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''Bloqueios do Plexo Braquial'', Slides de Anestesiologia

tes são os músculos escalenos anterior e médio. O músculo escaleno médio tem sua origem nos tubérculos posteriores das apófises transversas das seis últimas ...

Tipologia: Slides

2023

Compartilhado em 17/01/2023

Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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bg1
''Bloqueios
do
Plexo Braquial''
Prezado
Senhor
Editor,
O
plexo
braquial é
formado
pela união dos ramos
primários
anteriores
dos
quinto,
sexto,
sétimo
e
oitavo
nervos cervicais e
do
primeiro
nervo
torácico,
com
freqüente
contribuição
do
quarto
cervical
por
cima e
do
segundo
nervo
torácico
por
baixo. Para
que
se
pratique
bem a anestesia
do
plexo
braquial, é necessário
que
se
esteja
bem
familiarizado
com
as
estruturas
anatômicas
que
envolvem e
acompanham
o
plexo
em
seu curso desde a
coluna
vertebral
até
o braço. As
estruturas
mais
importan-
tes são os músculos escalenos
anterior
e médio. O
músculo
escaleno
médio
tem
sua origem nos
tubérculos
posteriores
das
apófises transversas das seis
últimas
vér-
tebras cervicais e se insere na
primeira
costela,
imediata-
mente
por
detrás
do
sulco
subclávio (sobre a face
superior
do
osso). O
músculo
escaleno
anterior
tem
origem nos
tubérculos
anteriores
das apófises transversas das
terceira,
quarta,
quinta
e
sexta
vértebras
cervicais e se insere
no
tubérculo
de Lisfranc, na
primeira
costela,
separando
a
veia
da
artéria subclávia,
que
se
posiciona
em
i'ntima
relação
com
o
plexo
braquial. A
aponeurose
que
cobre
os
músculos escalenos
tem
origem da
aponeurose
pré-verte-
bral
que
se
separa para envolver estes músculos e
depois
volta a reunir-se nos seus
bordos
laterais para
formar
um
espaço
fechado,
o
espaço
interescalênico. Assim, na
realidade, são a
aponeurose
posterior
do
músculo
escaleno
anterior
e a
aponeurose
anterior
do
músculo
escaleno
médio
que
constituem
a
''bainha
do
plexo
braquial".
Em seu
trajeto
desde
as apófises transversas
até
a
Revista
Brasileira
de
Anestesiologia
Vai.
37·
1,
Janeiro·
Fevereiro,
1987
primeira costela, o plexo,
primeiro
com
suas raízes e logo
como
troncos,
pode-se
considerar
"aprisionado"
entre
os
músculos
escaleno
anterior
e
médio
e,
portanto,
envoltc,
pela
aponeurose
destes músculos. Assim, na verdade, o
sulco
interescalênico
é
um
"triângulo"
formado
pelos
músculos
escaleno
anterior
e
médio
tendo
como
base
as
suas inserções nas apófises transversas da segunda vértebra
cervical (escaleno médio) e
terceira
vértebra
cervical
(escaleno
anterior).
Como
se sabe Winnie
propôs
técnicas para o
bloqueio
do
plexo braquial,
tomando-se
por
base os
conceitos
acima
expostos,
sendo
duas supraclaviculares e uma
infraclavicular. As
técnicas
supraclaviculares interescalê-
nicas ele
denominou
de "Perivascular
Subclávia",
quando
a
abordagem
do
plexo
é feita
no
terço
inferior
do
espaço
interescalênico corn a
ponta
da agulha situando-se
em
um
ponto
bem
próximo
da
artéria
subclávia e os
troncos
do
plexo,
e ''Perivascular
lnterescalênica",
quando
a aborda-
gem
do
plexo
braquial é feita
ao
nlvel da
sexta
vértebra
cervical. Nesta
técnica
Winnie
propõe
que
a agulha seja
avançada
em
direção
à apófise transversa' da sexta cervical
até
que
ela seja
tocada
com
a
ponta
da agulha
ou
que
se
tenha
parestesia,
portanto,
a
ponta
da
agulha situa-se
próximo
às
raízes
do
plexo.
Esta
última
denominação
não nos parece a mais
apropriada,
pois não existe
como
"referência"
artéria
ou
veia de
importância
nesta
abordagem.
Gostaríamos
de
propor
a
substituicão
desta
denomina-
ção para "Perineural
lnterescalênica",
que
nos parece mais
adequada
pela
proximidade
da
ponta
da agulha
3s
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''Bloqueios do Plexo Braquial''

Prezado Senhor Editor,

O plexo braquial é formado pela união dos ramos primários anteriores dos quinto, sexto, sétimo e oitavo nervos cervicais e do primeiro nervo torácico, com freqüente contribuição do quarto cervical por cima e do segundo nervo torácico por baixo. Para que se pratique bem a anestesia do plexo braquial, é necessário que se esteja bem familiarizado com as estruturas anatômicas que envolvem e acompanham o plexo em seu curso desde a coluna vertebral até o braço. As estruturas mais importan- tes são os músculos escalenos anterior e médio. O músculo escaleno médio tem sua origem nos tubérculos posteriores das apófises transversas das seis últimas vér- tebras cervicais e se insere na primeira costela, imediata- mente por detrás do sulco subclávio (sobre a face superior do osso). O músculo escaleno anterior tem origem nos tubérculos anteriores das apófises transversas das terceira, quarta, quinta e sexta vértebras cervicais e se insere no tubérculo de Lisfranc, na primeira costela, separando a veia da artéria subclávia, que se posiciona em i'ntima relação com o plexo braquial. A aponeurose que cobre os músculos escalenos tem origem da aponeurose pré-verte- bral que se separa para envolver estes músculos e depois volta a reunir-se nos seus bordos laterais para formar um espaço fechado, o espaço interescalênico. Assim, na realidade, são a aponeurose posterior do músculo escaleno anterior e a aponeurose anterior do músculo escaleno médio que constituem a ''bainha do plexo braquial". Em seu trajeto desde as apófises transversas até a

Revista Brasileira de Anestesiologia Vai. 37· Nº 1, Janeiro· Fevereiro, 1987

primeira costela, o plexo, primeiro com suas raízes e logo como troncos, pode-se considerar "aprisionado" entre os músculos escaleno anterior e médio e, portanto, envoltc, pela aponeurose destes músculos. Assim, na verdade, o sulco interescalênico é um "triângulo" formado pelos músculos escaleno anterior e médio tendo como base as suas inserções nas apófises transversas da segunda vértebra cervical (escaleno médio) e terceira vértebra cervical (escaleno anterior). Como se sabe Winnie propôs técnicas para o bloqueio do plexo braquial, tomando-se por base os conceitos acima expostos, sendo duas supraclaviculares e uma infraclavicular. As técnicas supraclaviculares interescalê- nicas ele denominou de "Perivascular Subclávia", quando a abordagem do plexo é feita no terço inferior do espaço interescalênico corn a ponta da agulha situando-se em um ponto bem próximo da artéria subclávia e os troncos do plexo, e ''Perivascular lnterescalênica", quando a aborda- gem do plexo braquial é feita ao nlvel da sexta vértebra cervical. Nesta técnica Winnie propõe que a agulha seja

avançada em direção à apófise transversa' da sexta cervical

até que ela seja tocada com a ponta da agulha ou que se tenha parestesia, portanto, a ponta da agulha situa-se próximo às raízes do plexo. Esta última denominação não nos parece a mais apropriada, pois não existe como "referência" artéria ou veia de importância nesta abordagem. Gostaríamos de propor a substituicão desta denomina- ção para "Perineural lnterescalênica", que nos parece mais adequada pela proximidade da ponta da agulha 3s rai'zes

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CARTAS AO EO ITOR

nervosas do plexo braquial. Acreditamos que, assim, haveria maior precisão na descrição das técnicas interesca- lênicas propostas por Winnie.

Atenciosamente,

Dr. Paulo Sérgio Gomes Lavinas Rua Presidente Soclré, 146 26215 - Nova Iguaçu, RJ

Dr. José Muriio Mota Cavalcanti Rua Santa Clara, 330/ 22041 - Rio de Janeiro, RJ

REFER~NCIA BIBLIOGRÂFICA

  1. Winnie A P - Anestesia de Plexos - Técnicas Perivasculares de Bloqueo Dei Plexo Braquial, Salvat Editores S.A. - Mallorca, Barcelona (Esparia), 41-49.

Quetamina no Espaço Peridural

Prezado Sr. Editor,

Entusiasmados que somos das coisas novas e de posse de dois trabalhos sobre a quetamina peridural 1 ' 2 , idealiza- mos um protocolo para adquirirmos nossa própria expe- r1enc1a.•^ •^ • A fim de termos suporte legal, enviam~os nosso proto- colo à Aché laboratórios Farmacêuticos S.A. e aguarda· mos resposta para iniciarmos nossos estudos. Nossa corres- pondência (assinada por um de nós LASD) foi enviada à Casa Matriz nos Estados Unidos, que respondeu se isentando de qualquer responsabilidade em relação aor. trabalhos já publicados e àqueles que porventura apare- cessem na literatura. A defesa entusiástica de um trabalho apresentado no último Congresso Brasileiro de Anestesiologia, conclaman- do os presentes a utilizarem a quetamina pela vié" peridural e publicado na Revista Brasileira de Aneste- siologia sobre Temas Livres 3 , nos estimulou a escrever ao Editor e dar ciência desta nossa correspondência. Diante da divulgação cada vez maior e mais freqüente dos acidentes anestésicos-cirúrgicos pela imprensa leiga, achamos que toda técnica nova deva ser embasada err. apoio legal para posterior divulgação.

Atenciosamente,

Luiz Eduardo lmbeloni-TSA/SBA Serviço Anestesiologia H. lpanema-lNAMPS

luiz Antonio dos Santos Diego-TSA/SBA Serviço Anestesiologia H. Bonsucesso-1 NAMPS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. lslas J A, Astorga J, Laredo M - Epidura1 ketamine for contrai of postoperative pain. Anesth Analg 1985;64: 1161-1162.
  2. Naguib M, Adu•Gyamfi Y, Absood GH, Farag H, Gyasi HK ~ Epidural ketamine for postoperative analgesia. Can Anaesth Soe J 1986; 33: 16-21.
  3. Fascio M N C, Ferlin Júnior W A - Associação bupivacat'na• quetamina em injeção única no espaço peridural. Rev Bras Anest 1986; 36: 100 {Suplemento nC? 6).

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OCO.: 44/

Guarulhos, 19 de maio de 1986 Dr. Lu Is Antonio dos Santos Diego Rua Alfredo Chaves, 20 - Botafogo Río de Janeiro, RJ

Prezado Dr. Anton ia,

Acusamos o recebimento da carta de V.Sa., datada dt 12/5/86 qual foi enviada ao nosso Diretor Médico de Warner-Lambert Company em Morris Plains, New Jersey, U.S.A. para que possamos dar-lhe os esclarecimentos solicitados. Em breve entraremos em contato com a V.Sa. Colocando-nos ao seu inteiro dispor, subscrevemo-nos,

A tenciosamen te,

H. Budavari

Werner-Lambert Indústria e Comércio Ltda. Caixa Postal 6495 01000 - São Paulo, SP

Memorandum da Warner-Lambert

DCQ.: 41 /

May 16, 1986 H. Budavari W•L Brazil

Re.: Ketalar injection 50 mg/ml - Epidural application

Dear Dr. Casareto,

We are enclosing Dr. Lu/s Antonio dos Santos Diego 's Jetter requesting information about Ketalar for his study. Please forward to him the necessary orientation at your earliest, convenience.

Sincerely yours,

Revista Brasileira d.e Anestesiologia Vai. 37: N~ 1 Janeiro- Fevereiro, 1987