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Aula sobre Hanseníase, Notas de aula de Enfermagem

Aula sobre Hanseníase

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 20/08/2010

miller-brandao-6
miller-brandao-6 🇧🇷

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PROGRAMA DE CONTROLE DA
HANSENÍASE
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HANSENÍASE

HANSENÍASE

1.DEFINIÇÃO

É uma doença infecciosa, crônica, de evolução lenta, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também manifesta-se como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos. O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade de penetração do Mycobacterium leprae na célula

HANSENÍASE

3. Principais sinais e sintomas

  • Manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade (a pessoa sente formigamentos, choques e câimbras que evoluem para dormência – se queima ou machuca sem perceber);
  • Pápulas, infiltrações, tubérculos e nódulos, normalmente sem sintomas ;
  • Diminuição ou queda de pêlos, localizada ou difusa, especialmente sobrancelhas;
  • Falta ou ausência de sudorese no local - pele seca. As lesões da hanseníase geralmente iniciam com hiperestesia - sensação de queimação, formigamento e/ou coceira - no local, que evoluem para ausência de sensibilidade e, a partir daí, não coçam e o paciente

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4. Diagnóstico

O diagnóstico de caso de hanseníase na Atenção Básica de Saúde é essencialmente clínico por meio do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico). Exame dermatológico Consistem na identificação de lesões de pele por meio de inspeção de toda a superfície corporal do paciente e realização de pesquisa de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil nas lesões e/ou áreas suspeitas para verificar qualquer alteração.

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4. Diagnóstico

Exame neurológico Compreende a inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional (sensibilidade, força muscular) dos nervos; a partir dele, podemos classificar o grau de incapacidade física. Avaliação do Grau de Incapacidade Deve ser realizada obrigatoriamente no momento do diagnóstico e na alta, e também a cada seis meses no tratamento MB.

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5. Classificação Clínica de Caso de Hanseníase

Hanseníase Indeterminada Hanseníase Tuberculóide Hanseníase Dimorfa Hanseníase Virchowiana

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6. POLIQUIMIOTERAPIA - PQT/OMS

Paucibacilar: 6 cartelas Adulto Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 600mg ( cápsulas de 300mg) com administração supervisionada. Dapsona (DDS): uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária de 100mg auto- administrada. Criança Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 450mg ( cápsula de 150mg e 1 cápsula de 300mg) com administração supervisionada.

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6. POLIQUIMIOTERAPIA - PQT/OMS

Multibacilar: 12 cartelas Adulto Rifampicina (RFM): uma dose mensal de 600mg ( cápsulas de 300mg) com administração supervisionada. Dapsona (DDS): uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária de 100mg auto- administrada. Clofazimina (CFZ): uma dose mensal de 300mg ( cápsulas de 100mg) com administração

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6. POLIQUIMIOTERAPIA - PQT/OMS

Em crianças com menos de 30 quilos e adultos com 50 quilos ou menos, fazer uso conforme o peso:

  • Dose mensal: - rifampicina – 10 a 20mg/kg; - dapsona – 1,5mg/kg; - clofazimina – 5mg/kg.
  • Dose diária: - dapsona – 1,5mg/kg; - clofazimina – 1mg/kg.

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7. Critérios de Alta Por Cura

Os casos paucibacilares terão concluído o tratamento com 06 (seis) doses supervisionadas (seis cartelas PQT/OMS – PB), em até 09 (nove) meses. Ao final da 6ª cartela, os pacientes deverão retornar para exame dermatoneurológico, avaliação do grau de incapacidade e alta por cura, quando serão retirados do registro de casos em curso de tratamento.

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8. Reinício de Tratamento de Hanseníase

Os pacientes PB e MB que não concluíram o tratamento no período preconizado conforme esquema indicado, deverão reiniciar tratamento, sempre que possível aproveitando doses anteriores desde que os prazos para conclusão sejam cumpridos.

9. Recidiva

Os casos de recidiva são raros e geralmente ocorrem no período superior a cinco anos após a cura. Todo caso suspeito de recidiva deverá ser encaminhado às unidades de média e alta complexidade para investigação e confirmação diagnóstica. Essas

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10. Estados Reacionais

I. Reação Tipo I ou Reação Reversa (RR) caracteriza-se por:

  • infiltração, alterações de cor e edema nas lesões antigas;
  • surgimento de novas lesões dermatológicas (manchas ou placas);
  • Comprometimento de nervos periféricos (neurite), com ou sem lesões cutâneas agudas.

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10. Estados Reacionais

Essas ocorrências deverão ser consideradas como situações de urgência e encaminhadas às unidades de referência para tratamento nas primeiras 24 horas. Nas situações em que há dificuldade de encaminhamento imediato, os seguintes procedimentos deverão ser aplicados até a avaliação:

  • Orientar repouso do membro afetado em caso de suspeita de neurite;
  • Iniciar prednisona na dose de 1mg/kg peso/dia, devendo ser tomadas as seguintes precauções para a sua utilização: registrar o peso, a pressão arterial e a taxa de glicose e fazer tratamento para estrongiloidíase.

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10. Prevenção de Incapacidades

A prevenção das incapacidades físicas é realizada por meio de técnicas simples e orientação do paciente para a prática regular de auto-cuidados. O Sistema Único de Saúde deverá dispensar para os pacientes os seguintes insumos:

  • (^) colírio para reposição de lágrima,
  • (^) soro fisiológico para ressecamento do nariz,
  • (^) óleo com ácidos graxos essenciais e creme com uréia a 10% para lubrificar e hidratar a pele.