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Aula de cal e ceramica para mineração
Tipologia: Notas de aula
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Não perca as partes importantes!





























































Cal é o nome genérico de um aglomerante simples, resultante da
calcinação de rochas calcárias, que se apresentam sob diversas
variedades, com características resultantes da natureza da matéria-prima
empregada e do processamento.
Introdução Introdução
A cal proveniente de um calcário puro (alto teor de CaCO
3
) tem um alto
valor industrial que aquela com maiores impurezas (óxidos de ferro, sílice e
alumina), o carbonato de magnésio que também esta presente no calcário
(e na cal como MgO) não é considerado uma impureza, dependendo da
aplicação do produto.
A cal foi um aglomerante clássico dos materiais de construção na
antiguidade. Sua matéria-prima foi o calcário, com porcentagem
desprezível de argila.
A cal é fabricada a partir da queima (calcinação) do calcário (carbonato de
cálcio) ou dolomito (carbonato de cálcio e magnésio).
“lembrar os slides da aula de matéria-prima para cimento”
metálicos, na remoção da sílica;
Ca(OH)
2
Ca
2HCO
2CaCO
3
2
O
retentor de água e de incorporação de agregados
físicas (em geral, 1% das misturas);
geral, 5 a 7% do volume do bloco).
combustíveis ricos em enxofre; proteção às árvores; desinfetantes de fossas;
proteção à estábulos e galinheiros.
Outras Aplicações
Outras Aplicações
Calcinação:
CaCO
3
2
Para essa reação ocorrer, a temperatura do forno deve ser de, no mínimo,
850ºC, mas a eficiência total da calcinação se dá a temperatura de 900º a
A temperaturas entre 1200 e 1300°C, a cal inicia uma reação com as
impurezas (clínquer) inviável para este processo.
A rocha calcária se dissocia em óxido de cálcio, liberando gás carbônico. Com
relação a rocha original,. A cor da cal virgem depende do grau de pureza da
rocha. Quanto mais pura, mais branca a cal.
Processo Processo
O produto da calcinação apresenta-se na forma dos grãos originais (10 a 20
cm), esta cal virgem (viva) tem maior porosidade devido aos espaços vazios
deixados pelo CO
2
O forno de maior utilização na fabricação de Cal é do tipo Azbe: de Cuba
simples (consultar Guimarães/A Cal, 2002, 341p.).
Tipos de fornos
Tipos de fornos
Cubas simples
Cubas múltiplas
Suspensão
Leito fluidizado
Rotativos horizontais
Câmaras horizontais rotativas
Este seminário de fornos de cal será dado como seminário
A cal virgem, como se apresenta não está apta a ser utilizada na construção
civil, necessitando primeiro sofrer um processo de hidratação, previamente a
cal é moída:
CaO + H
2
O → Ca(OH)
2
Esta transformação produz (a) uma expansão muito grande (o Ca(OH)
2
ocupa volume 20% maior que o CaO), pois este processo afeta as ligações
moleculares e com isso as pedras de cal virgem se transformam em pó
branco e fino rapidamente, (b) liberação de calor.
Óxido Hidróxido + calor desagregação (expansão) pó
Processo de extinção
Processo de extinção
A Cal hidratada é separada da não-hidratada e das impurezas, o produto é
de menor rendimento que a cal original porem oferece vantagens como
facilidade de transporte e estocagem, evitando o envelhecimento (com CaO
2
do ar) e principalmente evita o risco de explosão ou incêndio em caso de
umedecesse acidentalmente (temperaturas atinge > 400°).
Fragmentos cerâmicos estão associados
à moradia humana desde os tempos mais
antigos, assim encontram-se louças de
barro fabricadas em forno de cerca de
15.000 anos. A cerâmica tradicional
também chamada de argila ou de
silicatos, acompanho à humanidade
desarrolhando-se independentemente
várias técnicas e habilidades, em
diferentes culturas.
Introdução Introdução
O maior destaque da industria cerâmica foi quando
cruzou-se a química dos silicatos e a metalurgia e a
física do estado sólido, alem da automatização e a
computação, que na atualidade representam vários
processos modernos.
Define-se como cerâmicos a todos os materiais inorgânicos poli-
cristalinos simples ou complexos, formados pela combinação em
enlaces covalentes e iônicos (predominantemente) de elementos
metálicos e não metálicos (essencialmente), obtidos geralmente após
tratamento térmico em temperaturas elevadas (> 500ºC e < 1300ºC) e
algumas vezes calor e pressão.
INDUSTRIAS DE CERÂMICAS
INDUSTRIAS DE CERÂMICAS
Introdução
Introdução
(M)—(NM) ; MgO , Al
2
3
(M)—(SENM) TiC, ZrB
2
(SENM)--(SENM) SiC , B
4
(SENM)--(NM) SiO
2
, Si
3
4
Metal (M)= Na, Mg, Ti, Cr, Fe, Ni, Zn, Al...
Não-metais (NM): N, O, H, halogênios, gases nobres...
Sólidos elementares não-metálicos (SENM): B, P, S, C, Si, Ge.
(M)(M)(NM) BaTiO
3
(M) (M)(M)(NM) YBa
2
Cu
3
7
(M)(SENM)(SENM) Ti
3
Si C
2
Introdução Introdução
Cerâmica
A industria de cerâmicas compreendem alguns setores
como:
Cerâmica estrutural; Revestimentos ; Matérias primas
naturais ; Refratários ; Cerâmica técnica, especiais e
outras ; Sanitários ; Louça de mesa e adorno ; Fritas,
vidrados e corantes ; Matérias primas sintéticas ;
Cerâmica elétrica ; Equipamentos para cerâmica ;
Abrasivos.
Cerâmica branca: compreende produtos obtidos a partir de uma massa
de coloração branca, em geral recoberta por uma camada vítrea
transparente e incolor (louça de mesa, louça sanitária e isoladores
elétricos).
Cerâmica de revestimentos: materiais em forma de placas, usados na
construção civil para revestimento de paredes, pisos, bancadas e
piscinas de ambientes internos e externos (azulejo, pastilhas,
porcelanato, grês, lajota, piso).
Cerâmica vermelha: compreende materiais com coloração avermelhada
empregados na construção civil (tijolos, blocos, telhas, elementos
vazados, lajes, tubos cerâmicos e argilas expandidas), e também
utensílios de uso doméstico e de decoração.
Materiais refratários: produtos que suportam altas temperaturas em
condições específicas de processos e/ou de operação. Usados em
equipamentos industriais, estão geralmente sujeitos a esforços
mecânicos, ataques químicos, variações bruscas de temperaturas e
outras adversidades. Para atingir estas especificações foram
desenvolvidos vários produtos , a partir de diferentes matérias-primas
ou misturas destas.
A industria cerâmica pode-se também dividir segundo as características
da matéria prima e seus produtos:
Isolantes térmicos: incluem-se os refratários isolantes (funções fora dos
refratários); isolantes térmicos não refratários, incluindo produtos como
vermiculita expandida, sílica diatomácea, diatomito, silicato de cálcio, lã
de vidro e lã de rocha, que podem ser utilizados, a temperaturas de até
1100 ºC; fibras ou lãs cerâmicas que apresentam composições tais como
sílica, sílica-alumina, alumina e zircônia, podem chegar a temperaturas
de até 2000ºC ou mais;
Cerâmica de alta tecnologia / cerâmica avançada: a partir de matérias-
primas sintéticas de altíssima pureza, por meio de processos
rigorosamente controlados e classificados de acordo com suas
funções. Aplicados em naves espaciais, satélites, usinas nucleares,
implantes, aparelhos de som e vídeo, suporte de catalisadores para
automóveis, sensores, ferramentas de corte, brinquedos, acendedores
para fogão, entre outros;
Outros Fritas (ou vidrado fritado): acabamento para diversos
segmentos cerâmicos. Constituídas por um vidro moído, fabricados por
indústrias especializadas a partir da misturas de diferentes matérias-
primas. É aplicada na superfície do corpo cerâmico que, após da
queima, adquire aspecto vítreo, elevando a impermeabilidade,
resistência mecânica e estética
O vidro é um sólido amorfo (líquido super-resfriado) cuja viscosidade
diminui ao aumentar a temperatura. Um vidro comercial é constituído
principalmente de óxido de silício e o vidro de janela (vidro de soda) é
um silicato de sódio e cálcio com 70% de óxido de silício.
Introdução (vidro) Introdução (vidro)
Os vidros e cerâmicas apresentam escoamento quando são submetidos
a esforços (Fluência).
É considerável nos vidros a temperaturas baixas e a altas temperaturas
nas cerâmicas.
possuem uma estrutura reticular polimerizada
com baixo número de coordenação (ordem em
pequenas distancias).
ou orgânicos (polímeros com características
dos vidros).
Introdução Introdução
Extração das Matérias-Prima
Classificação
Mistura
Conformação
Secagem
Queima
Colagem
(Vazamento)
Extrusão
Prensagem
Pré-aquecimento
Sinterização
Resfriamento
Processo de
fabricação das
cerâmicas
tradicionais