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Aula sobre Hanseníase
Tipologia: Notas de aula
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É uma doença infecciosa, crônica, de evolução lenta, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também manifesta-se como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos. O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade de penetração do Mycobacterium leprae na célula
O diagnóstico de caso de hanseníase na Atenção Básica de Saúde é essencialmente clínico por meio do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico). Exame dermatológico Consistem na identificação de lesões de pele por meio de inspeção de toda a superfície corporal do paciente e realização de pesquisa de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil nas lesões e/ou áreas suspeitas para verificar qualquer alteração.
Exame neurológico Compreende a inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional (sensibilidade, força muscular) dos nervos; a partir dele, podemos classificar o grau de incapacidade física. Avaliação do Grau de Incapacidade Deve ser realizada obrigatoriamente no momento do diagnóstico e na alta, e também a cada seis meses no tratamento MB.
Hanseníase Indeterminada Hanseníase Tuberculóide Hanseníase Dimorfa Hanseníase Virchowiana
Paucibacilar: 6 cartelas Adulto Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 600mg ( cápsulas de 300mg) com administração supervisionada. Dapsona (DDS): uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária de 100mg auto- administrada. Criança Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 450mg ( cápsula de 150mg e 1 cápsula de 300mg) com administração supervisionada.
Multibacilar: 12 cartelas Adulto Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 600mg ( cápsulas de 300mg) com administração supervisionada. Dapsona (DDS): uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária de 100mg auto- administrada. Clofazimina (CFZ): uma dose mensal de 300mg ( cápsulas de 100mg) com administração
Em crianças com menos de 30 quilos e adultos com 50 quilos ou menos, fazer uso conforme o peso:
Os casos paucibacilares terão concluído o tratamento com 06 (seis) doses supervisionadas (seis cartelas PQT/OMS – PB), em até 09 (nove) meses. Ao final da 6ª cartela, os pacientes deverão retornar para exame dermatoneurológico, avaliação do grau de incapacidade e alta por cura, quando serão retirados do registro de casos em curso de tratamento.
Os pacientes PB e MB que não concluíram o tratamento no período preconizado conforme esquema indicado, deverão reiniciar tratamento, sempre que possível aproveitando doses anteriores desde que os prazos para conclusão sejam cumpridos.
Os casos de recidiva são raros e geralmente ocorrem no período superior a cinco anos após a cura. Todo caso suspeito de recidiva deverá ser encaminhado às unidades de média e alta complexidade para investigação e confirmação diagnóstica. Essas
I. Reação Tipo I ou Reação Reversa (RR) caracteriza-se por:
Essas ocorrências deverão ser consideradas como situações de urgência e encaminhadas às unidades de referência para tratamento nas primeiras 24 horas. Nas situações em que há dificuldade de encaminhamento imediato, os seguintes procedimentos deverão ser aplicados até a avaliação:
A prevenção das incapacidades físicas é realizada por meio de técnicas simples e orientação do paciente para a prática regular de auto-cuidados. O Sistema Único de Saúde deverá dispensar para os pacientes os seguintes insumos: