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Aula prática de Bioquímica, Exercícios de Bioquímica

Atividade sobre aulas práticas de bioquímica

Tipologia: Exercícios

2022

Compartilhado em 18/11/2022

eduarda-matias-8
eduarda-matias-8 🇧🇷

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ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA
Maria Eduarda Matias de Souza
01541274
Nutrição
a) A função das enzimas é descrita como catalisadoras, possuem o papel
de acelerar reações sem que sejam consumidas. Elas são proteínas
com alto grau de especificidade, sem a catalise das enzimas dificilmente
ocorreriam reações no nosso organismo. Essas substancias orgânicas
atuam em diversos processos do nosso corpo, como na digestão,
funções cardíacas, no fígado, etc.,
b) A estrutura das enzimas pode ser afetada por agentes capazes de
provocar mudanças na sua atividade. Por isso, a atividade enzimática é
regulada pelo pH, temperatura, concentração da enzima e substrato e o
tempo. O pH e a temperatura por exemplo, necessitam estar em
condições ideais para que enzima trabalhe em sua velocidade máxima,
alterações bruscas nesses fatores desaceleram a velocidade da reação.
c) Os inibidores enzimáticos são substancias também chamadas de
venenos, elas interferem e/ou impedem a atuação das enzimas.
Podemos agrupar os inibidores enzimáticos em duas categorias de
acordo com a estabilidade da ligação que os inibidores realizam com a
enzima sendo eles: reversíveis e irreversíveis. Os reversíveis são
divididos entre competitivos e não competitivos, baseando-se na
concorrência que realizam com o substrato e o sítio ativo da enzima. Os
irreversíveis inativam a atividade enzimática, pois, a ligação entre o
inibidor e a enzima é feita de forma estável.
d) Existem enzimas específicas capazes de reconhecer uma mutação no
DNA e se unir a ele, para que possam cortar e eliminar a cadeia onde o
defeito é localizado, depois de feito isso, outras enzimas produzem um
novo segmento de DNA sem erros.
“Erros inatos do metabolismo”
A doença do beijo salgado como é popularmente conhecida é a fibrose Cística
(FC), uma doença que afeta diversos órgãos do corpo, de origem genética
autossômica e recessiva. Como um erro inato do metabolismo é caracterizado
pela falta ou pela deficiência enzimática, na fibrose cística não é diferente, ela é
causada por alterações no gene CFTR, gerando desequilíbrios na
concentração de cloro e sódio das células que produzem as secreções do
corpo, as secreções se tornam mais espessas e difíceis de eliminar. Por
exemplo, as enzimas pancreáticas sofrem uma deficiência por conta da FC e
os ductos pancreáticos ficam obstruídos, gerando a má absorção de nutrientes.
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ATIVIDADE CONTEXTUALIZADA

Maria Eduarda Matias de Souza 01541274 Nutrição a) A função das enzimas é descrita como catalisadoras, possuem o papel de acelerar reações sem que sejam consumidas. Elas são proteínas com alto grau de especificidade, sem a catalise das enzimas dificilmente ocorreriam reações no nosso organismo. Essas substancias orgânicas atuam em diversos processos do nosso corpo, como na digestão, funções cardíacas, no fígado, etc., b) A estrutura das enzimas pode ser afetada por agentes capazes de provocar mudanças na sua atividade. Por isso, a atividade enzimática é regulada pelo pH, temperatura, concentração da enzima e substrato e o tempo. O pH e a temperatura por exemplo, necessitam estar em condições ideais para que enzima trabalhe em sua velocidade máxima, alterações bruscas nesses fatores desaceleram a velocidade da reação. c) Os inibidores enzimáticos são substancias também chamadas de venenos, elas interferem e/ou impedem a atuação das enzimas. Podemos agrupar os inibidores enzimáticos em duas categorias de acordo com a estabilidade da ligação que os inibidores realizam com a enzima sendo eles: reversíveis e irreversíveis. Os reversíveis são divididos entre competitivos e não competitivos, baseando-se na concorrência que realizam com o substrato e o sítio ativo da enzima. Os irreversíveis inativam a atividade enzimática, pois, a ligação entre o inibidor e a enzima é feita de forma estável. d) Existem enzimas específicas capazes de reconhecer uma mutação no DNA e se unir a ele, para que possam cortar e eliminar a cadeia onde o defeito é localizado, depois de feito isso, outras enzimas produzem um novo segmento de DNA sem erros. “Erros inatos do metabolismo” A doença do beijo salgado como é popularmente conhecida é a fibrose Cística (FC), uma doença que afeta diversos órgãos do corpo, de origem genética autossômica e recessiva. Como um erro inato do metabolismo é caracterizado pela falta ou pela deficiência enzimática, na fibrose cística não é diferente, ela é causada por alterações no gene CFTR, gerando desequilíbrios na concentração de cloro e sódio das células que produzem as secreções do corpo, as secreções se tornam mais espessas e difíceis de eliminar. Por exemplo, as enzimas pancreáticas sofrem uma deficiência por conta da FC e os ductos pancreáticos ficam obstruídos, gerando a má absorção de nutrientes.

Os sintomas podem se manifestar de formas diferentes em cada organismo, contudo, os sistemas mais comprometidos são os respiratórios e digestivos, desencadeando tosses com catarros, as vezes acompanhados de sangue, fezes volumosas gordurosas e com mau cheiro, osteoporose, alongamento dos dedos, má absorção de nutrientes presentes nos alimentos, infertilidade, além de diversos sintomas que se não tratados precocemente podem se tornar fatais. O diagnóstico de FC deve se basear na presença de uma ou mais manifestações fenotípicas (clínicas) características: doença sinusal ou pulmonar crônica e/ou insuficiência exócrina pancreática crônica e/ou história familiar de FC (p. ex. em irmão) e/ou teste duplamente positivo de triagem neonatal (RIBEIRO; RIBEIRO; RIBEIRO, 2002). O diagnóstico também é realizado pelo teste do suor e teste genético. O tratamento dessa doença exige reposição de sódio e nutrientes, reidratação, dieta rica em vitaminas e minerais, suplementação de enzimas além da prática diária de exercícios físicos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: RIBEIRO, Jose Dirceu; RIBEIRO, Maria Ângela G. de O.; RIBEIRO, Antonio Fernando. Controvérsias na fibrose cística: do pediatra ao especialista. Jornal de pediatria , v. 78, p. 171-186, 2002. REIS, Francisco JC; DAMACENO, Neiva. Fibrose cística. J Pediatr (Rio J) , v. 74, n. Supl 1, p. S76-S94, 1998. ROSA, Fernanda Ribeiro et al. Fibrose cística: uma abordagem clínica e nutricional. Revista de Nutrição , v. 21, p. 725-737, 2008. ATHANAZIO, Rodrigo Abensur et al. Diretrizes brasileiras de diagnóstico e tratamento da fibrose cística. Jornal brasileiro de pneumologia , v. 43, p. 219- 245, 2017. SARAIVA-PEREIRA, Maria Luiza; FITARELLI-KIEHL, Mariana; SANSEVERINO, Maria Teresa Vieira. A genética na fibrose cística. Clinical & Biomedical Research , v. 31, n. 2, 2011.