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Estática de Estruturas: Hiperestaticidade, Indeterminação Interna e Deslocamentos, Notas de aula de Engenharia Mecânica

Este documento aborda o conceito de equilíbrio estático em estruturas, com ênfase em vínculos excessivos, hiperestaticidade e indeterminação interna. Ele discute os conceitos de grau de indeterminação estática, gie exterior e interior, e os métodos para determinar os hiperestáticos. Além disso, o documento trata de sistemas principais, deslocamentos e equações de compatibilidade.

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 17/05/2010

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roberto-martins-15 🇧🇷

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Universidade Federal do Ceará
Centro de Tecnologia
Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil
Disciplina: Análise Matricial de Estruturas
Professor: Antônio Macário Cartaxo de Melo
Aula 04
MÉTODO DAS FORÇAS
Classi…cação das estruturas quanto ao seu equilíbrio estático
²Isostática:
Vínculos externos e/ou internos em número estritamente necessário para
manter o equilíbrio estático;
Estaticamente determinada.
²Hiperestática ou estaticamente indeterminada:
Exemplo Fig. 2.1
Vínculos externos e/ou internos superiores ao necessário para manter o
equilíbrio estático;
Esforços superabundantes = hiperestáticos ou redundantes estáticas;
Número de hiperestáticos = grau de indeterminação estática ou grau de
hiperestaticidade;
¤GIE exterior: reações de apoio superabundantes para manter o equi-
líbrioestáticodomodeloestruturalcomoumtodo.;
¤GIE interior: esforços seccionais superabundantes para impedir deslo-
camentos de corpo rígido de cada parte do modelo em relação às de-
mais partes. A indeterminação interna se refere ao cálculo de tensões
resultantes dentro da estrutura, considerando que todas as reações
têm sido calculadas previamente.
Sistema principal ou estática fundamental:
¤Usado para determinação dos hiperestáticos no método das forças;
¤Modelo estrutural obtido, a partir do modelo hiperestático, eliminando-
se os hiperestáticos selecionados;
¤É uma estrutura isostática.
Identi…cação do grau de indeterminação hiperestática:
¤Vigas e pórticos;
¤Treliças:
¢Exemplo treliça Eliseu.
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Universidade Federal do Ceará Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil Disciplina: Análise Matricial de Estruturas Professor: Antônio Macário Cartaxo de Melo

Aula 04

MÉTODO DAS FORÇAS

Classi…cação das estruturas quanto ao seu equilíbrio estático

² Isostática:

  • Vínculos externos e/ou internos em número estritamente necessário para manter o equilíbrio estático;
  • Estaticamente determinada.

² Hiperestática ou estaticamente indeterminada:

  • Exemplo Fig. 2.
  • Vínculos externos e/ou internos superiores ao necessário para manter o equilíbrio estático;
  • Esforços superabundantes = hiperestáticos ou redundantes estáticas;
  • Número de hiperestáticos = grau de indeterminação estática ou grau de hiperestaticidade; ¤ GIE exterior: reações de apoio superabundantes para manter o equi- líbrio estático do modelo estrutural como um todo. ; ¤ GIE interior: esforços seccionais superabundantes para impedir deslo- camentos de corpo rígido de cada parte do modelo em relação às de- mais partes. A indeterminação interna se refere ao cálculo de tensões resultantes dentro da estrutura, considerando que todas as reações têm sido calculadas previamente.
  • Sistema principal ou estática fundamental: ¤ Usado para determinação dos hiperestáticos no método das forças; ¤ Modelo estrutural obtido, a partir do modelo hiperestático, eliminando- se os hiperestáticos selecionados; ¤ É uma estrutura isostática.
  • Identi…cação do grau de indeterminação hiperestática: ¤ Vigas e pórticos; ¤ Treliças: ¢ Exemplo treliça Eliseu.

¢ Exemplo treliça Fig. 1-9 do G&W.

² Hipostática, cadeia cinemática ou mecanismo:

  • Os deslocamentos de corpo rígido não são totalmente impedidos.
  • Modelo misto: modelos com partes hipostáticas, isostáticas e hiperestáti- cas.
  • Pórtico plano (Fig. 2.2)
  • Treliça plana.
  • Exemplo Fig. 1-13c do G&W.

² Determinação dos hiperestáticos:

  • Método das forças ou método da ‡exibilidade: hiperestáticos;
  • Esforços secionais e demais reações de apoio: avaliados pelas condições de equilíbrio estático.

Formulação clássica do método das forças

² Objetivo: auxiliar o entendimento do método dos deslocamentos:

  • Obtenção de esforços de engastamento perfeito;
  • Obtenção de coe…cientes de rigidez;

² Abordagem do método: notação matricial mas não há preocupação com a implementação computacional;

² Idéia básica:

  • Aplicar separadamente sobre o sistema principal: ¤ carregamento original; ¤ hiperestáticos.
  • Escrever equações de compatibilidade de deslocamentos: ¤ deslocamentos nulos nos pontos de aplicação dos hiperestáticos e em suas próprias direções;

² Exemplo - Figura 2.3:

  • Princípio da superposição dos efeitos. ¤ Válido quando (G&W): ¢ O comportamento do material da estrutura segue a lei de Hooke; ¢ Os deslocamentos da estrutura são pequenos; ¢ Não há interação entre os efeitos axiais e de ‡exão (relação deformação- deslocamento linear).

¤ ff g = [k] fug: número de forças igual ao número de gdl assumidos no elemento; ¤ ff g deve estar em equilíbrio =) as equações são linearmente depen- dentes; ¤ Número de relações de dependência = número de equações de equi- líbrio; ¤ A dependência linear torna [k] singular; ¤ Solução: eliminar linhas e colunas. ¤ Quando a estrutura está sujeita a uma única carga, o coe…ciente de ‡exibilidade é o inverso direto do coe…ciente de rigidez, e vice-versa (G&W).

  • Teorema de Castigliano - parte II:

ui =

@U ¤

@Fi

  • Solução das equações diferenciais para os deslocamentos do elemento;
  • Método da carga unitária.

² Método da carga unitária:

  • Elementos lineares

±ij =

Z

x

MiMj EI

dx +

Z

x

NiNj EA

dx +

Z

x

QiQj GA¤^

dx +

Z

x

TiTj GIx

dx

¤ i e j: estados de carregamento aplicados ao sistema principal; ¤ A¤: área para efeito do cortante, dependente do tipo de seção transver- sal:

A¤^ =

A

f

f = fator para efeito do cortante (Tab. 2.1); ¤ EI, EA, GA¤^ e GIx; ¤ O efeito do cortante não foi considerado na avaliação dos esforços de engastamento perfeito (eep) por ser, na maioria das vezes, de caráter secundário e o cálculo dos eep é de caráter localizado; ¤ Parcelas de momento e de esforço cortante: ¢ plano xy: Mz com Iz e Qy com fy; ¢ plano xz: My com Iy e Qz com fz ; ¤ Integrações: ¢ Casos mais simples de esforços secionais e seção transversal: ! Analiticamente; ! Fórmulas de integrais de produtos de diagramas de esforços secionais (Tab. 2.2); ¢ Casos mais gerais de carregamento, variação de seção transversal ao longo de x e elementos de eixo curvo: ! Integração numérica.

¤ Ordem de grandeza das parcelas: ¢ Na maior parte dos casos as parcelas devidas aos momentos ‡e- tores são preponderantes: ! Usualmente desprezam-se, no cálculo de deslocamentos, as parcelas devidas aos esforços normais e cortantes. ¢ Nas treliças: só o esforço normal; ¢ Momento de torção: deve sempre ser considerada nos modelos em que se devolve esse tipo de esforço solicitante.

² Em notação indicial

±ij Xj = ¡±i 0 ; i = 1; : : : ; n:

² Em notação matricial

[¢] fXg = ¡ f± 0 g

² Solução:

fXg = ¡ [¢]¡^1 f± 0 g :

  • [¢]¡^1 : inversa da matriz [¢];
  • [¢] = matriz de ‡exibilidade: ¤ Sempre não singular (j[¢]j 6 = 0) =) a solução para fXg é única; ¤ Coe…ciente ±ij : ¢ Coe…cientes de ‡exibilidade ou coe…ciente de in‡uência da força generalizada segundo j no deslocamento generalizado segundo a direção i; ¢ Numericamente igual al deslocamento generalizado na direção i, quando se aplica uma força unitária generalizada na direção j, com todas as demais forças sendo nulas. ¢ Pelo teorema de reciprocidade de Betti-Maxwell:

±ij = ±ji; i; j 6 = 0;

¢ =) A matriz de ‡exibilidade é simétrica; ¢ A matriz de ‡exibilidade é também positiva-de…nida.

² Desvantagem do método das forças:

  • A escolha do sistema principal não é única (viga das Fig. 2.3 e 2.4);
  • Necessidade de uma análise criteriosa de cada modelo hiperestático para se escolher o sistema principal mais conveniente;
  • Sistematizar esta escolha considerando a programação automática - uso de computadores digitais;
  • Em casos simples, como vigas contínuas, é fácil de…nir regras. O mesmo não acontece nos demais casos.

¢ Gradiente de temperatura entre as faces do elemento = provoca também variação de curvatura. ¤ Calculam-se os deslocamentos ±it (f±tg) no sistema principal nas di- reções dos hiperestáticos i associado ao efeito de temperatura t; ¤ Convenção: ±it é positivo quando coincide com o sentido positivo arbitrado para o hiperestático Xi; ¤ Equação de compatibilidade:

f± 0 g + f± 0 pg + f±tg + [¢] fXg = f±pg ;

¤ Tratamento alternativo: ¢ Avaliar forças nodais equivalentes; ¢ Este tratamento é computacionalmente mais adequado: elimina- se f±tg e o seu efeito é transferido para f± 0 g.

  • Deformações prévias: ¤ Origem: defeitos de fabricação; ¤ Calculam-se os deslocamentos ±id (f±dg) no sistema principal nas direções dos hiperestáticos i associado ao efeito das deformações; ¤ Convenção: ±id é positivo quando coincide com o sentido positivo arbitrado para o hiperestático Xi; ¤ Equação de compatibilidade:

f± 0 g + f± 0 pg + f±tg + f±dg + [¢] fXg = f±pg ;

¤ Tratamento alternativo: ¢ Avaliar forças nodais equivalentes; ¢ Este tratamento é computacionalmente mais adequado: elimina- se f±dg e o seu efeito é transferido para f± 0 g.

² Expressão geral:

  • De…ne-se

f±sg = f±pg ¡ f± 0 g ¡ f± 0 pg ¡ f±tg ¡ f±dg ;

  • Equação de compatibilidade

[¢] fXg = f±sg :

² Grandezas secundárias: reações de apoio, esforços secionais e correspondentes deslocamentos:

  • Uso das equações de equilíbrio da estática;