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Aula: Métodos de diagnósticos
parasitológicos
Disciplina: Práticas aplicadas em
parasitologia clínica e líquidos
Profa: Raissa Guará
- (^) A maioria dos parasitos intestinais pode ser diagnosticada pelo
exame das fezes, embora outros materiais como urina, escarro,
secreções, tecidos e sangue podem ser utilizados para identificação
de algumas espécies de parasitas;
- (^) A identificação correta dos parasitos vai depender principalmente
das condições das
amostras. Portanto, é fundamental a colheita adequada do material.
- (^) No material fecal normalmente encontramos elementos como
resíduos alimentares, células
vegetais, grão de pólen, leucócitos e outros artefatos que podem
facilmente ser confundidos com parasitos.
PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES Atualmente o teste é feito com o uso de testes rápidos que apresentam o resultado positivo ou negativo.
MÉTODOS DE OBSERVAÇÃO DO MATERIAL
Exame Direto
- colocar uma gota do material a ser examinado numa lâmina, cobrindo com uma lamínula.
- Usando a objetiva de 40X, observar a presença de formas móveis dos protozoários (trofozoítos)
- Procurar focalizar o protozoário, que é facilmente reconhecido pelo seu movimento típico
PROCEDIMENTO:
1. Colocar cerca de 5g de fezes, coletados de várias partes do bolo fecal, em copo graduado
ou Becker de 250 ml. Completar o volume de 50 a 60 ml de água corrente e misturar
vigorosamente.
2. Preparar a suspensão juntando 100 ml de água corrente.
3. Filtrar essa suspensão através de gaze dobrado 4 vezes, recolhendo-a em copo de
sedimentação de capacidade de 125 ml.
4. Se necessário, adicionar água corrente, até completar aproximadamente ¾ do volume do
copo cônico. Deixar a suspensão em repouso durante 1 a 2 horas.
5. Com uma longa pipeta capilar, fixada a um bulbo de borracha, colher uma pequena
porção do sedimento na camada inferior, depositando sobre uma lâmina. Se a preparação
estiver muito espessa, diluir com uma gota de solução salina a 0,85% ou água corrente.
Colher amostra adicional do centro e do fundo do sedimento.
6. Examinar ao microscópio, a presença de ovos, larvas e cistos.
CENTRÍFUGO-FLUTUAÇÃO PELO SULFATO
DE ZINCO (FAUST)
FUNDAMENTO: Flutuação de cistos de protozoários e ovos leves de helmintos em solução de sulfato de zinco.
Indicado na pesquisa de protozoários e de ovos leves de
helmintos (Ancilostomídeos, Enterobius vermicularis,
Trichuris trichiura ).
A permanência prolongada da suspensão em sulfato de
zinco, pode resultar em distorção dos cistos e ovos de
nematódeos. A preparação deve ser examinada até 20
minutos.
MÉTODO DE WILLIS
FUNDAMENTO:
Baseia-se na capacidade da solução saturada de cloreto de sódio em fazer
flutuar ovos de helmintos considerados leves.
Este método é bastante eficiente na identificação de
ovos de ancilostomídeos e Trichuris trichiura ,
sobretudo nos casos em que há baixa infestação.
PROCEDIMENTO
1. Colocar uma quantidade de fezes de aproximadamente 1 a 2 g. coletada de várias
partes do bolo fecal, em pequena cuba de vidro de 3 cm de diâmetro com capacidade
aproximada de 20 ml. Completar ¼ da capacidade do recipiente com solução saturada
de cloreto de sódio.
2. Suspender as fezes na solução saturada salina até haver uma total homogeneização.
3. A lamínula deve ficar em contato com o menisco durante 30 a 45 minutos; não
deverá haver formação de bolhas de ar entra a lamínula e a superfície do líquido. A
gota contendo os ovos se adere à face inferior da lamínula.
4. Remover a lamínula e inverter rapidamente a sua posição sobre uma lâmina.
5. Examinar ao microscópio com objetiva de pequeno aumento.
PROCEDIMENTO:
1. Encher o funil com água corrente, aquecida a 40-45ºC.
2. Abrir a pinça de Mohr, deixando escorrer uma pequena quantidade de água para evitar
a
formação de bolhas de ar na haste e no tubo de látex.
3. Colocar 8 a 10 g de fezes, recentemente emitidas, sobre gaze dobrada quatro vezes e,
se necessário, juntar mais água, até que as fezes fiquem submersas.
4. Deixar em repouso durante 60 minutos.
5. Abrir a pinça e coletar parte do líquido em vidro de reógio; examinar ao microscópio
estereoscópio (aumentos 20 a 30 x). Deixar em repouso durante alguns minutos, pois
desta forma as larvas migrarão para o centro do vidro de relógio, ou proceder de acordo
com o item 6.
6. Coletar em tubo cônico de centrífuga. Centrifugar (500 x g por 1 min), e examinar o
sedimento entre lâmina e lamínula. Corar a preparação com solução de Lugol, para a
identificação das características morfológicas das larvas, e examinar ao microscópio com
aumento de 20x.
MÉTODO DA FITA GOMADA (GRAHAM)
FUNDAMENTO
Baseia-se na utilização da fita gomada na apreensão de estágios evolutivos de parasitos,
localizados na região perianal.
Este método é indicado para a pesquisa de todos os
parasitos que prioritária ou ocasionalmente se
deslocam até a região perianal. Assim sendo,
poderemos detectar o Enterobius vermicularis,
Taenia sp.
MÉTODO DE KATO-KATZ
FUNDAMENTO
Fundamenta-se na contagem de ovos de helmintos em lâmina Após o peneiramento e
contato com substância conservadora.
Indicado para avaliação da carga parasitária no diagnóstico e controle de cura após o tratamento. Ex. Schistosoma mansoni. Contar os ovos encontrados em toda a lâmina e multiplicar por 23, a fim de ter o número de ovo por grama de fezes.
PROCEDIMENTO:
1. Colocar a amostra fecal sobre o papel absorvente.
2. Comprimir a tela metálica ou de náilon sobre as fezes, fazendo com que parte passe
através das malhas.
3. Remover as fezes que passam através das malhas e transferi-las para o orifício do cartão,
colocado sobre a lâmina.
4. Depois de encher o orifício central, remover com cuidado o cartão, deixando as fezes com
a lamínula.
5. Cobrir as fezes com a lamínula de celofane, invertendo e pressionando a lâmina sobre o
papel absorvente.
6. Deixar a preparação em repouso (clarificação) durante 30 minutos a 34-40°C ou à
temperatura ambiente por 1-2 horas.
7. Examinar a preparação ao microscópio