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Utilizacao do PDP no desenvolvimento de produto
Tipologia: Notas de estudo
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Engenharia de Produção 2013
Flávio Martins de Castro ORIENTADOR: Professor Me. Lucas Barbosa Alves
Resumo: Com o avanço da tecnologia, o aumento da competitividade e as exigências globais de mercado, fazem com que as empresas busquem por diversas maneiras para renovar e inovar seus produtos, acompanhando as novas tendências e as aceitações atuais dos consumidores. O presente trabalho de conclusão de curso tem como objetivo apresentar o desenvolvimento de alguns modelos de painéis planos modulares, seguindo um modelo de Processo e Desenvolvimento de Produto (PDP) pesquisado na literatura, utilizando-se do Benchmarking competitivo por métodos destrutivos de produtos concorrentes, modelados por um sistema de projeto auxiliado por computador (CAD, Computer Aided Design) e validando modelos em diferentes tecnologias de prototipagens, Sinterização Seletiva a Laser (SLS, Selective Laser Sintering) e Deposição de Material Fundido (FDM, Fused Deposition Material), equiparando resultados entre custos/benefícios das tecnologias. No caso estudado, verificou-se que a tecnologia FDM apresenta baixos custos em relação à SLS, além de ser um processo mais rápido. Porém, o protótipo fabricado pela tecnologia SLS apresentou melhor acabamento superficial e melhores propriedades físicas. Conclui-se que é viável desenvolver um produto utilizando o concorrente a nosso favor e a utilização da prototipagem rápida possibilita reduzir tempo e custos no desenvolvimento de produtos.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Produtos; Benchmarking; Validação do Produto; Prototipagem Rápida; CAD.
1. Introdução
O mercado sofre transformações que modelam uma trajetória de novo contexto para as organizações e, em especial, na indústria brasileira. Os produtos das empresas têm de competir em preços e qualidades com similares importados, vindos tantos de países com elevado nível de desenvolvimento tecnológico quanto de países onde os custos de fabricação estão num patamar bem mais baixo. Isso força a empresa brasileira a assimilar e desenvolver continuamente novas tecnologias e produtos, objetivando à redução de custos, o tempo de desenvolvimento de novos produtos, da ampliação de mercado e nas parcerias de empresas do mesmo ramo de atividades (SALGADO et al ., 2009). Em um ambiente global, intenso e dinâmico, o desenvolvimento de novos produtos tornou-se um ponto de excelência. Empresas que conquistam o mercado mais rápido e eficientemente com produtos que atendem às expectativas dos clientes e as excedem, criam uma significativa competitividade e garantem uma margem maior no ciclo de vida do produto (WHEELRIGHT e CLARK, 1992 apud SALGADO et al ., 2009). Atualmente, as atividades do processo de desenvolvimento passaram a ser efetuadas de forma concorrente, além disto, as decisões envolvidas com este processo passaram a levar
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em consideração os requisitos e as experiências das diversas áreas envolvidas. Vários autores defendem, quanto aos profissionais, que as atividades relacionadas com o desenvolvimento de produtos devem ser realizadas por um time multifuncional, entitulado por uma equipe de desenvolvimento de produto (AGUIAR E ROZENFELD, 2013). O sucesso de uma empresa está diretamente relacionado à sua capacidade de renovar e inovar seus produtos, introduzindo-os no mercado competitivo, que será aceito, por sua vez, quanto ao diferencial em relação aos concorrentes no que diz respeito ao atendimento das necessidades do usuário, qualidade e recursos inovadores (ULRICH e EPPINGER, 2000 apud JUNG, 2007). Não é novidade que desenvolver produtos tem se tornado um dos processos-chave para a competitividade da empresa. O aumento das concorrências, rápidas mudanças tecnológicas, redução do ciclo de vida dos produtos e as exigências por parte dos consumidores fazem com que as empresas busquem agilidades, produtividade e alta qualidade, interligando a eficiência e eficácia do processo (ROZENFELD e AMARAL, 2013). O Benchmarking se torna um procedimento ininterrupto e ordenado de pesquisa para determinar produtos, serviços e procedimentos de trabalho das melhores empresas do mercado, com a intenção de otimizar os processos e obter vantagem competitiva (BRAVIN, 2012). O Benchmarking surgiu da necessidade de informações e desejos de aprender rápido, como corrigir um problema empresarial copiando as melhoras práticas do concorrente ou parceiro, analisando os seguintes fatores: ramo, objetivo, amplitude, diferenças organizacionais e custos, antes da definição ou aplicação do melhor método, pois cada empresa individualmente tem as suas necessidades que devem ser avaliadas antecipadamente à aplicação do processo/desenvolvimento do produto (SORIO, 2006). O estudo de caso deste trabalho de conclusão de curso tem como objetivo apropriar-se do Benchmarking competitivo, por métodos destrutivos de produtos concorrentes, para desenvolver painéis planos modulares 4x2 e 4x4, útil para fixar nas paredes e dar acabamento nas conexões de áudio, tanto residencial, predial, escritórios, etc., podendo ser parafusadas nas caixas de passagens de conduíte ou eletroduto, padrão internacional, e 3x3 com caixa adaptadora que podem ser fixadas na parede com a opção de utilizar fiações em canaletas, ou para futuras ampliações, principalmente para meios de comunicações, utilizando-os próprio para o encaixe do conector Keystone que aceita o conector padrão (RJ45, Registred Jack 45) útil para telefones, e posteriormente validando os modelos geométricos por meio de duas tecnologias de prototipagem rápida, SLS e FDM. O primeiro protótipo, proveniente do projeto informacional baseado em estudos de produtos dos concorrentes, foi fabricado com a tecnologia SLS que propôs uma análise detalhada na validação do produto, gerando um novo projeto conceitual para o produto, que por sua vez, teve outras funcionalidades. O segundo protótipo, revisado a partir do projeto conceitual do primeiro protótipo, foi definido para ser utilizado não apenas com o conector Keystone , mas também para o conector 623K que aceita o conector padrão (RJ11, Registred Jack 11) próprio para a conexão com telefones e os conectores da família britânico naval (BNC, British Naval Connector ), subminiatura na versão A (SMA, Sub Miniature A ), frequência ultra alta (UHF, Ultra High Frequency ), etc., próprios para a conexão coaxial de audio e vídeo, sendo fabricado com a tecnologia FDM que propôs uma comparação entre as diferentes tecnologias de prototipagens, analisando custos/benefícios entre as tecnologias.
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FIGURA 1 – Modelo unificado para o processo de desenvolvimento de produto, ROZENFELD et al. (2006).
Cada uma das macro-fases foram divididas respectivamente em fases, atividades e tarefas que juntas traduzem as melhores práticas para o PDP. A macro fase de Pré- Desenvolvimento é o elo entre as estratégias da empresa e a definição dos projetos de desenvolvimento de produtos, agrupando duas fases, a primeira fase com o planejamento estratégico de produtos e a segunda fase com o planejamento do projeto, envolvendo o gerenciamento de portfolio de projetos e avaliações dos projetos escolhidos, verificando se esses devem ser continuados ou não. A macro fase de Desenvolvimento agrupam-se as fases de projeto informacional, projeto conceitual, projeto detalhado, preparação para produção e lançamento do produto. Todas essas fases visam um detalhamento das informações técnicas, comerciais e de produção, envolvendo elementos como desenhos técnicos, protótipos, homologações, registros, parcerias com fornecedores e processos de produção. A macro fase de Pós-Desenvolvimento agrupa-se a fase de acompanhar produto, processo e a fase de descontinuidade do produto. O acompanhamento do ciclo de vida do produto, a avaliação do seu desempenho no mercado, sua retirada e quais os processos de melhoria podem ser implementados nesta última macro-fase (ROZENFELD et al ., 2006). A literatura pesquisada mostra que cada autor interpreta o processo de desenvolvimento de produtos por diferentes maneiras. Contudo, observa-se que a maioria das fases se repetem e muitas alteram somente os procedimentos que são adotados. Em se tratando de empresas de pequeno porte, a pesquisa realizada mostrou que essas empresas devem estar cientes do relacionamento forte entre o desempenho de um novo produto e o desempenho organizacional. “ As empresas que são boas em desenvolver novos produtos são as que têm os melhores resultados” (SALGADO et al ., 2009). Adicionalmente, a análise mostra que as empresas que obtêm êxito em lançamento de seus produtos, são aquelas de maior probabilidade de obter sucesso no novo produto; isso é importante para as pequenas empresas. Além disso, as pequenas empresas precisam conhecer seus concorrentes, ou seja, a orientação ao concorrente está diretamente ligada ao desempenho do novo produto e ao desempenho organizacional. Em outras palavras, as pequenas empresas precisam saber quando e por quais razões os clientes compram os produtos dos concorrentes e o que os atraem aos produtos concorrentes, por isso, utiliza-se uma ferramenta destrutiva de produtos, conhecida por Benchmarking competitivo, desmontando o produto do concorrente e estudando as suas melhores práticas (SALGADO et al ., 2009).
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2.2. Benchmarking
A empresa Xerox Corporation pioneira na aplicação de Benchmarking , define formalmente que “ Benchmarking ” são os processos contínuos de medições de produtos, serviços e práticas em relação aos mais fortes concorrentes, ou às empresas conhecidas como líderes em suas indústrias, divididas em duas etapas, as práticas e as métricas. A primeira são os métodos utilizados e a segunda são os efeitos quantificados da instalação das práticas, ficando evidente a necessidade de realizar estas atividades de forma bem mais ampla do que comparar operações internas da empresa, ou apenas preocupar-se em desmontar máquinas ou produtos físicos de concorrentes (ROZENFELD e LUIZ, 2013). O interesse pelo potencial do Benchmarking como modelo de indentificação de oportunidades de aumento da competitividade de uma empresa da década de 70, tendo como marco estudos realizados pela Xerox Corporation , que buscou nessa época conhecer as melhores práticas empresariais japonesas (DAL FORNO et al ., 2009). Enquanto o Benchmarking é definido como o padrão de referência, o termo “ Benchmarking ” representa o processo de comparação. O sucesso do Benchmarking como modelo para alcançar uma vantagem competitiva depende da capacidade da empresa de adaptar criativamente as melhores práticas existentes no mercado, em vez de copiá-las cegamente (CAMP, 1997 apud DAL FORNO et al ., 2009). Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresariais entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É um processo de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas “companhia-a-companhia” para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva (SORIO, 2006). Conforme Spendolini (1993), que apresenta três tipos de Benchmarking :
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protótipo, velocidade de fabricação, disponibilidade do tamanho para fabricação, utilização de tecnologias a laser , etc., (GONÇALVES, 2010). Segundo Gonçalves (2010), realizando um estudo das variadas tecnologias de PR disponíveis no mercado, temos:
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FIGURA 2 – Esquema de um sistema de sinterização seletiva a laser , SLS ( adaptado de Pereira ,2006). Outra tecnologia frequentemente utilizada é a deposição de material fundido ( fused deposition material , FDM ), baseado na extrusão de filamentos aquecidos de plásticos. Uma máquina para FDM possui um cabeçote que se movimenta no plano horizontal ( XY ), enquanto uma plataforma se desloca no sentido vertical (eixo Z ). Neste dispositivo existem dois orifícios de saídas, sendo um para o material de construção do protótipo e outro para o material utilizado como suporte para a fabricação de superfícies suspensas. O cabeçote movimenta-se no plano XY enquanto as guias rotativas empurram o fio para o interior da extrusora, onde o material é aquecido, extrudado e depositado de forma a produzir uma camada. Ao final de cada camada a plataforma se desloca para baixo, com uma distância igual à da espessura de camada, em geral aproximadamente 0,25 mm. O cabeçote começa a extrudar novos filamentos para construir uma nova camada sobre a anterior, repetindo este procedimento até formar por completo o objeto 3D. Por meio do processo FDM , pode-se produzir diretamente protótipos coloridos, com uma pequena variedade de cores, e em materiais como acrilonitrila butadieno estireno ( ABS ), policarbonato ( PC ), elastômero e cera. A Figura 3 ilustra um esquema simplificado do processo de deposição de material fundido (PEREIRA, 2006).
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3.1. Método de Pesquisa e Apresentação da Empresa
A unidade de investigação selecionada para o estudo de caso único é uma empresa de médio porte situada ao sul de Minas Gerais e atua no mercado de produtos home e office , desenvolvendo produtos de telecomunicações, segurança e network , oferecendo uma diversidade de produtos que são transformados em soluções, aplicadas de norte ao sul do país e América Latina, tendo atualmente mais de 20 anos de tecnologia, desde 1992. A justificativa para a escolha da empresa se deve à mesma possuir uma constante evolução no mercado, conseguindo ampliar a linha de produtos para mais de 300 itens. A empresa situada ao sul de Minas Gerais com o nome fantasia X sempre está buscando inovações e novas tecnologias para atender o mercado. Durante todo este tempo, aprimorar conceitos foi a grande meta da empresa X , esta integração possibilitou o surgimento de novas marcas e novos produtos, que reagiram no mercado com total independência e ousadia, propiciando o estudo de caso. O estudo de caso foi desenvolvido no departamento de desenvolvimento da empresa e o seu modelo de referência PDP são constituídos por três macro-fases, o Pré- Desenvolvimento, o Desenvolvimento e o Pós-Desenvolvimento, que também são constituídas por suas fases, assim como o modelo de Rozenfeld (2006):
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FIGURA 4 – Modelo de referência do PDP utilizado no departamento de desenvolvimento da Empresa X.
Inicializa-se o PDP sob pesquisas de produtos concorrentes, na fase do Pré- Desenvolvimento do modelo de referência PDP da empresa X , por meio das análises de mercado e devido à necessidade da empresa em lançar um novo produto, beneficiando-se do Benchmarking competitivo e a própria estratégia da empresa priorizando o lançamento de um novo produto alinhados com os objetivos da organização, definindo o melhor produto para o mercado. Uma vez definida as pesquisas dos produtos-chave dos concorrentes, continuam-se os estudos da empresa X no desenvolvimento de um novo produto, seguindo o modelo de referência PDP da empresa X , com a macro-fase do Desenvolvimento do Produto adotado para o estudo de caso deste artigo, obtemos as seguintes fases: Projeto Informacional – Nesta fase compra-se os produtos-chave dos concorrentes realizados nas pesquisas do Pré-Desenvolvimento, e pelo método destrutivo de produto, conhecido como engenharia reversa, realizam-se diversos estudos em cima dos produtos concorrentes, analisam-se as técnicas de encaixes das alavancas, as espessuras das paredes, as ranhuras de sustentações, as torres para fixações e apoios, as partes articuladas e fixas, os materiais utilizados, as pinturas e o tratamento superficial, o acabamento, a ergonomia e a estética do produto, a qualidade do produto, a sua funcionalidade, a complexidade da modelagem, etc., retirando-se todas as informações úteis para o desenvolvimento do novo produto. Projeto Conceitual – Após analisados todos os estudos do projeto informacional referentes aos produtos concorrentes, tem-se como projeto conceitual, apropriar-se das melhores práticas e métodos dos produtos concorrentes, aperfeiçoando todos os estudos realizados anteriormente e aplicando ao produto um novo conceito, nesta etapa de desenvolvimento acontecem mudanças profundas nas fases inicias do projeto, ocorrendo enumeras modificações no desenvolvimento do produto, objetivando superar a concorrência e definir a melhor relação custo benefício para a fabricação do novo produto. Projeto Detalhado – Com base no projeto conceitual visto anteriormente, o produto é modelado tridimensionalmente em software paramétrico CAD , que facilita a visualização, os testes requeridos, bem como suas análises, as futuras alterações no arquivo eletrônico e as demais modificações e revisões conforme o planejado, gerando a partir do modelo 3D as vistas frontal, de topo e lateral esquerda, cotando os pincipais detalhes garantindo as
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3.2.2. Projeto Conceitual
Analisam-se dos produtos das concorrências, as principais dimensões do compartimento para encaixar o conector Keystone e a sua forma de fixação, o conector Keystone tem uma trava inferior articulada que facilita a fixação, percebe-se também que, após a fixação do painél plano na parede ou na caixa adaptadora, ficam amostras os parafusos de fixação, tendo que adaptar uma chapinha de plástico para tampar o parafuso dando o acabamento, ítem que pode ser melhorado na fase do projeto conceitual, analisa-se que a distância de fixação entre os parafusos são padronizadas, exatamente 83mm, visto que o produto adquirido para estudo não tem furação para ajustar a fixação com os parafusos na parede, considerando que as furações das caixas de conduítes ou eletrodutos para a fixação dos painéis nunca são exatas, com isso, desenvolve-se a fixação inferior com um oblongo na vertical e a fixação superior com um oblongo na horizontal, facilitando a regulagem para o cliente quanto à fixação do painél plano na parede. Para acabamento e estética, projeta-se uma tampa com formas arredondadas e por meio das travas frontais são acoplados na base do painél plano, ocultando todos os detalhes de fixações aparentes e desenha-se uma seta para indicar o sentido da montagem da tampa de acabamento na base do painél plano.
3.2.3. Projeto Detalhado
Com base nas informações do projeto informacional e nas informações do projeto conceitual, dando continuidade no modelo de referência PDP da empresa X , na fase do projeto detalhado, inicia-se a modelagem do produto tridimensional em software paramétrico, desenvolvendo uma nova família de painéis planos 4x2 com frente lisa, 1 e 2 encaixes, 4x4 com frente lisa, 2 e 4 encaixes e 3x3 com frente lisa, 1 e 2 encaixes, com caixa adaptadora. As Figuras 7 e 8 ilustram as imagens das bases dos painéis 4x4 e 4x2 e algumas principais dimensões de fixações, a imagem da tampa de acabamento detalhada do painél plano 4x4 e a seta de indicação para a montagem da tampa na base do painel.
FIGURA 7 – Bases dos painéis planos 4x4 e 4x2 detalhados com as principais dimensões.
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FIGURA 8 – Tampa para acabamento do painél plano 4x4 detalhada e a seta de indicação para a montagem da tampa na base. As Figuras 9, 10 e 11 ilustram as imagens dos produtos da família de painéis planos 3x3, 4x2 e 4x4 montados com as bases, tampas para acabamentos e os conectores Keystones na vista frontal e na vista isométrica explodida.
FIGURA 9 – Painéis planos 4x2, frente lisa, 1 e 2 encaixes e vista isométrica explodida.
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3.2.4. Validação do Produto
Na validação do produto, última fase da macro-fase de Desenvolvimento do Produto do modelo de referência PDP da empresa X, apropriando-se da tecnologia da prototipagem rápida, especificamente a Sinterização Seletiva a Laser , utilizando a extensão STL necessária para a leitura do modelo tridimensional específica da máquina de impressão 3D , de propriedade de uma empresa B situada ao sul de Minas Gerais, enviam-se os arquivos eletrônicos para a confecção dos protótipos, tomando como base o mais crítico, o painel modular plano 4x4 com 4 encaixes, geram-se os modelos físicos funcionais, viabilizando a validação do projeto, a estética e as análises de todos os encaixes da tampa de acabamento do painel modular plano com a própria base e os encaixes dos conectores Keystones (RJ45). A Figura 13 e 14 ilustra as imagens dos protótipos confeccionado na tecnologia SLS.
FIGURA 13 – Figura do protótipo da tampa de acabamento e o painel plano 4x4 com 4 encaixes.
FIGURA 14 – Protótipo do painel plano 4x4 montado com a tampa e conectores. Observa-se que detalhes do desenho da tampa de acabamento precisavam ser revisadas, principalmente os encaixes de fixação, porém, não apenas estes detalhes nos chamou à atenção, através das discussões por meio de reuniões, estando com os protótipos em mãos, vimos que pela necessidade do mercado, estratégia da empresa e as pesquisas realizadas de marketing , surgiu um novo desafio, buscando elaborar um produto que apresentasse vantagens competitivas em relações aos concorrentes em quesitos como preço,
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desempenho e aparência, revisando todos os conceitos dos projetos dos painéis planos 3x3, 4x2 e 4x4 desenvolvidos anteriormente, objetivando ampliar a gama de utilidade do produto e utilizando-os com adaptações para diversos outros conectores bem requisitados no mercado e não só apenas para os conectores Keystones (RJ45), adicionando as conexões conforme as suas próprias necessidades, variando inúmeras combinações com possibilidades de futuras alterações, montando os painéis planos na forma que precisarem, utilizando as bases padrões dos paineis planos 3x3, 4x2, com frente lisa, 1 e 2 encaixes para os conectores, e o 4x4 com frente lisa, 2 e 4 encaixes para os conectores, todos para aceitar os novos conectores 623K (RJ11), também útil para telefones e os conectores da família BNC, SMA, UHF, etc., útil para transmissão de audio e vídeo, todos com uma tampa independente de fácil encaixe, recobrindo detalhes aparentes e parafusos de fixações, visando a montagem final com um efeito estético, discreto e diferenciado, sendo considerado como o acabamento do painel modular plano.
3.3. Desafio do Estudo de Caso
3.3.1. Projeto Conceitual
Para que este sistema de multifuncionalidade adaptasse os demais conectores, seria preciso desenvolver várias bases dos painéis planos de cada tamanho, 3x3, 4x2 e 4x4, com berços para cada conector em questão, dificultando muito as fases dos projetos, encarecendo o produto final e restringindo as opções e alternativas dos módulos dos painéis planos para os clientes, sendo mais prático desenvolver uma base do painel plano 3x3, 4x2 e 4x4 de cada tamanho, e quatros dispositivos diferentes que acoplassem às bases dos painéis planos, adaptando-os por módulos e fazendo as combinações das faces desejadas, um dispositivo para cada tipo de conectores, conforme o Quadro1.
QUADRO 1 – Conectores e as possíveis configurações dos 4 dispositivos a serem projetados.
Fonte: (Elaborada pelo autor, 2013) Analisa-se novamente a proposta de projetar quatros dispositivos para atender as configurações do Quadro1 vista anteriormente e acoplassem as bases dos painéis modulares,
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dados começa-se a modelagem tridimensional de um dispositivo único para aceitar o conector 623K (RJ11) e o conector Keystone (RJ45). As Figuras 16 e 17 mostram as diferentes medidas dos conectores 623K (RJ11) e Keystone (RJ45).
FIGURA 16 – Principais dimensões do conector 623K e o conector Keystone (modelo tridimensional).
FIGURA 17 – Principais medidas do conector Keystone e o conector 623k (modelo detalhado).
O dispositivo único foi modelado para a dimensão do conector Keystone (RJ45) e adaptado para a dimensão do concetor 623K (RJ11), levando em consideração algumas diferenças de detalhes das paredes, ressaltos e chanfro de 45° conforme a Figura 17, possibilitando a aceitação de ambos os concetores. A Figura 18 ilustra a imagem do dispositivo explodido e os conectores encaixados.
FIGURA 18 – Dispositivo único para acomodar o conector Keystone e o conector 623k.
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Considerando que para a adaptação do conector 623K precisou-se da utilização de um parafuso arruela m3 para a fixação, utilizado também para travar o terminal da fiação de ligação do conector, e para o segundo dispositivo indicado no Quadro 2, foi feita uma frente fechada com face lisa e uma marcação redonda, rebaixada com espessura de 0,7 milímetros de parede facilitando o rompimento quando necessário, com a mesma medida dos conectores BNC, SMA, RCA, UHF, etc., visto que quase todas as dimensões dos conectores são parecidas por aceitarem o terminal coaxial, de formato cilindríco e diâmetros poucos variáveis, conforme a Figura 19 e 20.
FIGURA 19 – Principais medidas do conector BNC ligação coaxial.
FIGURA 20 – Dispositivo único para acomodar os conectores BNC, SMA, RCA, UHF, etc., e a face lisa.
Devido as alterações do projeto conceitual, com o produto todo revisado e totalmente remodelado, ficaram-se visíveis as quantidades de peças que foram reduzidas para as confecções dos moldes, de 9 bases de painéis planos foram reduzidas para 3 bases, sabendo que estes produtos são injetados e cada modelo tem uma cavidade no molde e as matrizes dos moldes são caríssimas, evidentemente a empresa X deixou de gastar um valor considerável não mencionado neste trabalho de conclusão de curso, pois não foram realizados os orçamentos dos moldes dos projetos anteriores, tendo como objetivo maior aumentar a variedade de produtos por meio dos dispositivos intercambiáveis adaptados para aceitar diversos conectores, conforme a Figura 21.