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aula de madeiras - vigas de madeira
Tipologia: Notas de aula
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Valquíria Claret dos Santos
Contra flechas Sempre que possível em construções, as vigas de madeira devem ser feitas com uma contra flecha, de modo a evitar os efeitos poucos estéticos de configurações deformadas visíveis ao olho nu. As vigas laminadas coladas podem ser constituídas com contra flecha, bastando colar as lâminas com a curvatura especificada. As treliças e vigas armadas e que serão estudada mais adiante podem também ser dotadas de contra flecha. Nas vigas de madeira maciça serradas ou lavradas em geral não é possível preparar as peças com contra flecha. Usualmente são especificados nos projetos valores de contra flecha de modo a compensar os deslocamentos totais (instantâneos + fluência) devido às cargas permanentes. Na verificação quanto ao estado limite de deformação excessiva a contra flecha dada pode ser deduzida do deslocamento total.
No dimensionamento das vigas de madeira são utilizados 2 critérios básicos: Limitação das tensões: O problema de verificação de tensões em obras de madeira é formulado com a teoria clássica de resistência dos materiais, muito embora o material não siga a lei linear de tensões (lei de Hooke) até a ruptura. Limitação de deformações: As limitações de flechas das vigas visam atender a requisitos estéticos e ainda visam ao conforto dos usuários (evitar flexibilidade de exagerada no caso de assoalhos de edificação ou pontes). Os inconvenientes estéticos das deformações podem ser prevenidos quando possível com a adoção de contra flecha. As contra flechas podem ser colocadas nas vigas laminadas coladas, sistemas treliçados, vigas armadas.
LAVRADA Pag. 21 O vão teórico de vigas simplesmente apoiada sobre 2 apoios é dado pelo menor valor entre: onde lo é a distância entre centros dos apoios, l` é o vão livre h é a altura da viga.
Nos tramos intermediários de vigas contínuas, o vão teórico é tomado igual a distância lo entre os centros dos apoios; nos tramos externos o vão teórico é tomado igual ao vão livre acrescido da semi altura h/ 2 da viga e da semi largura do apoio intermediário.
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Tensão de cisalhamento paralelo às fibras: Onde τd é a máxima tensão cisalhante de projeto e fvd é a tensão resistente de cisalhamento paralelo às fibras. As tensões τd atuam tanto na direção das fibras quanto na direção normal às fibras, mas a resistência ao cisalhamento na direção das fibras é muito inferior à resistência ao cisalhamento normal às fibras razão pela qual é determinante no dimensionamento. As tensões cisalhamento, em peças de altura constante solicitada pelo esforço cortante V, são dadas pela conhecida fórmula da resistência dos materiais:
LAVRADA Cupiúba – nativa D Anexo A 4,0 kN/m
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Flambagem lateral de vigas retangulares A flambagem lateral pode ser evitada por amarrações laterais (contraventamentos) impedem a torção da viga. Na prática, não é, em geral, é possível uma completa amarração da viga para evitar torção, sendo então necessário verificar a segurança contra flambagem lateral. Contraventamento de vigas: as vigas retangulares, apoiadas no maior lado, não necessitam de contenção lateral nos apoios, nem estão sujeitas a flambagem lateral. O mesmo se dá com vigas de seção quadrada e de seção circular. As vigas retangulares com h/b> 2 devem ter, nos apoios, contenção lateral impedida rotação da seção no plano perpendicular ao eixo longitudinal. Essa contenção podem ser obtida com calços ou escoras laterais, ou pegando se a viga no elemento vertical. A contenção lateral em pontos intermediários pode ser feita com diagramas ou escoras ligando as partes comprimidas as tracionadas de vigas adjacentes.
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