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Bhm - pee - espe - r03, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES - SISTEMAS ELÉTRICOS

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 09/08/2013

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alex-gomes-ag-3 🇧🇷

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BHM-PEE-ESPE-R03 1/39
CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES - SISTEMAS ELÉTRICOS
OBRA:
HOSPITAL METROPOLITA
NO DE BELO HORIZONTE
Contrato: 77009 Revisão: 3 Data: 22/01/2010
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CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES - SISTEMAS ELÉTRICOS

OBRA: HOSPITAL METROPOLITANO DE BELO HORIZONTE

Contrato: 77009 Revisão: 3 Data: 22/01/

1. OBJETIVO

Este caderno de especificações tem por objetivo definir os materiais quanto ao tipo a serem utilizados no Projeto Executivo de sistemas elétrico do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte.

2. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAS

2.1 ELETRODUTOS

Eletroduto em PVC rígido roscável preto, tipo antichama, nos diâmetros indicados em projeto, conforme NBR 6150/80, com rosca paralela BSP, conforme norma NBR 8133/83. As luvas de emenda devem ser do tipo roscável, assim como as curvas a 90º devem ser do tipo roscável, fabricadas em PVC rígido, conforme a norma NBR 6150/80 da ABNT.

Eletroduto em PVC semi-rígido, com características para suportar os esforços de deformação decorrente de instalações embutidas, tipo ponta azul de alta intensidade para instalações embutidas em laje e de média densidade para instalação em alvenaria, seguindo NBR 5410/97. Referência: FORCON, MGRSTIC, ICATUBOS.

Eletroduto PEAD e acessórios, utilizados nas redes subterrâneas devem ser fabricados em polietileno de alta densidade, PEAD, por processo de extrusão. Devem ser do tipo corrugado flexível, de forma helicoidal, impermeável, próprios para instalação subterrânea, resistentes a esforços mecânicos e ataques de substâncias químicas encontradas no subsolo. Os acessórios devem ser do mesmo material especificado para os eletrodutos, nos diâmetros e locais indicados em projeto.Devem ser fabricados conforme as normas NBR 13897 e NBR 13898 da ABNT. Referência: KANAFLEX.

Eletroduto em aço com galvanização eletrolítica em aço com especificação AE 1008/1012 com galvanização eletrolítica, classe média, segundo NBR 5624/84, com rosca paralela BSP, especificação segundo NBR 8133/83. As luvas deverão ser de aço carbono, galvanizadas a fogo, recebendo recobrimento igual a do eletroduto em sua superfície externa. As curvas deverão ser galvanizadas, recebendo recobrimento igual a doeletroduto em sua superfície externa. Referência: APOLO, MANNESMANN.

Eletroduto flexível metálico, fabricado com fita contínua de aço zincado, com cobertura externa de PVC anti-chama extrudado na cor preta, com terminais roscáveis padrão SPTF, Tipo N. Referência: SEALTUBO.

Buchas e arruelas injetadas em liga de alumínio silício, com acabamento liso, com roscas paralelas BSP, segundo NBR 8133/83. Referência: DAISA, WETZEL.

Eletrocalha em chapa de aço lisa, com secção em "U" simples na bitola 14 AWG, com galvanização a fogo, instalado com curvas, conexões e acessórios de fixação e ligação próprios da mesma linha, dotadas de tampa de encaixe. Referência: PERFIL LDER, DISPAN, SISA.

Espelhos cegos em material termoplástico para utilização externa, grau de proteção IP44, linha Acquatic. Referência: PIAL,

Espelhos com furo central em material termoplástico para fechamento de caixas estampadas com ligação de equipamentos externos, da mesma linha e acabamento dos interruptores, tomadas, etc.. Referência: PIALPLUS,

Sensores de presença Infravermelho, sensor para montagem em teto ou

parede, com ajuste de tempo de retardo da saída, com 01 contato NA, corrente nominal de 10A, tensão nominal de comutação de 230V, capacidade de carga

nominal resistiva (AC1) de 2300W, capacidade de carga nominal indutiva

(AC1) de 1000W, ajuste de tempo de retardo de 10 segundos a

12minutos, angulo de monitoramento de 110º, raio de ação de 8m, grau

de proteção, IP-40, temperatura ambiente de 10 ~ 50ºC.

Referência: Bticino, Osran, Philips.

Relés Fotoelétricos para comandar automaticamente a energização dos

circuitos alimentadores da iluminação externa. Sua base e tampa devem

ser fabricadas em polipropileno, ou outro material tão ou mais resistente a

intempéries e choques mecânicos. A lente da fotocélula deve ser

fabricada em policarbonato transparente. Seu princípio de funcionamento

deve ser eletromagnético e deve ser equipado com varistor de proteção

contra surtos de tensão. Deve suportar variações de temperatura

ambiente entre -5 ºC e + 50 ºC. O relé deve ser apropriado para

instalação em superfícies metálicas, podendo ser fornecido com base

apropriada. Devem ser fabricados conforme a norma NBR 5123 da ABNT.

2.4 CONDUTORES E ACESSÓRIOS

Cabo unipolar em cobre têmpera mole (classe 2), com isolação e cobertura em compostos termoplásticos de PVC, não propagador de fogo, com temperatura de serviço de 90° C - EPR, isolamento para 1,0KV confo rme NBR 6880/ e NBR 7288/80. Referência: FICAP, INDUSCABOS, PRYSMIAN

Cabo unipolar em de cobre têmpera mole (classe 2), com isolação e cobertura em compostos termoplásticos de PVC, não propagador de fogo, com temperatura de serviço de 70º C, isolamento para 0,6/1,0 kV, conforme NBR 6880/84 e NBR 7288/80. Referência: FICAP, INDUSCABOS, PRYSMIAN.

Os alimentadores e a distribuição da fiação para locais de grande afluência de público, devem atender a norma NBR-13248 e NBR NM 289, a isolação de 0,6/1kV 90ºC em borracha etilenopropileno EPR e cobertura em composto termoplástico não halogenado, e sua classe de encordoamento 5 (extra flexível).

Fios com isolação para até 750V, 70ºC, tipo flexível. Referência : FICAP, INDUSCABOS, PRYSMIAN

Barramento de cobre eletrolítico têmpera meio-duro, de secção retangular para baixa tensão ou circular. Referência: MAGNET, PASCHOAL THOMEU.

Cordões paralelos com condutores de cobre têmpera mole (classe 1), encordoamento classe 4, com isolação a base de amianto para 110°C, não propagador de fogo, com isolamento para 450/750 V, conforme NBR 6880/84. Referência: PRYSMIAN

As emendas de cabos devem recompor todas as camadas originais de fabricação do cabo, e devem possibilitar, no mínimo, a mesma garantia de isolamento e estanqueidade do cabo.

Conectores e terminais de compressão, em cobre eletrolítico, com acabamento estanhado, com baixa resistência ao contato. Referência: BURNDY, MAGNET.

Conectores para instalação modular em perfis padronizados, em composto plástico termofixo, com parafusos e contatos de alta condutibilidade, e previsão de encaixes para identificação, adequados às bitolas dos condutores. Referência: CONEXEL, PIAL.

Pluges e prolongadores fêmea monobloco, com 3 pinos cilíndricos em liga de cobre para 10 A, corpo em termoplástico, com prensa-cabos incorporado, para ligação de luminárias. Referência: PIAL, CONEXEL.

Marcadores em plástico semi-rígido, para condutores singelos com encaixe para alinhamento, instalação em posição intermediária do cabo, em tamanhos adequados às diversas bitolas dos condutores. Referência: HELACLIP HELLERMANN.

Porta-marcadores ajustáveis e marcadores em PVC flexível, para condutores agrupados, para temperaturas de até 70ºC. Referência: OVALGRIP HELLERMANN.

Braçadeiras plásticas dentadas auto-travantes em nylon 6/6, Insulok. Referência: HELLERMANN, PIAL.

Fita plástica isolante em PVC antichama. Referência: PIRELLI, 3M.

2.5 CHAVES, DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E COMANDO.

Mini-disjuntor (15 à 63A) termomagnéticos, de caixa moldada, secos para baixa tensão, unipolares ou multipolares, com acionamento por alavanca frontal, capacidades de interrupção de 5 kA, com correntes especificadas no projeto. Referência: SIEMENS, MOELLER, HAGER.

Disjuntores termomagnéticos, acima de 100 A inclusive, em caixa moldada, secos para baixa tensão, multipolares, capacidades de interrupção mínima de 18 kA. Referência: SIEMENS, MOELLER, HAGER.

Interruptor diferencial residual (DR) automático com as correntes nominais e sensibilidades de corrente diferencial especificada no projeto, tensão máxima 380 V, corrente suportável de curta duração de 5kA, vida mínima de 10. operações. Referência: SIEMENS, MOELLER, HAGER.

Unidades autônomas, contendo 1 lâmpada fluorescente de 24W, alimentada por bateria selada livre de manutenção de 6V x 7,0 Ah com comutador automático, inversor, transformador isolador, carregador e conectado à tomada de 220 Volts, com autonomia de 6 horas. Referências:Aureon.

2.7 QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO

Todos os materiais e componentes utilizados na montagem dos quadros de distribuição e força de baixa tensão bem como a fabricação, ensaios, condições de serviço e desempenho, deverão estar de acordo com as normas aplicáveis da ABNT.

O dimensionamento interno dos quadros deverá ser sobre Conjunto de Manobra e Controle de Baixa Tensão da ABNT, adequado à perfeita ventilação dos componentes elétricos.

As chapas de aço utilizadas, tanto para a estrutura quanto para o invólucro, deverão obedecer às normas ABNT NBR 6649/81 e NBR 6650/81, e ter superfície externa lisa, isentam de pontas e rebarbas.

Deverão ser executados em chapa de aço # 16 MSG com placas de montagem de chapa de aço # 13 MSG.

O dobramento das chapas deverá ser feito a frio, mediante processo de estamparia.

Os encostos dos batentes deverão ser garantidos pelo fornecedor por período mínimo de dois anos. Durante esse período, estarão a cargo do fornecedor toda e qualquer correção de eventuais defeitos, causados por má qualidade dos materiais ou por sua aplicação de maneira inadequada.

Os componentes como seccionadoras, disjuntores, contatores de força e auxiliares e, outros deverão ser fixados, sempre que possível, de forma modulados sobre trilhos padronizados tipo DIN; quando o componente não admitir esse tipo de fixação, esta será feita sobre peças especiais, que deverão garantir a rigidez da fixação, e deverão receber o mesmo tratamento superficial que o restante da estrutura do painel; a fixação de componentes não poderá obstruir o acesso ao espaço de cabos, a terminais ou a outros componentes. Os quadros deverão possuir os espaços reserva indicados nos desenhos ou 10% do total de circuitos de força e comando, (considerar o maior).

Deverá ser previsto, além dos espaços indicados nos desenhos, o espaço para eventual condensação de umidade. Alterações nas dimensões projetadas não deverão ser profundas e estarão sempre sujeitas à análise e aprovação da fiscalização.

As portas serão fixadas a caixa ou a estrutura, conforme o caso, através de dobradiças serão providas de fechaduras YALE mestradas para todos os quadros.

Todo o quadro deverá conter em seu interior barra para aterramento adequado de cabos de cobre. Haverá ainda uma barra de neutro. Essas barras deverão ser executadas em cobre eletrolítico.

Deverá acompanhar o quadro uma via do desenho certificado do diagrama unifilar e esquema funcional, colocada em portas-desenhos, instalada internamente ao quadro.

2.7.1 COMPONENTES INTERNOS AOS QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO

Deverão ser observadas as características relacionadas a seguir para os diversos componentes a serem instalados na montagem do painel:

Os barramentos deverão ter classe de isolamento de 600V, e deverão ser dimensionados para as correntes nominais e de curto circuito indicadas no projeto; não serão admitidas emendas nos barramentos dentro de uma mesma coluna; para as correntes nominais, a temperatura dos barramentos não deverá ultrapassar 70 ºC; deverá ser considerada, na construção e seleção dos materiais, a dilatação térmica dos materiais.

Os barramentos fase deverão ser executados na horizontal, conforme diagramas de projeto, deverão também ser encapados com material isolante; o barramento neutro e de proteção nas laterais e na parte inferior das colunas.

O cobre utilizado nos barramentos deverá ser do tipo eletrolítico com 99,00% de pureza; os barramentos deverão ser pintados ou identificados com fitas nas cores recomendadas pela ABNT (fases amarelas, verdes e violeta, neutro cinza). Os dispositivos e parafusos de fixação das barras deverão ser de aço de alta resistência.

Para os condutores de proteção e neutro, no caso de cabos ou barramentos, devem ser usadas, no caso de identificação por cor, as cores verde-amarelo (ou verde) e azul claro, como indicado na NBR-5410.

O dimensionamento das barras de cobre considerará como se o barramento fosse de barras lisas e sem pintura.

Os barramentos serão dimensionados também para os esforços eletro- mecânicos, decorrentes de curto-circuito.

As junções do barramento principal serão feitas com parafusos passantes sendo os pontos de contato previamente prateados.

Os quadros de distribuição deverão possuir uma barra de terra, com dimensões compatíveis com o sistema, instalada na parte inferior do quadro e correndo toda.

A extensão do mesmo. Essa barra deverá possuir no mínimo dois terminais para conexão à malha de aterramento, através de cabo.

Os disjuntores deverão ser do tipo mini-disjuntores, modelo europeu, com os acessórios constantes dos diagramas de projeto.

Características gerais do painel

 Tensão de isolamento - 600 V  Freqüência - 60 Hz

Genericamente constituídos por painéis em chapa de aço, tratada, com pintura final em epóxi, com aplicação eletrostática.

Deverão atender aos seguintes graus de proteção:

  • locais de serviço elétrico IP-40 com portas externas e fecho rápido.
  • locais em geral, secos: IP-40 com espelho interno e sobreporta com trinco e fechadura mestrada.
  • casa de bombas, equipamentos especiais: IP-54.

2.8 BUS-WAY (BARRAMENTO BLINDADO)

Calha condutora 3F+ PE 100%, tensão de isolamento 750V, 50-60Hz, corrente de curto-circuito admissível mínima de 85 kA (crista), fator de perdas máximo de 0.003884V/100mA, cosϕ=0,92, ventilado grau de proteção IP-54.

Correntes nominais indicadas no diagrama unifilar geral folha DG01, conforme projeto.

Os condutores serão constituídos por barras retangulares com cantos arredondados em cobre eletrolítico semiduro de pureza 99,9%, suportadas por pentes isolantes antivibratórios, confeccionados em material não higroscópico (poliamida com fibra de vidro) classe F de temperatura, o pente tem por finalidade fixar e isolar as barras, que foram dimensionadas para receber solicitações de esforços eletrodinâmicos.

Cada elemento retilíneo deverá dispor de tomadas de acesso (obturadores) para encaixe dos cofres de derivação “PLUG-IN”, distanciadas de no máximo 666, mm.

As conexões entre os elementos serão realizadas através de emenda do tipo “MONOBLOCO” que imprime maior velocidade e confiabilidade na montagem do Barramento Blindado, possibilitando emendas rápidas mesmo de bitolas diferentes.

REF: BEGHIN

2.8.1. PLUG – IN

 Os cofres de derivação serão dos tipos extraíveis “PLUG-IN” Modelo MPID fabricação Beghim.  A Corrente Nominal vão de 25A a 630A.  As caixas de derivações são pintadas por processo eletrolítico na cor cinza munsell N6,5. Serão providos Disjuntor caixa moldada do tipo XH ou LH.

Todos os cofres e plug’s devem atender norma IEC 439 1 e 2.

REF: BEGHIN

3. EQUIPAMENTOS DO SISTEMA IT MÉDICO - DSI.

Todos os equipamentos instalados nos quadros especiais, para alimentação das tomadas de réguas das salas de CIRURGIAS E UTI, devem ser de fabricação da BENDER, tendo como representante no Brasil, RDI Representações e Distribuição Industrial LTDA.

Todas as fiações do sistema de comando dos equipamentos instalado nos quadros da UTI, SC, deverão atender as especificações de projeto.

4. ESPECIFICAÇÃO DO GERADOR

Foram projetados 04 Usinas Diesel Geradora Maquigeral, para uso como Fonte Auxiliar, modelo de cada usina MAQ (79S19A), operação totalmente automática (partida automática, sincronismo, paralelismo momentâneo, com a rede Concessionária, sincronismo e paralelismo entre elas, e parada automática), disponibilizando, cada usina, em regime stand by 2100kva/1680kw, regime prime 1905kva/1524kw, totalizando assim as 04 usinas, 8400kva/6720kw stand-by, 7620kva/6096kw prime, conforme ISO 8528, ISO 3046 e ABNT MB 749 na tensão de 380/220 Volts, freqüência 60 Hz, fator de potência 0,8 ind., para alimentar cargas variáveis conforme ISO 8528, em instalação abrigada, tempo de partida / sincronismo dos 12GMG’S (4 x 3 GMG’S), com partida pré sincronizada e simultânea, disponibilizando energia auxiliar num tempo Maximo de ate 12 segundos, para atender a falta de energia da concessionária, que alimentará todas as cargas da edificação, e também durante o horário de pico.(17:00 ás 20:00 horas).

A tomada de ar de arefrecimento do motor é frontal e a descarga do ar quente é superior a caixa de carenagem, prevendo uma abertura na sala dos geradores na parte superior, conforme projeto.

Todas as tampas e portas de acesso ao Grupo Gerador serão em chapa metálica reforçada. As portas terão fecho principal modular com chave. Saída dos cabos pela parte inferior.

Deverá ser prevista a atenuação da sala dos grupos geradores com nível de ruído emitido médio de 75 dB(A) +/- 2 dB(A) a 7 metros de distância, e silencioso interno de alto rendimento e flexível em Inox, olhal para içamento.

REF: Maquigeral

5. EQUIPAMENTOS DO SISTEMA IT MÉDICO - DSI.

SALAS CIRURGIAS / UTI / RPA / EMER / OBS (ver diagrama unifilar)

7. PAINÉIS DE BAIXA TENSÃO

Painéis de baixa tensão com as funções de proteção, comando e distribuição de energia.

Todos os materiais e componentes utilizados na montagem, bem como a fabricação, ensaios, condições de serviço e desempenho, deverão estar de acordo com as normas aplicáveis da ABNT, destacando-se as seguintes:

NBR-6808/93 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão – Especificação

NBR-6146/80 Invólucro de Equipamento Elétricos-Proteção – Especificação

Em caso de omissão das normas da ABNT, as seguintes normas internacionais deverão ser consideradas:

IEC 439 Factory - built assemblies of low voltage switchgear and control gear

Referencia: Beghim, Schneider.

7.1. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

O painel será do tipo vertical, autoportante, para instalação sobre o piso, com rodapé.

O dimensionamento interno dos quadros deverá ser sobre Conjunto de Manobra e Controle de Baixa Tensão da ABNT, adequado à perfeita ventilação dos componentes elétricos.

O painel será formado por uma ou mais secções verticais denominadas colunas, que serão montadas lado a lado, formando um conjunto contínuo de mesma altura; recomenda-se que haja ainda uma ordenação funcional, separando-se as colunas por barramentos de distribuição, e/ou por áreas atendidas ou funções executadas.

Cada coluna deverá ser estruturada com perfis em chapa de aço espessura mínima # 12 USG; as portas, painéis de fechamento, tampas e divisórias deverão ter espessura mínima # 14 USG com dobras adequadas para a garantia de sua rigidez.

As chapas de aço utilizadas, tanto para a estrutura quanto para o invólucro, deverão obedecer às normas ABNT NBR 6649/81 e NBR 6650/81, e ter superfície externa lisa, isenta de pontas e rebarbas.

O dobramento das chapas deverá ser feito à frio, mediante processo de estamparia.

Os encostos dos batentes deverão ser garantidos pelo fornecedor por período mínimo de dois anos. Durante esse período, estarão a cargo do fornecedor toda

e qualquer correção de eventuais defeitos, causados por má qualidade dos materiais ou por sua aplicação de maneira inadequada.

Os conjuntos de medição dos quadros serão constituídos de instrumentos de formato quadrado no tamanho 96 x 96 mm, escala em quadrante, precisão de

1,5%, para embutir em painel.

As colunas poderão ser fornecidas pré-agrupadas em fábrica; cada conjunto deverá ser autoportante, provido de meios próprios para manuseio, carga e descarga, inclusive olhais para suspensão sem que deforme a estrutura, devendo suportar o eventual transporte em estradas não pavimentadas.

O painel, após a montagem no local, deverá manter a possibilidade de ampliação em ambas as extremidades laterais.

Deverão ser previstos os meios necessários para garantir a ventilação necessária a cada coluna, devendo as aberturas serem providas com filtros para evitar a entrada de pó.

Cada coluna deverá ter espaço destinado a passagem de cabos, estendendo-se da parte superior até a parte inferior do painel, de modo a garantir fácil acesso aos mesmos, e com dispositivos que permitam a fixação dos cabos de força e controle.

Os componentes como seccionadoras, disjuntores, contatores de força e auxiliares, relés e outros deverão ser fixados, sempre que possível, de forma modulada sobre trilhos padronizados tipo DIN; quando o componente não admitir esse tipo de fixação, esta será feita sobre peças especiais, que deverão garantir a rigidez da fixação, e deverão receber o mesmo tratamento superficial que o restante da estrutura do painel; a fixação de componentes não poderá obstruir o acesso ao espaço de cabos, a terminais ou a outros componentes.

Em cada coluna ou divisão do painel deverá ser deixado espaço para instalação futura de mais 20% de disjuntores além dos previstos em projeto.

O painel deverá ser equipado com portas basculantes frontais, possuindo borracha de vedação. As dobradiças das portas deverão ser preferencialmente contínuas ao longo da lateral da porta e os trincos deverão ser do tipo manopla para permitir a abertura da porta, sem uso de chave ou ferramentas.

As chaves seccionadoras deverão ter suas manoplas de operação rotativas fixadas e acessíveis no painel frontal, sendo o corpo das chaves instaladas de forma fixa no corpo do painel.

Os fechamentos laterais e posterior do conjunto deverão ser removíveis; a montagem do conjunto deverá oferecer facilidade de manutenção, sendo o acesso feito apenas pela porta frontal.

Os componentes que dispuserem de intertravamento por sistema de chave deverão ter o acesso para colocação de chaves acessíveis externamente.

Todas as partes metálicas, não destinadas a condução de corrente elétrica deverão apresentar continuidade elétrica com a barra de terra.

Os dispositivos e parafusos de fixação das barras, deverão ser de aço de alta resistência.

Os barramentos deverão ser trifásicos, recobertos com “espaguetti” termo- contractil ou pintados com tinta isolante, nas cores padronizadas pela ABNT - NBR 6808, considerando sua disposição no quadro:

 Fases A, B e C vistas de frente:  Da esquerda para a direita  De cima para baixo  De frente para trás  Cores (corrente alternada)  Fase A: Azul-escuro  Fase B: Branco  Fase C: Violeta ou Marrom  Cores (corrente contínua)  Positivo: Vermelho

 Negativo: Preto

A padronização de cores para identificação de cabos de cobre deverá obedecer o estabelecido para barramentos de cobre eletrolítico.

Para os condutores de proteção e neutro, no caso de cabos ou barramentos, devem ser usadas, no caso de identificação por cor, as cores verde-amarelo (ou verde) e azul claro, como indicado na NBR-5410/97.

O dimensionamento das barras de cobre considerará como se o barramento fosse de barras lisas e sem pintura.

Os barramentos serão dimensionados também para os esforços eletro- mecânicos, decorrentes de curto-circuito.

As junções do barramento principal serão feitas com parafusos passantes sendo os pontos de contato previamente prateados.

Os painéis deverão possuir uma barra de terra, com dimensões compatíveis com o sistema, instalada na parte inferior do quadro e correndo toda a extensão do mesmo.Essa barra deverá possuir no mínimo dois terminais para conexão à malha de aterramento, através de cabo.

7.4 DISJUNTORES

Os disjuntores deverão ser do tipo termomagnético em caixa moldada ou de construção aberta, com os acessórios constantes dos diagramas de projeto.

Todos os disjuntores utilizados na montagem devem ser de tipo que permita a instalação futura de comandos elétricos remotos para abertura e fechamento, e blocos de contatos auxiliares para indicação de estado.

Os elementos dos disjuntores deverão ser ajustáveis, sendo o magnético para valores entre 700 a 1300% da corrente nominal do motor e o térmico de 130 a 200% da corrente nominal.

As proteções para distribuição dos alimentadores serão do tipo classe 600V, corrente alternada.

A capacidade de ruptura mínima dos disjuntores e seccionadoras deverá ser conforme projeto.

Deve ser prevista a uniformização dos tipos de disjuntores de entrada e de saída (um só fabricante).

Os dispositivos de proteção deverão ser regulados para os pontos de trabalho especificados em projeto.

7.5 CONECTORES E TERMINAIS

Todo o painel deverá ser fornecido com todos os conectores e terminais necessários a sua completa montagem no campo.

Os terminais deverão ser do tipo a compressão para as bitolas dos condutores indicados nos diagramas unifilares, ou na tabela de cabos.

7.6 OUTROS COMPONENTES

Todos os demais componentes e acessórios necessários para o perfeito funcionamento do painel deverão ser fornecidos, ainda que não citados especificamente nesta especificação.

No caso de haver algum motor associado ao quadro e/ou comandado a partir do mesmo, os instrumentos de medição de corrente (Amperímetros) deverão ter fundo de escala reduzido.

Os amperímetros deverão ser apropriados para medição indireta.

Os voltímetros serão de conexão direta, através de chave comutadora.

As escalas dos conjuntos de medição deverão obedecer às indicações de projeto.

Quando da utilização de transformadores para medição os mesmos deverão ser do tipo seco, isolados em epóxi, nas relações indicadas nos projetos. Suas classes de precisão, deverão ser adequadas às finalidades da medição.

Deverão ainda ser fornecidas eventuais ferramentas especiais que se façam necessárias para manobras, ajustes e manutenção.

7.7 FIAÇÃO E RÉGUA DE BORNES

O painel deverá ser fornecido com toda a fiação e ligações internas montadas na fábrica; todos os condutores deverão ter cabos extraflexíveis formados de fios de cobre encordoados segundo a NBR 5349/77, livres de emendas ou derivações.

7.8 IDENTIFICAÇÃO

Todos os quadros deverão estar plenamente identificados, tanto pelo seu fabricante quanto aos seus componentes, circuitos, aplicação, etc.

Essas identificações obedecerão ao critério abaixo:

Identificação do fabricante:

Placa em acrílico com letras brancas em fundo preto, localizada no canto inferior direito da porta do quadro em seu lado interno. Nesta placa deverão constar nome, endereço e telefone do fabricante. Deverá constar ainda os dados de placa conforme previsto na Norma NBR - 6808. Poderá se optar por placa padronizada do fabricante mantendo-se a mesma localização anteriormente referida. Nos dados de placa deverão conter pelo menos:

Tipo e número de identificação, Tensão nominal do circuito principal, Corrente nominal do circuito principal, Frequência nominal, Capacidade de curto-circuito (em kA) e Grau de proteção.

Identificação do Quadro:

Canto superior esquerdo. Nesta placa deverá constar a identificação de projeto estabelecida para o mesmo.

Identificação de eventos/funções/sinalizações:

Placa de acrílico com letras brancas em fundo vermelho localizada externamente ao quadro sob o sinalizador.

Ligado:

Placa de acrílico com letras brancas em fundo verde localizada externamente ao quadro sob o sinalizador.

Desligado:

Placa de acrílico com letras brancas em fundo vermelho localizada externamente ao quadro sob o sinalizador.

Demais sinalizações:

Placa de acrílico com letras brancas em fundo preto localizada externamente ao quadro sob o indicador do evento.

Circuitos/componentes:

Placa de acrílico com letras brancas em fundo verde, para os circuitos normais de iluminação de corrente alternada, ou com letras brancas em fundo vermelho

para os circuitos vigia, tomadas, ou de emergência, de corrente alternada ou qualquer circuito de corrente contínua, localizada internamente ao quadro ao lado do disjuntor ou chave de manobra/proteção do circuito.

A placa deverá estar localizada internamente ao quadro ao lado do disjuntor ou chave de manobra/proteção do circuito e deverá conter, além do número do circuito constante do projeto, a indicação de “iluminação”, ‘tomada’, etc, e respectivo local/ambiente.

Demais componentes:

Para os demais componentes tais como contatores, fusíveis, etc, essa identificação deverá ser localizada internamente ao quadro acima do elemento a ser identificado.

OBS.: As placas de acrílico externas ao quadro deverão ser parafusadas. As placas internas ao quadro deverão ser auto-adesivas.

Réguas de bornes, fios e cabos:

As réguas de bornes deverão estar sempre identificadas em plena concordância com os diagramas funcionais. Fiação e cabos de comando e controle deverão estar sempre identificados com anilhas obedecendo sempre o diagrama aprovado para fabricação.

Deverá ser fixada, na porta frontal do painel a identificação do fabricante, conforme as prescrições da NBR 6808/93.

Em cada uma das colunas, internamente a uma das portas, deverá ser fixado um envelope plástico contendo uma cópia dos diagramas elétricos correspondentes.

7.9. PINTURA E ACABAMENTO

Todas as superfícies metálicas deverão ser limpas por jato de areia ou desengraxamento e decapagem, e submetidas a um tratamento de fosfatização ou equivalente.

A pintura deverá ser a base de epoxi, na cor especificada no item 8 abaixo; todas as peças não pintadas, como parafusos, porcas, elementos de fixação e outros deverÃo ser bicromatizadas. A chapa dos quadros deverão ser tratadas e pintadas seguindo-se o processo dado a seguir:

 Instalações internas (abrigadas)

Pré-tratamento: desengraxar, decapar e fosfatizar. Acabamento final para superfícies internas: tinta de fundo, secagem ao ar. Acabamento liso a pó epóxi eletrostático. Cor RAL 7032. Acabamento final para superfícies externas: tinta de fundo, secagem ao ar. Acabamento liso a pó epóxi eletrostático. Cor RAL 7032. Instalações externas (ao tempo)