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AVALIAÇÃO COMPLEXO DO OMBRO, Resumos de Traumatologia

Avaliação de traumatologia com foco em ombro.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 14/04/2021

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇧🇷

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Avaliação Fisioterapêutica do Ombro
1. Anatomia Aplicada
Articulação esternoclavicular:
É uma articulação sinovial em forma de sela com 3 graus de liberdade;
A artic. esternoclavicular e a acromioclavicular habilitam o úmero a mover-se
através de 180° de abdução;
Posição de Repouso: braço ao lado;
Posição de aproximação máxima: elevação completa.
Articulação acromioclavicular:
É uma articulação. sinovial plana que aumenta a amplitude de movimento do
úmero;
Posição de Repouso: braço ao lado;
Posição de aproximação máxima: abdução a 90°.
Articulação escapulotorácica:
Não é uma articulação verdadeira mas é parte integrante do complexo do ombro.
Articulação glenoumeral:
É uma articulação sinovial multiaxial bola-e-soquete e possui três graus de
liberdade;
Posição de Repouso: 55° de abdução, 30° de adução horizontal (plano escapular);
Posição de aproximação máxima: abdução completa, rotação lateral.
2. História Clínica
Histórico “padrão” ordenado (identificação, anamnse, exames complementares).
Qual é a idade do paciente?
O paciente sustenta o membro superior em uma posição protegida?
Se houve uma lesão, qual foi o seu mecanismo?
Movimentos que causam dor? Qual o comportamento da dor?
Há quaisquer atividades que causem ou aumentem a dor?
O que o paciente é capaz de fazer funcionalmente?
Há quanto tempo o problema vem pertubando o paciente?
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Avaliação Fisioterapêutica do Ombro

1. Anatomia Aplicada Articulação esternoclavicular:  É uma articulação sinovial em forma de sela com 3 graus de liberdade;  A artic. esternoclavicular e a acromioclavicular habilitam o úmero a mover-se através de 180° de abdução;  Posição de Repouso: braço ao lado;  Posição de aproximação máxima: elevação completa. Articulação acromioclavicular:  É uma articulação. sinovial plana que aumenta a amplitude de movimento do úmero;  Posição de Repouso: braço ao lado;  Posição de aproximação máxima: abdução a 90°. Articulação escapulotorácica:  Não é uma articulação verdadeira mas é parte integrante do complexo do ombro. Articulação glenoumeral:  É uma articulação sinovial multiaxial bola-e-soquete e possui três graus de liberdade;  Posição de Repouso: 55° de abdução, 30° de adução horizontal (plano escapular);  Posição de aproximação máxima: abdução completa, rotação lateral. 2. História Clínica  Histórico “padrão” ordenado (identificação, anamnse, exames complementares).  Qual é a idade do paciente?  O paciente sustenta o membro superior em uma posição protegida?  Se houve uma lesão, qual foi o seu mecanismo?  Movimentos que causam dor? Qual o comportamento da dor?  Há quaisquer atividades que causem ou aumentem a dor?  O que o paciente é capaz de fazer funcionalmente?  Há quanto tempo o problema vem pertubando o paciente?

 Há qualquer indicação de espasmo muscular, deformidade, atrofia, parestesia?  O paciente se queixa de uma sensação de fraqueza e peso no membro depois da atividade?  Há qualquer indicação de lesão nervosa?  Qual das mãos é dominante?

3. Observação e Triagem  Avaliação geral para determinar que procedimentos específicos de avaliação estão indicados;  Exame das outras articulações adjacentes, acrescentando uma avaliação postural global;  Observação Geral: evidência de dano tecidual, edema, temperatura, hipersensibilidade, estalido ou crepitação. 4. Inspeção  O ombro deve ser examinado nas vistas anterior, posterior e lateral;  Determinar alterações posturais. Vista Anterior:  Observar os pontos de referência ósseos, incluindo a artic. esternoclavicular, a clavícula e a articulação acromioclavicular e o processo coracóide. Vista Posterior  Observar os pontos de referência ósseos, incluindo a coluna torácica, a escápula, a artic. acromioclavicular e as estruturas de tecidos moles, incluindo a parte superior

6. Mobilidade dos Segmentos  Triagem para amplitude de movimento:  Se forem identificadas limitações na amplitude de movimento articular, deverá ser realizado um teste goniométrico específico para se obter um quadro das restrições, estabilização e registro das limitações. 6.1 Mobilização  Movimentos Ativos: Quantidade de movimento articular realizada por um indivíduo sem qualquer auxílio. Objetivo: o examinador tem a informação exata sobre a capacidade, coordenação e força muscular da amplitude de movimento.  Movimentos Passivos: Quantidade de movimento realizada pelo examinador sem o auxílio do indivíduo. A ADM passiva  fornece ao fisioterapeuta a informação exata sobre a integridade das superfícies articulares e a extensibilidade da cápsula articular, ligamentos e músculos. 6.2 Movimento Ativo O fisioterapeuta deve observar:  Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor;  Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor;  A quantidade de restrição observável;  O padrão de movimento;  O ritmo e a qualidade do movimento;  O movimento das articulações associadas.

6.3 Movimento Passivo O fisioterapeuta deve observar:  Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor;  Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor;  O padrão de limitação do movimento;  A sensação final do movimento;  O movimento das articulações associadas;  A amplitude de movimento disponível. 6.4 Mobilidade Movimentos Ativos e Passivos  Articulação Esternoclavicular: elevação e depressão, protração e retração;

 Estabelecer um diagnóstico;  Estabelecer os objetivos do tratamento;  Direcionar a fabricação de órteses;  Avaliar a melhora ou recuperação funcional;  Modificar o tratamento;  Realizar pesquisas que envolvam a recuperação de limitações articulares. 7.2 Amplitude Articular- Goniometria Flexão do Ombro  O movimento ocorre na articulação glenoumeral no plano sagital, sendo acompanhado por movimentos nas artic. esternoclavicular, acromioclavicular e escapulotorácica.  Amplitude Articular: 0-180°(Marques, 2003; Palmer & Apler, 2000), 0-170°/180° (Magee, 2002). Precauções  Evitar a hiperextensão da coluna lombar;  Evitar a abdução do ombro e a elevação da escápula;  Permitir que a RM da artic. do ombro ocorra em aprox. 90° de flexão do ombro;  Permitir que o mov. escapular e da artic. clavicular ocorra em aprox. 30° de flexão do ombro;  Manter a artic. do cotovelo em extensão. Extensão do Ombro  O movimento representa o retorno da flexão e ocorre no plano sagital

 Amplitude Articular: 0°-45°(Marques, 2003); 0-50/60°(Magee, 2002); 0°-50° (Palmer & Apler, 2000). Precauções  Evitar a flexão do tronco ou elevação da escápula;  Evitar a abdução da articulação do ombro;  Evitar a adução escapular. Abdução do Ombro  O movimento ocorre no plano frontal. A abdução da artic. glenoumeral é acompanhada por elevação clavicular, seguida por  rotação lateral do úmero.  Amplitude Articular: 0°-180°(Marques, 2003; Palmer & Apler, 2000) e 0- 170/180°(Magee, 2002).

Precauções  Manter a articulação do ombro abduzida em 90 graus para que o olécrano fique em linha com a fossa glenóide;  Evitar a flexão, extensão adução ou abdução na articulação do ombro;

 Evitar a extensão do cotovelo;  Evitar a adução e abdução da mão;  Evitar a elevação e a inclinação anterior da escápula. Rotação Lateral do Ombro  Na posição anatômica, o movimento ocorre no plano transverso. Para a avaliação goniométrica, esta é abduzida e a artic. do cotovelo é fletida em 90°, portanto o movimento teste ocorre no plano sagital.  Amplitude Articular: 0°-90°(Marques, 2003; Palmer & Apler, 2000) 0°-80/90° (Magee, 2002). Precauções  Manter a artic. do ombro abduzida em 90 graus para que o olécrano fique em linha com a fossa glenóide;  Evitar a flexão, extensão, a adução e a abdução da artic. do ombro;  Evitar a extensão do cotovelo;  Evitar a adução e abdução da mão;  Evitar a inclinação posterior da escápula.

8. Movimento do Jogo Articular  O teste para folga articular determina a integridade da cápsula;  A folga articular deve ser sempre avaliada na posição destravada (decoaptação aberta) na qual a frouxidão da cápsula e dos ligamentos é maior e o contato ósseo é menor.  Deslizamento do úmero para trás e para a frente;

10. Testes Musculares Manuais  Parte integrante do exame físico, fornecendo informações úteis no diagnóstico diferencial, prognóstico e tratamento de patologias musculoesqueléticas e neuromusculares;  A avaliação da força muscular manual deve ocorrer quando forem descartadas outras limitações articulares ou musculares (encurtamentos) impedindo ou dificultando o movimento.  Trapézio superior e elevador da escápula;  Músculo trapézio médio;  Músculo trapézio inferior;  Músculos rombóides;  Músculo serrátil anterior;  Músculo peitoral menor e maior;  Músculo deltóide (porção clavicular, acromial e espinal);  Músculo coracobraquial;  Músculo grande dorsal;  Músculo redondo maior e menor;  Músculo supra-espinal e infra-espinal;  Músculo subescapular. 11. Avaliação Funcional  O complexo do ombro desempenha um papel integrante das atividades de vida diária, as vezes atuando como parte de uma cadeia cinética aberta ou parte de uma cadeia cinética fechada;  A avaliação funcional pode ser baseada em atividades da vida diária, trabalho ou recreação;

 Utilização de escalas numéricas para lesões específicas;  Teste simples de ombro “ A practical tool for evaluating function: The simple shoulder test”.

12. Testes Clínicos Especiais  Teste de Apley: avaliação da mobilidade da cintura escapular.  Teste de Yergason;  Teste de Ludington;  Teste da Queda do braço. Figura 23 – Teste de queda do braço