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AULA PRATICA M. CANIS, Resumos de Microbiologia

O presente relatório de aula prática tem como objetivo apresentar análise e resultados decorrentes da observação de fungos dermatófitos do tipo filamentoso, Microsporum Canis tendo como material de estudo o fungo armazendo em cultura DTM (Dermatophyte Test Base).

Tipologia: Resumos

2022

Compartilhado em 09/04/2023

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA
PROF.ª GISELLE CUTRIM
JÚLIA AUANA DOS SANTOS CERQUEIRA
VALDECY MACHADO VAZ JUNIOR
RELATÓRIO AULA PRÁTICA MICOLOGIA
Microsporum Canis
São Luís – MA
2022
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA

PROF.ª GISELLE CUTRIM

JÚLIA AUANA DOS SANTOS CERQUEIRA

VALDECY MACHADO VAZ JUNIOR

RELATÓRIO AULA PRÁTICA MICOLOGIA

Microsporum Canis São Luís – MA 2022

RELATÓRIO AULA PRÁTICA MICOLOGIA

Microsporum Canis JÚLIA AUANA DOS SANTOS CERQUEIRA VALDECY MACHADO VAZ JUNIOR Relatório de aula prática destinado à disciplina de Microbiologia do curso de Medicina Veterinária, da Universidade Estadual do Maranhão para nota avaliativa. São Luís – MA 2022

1 INTRODUÇÃO

O presente relatório de aula prática tem como objetivo apresentar análise e resultados decorrentes da observação de fungos dermatófitos do tipo filamentoso, Microsporum Canis tendo como material de estudo o fungo armazendo em cultura DTM (Dermatophyte Test Base). A aula prática da disciplina Microbiologia foi realizada no laboratório de micologia da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, ministrada pela professora Giselle Cutrim e a Médica Veterinária Nayara Silva. Os fungos são seres vivos que apresentam uma característica marcante: a ubiqüidade, ou seja, se encontram amplamente disseminados na natureza, onde desempenham ações benéficas (como manutenção do equilíbrio de ecossistemas, fertilizando os solos) e prejudiciais (como causando doença, deteriorando materiais e alimentos) para a humanidade. Apresentam ainda importância marcante na indústria de alimentos, química, farmacêutica, de bebidas, etc. Possuem habitat bastante variado o que permite distingui- los em anemófilos, geofílicos, fitofílicos, zoofílicos, antropofílicos. Portanto, é possível promover o isolamento desses microrganismos a partir de quaisquer desses materiais e outros como madeira, couro, osso, plástico, alimentos, detritos, áreas contaminadas com resíduos de petróleo, etc. Durante a aula prática pode-se relembrar das classificações das micoses que podem ser divididas em superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas e oportunistas. E realizada lâminas com o Microsporum Canis para observação de suas estruturas em microscópio. 2 OBJETIVO  Reconhecer, caracterizar e difenciar a classificação das estruturas macromorfológicas e micromorfológicas dos fungos. 2.1 MACROMORFOLOGIA DOS FUNGOS Os fungos crescem em forma de colônias que apresentam diferentes formatos, texturas e cores. As características macromorfológicas dos fungos auxilia na identificação dos mesmos. É possível diferenciar as colônias de leveduras das colônias de fungos filamentosos, pois as leveduras apresentam colônias de aspecto úmido e pastoso, enquanto que as colônias de fungos filamentosos apresentam aspecto seco. As leveduras apresentam colônias úmidas, cremosas, geralmente arredondadas ou ovaladas, de aspecto liso, rugoso ou cerebriforme e de

colaração variada que pode ser alaranjada, branca, creme, preta, entre outras. Os fungos filamentosos apresentam colônias com bordas, textura e relevo variáveis, podendo ser algodonosas, aveludadas, pulverulentas, rasteiras ou aéreas, com as mais variadas cores, podem produzir pigmento difusível no meio de cultura, aspecto liso, rugoso, cerebriforme, com bordas regulares ou irregulares. Em cultura é importante observar as características do verso e do reverso das colônias para auxiliar na identificação. 2.1 MICROMORFOLOGIA DOS FUNGOS Do ponto de vista morfológico os fungos são classificados como leveduras (unicelulares) ou como fungos filamentosos (multicelulares). Estes últimos também chamados fungos filamentosos. Embora alguns (fungos dimórficos) possam exibir ora sua fase leveduriforme, ora sua fase filamentosa. A célula leveduriforme desempenha tanto suas funções vegetativas quanto suas funções reprodutivas. Já nos fungos filamentosos, a unidade estrutural é representada pela hifa e o conjunto desses elementos é denominado micélio. O micélio vegetativo exerce funções de assimilação de nutrientes e fixação em substratos e pode sofrer diferenciação, formando o micélio reprodutivo, responsável pela reprodução do fungo filamentoso. Na extremidade do micélio reprodutivo encontra-se o corpo de frutificação, que é a estrutura reprodutiva do fungo, com os respectivos esporos. As leveduras não produzem órgãos de frutificação. Na análise da micromorfologia das leveduras, constata-se de que se trata de um fungo unicelular, cujas células são geralmente arredondadas, ovóides ou alongadas, podendo, às vezes, formar blastoconídeos e pseudo-hifas. Deve-se também observar se a levedura é hialina ou demácea (acastanhada). Quando se analisa a micromorfologia de um fungos filamentoso, confirma-se ser um fungo multicelular, filamentoso, com ramificações, cujas hifas podem ser contínuas (cenocíticas) ou septadas e, ainda hialinas ou demáceas. Além das hifas, devem também ser evidenciadas as estruturas reprodutivas (corpo de frutificação e esporos), que são típicos para cada fungo filamentoso. 2.2 MICOSES CUTÂNEAS São aquelas nas quais os fungos invadem toda a espessura da capa córnea da pele ou a parte queratinizada intrafolicular dos pelos ou a lâmina ungueal. Manchas inflamatórias na pele, lesão de tonsura no pelo e destruição da lâmina ungueal na unha são lesões características deste tipo de micose.

  1. Pelos (cabelos): O dermatófito invade a camada superficial do pelo e vai até o folículo piloso, tornando-o quebradiço, sem brilho e o mesmo cai. Como há a capacidade de invadir outros folículos pilosos radialmente, formam-se placas de tonsura. Entretanto, podem se desenvolver lesões isoladas também, as quais formam quérions (placas elevadas com micro abcessos). No pelo, há dois tipos de parasitismo: a) Endotrix – artroconídios localizam-se somente no interior do pelo. Por exemplo, Tricophyton sp. b) Ectotrix – formação de bainha de artroconídios ao redor do pelo. Por exemplo, Microsporum canis. Os dermatófitos são capazes de produzir estruturas de reprodução assexuada macro- e microconídios. Estes, juntamente, com as características macroscópicas das colônias, nos permitem identificar a espécie responsável pela micose cutânea. O diagnóstico desses dermatófitos é feito através de exame direto do material colhido (escamas da pele ou unha, pelos), após clarificação com KOH (10% a 30%) e o cultivo utiliza ágar Sabouraud. O tratamento é tópico ou sistêmico, sendo que o primeiro consiste em cremes ou soluções de cetoconazol, isoconazol, miconazol, tolciclato, clotrimazol, bifonazol, entre outros. O tratamento sistêmico se dá pela administração de derivados azólicos, cetoconazol, itraconazol e fluconazol, entre outros. Já a candidíase é um outro tipo de micose cutânea, causada pelas leveduras do gênero Candida , principalmente C. albicans. Apesar de ser hóspede normal do trato gastrintestinal do homem e da microbiota de determinadas regiões do tegumento cutâneo, C. albicans pode causar lesões na pele, unhas e mucosas de indivíduos predispostos, pois invade a camada córnea da pele ou a lâmina ungueal de hospedeiros normais. O diagnóstico é feito através do cultivo em ágar Sabouraud glicose e o tratamento com derivados azólicos e poliênicos. 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Retirada dos dermatófitos Materiais utilizados:
  1. Fita Durex
  2. Lâmina
  1. Pipeta
  2. Papel
  3. Bico de Bunsen Procedimento experimental:
  4. Coloca-se o corante no centro da lâmina com o auxílio da pipeta; (FIGURA 1 E 2)
  5. Com ajuda da fita pegar alguns dermatófitos da cultura em DTM(Dermatophyte Test Base) fúngica do Microsporum Canis( de preferência das bordas pois o crescimento é centrípeto) atrás do bico de Bunsen, tomando o devido cuidado com o fogo;
  6. Colocar a fita na lâmina e tirar o excesso com papel; FIGURA 1. FIGURA 2. FIGURA 3. Microscosporum Canis FIGURA 4. Dados da cultura do fungo em cultura DTN FIGURA 5. Cultura do fungo M. canis em DTN e Bico de Bunsen

FIGURA 6 FIGURA 7

4 RESULTADOS

4.1 Visualização da lâmina com os dermatófitos Materiais utilizados:

  1. Microscópio
  2. Lâmina com dermatófitos Ao observar a lâmina com os dermatófitos do fungo Microsporum Canis nas objetivas 4x, 10x e 40x observou-se a presença de macroconídios fusiformes multiseptados. FIGURA 7
  • FIGURA 4 FIGURA
  • FIGURA

REFERÊNCIAS

DERMATOFITOSE por microsporum canis e microsporum gypseum. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez. IMPORTANCIA medica dos fungos. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez. INTRODUÇÃO à aula prática – micoses cutâneas. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez. ROTEIRO aula prática microbiologia aplicada a nutrição. Disponível em: . Acesso em: 21 de dez.