Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Aula 3 - solos e fundações, Notas de aula de Engenharia Civil

Aula 3 - solos e fundações

Tipologia: Notas de aula

2013

Compartilhado em 24/08/2013

estiverson-tinoco-10
estiverson-tinoco-10 🇧🇷

13 documentos

1 / 5

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
ESCOLA TÉCNICA UNISUAM ETUS
AULA 3
DATA: 21/06/13
DISCIPLINA: SOLOS E FUNDAÇÕES
PROFESSOR: MARLON FIGUEIREDO
CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS
Algumas propriedades dos solos são especialmente úteis para sua caracterização, entre
elas a granulometria.
A análise da distribuição das dimensões dos grãos, denominada análise
granulométrica, objetiva determinar uma curva granulométrica. Para a realização dessa
análise, uma amostra de material granular é submetida a peneiramento em uma série-
padrão de peneiras, cuja abertura de malhas tem a sequência apresentada no quadro 1.
Quadro 1 Série de Peneiras (ABNT NBR 5734).
Em seguida, determina-se a massa de material retido em cada peneira e os resultados
são plotados em um gráfico (figura 1), no qual o eixo das abscissas corresponde à
abertura de malha, em escala logarítmica, e as ordenadas, à porcentagem do material
que passa. Esse ensaio tem procedimento normatizado pela ABNT NBR 7181. Os solos
muito finos, com granulometria inferior a 75μm, são tratados de forma diferenciada
através do ensaio de sedimentação.
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Aula 3 - solos e fundações e outras Notas de aula em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

ESCOLA TÉCNICA UNISUAM – ETUS

AULA 3

DATA: 21/06/

DISCIPLINA: SOLOS E FUNDAÇÕES

PROFESSOR: MARLON FIGUEIREDO

CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS

Algumas propriedades dos solos são especialmente úteis para sua caracterização, entre elas a granulometria.

A análise da distribuição das dimensões dos grãos, denominada análise granulométrica , objetiva determinar uma curva granulométrica. Para a realização dessa análise, uma amostra de material granular é submetida a peneiramento em uma série- padrão de peneiras, cuja abertura de malhas tem a sequência apresentada no quadro 1.

Quadro 1 – Série de Peneiras (ABNT NBR 5734).

Em seguida, determina-se a massa de material retido em cada peneira e os resultados são plotados em um gráfico (figura 1), no qual o eixo das abscissas corresponde à abertura de malha, em escala logarítmica, e as ordenadas, à porcentagem do material que passa. Esse ensaio tem procedimento normatizado pela ABNT NBR 7181. Os solos muito finos, com granulometria inferior a 75μm, são tratados de forma diferenciada através do ensaio de sedimentação.

(F = Fino, M = Médio, G = Grosso) Figura 1 – Curvas granulométricas para vários solos.

A interpretação dos resultados é feita mediante comparação com escalas granulométricas padrão, duas das quais incluídas na figura acima. A primeira é a escala internacional, mais simples, fácil de ser memorizada - porque se baseia nos algarismos 2 e 6, conforme indicado no quadro abaixo – e portanto mais lógica. Essa escala pretende unificar os diversos sistemas de classificação, tendo sido proposta pela primeira vez em um congresso de ciência dos solos, em 1927 e logo adotada em todos os países desenvolvidos, exceto nos EUA.

Quadro 2 – Escalas Granulométricas.

FASES SÓLIDO - ÁGUA - AR

O solo é constituído de uma fase fluida (água e/ ou ar) e de uma fase sólida. A fase fluida ocupa os vazios deixados pelas partículas sólidas.

Fase Sólida

Caracterizada pelo seu tamanho, forma, distribuição e composição mineralógica dos grãos.

Fase Gasosa

Fase composta geralmente pelo ar do solo em contato com a atmosfera, podendo-se também apresentar na forma oclusa (bolhas de ar no interior da fase água). A fase gasosa é importante em problemas de deformação de solos e é bem mais compressível que as fases sólida e líquida.

Fase Líquida

Fase fluida composta em sua maior parte pela água, podendo conter solutos e outros fluidos imiscíveis. Pode-se dizer que a água se apresenta de diferentes formas no solo, e que é extremamente difícil se isolar os estados em que a água se apresenta em seu interior. Porém é de interesse estabelecer uma distinção entre os mesmos, sendo assim, é apresentado os termos mais comumente utilizados para descrever os estados da água no solo.

- Água Livre

Preenche os vazios dos solos. Pode estar em equilíbrio hidrostático ou fluir sob a ação da gravidade ou de outros gradientes de energia. Seu estudo é regido pelas leis da hidráulica.

- Água Capilar

É a água que se encontra presa às partículas do solo por meio de forças capilares. Ela sobe pelos interstícios capilares formados pelas partículas sólidas, além da superfície livre da água, devido à ação das tensões superficiais nos contatos ar-água-sólidos, oriundas a partir da superfície livre da água.

- Água Adsorvida (adesiva)

É uma película de água que adere e envolve fortemente às partículas dos solos finos devido a ação de forças elétricas desbalanceadas na superfície dos argilo-minerais. Está submetida a grandes pressões, comportando-se como sólido na vizinhança da partícula de solo.

- Água de Constituição

É a água presente na própria composição química das partículas sólidas. Não é retirada

utilizando-se os processos de secagem tradicionais.

- Água higroscópica

Água que o solo possui quando em equilíbrio com a umidade atmosférica e a temperatura ambiente.

Figura 3 – Fases da água liquida do solo

As águas livre, higroscópica e capilar são as que podem ser totalmente evaporadas pelo

efeito do calor, a uma temperatura maior que 100ºC.