÉCIO TERROR

Prof. Décio Terror www.pontodosconcursos.com.br 1

Aula 1 Sintaxe do período composto por coordenação e subordinação adverbial. Pontuação.

Olá, pessoal! É com imenso prazer que começamos nosso curso de Português para Assistente Técnico-Administrativo.

Na Seleção do material para nossas aulas, focarei somente as questões da banca ESAF.

Você terá uma base teórica e em seguida a aplicação em questões comentadas. Ao final serão elencadas as mesmas questões para sua revisão, porém sem o comentário.

Haverá questões de CERTO e ERRADO e de marcação de alternativa. Isso ocorre porque a banca ESAF, em apenas uma questão, explora, muitas vezes, 5 temas diferentes. Então ficaria difícil abordar uma questão sem que tivéssemos explicado todos os assuntos. Por isso, destaquei das questões de vários temas o que é importante para cada aula. A partir da quinta aula, em que teremos mais volume de matéria, as questões de cinco alternativas estarão mais presentes.

Outra coisa importante a ser comentada: as questões em concurso são cíclicas! O que quero dizer com isso? Em concurso, não podemos estudar ou enfatizar provas que caíram só neste ano. É natural que enfatizemos as provas mais atuais, mas não desvalorizemos provas antigas; pois aprendemos muito com elas e há forte tendência por determinados tipos de cobrança voltarem. Isso é normal.

Vamos ao assunto desta aula?????

Para entendermos as estruturas coordenadas, temos que saber a diferença entre frase, período e oração.

Todo enunciado que possua sentido completo é chamado de frase. Podemos dizer que o sentido completo ocorrerá explicitamente na linguagem

quando houver as seguintes pontuações finais (.!? : ...). Com isso, a

próxima palavra deverá estar em letra inicial maiúscula.

Não deixe de se manter motivado. Estudo é aplicação.

O ponto final é utilizado para marcar o término de uma declaração. A frase terminada com esta pontuação é chamada de frase declarativa:

As aulas terminaram mais cedo.

Português p/ Assistente Técnico-Administrativo (ESAF) (teoria e questões comentadas)

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O ponto de exclamação transmite, de certa forma, uma emoção, um sentimento. A frase terminada com esta pontuação é chamada de frase exclamativa:

Lá estava ela com sua ginga exuberante e porte sensual! Socorro! Te amo! O ponto de interrogação finaliza uma frase interrogativa direta:

Por que você não veio ontem?

Algumas vezes utilizamos ponto de interrogação para chamar a atenção do leitor:

O rombo da corrupção? O povo paga.

O conflito durou cerca de três anos e terminou com o país ainda dividido ao meio. O saldo? Três milhões e meio de mortos.

Veja que o autor poderia simplesmente declarar as informações de forma bem objetiva: O povo paga o rombo da corrupção. O saldo foi de três milhões e meio de mortos.

Mas ele preferiu usar o recurso da retórica, é a forma de enfatizar aquilo que poderia ser apenas uma declaração, como fizemos nos exemplos acima.

Os dois-pontos são utilizados em diversas situações e são vastamente cobrados nas provas da ESAF, mas cabem aqui apenas os dois-pontos finalizando frase. Os outros empregos dessa pontuação serão vistos adiante e em outras aulas. Isso ocorre quando posteriormente a ele se inicia uma citação, a fala de alguém, o recorte de outro texto. Veja:

O ministro declarou: “Há dois anos os juros estavam mais baixos.” Perceba que a frase realmente foi finalizada pelo sinal de dois-pontos. Isso é ratificado porque a próxima palavra (“Há”) está com letra inicial maiúscula. Como há citação, podemos trabalhar o discurso direto, que transmite exatamente a fala de alguém. O autor do texto (narrador) não utiliza palavras dele mesmo, ele usa as do personagem. Assim, o termo entre aspas ‘Há dois anos os juros estavam mais baixos’ seria a voz do personagem; e “O ministro declarou” seria a voz do narrador. Porém, o autor do texto pode querer relatar com suas palavras o “falar” do personagem. Neste caso, basta que ele insira a conjunção “que” e adapte quando necessário. Neste caso, devem-se retirar as aspas, pois o recorte foi modificado. Veja:

Discurso direto: O ministro declarou: “Há dois anos os juros estavam mais baixos.” Discurso indireto: O ministro declarou que há dois anos os juros estavam mais baixos. Algumas vezes, percebemos que a citação está integrada sintaticamente à voz do narrador, como uma sequência de sua argumentação. Assim, o autor

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Após os dois-pontos, foi utilizada a letra inicial minúscula, porque se encontra subentendida a expressão “É que a verdadeira democracia”. É como se as palavras de Turner fossem a sequência do que o autor já vinha falando anteriormente. Por isso, toda a questão está correta. Gabarito: C

Agora, vamos ao uso das reticências. Elas podem ser usadas em diversas situações, mas cabem aqui apenas em final de frase.

Elas são utilizadas em final de frase normalmente para indicar que a declaração que vinha sendo feita ainda continua. Isso ocorre quando recortamos um trecho de algum texto. Mas muitas vezes o autor usa esta continuidade do pensamento para que o leitor reflita mais sobre o assunto.

Uma casa de show com licença para acomodar 600 pessoas, porém havia 1500 jovens, isso combinado com um ambiente fechado com apenas uma porta de saída. Então, alguém tem a infeliz ideia de acender fogos

pirotécnicos...

Neste exemplo, as reticências nos remetem a pensar na catástrofe ocorrida no dia 26 de janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria-RS. O autor não precisa dizer mais nada, nós já entendemos que ele quer nossa atenção à tragédia.

As reticências nos remetem a pensar na catástrofe ocorrida em abril de 2011, numa escola de Realengo. O autor não precisa dizer mais nada, nós já entendemos que ele quer nossa atenção ao problema.

Após termos visto a frase, vamos trabalhar o período.

Período é todo enunciado com sentido completo e que possua verbo. Assim, há uma grande diferença entre frase e período. Apesar de os dois terem sentido completo, a frase pode ou não ter verbo, mas o período obrigatoriamente terá.

Assim, todo período é uma frase, mas nem toda frase será um período. Veja:

“Socorro!” é frase, mas não é período, porque não tem verbo. “Ajude-me!” é frase e também é período, pois possui verbo. “Olá!” é frase, mas não é período, porque não tem verbo. “Você está bem?” é frase e também é período, pois possui verbo. Como o período deverá ter sentido completo, então a pontuação final

dele deve ser a mesma da frase:.!? : ...

Agora veremos a oração. A oração deve possuir verbo. Nem sempre terá sentido completo. Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.

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Neste enunciado, veja que há frase, porque tem sentido completo. Há período, porque, além de ter sentido completo, tem verbo. Há orações, porque cada oração terá um verbo diferente.

Assim, vejamos:

  1. “Socorro!” (apenas frase)
  2. “Ajude-me!” (frase, período e oração)
  3. “Olá!” (apenas frase)
  4. “Você está bem?” (frase, período e oração)
  5. “Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.” (frase, período e orações)

Quando há um período com apenas uma oração, chamamos este enunciado de período simples, como ocorre com os períodos “Ajude-me!”, “Você está bem?”. Dizemos que período simples é também uma oração absoluta.

Quando há período com dois ou mais verbos, temos um período composto, como ocorre com “Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.”.

Portanto, vamos observar que uma oração absoluta é o mesmo que período simples e é o mesmo que uma frase, portanto terá a mesma

pontuação final de uma frase:.!? : ...

Logicamente, não há apenas a oração absoluta, a diversidade de valores de cada oração dentro de um período composto é o nosso foco nesta aula. Por isso dizemos que, além da pontuação final vista acima, a oração pode ser

sucedida de: , ; ─ e às vezes não receberá nenhuma pontuação.

Cada período terá um valor, o qual será simples, composto por coordenação ou por subordinação. Isso vai depender da oração que nele se inserir. Na sintaxe, toda oração terá um nome conforme sua função. Quando um período é simples, já dissemos que ela será chamada de absoluta.

Mas, quando ela está num período composto, seu nome muda porque sua relação semântica também muda e aí veremos o papel muito importante da conjunção e da pontuação.

Vamos a uma diferença básica entre coordenação e subordinação:

Se você se mantiver atento à aula, realizar todas as atividades e ficar

calmo durante a prova, passará no concurso.

Note que temos apenas uma frase, porque só há um ponto final. Com isso, percebemos que temos também um período. Como há vários verbos, há várias orações em um período composto.

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Sequência de ações: Joana foi ao trabalho, despachou poucos documentos, sentiu-se mal e voltou para casa.

Você observou o uso das vírgulas nessas estruturas? Poderíamos retirar a vírgula após os vocábulos “Estudo”, “clara” e “trabalho” (das frases 1, 2 e 3, respectivamente)? Lógico que não. Mas isso não é novidade, não é?

Todos já sabemos que, quando ocorre uma enumeração, naturalmente os termos coordenados ficarão separados por vírgula. É natural, também, que o último dos termos possa ficar separado pela conjunção “e”, para que o leitor faça a entonação final. Mas isso não é obrigatório. Veja que, na enumeração dos adjetivos, o autor preferiu não inserir a conjunção “e”.

A banca ESAF algumas vezes pergunta o motivo dessas vírgulas, e a resposta é que elas ocorrem porque separam termos de uma enumeração, isto é, separam termos de mesmo valor.

Muitas vezes essas enumerações podem ser antecipadas por dois- pontos. Veja:

O choque dos alimentos está produzindo enormes estragos globais: semeia inflação, desarranja o abastecimento, precipita protecionismos e fermenta crises políticas.

Assim, no exemplo acima, os dois-pontos marcam o início de uma enumeração, a qual tem por objetivo exemplificar quais são os “enormes estragos globais”, e esses termos enumerados são separados por vírgulas.

Questão 2: ACE/MDIC-2012 - Analista de Comércio Exterior Fragmento do texto: Missão conjunta do Fundo Monetário Internacional – FMI e do Banco Mundial − Bird, depois da avaliação do nosso sistema financeiro, concluiu que ele é estável, com baixo nível de riscos e evidente capacidade de amortizá-los numa eventualidade. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) A vírgula após “estável”(ℓ.3) isola elementos de uma enumeração. Comentário: A afirmativa está correta, pois os termos “estável”, “com baixo nível de riscos” e “evidente capacidade” estão enumerados, justapostos, coordenados. Por isso, a vírgula e a conjunção “e” foram empregadas. Gabarito: C

Questão 3: Secretaria da Fazenda-SP ─ 2009 ─ Analista POFP Fragmento do texto: Motoristas dispostos a tudo mostram sua estupidez e total falta de responsabilidade: trafegam em alta velocidade, fazem ultrapassagens inconvenientes, andam pelo acostamento, usam faróis altos e frequentemente dirigem alcoolizados. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) O emprego de sinal de dois-pontos após “responsabilidade” (ℓ.2) justifica-se por anteceder uma citação de outro texto. Comentário: A citação é o recorte da fala de alguém ou do que outro autor escreveu, assumindo, assim, um discurso direto, visto no início desta aula. Certamente, não há citação neste contexto.

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Neste contexto, o sinal de dois-pontos marca que em seguida haverá uma enumeração de ações, as quais têm por objetivo exemplificar a falta de responsabilidade dos motoristas. Resumindo, nesta questão, os dois-pontos sinalizam uma enumeração de ações, e não uma citação. Gabarito: E

Questão 4: Analista de Finanças e Controle - CGU 2008 Fragmento do texto: Com presença internacional crescente, um quadro geral propício na economia, iniciativas relevantes, dinamismo real em vários setores e sendo objeto de apostas favoráveis para um futuro visível por parte de analistas presumidamente competentes e distantes da briga política doméstica e da correspondente atribuição de culpas e méritos, dir-se-ia que a promessa do país começa a cumprir-se. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) As vírgulas após “crescente” (ℓ.1), “economia” (ℓ. 2) e “relevantes” (ℓ. 2) têm a mesma justificativa gramatical. Comentário: Note que há uma enumeração de elementos no início do período, tanto assim que podemos subentender a preposição “com” nos termos subsequentes. Veja:

“Com presença internacional crescente, (com) um quadro geral propício na economia, (com) iniciativas relevantes, (com) dinamismo real em vários setores...”

Assim, as vírgulas ocorrem pela mesma justificativa gramatical. Observação: Ao não utilizar demasiadamente a preposição “com”, o autor evitou a repetição desnecessária, trazendo elegância ao texto, mas isso não é obrigatório. Gabarito: C

Questão 5: SUSEP 2006 Agente Executivo Fragmento do texto: Na compreensão marxista de Estado, esse é um mecanismo controlador dos cidadãos comuns, das relações de propriedade, do regime de alternância dos seus poderes políticos. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) As vírgulas após “comuns”(ℓ.2) e “propriedade”(ℓ.2) têm a mesma justificativa gramatical. Comentário: Note que há três expressões que se ligam ao substantivo “controlador” e estão coordenadas. Veja:

“esse é um mecanismo controlador dos cidadãos comuns, das relações de propriedade, do regime de alternância dos seus poderes políticos.”

Assim, é fácil perceber que há uma enumeração e as vírgulas ocorrem pelo mesmo motivo. Note que o autor optou por não inserir a conjunção “e” no último termo da enumeração. Gabarito: C

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A banca ESAF não cobra o nome destas orações, mas temos que entender sua estrutura para sabermos trocar conjunções de mesmo sentido e usar a vírgula.

Vejamos os principais valores:

  1. Aditivas: ______________________ e ____________________. (aditiva) oração inicial oração coordenada sindética

As conjunções aditivas servem para somar termos, encadear enumeração dentro de uma lógica. As principais são:

e, nem, tampouco, não só...mas também, não só...como também, senão também, tanto...como.

Ex.: Ele caminha e corre todos os dias.

Via de regra, não usamos vírgula antes da conjunção “e”. Perceba isso no nosso esquema do período composto por coordenação. Mas, se o “e” for substituído por qualquer outra conjunção aditiva, como mostradas acima, naturalmente poderá receber a vírgula (facultativamente). Perceba isso nos exemplos.

Ele não caminha nem corre. Josefina não trabalha, tampouco estuda. Ele não só ajuda financeiramente, mas também aconselha os amigos. A vírgula antes da conjunção “e” é usada em três situações:

a) quando o sujeito for diferente:

Ana estudou, e Jucélia trabalhou. Note que o sujeito para cada verbo é diferente, por isso a vírgula é facultativa.

b) quando o sentido for de contraste, oposição:

Estudei muito, e não entendi nada. Não é normal uma pessoa estudar muito e não entender nada. Neste caso houve uma contradição, um contraste. A conjunção “e”, neste caso, pode ser substituída por “mas”. Esta vírgula é considerada obrigatória, mas podemos observar bons escritores dispensando esta vírgula.

c) quando fizer parte de uma repetição da conjunção. Esta repetição pode ter valor significativo no texto, a qual chamamos de enumeração subjetiva. Veja:

Enumeração subjetiva:

_________, e_________, e_________, e_________, e__________, e _________.

A candidata acordou cedo, e preparou uma refeição leve, e alimentou-se calmamente, e chegou tranquila, e realizou a prova, e saiu confiante.

Período composto por coordenação

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A repetição da conjunção “e” é empregada como um reforço das ações. Chamamos de subjetiva ou enfática, porque se transmite uma carga de emoção para aumentar a força nos argumentos.

Vimos quando empregamos vírgula antes da conjunção “e”, agora vejamos um aprofundamento do que trabalhamos no início desta aula. A pontuação numa enumeração, agora objetivamente:

Enumeração objetiva:

_________ , _________ , _________ , _________ , __________ e _________.

A candidata acordou cedo, preparou uma refeição leve, alimentou-se calmamente, chegou tranquila, realizou a prova e saiu confiante.

Dizemos que esta é uma enumeração objetiva, pois o autor simplesmente se atém a relatar aquilo que realmente ocorreu, sem transparecer envolvimento emocional, como ocorre numa enumeração subjetiva.

Cada oração faz parte de um termo da enumeração, por isso as vírgulas são obrigatórias. Perceba a conjunção “e”, que sinaliza o último termo da enumeração. Ela pode ser retirada, sem prejuízo gramatical.

Veja: _________ , _________ , _________ , _________ , __________ , _________.

A candidata acordou cedo, preparou uma refeição leve, alimentou-se calmamente, chegou tranquila, realizou a prova, saiu confiante.

A única diferença é na clareza. Com a conjunção, o leitor saberá fazer a entonação final da enumeração, algo que não seria tão claro sem a vírgula. Mas as duas construções estão corretas.

Agora, vamos ver uma construção com a inserção de conjunção ou vírgula dentro dos termos enumerados. Com isso é natural separarmos esses elementos por ponto e vírgula. Veja:

Uso do ponto e vírgula:

____ e _____; ____e ____; _________; ____ e ____; _________; e _________.

Carlos e Júlia acordaram cedo; prepararam o material e uma refeição leve; alimentaram-se bem; chegaram tranquila e calmamente à sala; realizaram a prova; e saíram confiantes.

Veja que os elementos enumerados (1 a 6) agora estão separados por ponto e vírgula, porque há divisões internas nos termos 1, 2 e 4. O uso do ponto e vírgula não é obrigatório, porém transmite maior clareza na enumeração, assim também o ponto e vírgula antes da conjunção “e” que une os elementos 5 e 6. Essa pontuação também não é obrigatória; apenas é

(^1 2 3 4 )

1.1 1.2 2.1 2.2 4.1 4.

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Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) O emprego de vírgulas nas linhas 2 e 3 justifica-se porque isolam elementos de mesma função gramatical componentes de uma enumeração. Comentário: Veja que a oração “trafegam em alta velocidade” é a inicial e as orações “fazem ultrapassagens inconvenientes”, “andam pelo acostamento”, “usam faróis altos” são coordenadas assindéticas aditivas. Por esse motivo, são separas por vírgulas. Se há uma sequência de ações, entendemos que há uma enumeração e possuem a mesma função sintática (orações coordenadas assindéticas aditivas). Gabarito: C

Questão 9: Analista de Finanças e Controle - CGU 2003 Fragmento do texto: Sem literatura, corremos o risco de resvalarmos para a mesquinhez dos jargões burocráticos, a farsa do “economês”, que tudo explica e quase nada justifica, a palilalia estéril da linguagem televisiva, a logorréia dos discursos políticos, condenando-nos à visão estreita e à pobreza de espírito despida de qualquer bem-aventurança. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) A substituição proposta para o trecho sublinhado prejudica a correção gramatical do texto: tudo explica, mas quase nada justifica, Comentário: Na estrutura “tudo explica e quase nada justifica” há claramente um valor adversativo na conjunção “e”. Assim, pode-se substituí-la pela conjunção “mas”. Note que o autor não havia inserido a vírgula antes do conectivo “e”. Ela é obrigatória, mas pode ocorrer, como neste contexto, que o autor não a utilize. Mas a banca corrigiu este desvio, inserindo a vírgula antes do “mas”. Gabarito: E

  1. Adversativas:

______________________ , mas ____________________. (adversativa)

oração inicial oração coordenada sindética

A banca ESAF explora pouco, mas é importante saber que há vírgula obrigatoriamente antes da conjunção coordenativa adversativa, por isso o esquema encontra-se com vírgula antecipando conjunção adversativa. As conjunções adversativas exprimem contraste, oposição, ressalva, compensação. As principais são:

mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto. Além delas, há outras palavras que, em determinado contexto, passam a valor adversativo e podem iniciar este tipo de oração, tais como senão, ao passo que, antes (=pelo contrário), já, não obstante, apesar disso, em todo caso. Há uma diversidade de vocábulos que transmitem o valor

Período composto por coordenação

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adversativo; por isso é importante entender a oposição e não apenas memorizar as conjunções.

Ex.: Estudou muito, mas não passou.

Ele teve aumento salarial, porém não quis continuar na empresa. Estude bastante o conteúdo específico, todavia não se desligue dos conhecimentos básicos. Não desmatar é importante, no entanto não é a única solução para a sustentabilidade do planeta. O rico esbanja gastos desnecessários, já o pobre só quer sobreviver.

Diferente da conjunção “mas”, a qual só se pode posicionar no início da oração, as conjunções porém, entretanto, contudo, no entanto, todavia têm a capacidade de mobilidade, podendo se posicionar também no meio ou no final da oração, com vírgula(s) obrigatória(s):

Há muito serviço, porém ninguém trabalhava. Há muito serviço, ninguém, porém, trabalhava. Há muito serviço, ninguém trabalhava, porém. A banca ESAF costuma cobrar a substituição de “porém” por “mas”. O posicionamento dessas conjunções é que irá determinar se a troca é possível ou não. A conjunção “porém”, nestes exemplos, pode ser substituída pela conjunção “mas” apenas na primeira frase; já as conjunções entretanto, contudo, no entanto, todavia podem ocupar qualquer uma das três posições vistas acima. Uso do ponto e vírgula: Com base no que foi visto nas enumerações com vírgulas internas, pode- se substituir a vírgula que separa as orações adversativas por ponto e vírgula, quando há divisão interna. Veja:

Há muito serviço; ninguém, porém, trabalhava. Há muito serviço; ninguém trabalhava, porém. Tendo em vista ser largamente usado o ponto e vírgula com conjunções deslocadas (como visto acima); mesmo sem o deslocamento delas na oração, é percebida em bons autores a divisão por ponto e vírgula. Veja:

Há muito serviço; porém ninguém trabalhava. Somente em dois valores semânticos das orações, a vírgula pode posicionar-se após a conjunção: a primeira delas é a adversativa e a segunda será vista adiante. Há muito serviço; porém, ninguém trabalhava.

Questão 10: Secretaria de Fazenda RJ 2010 Fragmento do texto: O endividamento reflete os bons resultados da economia brasileira, como a elevação do emprego formal, da massa de rendimentos e do crédito. Contudo, a intenção de consumir das famílias segue em alta, depois do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)

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A conjunção alternativa é por excelência “ou”, sozinha ou repetida em cada uma das orações. Com a conjunção “ou” sozinha, as orações alternativas normalmente não são separadas por vírgula, como vimos no esquema acima. Ex.: Faça sua parte, ou procure outro trabalho. Ou você estuda, ou dorme! A conjunção coordenativa “ou” poucas vezes é cobrada por esta banca como conectivo de orações, ela normalmente cobra seu valor de inclusão ou exclusão entre substantivos ou adjetivos.

Inclusão: João ou Pedro são bons candidatos. (valor de inclusão) Há alternativa de inclusão quando se mostra que, independente de qual dos termos, os dois possuem tal característica: Tanto João quanto Pedro possuem as características de bons candidatos.

Exclusão: João ou Pedro ganhará a presidência do clube. (valor de exclusão) Um termo exclui o outro automaticamente. Se João ganhar, excluirá Pedro e vice-versa.

Há outros vocábulos de diferentes classes gramaticais que cumprem valor conjuntivo indicando alternância, como ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja, bem...bem. Eles devem ser duplos e iniciar cada uma das orações alternativas. Não é de rigor, mas o uso da vírgula se fortalece por bons autores separando orações cujo conectivo é repetido:

Ora narrava, ora comentava. Quer chova, quer faça sol, irei à sua casa.

Questão 13: Secretaria Municipal de Fazenda RJ 2010 Fragmento do texto: Sem a lei, não existe civilização e sociedade organizada. Sem a universalização da obrigação de cumpri-la, não existe democracia. Repetindo um verdadeiro chavão, a democracia exige que o preceito da igualdade de todos perante a lei seja observado, seja no tocante aos direitos, seja aos deveres. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) As três ocorrências de “seja” indicam três possibilidades alternativas para se respeitar o “preceito da igualdade de todos”. Comentário: Na realidade, há o verbo “ser” conjugado no presente do subjuntivo (“seja”) e na sequência há uma estrutura alternativa de dois elementos ligados pelas conjunções “seja...seja”. Tanto assim que podemos substituir essas duas conjunções por outras de igual valor para que isso fique mais claro. Veja:

...o preceito da igualdade de todos perante a lei seja observado, quer no tocante aos direitos, quer aos deveres. Gabarito: E

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Questão 14: Auditor-Fiscal do Trabalho 2003 Fragmento do texto: Dinheiro é a maior invenção dos últimos 700 anos. Com ele, você pode comprar qualquer coisa, ir para qualquer lugar, consolar o aleijado que bate no vidro do carro no sinal fechado, mostrar quanto você ama a mulher amada ou comprar uma hora de amor. É o passaporte da liberdade. Com dinheiro, você pode xingar o ditador da época e sair correndo para o exílio, ou financiar todos os candidatos a presidente e comparecer aos jantares de campanha de todos. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) Desrespeita a coerência ou correção gramatical trocar a conjunção “e”(ℓ.5) por ou. Comentário: Note que, no período final do texto, há uma divisão principal com a conjunção “ou”, a qual separa as estruturas “Com dinheiro, você pode xingar o ditador da época e sair correndo para o exílio” e “financiar todos os candidatos a presidente e comparecer aos jantares de campanha de todos”. Dentro de cada estrutura menor há a conjunção aditiva “e”, a qual une as estruturas menores: na primeira, há “você pode xingar o ditador da época”, “sair correndo para o exílio”; na segunda, há “financiar todos os candidatos a presidente”, “comparecer aos jantares de campanha de todos”. Assim, essas conjunções “e”, internas, não podem ser substituídas pela conjunção “ou”, muito menos só a primeira, a que se referia a questão. Como foi afirmado que há prejuízo nessa substituição, ela está correta. Gabarito: C

  1. Conclusivas:

______________________, portanto ____________________. (conclusiva) oração inicial oração coordenada sindética

A vírgula ocorre neste tipo de oração, apesar de serem encontrados exemplos destas construções sem vírgula. Então não se cobra na prova a obrigatoriedade ou não deste sinal de pontuação. Ele simplesmente pode ocorrer, é o registro mais aceitável.

As conjunções coordenadas conclusivas são muito utilizadas em textos dissertativos, como resultado de um fato originário, fechamento de argumento conclusivo e dedução. As principais são:

logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por isso, então, assim, em vista disso. Textualmente, podemos enquadrar a relação da oração inicial com a coordenada conclusiva, como uma estrutura de causa e consequência, muitas vezes chamada de “relação de causalidade”.

Como a oração inicial é a origem (aquilo que ocorre primeiro), é entendida textualmente como uma causa; e a oração coordenada conclusiva (aquilo que ocorre depois, o resultado) pode ser entendida como consequência. Veja isso nos exemplos:

Período composto por coordenação

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  1. Por isso, cabe uma conjunção adversativa, como “Entretanto”, “Porém”, “No entanto”, “Mas”, “Todavia”. A alternativa (B) está correta, pois o pronome relativo “quando” retoma a expressão temporal “nos anos 80”. As alternativas (C), (D) e (E) apresentam uma sequência de contraste, por isso estão corretas as conjunções “Porém”, “Mas”, “No entanto”. Gabarito: A

Questão 16: Agente Executivo CVM 2010 Fragmento do texto: Com esse cenário, os governos são mais honestos e o Estado é mais transparente; as empresas privadas menos corruptas e corruptoras e os cidadãos mais íntegros. Com isso, a atividade jornalística é mais segura e não necessita ir a fundo e substituir as tarefas delegadas ao Judiciário, à política e à polícia. Nem cobrar do Estado, por meio de estratégias investigativas que, para chegar à denúncia, envolvem o risco físico dos repórteres e jornalistas em geral. Assim, onde há mais corrupção em vários níveis do Estado e onde os negócios públicos são mais obscuros, envolvendo setores privados, todo bom jornalista corre mais risco, porque ele é o último recurso da voz pública, do cidadão, da esperança. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) O termo “Assim”(ℓ.6) confere ao período a noção de conclusão. Comentário: O vocábulo “Assim” pode ter valor de conjunção coordenada conclusiva. Para confirmar isso, basta trocarmos essa palavra por “Portanto”. Veja: ... envolvem o risco físico dos repórteres e jornalistas em geral. Portanto, onde há mais corrupção em vários níveis do Estado (...), todo bom jornalista corre mais risco... Gabarito: C

Questão 17: Auditor-Fiscal do Trabalho 2003 Fragmento do texto: Impõe-se, pois, uma igualdade econômica maior, porque os benefícios que um homem pode obter do processo social estão aproximadamente em função de seu poder de consumo, o que resulta do seu poder de propriedade. Assim os privilégios econômicos são contrários à verdadeira sociedade democrática. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) Apesar de não ser obrigatório o emprego da vírgula depois de “Assim”(ℓ.4), o valor conclusivo do advérbio recomenda que aí seja inserida. Comentário: Como vimos na teoria, o conectivo conclusivo pode ser seguido de vírgula. Quando inicia período ou parágrafo conclusivo, é de bom tom que a vírgula permaneça, mesmo não havendo obrigatoriedade. Essa vírgula é estilística. Gabarito: C

Questão 18: Analista de Finanças e Controle - CGU 2003 Fragmento do texto: Os hebreus imprimiram ao tempo, graças aos persas, um caráter histórico e uma natureza divina. E produziram uma literatura monumental – a Bíblia –, que inspira três grandes religiões: o judaísmo, o

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cristianismo e o islamismo. Tira-se o livro dessas tradições religiosas e elas perdem toda a identidade e o propósito. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) Conforme a informação original do texto, subentende-se após a segunda conjunção “e” (ℓ.4) a idéia expressa por qualquer uma das seguintes expressões: em conseqüência, em decorrência disso, então, por causa disso, imediatamente. Comentário: No período “Tira-se o livro dessas tradições religiosas e elas perdem toda a identidade e o propósito.”, nota-se que a oração “elas perdem toda a identidade e o propósito.” é um resultado, uma conclusão, em relação à oração anterior (“Tira-se o livro dessas tradições religiosas”). Perceba que a ação de tirar o livro dessas tradições religiosas leva a uma consequência, um resultado, uma conclusão de que se perde toda a identidade e o propósito. Assim, esta conjunção “e”, além do valor de adição, permite-nos entender o valor coordenado conclusivo. Com isso, cabem todos os conectivos de conclusão (também entendidos como consequência): “em conseqüência”, “em decorrência disso”, “então”, “por causa disso”, “imediatamente”. Gabarito: C

Questão 19: SUSEP 2006 Agente Executivo Fragmento do texto: Herdeiro de uma experiência extremamente rica, mas esgotada pelo autoritarismo, o socialismo dos nossos tempos já não pode utilizar os referenciais do passado e ainda não tem referenciais estratégicos para encaminhar seu futuro. Está condenado a sobreviver politicamente por meio de projetos e programas de administração “humanizada” do capitalismo global, o que lhe infunde permanentes crises de identidade e traumáticas experiências de poder conforme a maior ou menor solidez ideológica dos partidos que o representam. Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E) A inserção de portanto, entre vírgulas, após “Está” (ℓ.4) mantém a correção gramatical do período. Comentário: Note que há dois períodos neste parágrafo, em que o segundo transmite um valor conclusivo, é o resultado da informação veiculada no período anterior. Por isso, cabe a conjunção “portanto”. A inserção da conjunção coordenativa conclusiva “portanto” após o verbo “Está” obriga a utilização da dupla vírgula. Assim, a questão está correta. Gabarito: C

Outro fato relevante para as provas da banca ESAF é notarmos que algumas vezes este tipo de oração encontra-se com verbo no gerúndio e sem conjunção. Chamamos isso de oração reduzida de gerúndio, a qual será mais explorada adiante. Veja:

O Brasil exportou mais em 2010, continuando sua trajetória econômica ascensional.