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Aula III - Disc
Tipologia: Notas de aula
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Turma 2 (temático + correção individual) Ajustado ao concurso de 2015 Aula Demonstrativa Profs. Décio Terror, Fabiano Pereira e Júnia Andrade
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Prezados, Nesta aula, vamos trabalhar o assunto gramática textual. Também vamos deixar um bônus para vocês: um resuminho do que cai na prova de português da FCC. Como muitos já sabem, gramática praticamente não muda muito. O que há é uma reforma ou outra que ocorre depois de anos. Mesmo assim, nem a Reforma Ortográfica de 2008 nos interessa em peso, porque estamos no período de convivência da regra anterior com a nova, o que vai até 31 de dezembro de 2015. Esse período, por exemplo, permite que vocês grafem a mesma palavra de formas, sem que a redação seja apenada por isso. Então, a Reforma não é o cerne de nossa preocupação, embora ela venha a ser tomada como instrumento do exercício que proporemos nas páginas seguintes. O que vamos fazer neste material é propor uma dinâmica para que vocês possam entender melhor o funcionamento de regras e de expressões da língua. Partiremos de uma série de frases que podem ou não conter erros comuns. Vocês julgarão a correção dessas frases. Ao final, eu comentarei a regra de todas elas, estando certas ou erradas. Acredito que será uma forma mais estimulante de empregar as regras da língua. Será bom conhecer isso para a prova e para o uso do dia a dia. Quando interessar fortemente à correção da FCC, deixaremos a sentença grifada.
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Boa aula!
Julgue C (certo) ou E (errado) quanto à correção gramatical e vocabular das sentenças seguintes:
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_E - Esse é um erro bastante comum nas redações. Quando se emprega verbo + se, deve-se tentar reescrever a sentença para verificar a concordância correta, pois é comum que o sujeito fique posposto ao verbo: ...que se romperam os acordos = os acordos foram rompidos. Quando não for possível reescrever o trecho, deixaremos o verbo
3) Pode haver medidas mais eficazes do que as que vêm sendo empregadas para conter o aumento da violência entre jovens. C – Pode haver = fica no singular, porque temos o verbo HAVER sendo empregado como verbo IMPESSOAL (verbo haver empregado no sentido de existir ). Nesse caso, o verbo haver torna toda a locução singular. Devemos observar também o plural do verbo VIR, composto corretamente na forma “vêm” para concordar com a terceira pessoa do plural presente em “as que”.
4) Tratam-se de escândalos que envolvem setores diversos da administração pública. E - Assim como os verbos HAVER (=existir), FAZER (= tempo decorrido), o verbo TRATAR-SE deve ser empregado no singular, já que é verbo que não aceita sujeito.
Espera-se que, daqui a alguns anos, a moralidade possa envolver a política brasileira. C – Empregamos “daqui a” para exprimir ideia de ocorrência futura.
A norma se adéqua ao que propõe os tratados internacionais.
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E - o verbo adequar fica mais bem empregado em voz passiva: é adequada, está adequada. A concordância do verbo propor também está incorreta, vista que o sujeito é a expressão “os tratados internacionais”. Está correto, por conseguinte, “os tratados internacionais propõem...”
Na época em que os presídios se proveram de aparatos de segurança. C – o verbo prover , que significa abastecer, conjuga-se como VER no presente. Nos demais tempos, aquele verbo regulariza-se e passa se conjugar como vender. Exemplo: venderam, proveram.
Muitos brasileiros não reouveram seus investimentos, porque não foram contabilizadas, com justiça, as perdas referentes a possíveis juros que poderiam ter sido acumulados. C – o verbo reaver , flexionado no pretérito perfeito, conjuga-se da seguinte maneira: eu reouve, tu reouveste, ele reouve, nós reouvemos, vós reouvestes, eles reouveram.
As Forças Armadas do Brasil têm um papel importante para a paz, pois normalmente elas intermediam conflitos que envolvem guerras civis em países pobres como o Haiti. E – o verbo intermediar , assim como os verbos mediar, remediar, conjuga-se como ODIAR. Portanto, o correto seria “elas intermedeiam conflitos”.
Se vigesse hoje uma lei sem brechas como a 8.666, não haveria tantas licitações fraudulentas. C – o verbo VIGER, do campo semântico de vigência, conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo, faz-se correto na forma “vigesse”.
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C – o verbo visar , no sentido de almejar, desejar, é verbo transitivo indireto. Logo, seu complemento é precedido de preposição.
O descontentamento do mercado implicou em perda das ações. E – o verbo implicar , quando indica gerar, acarretar, não pode ser seguido de preposição.
No Brasil prefere-se mais corrigir problemas em vez de evitá-los. E – o verbo preferir aceita somente regência construída com preposição “a”, em prefere-se uma coisa a outra. Vale também notar que não se pode empregar advérbios de intensidade (mais, muito mais etc.) com preferir.
...foi quando a RFB informou a os contribuintes sobre as novas regras. E – em geral não se pode atribuir dois objetos de mesma natureza para o verbo. No caso acima, há dois objetos indiretos (“aos contribuintes” e “sobre as novas regras”). Ou se usa o objeto indireto para a pessoa ou se usa o objeto indireto para a coisa a ser informada. Exemplo: a RFB informou os contribuintes sobre as novas regras ./a RFB informou aos contribuintes as novas regras.
Os Estados Unidos assistem à violência do ISIS, sem responder à altura. C – o verbo assistir, empregado no sentido de ver, presenciar, exige complemento com preposição “a”.
O espetáculo foi assistido por críticos americanos.
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E – como o verbo assistir exige preposição, não se pode empregá- lo em voz passiva analítica. Portanto, podemos apenas empregá-lo da seguinte forma: críticos americanos assistiram ao espetáculo.
Crase
Os estudantes deverão passar pelos testes, a partir do próximo ano. C – não há crase antes de verbo, fato que explica por que partir não é precedido de crase.
Não houve restrições à sua decisão.
C – antes de pronome possessivo feminino, o emprego da crase é facultativo.
E – não se emprega crase antes de pronome de tratamento, quando este é empregado para ambos os sexos.
E – não use emprega crase antes de pronome indefinido (exemplo: cada, qualquer, toda, certa, nenhuma, alguma etc.)
As UPPs prestam atendimento à comunidades antes dominadas pelo tráfico. E – antes de palavra feminina flexionada no plural só se emprega crase se houver o artigo “as” para receber a contração com a preposição “a”.
A verba destina-se àquele projeto que priorizar a desenvolvimento sustentável.
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O presidente da Câmara recuou de sua decisão. O mesmo vinha sendo questionado por setores sociais diversos. E – não podemos empregar os pronomes “mesmo” e “próprio” no lugar de substantivos, porque tais pronomes servem para enfatizar os substantivos. Desse modo, só devem vir após os nomes que enfatizam. O melhor a ser feito na frase acima é empregar o pronome reto “Ele”.
Propuseram uma reunião onde se elegerá o novo diretor do grupo. E – só podemos empregar o relativo “onde” quando houver referência clara a lugar físico. No exemplo, “reunião” é um evento. Desse modo, devem-se usar outras formas pronominais como “em que” ou “na qual”.
Até agora não se sabe por que esse sistema não foi modificado. C – quando há uma ideia de indefinição ou de dúvida no contexto, usa-se o porquê separado tal como no exemplo acima.
Se não for proferida nova decisão, o certo será mantê-los no cargo. C – “Se não” equivale a “Caso não”. “Senão” indica “do contrário”, “de outra forma”. Exemplo: preciso conversar com seus pais, senão, com você mesmo.
Uma das coisas que prejudicam a economia é a especulação.
E – “coisa” é termo coloquial (linguagem popular). Desse modo, deve ser evitado o seu emprego no texto. Se for necessário empregar o termo, use-o sob aspas.
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E – usar o termo “colocação” com o significado de discurso, fala, virou um modismo linguístico não pertinente ao uso correto da expressão. O melhor é empregar no exemplo o termo “O discurso”.
Sempre houve um elo de ligação entre as construtoras e os partidos. E – há redundância nos termos em destaque. Deve-se, no caso, empregar apenas “elo”.
A meta é estimular a criação de novos empregos em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E – temos outra redundância na passagem cima. Ao se criarem empregos, pressupõe-se que haverá novos empregos.
Além do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o Senado deverá discutir também o projeto de lei que torna crime a homofobia. E – Evite empregar duas expressões aditivas no mesmo período. Desse modo, se já empregou “Além de”, não empregue “também”, pois haverá redundância.
Agora o conteúdo ficou mais bem explicado.
C – “melhor” é adjetivo; “mais bem” é expressão adverbial. Como os advérbios acompanham verbos, acima está bem empregada a expressão “mais bem”, visto que temos o verbo no particípio (“explicado”).
E – a alternância deve ser feita com conjunções pareadas. Exemplo: seja...seja; ou...ou; quer...quer. Desse modo, seria correta a forma “Seja no lar seja no trabalho”.
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E – não se usa pronome oblíquo átono após verbo no particípio.
Jamais se pode conceber que ações antiéticas façam parte das compras públicas. C – advérbios de negação ou de conotação negativa atraem o pronome oblíquo átono.
Em se tratando de medidas socioeducativas, ainda há muito a ser melhorado. C – gerúndio precedido de preposição em motiva a antecipação do pronome oblíquo átono ao verbo.
Convém aos legisladores que se mantenham como fiscais da lei. C – “que”, na condição de conjunção subordinativa ou de pronome relativo, atrai o oblíquo átono.
Pontuação
O reflexo é uma estrutura hereditária que se consolida, e organiza por meio do seu próprio funcionamento. E – não há vírgula antes do E quando esta conjunção une ações verbais para o mesmo sujeito. Se o E estiver coordenando orações em que cada verbo tenha um sujeito diferente, pode-se empregar a vírgula antes do E.
Uma quarta forma de assimilação, já antes referida, consiste na assimilação mútua de esquemas. C – Usamos vírgulas, travessões ou parênteses para isolar intercalações.
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Segundo Piaget, existem apenas estados de consciência da fome e da satisfação. C – Quando empregamos advérbios de conformidade (segundo, conforme, de acordo com), devemos empregar vírgula para isolar tais advérbios.
São atitudes como, por exemplo, demonstrar noção de tempo e de espaço. C – expressões retificadoras ou explicativas (por exemplo, aliás, sobretudo, ou melhor, isto é) devem vir isoladas entre vírgulas. Podem também ser isolada por vírgula e depois por sinal de dois pontos.
É preciso compreender isso como: sistemas de fiscalização e de controle, previstos em lei para resguardar o patrimônio público. E – não usamos dois pontos após conjunções ou após verbos transitivos, porque estes elementos gramaticais indicam que a frase precisa seguir para sua complementação de sentido. No caso acima é melhor empregar um elemento catafórico (anunciador de ideia posterior) antes do sinal de dois pontos. Exemplo: É preciso compreender isso como o seguinte :...
Fato previsto na Lei 8.429/92, que dispõe sobre sanções aplicáveis aos agentes públicos no caso de enriquecimento ilícito. C – quando vamos explicar uma lei ou qualquer outra norma, devemos usar vírgula antes da oração explicação iniciada por “que”.
Em 1989 - ano da invenção da www -, é assinado entre Bush e Gorbachev o fim da Guerra Fria.
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c. Uso de expressos coloquiais (gírias, neologismos, expressões populares), quando grafadas com iniciais minúsculas. Exemplo: “mensaleiros”, “tudo acaba em pizza”, “coisa”.
A GRAFIA DE NUMERAIS. Quando os numerais são acompanhados de símbolos ou representam medidas, distância, datas e valores, sempre empregaremos algarismos para grafar suas representações. Exemplos: 2014, 10%, 11 horas etc. Se os numerais forem cardinais, ou seja, indicarem quantidades, devemos observar o seguinte: a. Se o numeral empregar apenas uma palavra para ser escrito, ele será grafado por extenso. Exemplos: dez motivos, quinhentas pessoas, três propostas de emendas.
b. Se o numeral empregar mais de uma palavra para ser escrito, pesará a economicidade da linguagem e a forma algarismo passa a ser a mais adequada para designar a quantidade. Exemplos: 32 pessoas, 601 motivos.
REGRA GRAMATICAL PARA O USO DE LETRAS MAIÚSCULAS:
a) Usa letra maiúscula:
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na grafia inicial de substantivos próprios ou de nomes especificados: João, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região etc. Na grafia de siglas: STN, PMRJ, etc. Em início de período (abertura de parágrafo ou após ponto final ou exclamação ou interrogação). Obs: não usamos inicial maiúscula após o sinal de dois pontos ou após o ponto e vírgula. Na especificação de palavras aplicadas a dois elementos: Estado (semântica pertinente à ideia abstrata de instituição maior) ou estado (empregado para indicar o estado das coisas ou para fazer diferença no texto entre a ideia de federação e de ente federativo).
a) Sempre que for se referir a uma ideia anterior, prefira empregar os pronomes ESSE, ESSA e ISSO. b) Se for se referir exatamente a uma palavra (não ideia) imediatamente falada, use ESTE, ESTA. c) Se for se referir a ideia ou palavra posterior ao pronome, use ISTO, ESTE ou ESTA. Exemplos: