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Material disponibilizado para estudos na area de biologia/microbiologia.
Tipologia: Notas de estudo
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Staphylococcus aureus É uma bactéria patogênica cuja doença transmitida por alimentos é classificada no grupo de risco 3 que inclui as doenças de perigo moderado usualmente de curta duração e sem ameaça de morte ou sequelas com sintomas autolimitados mas que causam severos desconforto. As células dos estafilococos são esféricas e caracteristicamente se dividem em mais de um plano formando arranjos que lembram cachos de uvas. Gram-positivos Imóveis, não expor o gênicos catalase usualmente positiva e oxidase usualmente negativa. Apresentam metabolismo de carboidratos respiratório e fermentativo. São susceptíveis à lise por lisostamina e resistentes à lise por lisozima. Predominantemente Associados a pele, glândulas e mucosas de animais de sangue quente. Os estafilococos coagulase positivos. Os estafilococos coagulase positivos são S. aureus, S. intermedius S. delphine e S. schleiferi subsp. coagulans. Essas espécies são consideradas patógenos potencialmente sérios e por essa razão a produção de coagulase é considerada uma indicação de patogenicidade entre as espécies de staphylococcus. De acordo com MacFaddin(2000), coagulase é uma enzima que converte fibrinogênio em fibrina, formando um coágulo visível. A enzima pode ser encontrada em duas formas, a coagulase ligada ao "clumping factor" e a coagulase livre ou "clotting factor". A coagulase livre é extracelular e reage com uma substância do plasma chamada de "coagulase-reacting factor" (CRF), formando um complexo coagulase-CRF. Esse complexo converte fibrinogênio em fibrina indiretamente, produzindo o coágulo. A detecção é feita através do teste de coagulase em tubo. S. aureus subsp. aureus é o patógeno mais comum entre os coagulase positivo e várias cepas produzem enterotoxinas. S. aureus não é resistente ao calor, sendo facilmente destruído na pasteurização ou na cocção de alimentos. As toxinas, ao contrário, são altamente resistentes, suportando tratamentos térmicos tão severos como a esterilização de alimentos de baixa acidez. epidemiologia As doenças causadas por S. aureus são citadas por Bien et al. (2011) em três categorias: 1) lesões superficiais tais como a infecção de feridas, ii)toxinoses tais como intoxicação alimentar, síndrome da pele escaldada e síndrome do choque tóxico, c iii) condições sistêmicas e com risco de vida, como endocardite, osteomielite, pneumonia, abs- cesso cerebral, meningite e bacteremia. Vários tipos de toxinas estão associadas às doencas provocadas por S. aureus. As toxinas alfa, beta, delta e gama, por exemplo, são leucocidinas en- volvidas na lise de células e na invasão de tecidos (Ferry et al., 2005). As ETs (exfoliatives toxins), também conhecidas como toxinas epidermolíticas, são responsáveis pela síndrome estafilocócica da pele escaldada, caracterizada pela perda de cama- das superficiais da pele, desidratação e infecções secundárias (Bukowski et al., 2010). A TSST-1 (toxic shock syndrome toxin) é responsável pela síndrome do choque tóxico, uma doença de início agudo, caracterizada por febre, erupções na pele e hipotensão, podendo levar à insuficiência múltipla de órgãos e choque letal (Ferry et al., 2005).
nisms a n d Natural Toxins (FDA, 2012). A doença de origem alimentar A doença transmitida por S. aureus é chamada de intoxicação alimentar estafilocócica. Éprovocada pela ingestão de enterotoxinas formadas no alimento, quando ocorre a multiplicação das células. A ingestão de uma dose menor que 1ug pode provocar os sintomas da intoxicação e essa quantidade é atingida quando a população de S. aureus alcança valores acima de 106 UFC/g de alimento. Em indivíduos mais sensíveis, a ingestão de 100 a 200ng de enterotoxina pode causar sintomas. A população de S. aureus no momento da análise pode já não apresentar contagens tão altas (se o alimento passou por algum tratamento destrutivo para as células), mas ainda assim conter a toxina pré-formada. Isto deve ser levado em consideração na interpretação dos resultados de contagem de S. aureus em alimentos suspeitos, porque ainda que as células tenham sido destruídas, as toxinas permanecem biologicamente ativas. Os sintomas são evidenciados entre uma a sete horas depois daingestão, incluindo náusea, vômi- tos,cólicas abdominais e diarréia. Em casos mais graves pode ocorrer desidratação, dor de cabeça, dores muscularese alteraçõestransitórias da pres- são arterial e da pulsação. A recuperação ocorre em torno de algumas horas a um dia e as compli- cações ou morte são raras. A complicação mais comum é a desidratação, provocada pela diarréia e vômito. O diagnóstico é fácil, especialmente quando há predomínio de sintomas gastrointestinais superiores, com intervalo curto entre a inges- tão e o início dos sintomas. A confirmação é baseada no isolamento da enterotoxina pré-formada ou no isolamento de estafilococos enterotoxigênicos do alimento suspeito ou das fezes ou vômito do paciente. Os estafilococos são muito comuns no ambiente, podendo ser encontrados no ar, poeira, esgoto e água. O reservatório de S. aureus são os seres hu- manos e os animais de sangue quente, ocorrendo nas vias nasais, garganta, pele e cabelos de 50% ou mais indivíduos humanos saudáveis. A contaminação pode ser introduzida nos alimentos através da tosse ou espirros de indivíduos com infecções respiratórias, ou por trabalhadores com lesões nas mãos ou braços causadas por S. aureus. De maneira geral os manipuladores são a fonte mais frequente de contaminação, embora os equipamentos e superfícies do ambiente também possam contaminar os alimentos. Alimentos já incriminados em surtos incluem carnes e produtos cárneos (principalmente pre- suntos), produtos lácteos e derivados (principal- mente queijos), aves, ovos, saladas mistas com vários ingredientes (ovos, atum, frango, batata), macarrão, tortas de cremes, bombas de chocolate e sanduíches com recheios. São de maior risco os alimentos muito manipulados durante o preparo e/ou os que permanecem à temperatura ambiente depois da preparação. Na prevenção é essencial evitar a permanência dos alimentos de risco por muito tempo em temperaturas de abuso, que permitam a multiplicação e a produção de enterotoxinas. Nos casos de intoxicação humana os alimentos normalmente implicados não foram mantidos sob refrigeração (abaixo de 10 °C)o u não foram mantidos suficien- temente quentes (acima de 45 °C)
enumeração com finalidades indicativas como na enumeração com finalidades de saúde pública. Por outro lado, o BP , bem como todos os demais meios citados, não é capaz de suprimir completamente o crescimento de competidores de S. aureus. Outras espécies não patogênicas do gênero Staphylococcus podem crescer, produzindo colônias semelhantes, havendo a necessidade de submeter as colônias típicas a teste de coagulase, para confirmação. O esquema Geral de análise de estafas coagulase positiva pelo método de plaqueamento encontra-se descrito na figura. Inicialmente preparamos as diluições das amostras e selecionamos duas diluições adequadas da amostra para inocular 0,1 ml de cada diluição em placas com ágar Baird Parker (BP) espalhar o inóculo com alças de Drigalski até que todo líquido seja absorvido pelo meio de Cultura. Incubar as placas a 35 o^ C por 48 horas. Após a incubação selecionar para a contagem as placas com 15 a 300 colônias típicas ou atípicas e contar separadamente as típicas e as atípicas dos diferentes tipos. colônias típicas pretas ou cinzas brilhantes convexas redondas como alo claro ao redor. colônias atípicas podem ser de dois tipos: cinzentas sem halo claro ou pretas brilhantes com ou sem uma estreita massa de células esbranquiçadas nas bordas com algo transparente pouco visível ou ausente. confirmação das colônias presuntivas. Selecionar prioritariamente cinco colônias típicas, (na ausência parcial ou total de colônias típicas selecionar as colônias atípicas se houver) totalizando cinco colônias para o teste de coagulase. Transferir cada colônia para tubos com 5 ml de caldo infusão cérebro coração e incubar a 35o^ por 24 horas. Teste de coagulase Transferir 0,1 ml de cada cultura obtida para um tubo estéril e adicionar 0,3 ml de coagulase plasma e EDTA misturar com movimento de rotação sem agitar os tubos para não interferir na coagulação. Incubar a 35 ou 37°C e observar após de três a seis horas a formação de coágulo, no caso de teste negativo completar a incubação para 24 horas examinar as amostras novamente considerar como coagulase positiva todos os tubos que apresentaram informação de coágulo ocupando mais a metade do volume original de líquido.