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Banco de sementes
Tipologia: Notas de estudo
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Conceito É a reserva de sementes viáveis presente no solo que ainda não germinaram e que são capazes de repor e originar plantas adultas. A observação in situ indica o tamanho, composição da população e também o banco de sementes. Sendo que do total do banco de sementes presentes no solo 95% são de plantas daninhas anuais, já as plantas daninhas perenes possuem números poucos expressivos. Vimos que as plantas daninhas desenvolveram ao longo do tempo de evolução alguns mecanismos que permitem a sua sobrevivência e a competição com as plantas cultivadas, entre eles está a acentuada produção de sementes por parte das plantas daninhas que está diretamente ligada a manutenção do banco de sementes. Áreas de várzea chegam a ter mais de 22 mil sementes de daninhas por metro quadrado, área de rotação 6.768 sementes, pomar 3. e pastagens 529 sementes por metro quadrado. O processo germinativo destas sementes dependem de dois fatores, são eles: INTRINSECOS período em que a semente se mantém viva por suas próprias características determinando assim a sua LONGEVIDADE, e como outro fator temos os EXTRÍNSICOS que é o tempo em que a semente realmente vive de acordo com os fatores genéticos e ambientais a qual foi submetida determinando assim a sua VIABILIDADE. Vale ressaltar que o período da VIABILIDADE pode ser no máximo igual ao período da LONGEVIDADE. Quanto aos fatores extrínsecos destacam-se: água, luz, gases, temperatura e luz. Já quanto aos fatores intrínsecos a longevidade da semente varia de acordo com as características do solo, condições climáticas, profundidade de enterro, etc. Vimos também que algumas sementes de plantas daninhas possuem a capacidade de sobreviver por longos anos no solo, quanto a essa capacidade podemos enquadrar essas sementes em dois grupo: SEMENTES DURAS, com tegumento mais espesso que limitam a entrada de água e oxigênio impedindo assim que a semente inicie o processo de germinação, já o outro grupo são das SEMENTES EM CONDIÇÕES DE BAIXA ATIVIDADE METABÓLICA. Algumas espécies como a Portulaca olearace mesmo após sendo enterradas por um período de 40 anos conseguem originar plântulas.
Dormência É um outro mecanismo desenvolvido pelas sementes para garantir a sua sobrevivência e a sobrevivência do banco de sementes quando estão sobre condições adversas. Ao longo do tempo de domesticação, seleção e melhoramento as sementes cultivadas perderam a característica de serem sementes dormentes, o que não aconteceu com as espécies de plantas daninhas. A dormência pode ser dividida em: PRIMÁRIA : onde a planta já libera a planta dormente, a forma mais clássica de dormência primeira está no espessamento do tegumento da semente; SECUNDÁRIA : a semente adquiri a dormência após a sua liberação da planta mãe, ao encontrar alguma condição desfavorável. Quando uma semente perde a dormência ela passa a ser chamada de semente QUIESCENTE e só serão capazes de iniciar o processo germinativo quando encontrarem uma condição ambiental favorável. Quando esta condição não acontece as sementes voltam ao estado de dormência (SECUNDÁRIA) e não irão responder aos estímulos de germinação, a causa mais frenquente para que a semente adquira novamente a característica de dormência são temperaturas elevadas. Uma semente que apresenta DORMENCIA PRIMÁRIA pode QUEBRAR A DORMÊNCIA e GERMINAR normalmente. Ou ainda ao QUEBRAR A DORMÊNCIA pode passar por uma INIBIÇÃO DA GERMINAÇÃO e adquirir uma DORMÊNCIA SECUNDÁRIA que eventual momento será novamente QUEBRADA A DORMÊNCIA e assim a semente GERMINA. Dinamica de entrada e saída de sementes no banco de sementes.
longo período de tempo), através destas características é gerado um grande número de sementes presentes no solo o que garante um elevado potencial regenerativo de várias espécies, mesmo na ausência de produção de sementes por um longo período de tempo. Considerando assim o banco de sementes uma das maiores dificuldade no controle de plantas daninhas.