Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Brucelose - Resumo DIC, Notas de estudo de Doença Infecciosa

Informações sobre a brucelose, uma doença infectocontagiosa causada por bactérias do gênero Brucella, que afeta animais e humanos. São abordados temas como definição, etiologia, epidemiologia, mecanismo de transmissão, patogenia, sintomas clínicos, resposta imune contra a brucelose na infecção e na vacinação, diagnóstico, perdas econômicas e resistência. O documento também destaca a importância da vacinação e da eutanásia de animais positivos.

Tipologia: Notas de estudo

2016

À venda por 27/01/2023

rayssa-trentin-12
rayssa-trentin-12 🇧🇷

11 documentos

1 / 4

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
RAYSSA YARED TRENTIN
BRUCELOSE – DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS – resumo
DEFINIÇÃO:
- Doença infectocontagiosa provocada por bactérias do Gênero Brucella. Nos animais provocam abortos, no terço final
da gestação, nascimento de crias fracas, retenções de placentas, repetições de cio e descargas uterinas, com grande
eliminação da bactéria podendo transmitir-se ao homem.
- Nos animais também pode ser chamada de doença de Bang, aborto contagioso e aborto infeccioso.
- No homem pode ser chamada de febre de Malta, febre ondulante e febre de Gibraltar.
- É uma zoonose de distribuição mundial, com importância sanitária e econômica.
- Os animais positivos recebem eutanásia obrigatória e NÃO recebem indenização do governo.
- Principais manifestações nos animais: aborto (1ª gestação após infecção), nascimentos prematuros, secreção uterina,
repetição de cio, esterilidade e queda na produção de leite, podendo ocorrer orquite e artrose.
- Características da enfermidade nos homens: incapacidade parcial/total trabalho (problemas de coluna).
- Principais espécies de importância econômica: bovinos e bubalinos.
- A vacina é feita em fêmeas de 3 a 8 meses. Nas fêmeas com mais de 8 meses e que não foram vacinadas, o produtor
leva multa e o veterinário responsável vai realizar a vacina.
ETIOLOGIA
- Gênero: Brucella
- 6 espécies:
- B. abortus: bovinos e bubalinos (7 biovares)
- B. melitensis: caprinos e ovinos (3 biovares) – mais virulenta (doença exótica)
- B. suis: suínos (5 biovares)
- B. ovis: ovinos
- B. canis: cães
- B. motomae: rato do deserto
- Características:
- Parasita intracelular facultativo
- Cocobacilo Gram negativo - cora de rosa (fuscina)
- Imóveis
- Cultivos primários – colônias: lisa (B. abortus e B. suis) ou rugosa (B. canis e B. ovis), dependendo da camada
de lipossacarídeos. A lisa gera anticorpos aglutinantes enquanto que a rugosa não produz anticorpos aglutinantes.
EPIDEMIOLOGIA
- prevalência de 10-25% no Mato Grosso e Rondônia.
- Santa Catarina: fase de erradicação (não precisa vacinar)
- focos no MT (1 animal positivo na propriedade): 95,24%
PERDAS ECONÔMICAS
- Perdas reprodutivas: aborto, baixos índices reprodutivos, aumento do intervalo entre partos, queda na produção de
leite, morte de bezerros, depreciação do produto (regiões com baixa prevalência).
- Estimativas: diminuição de 25% na produção de leite e carne, 15% na produção de bezerros e 20% de chance de
aborto/esterilidade
- Brucelose humana: custo diagnóstico e tratamento; internações prolongadas.
RESISTÊNCIA
- É medianamente sensível ao ambiente
- A pasteurização é um método eficiente na destruição do agente.
pf3
pf4

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Brucelose - Resumo DIC e outras Notas de estudo em PDF para Doença Infecciosa, somente na Docsity!

BRUCELOSE – DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS – resumo DEFINIÇÃO:

  • Doença infectocontagiosa provocada por bactérias do Gênero Brucella. Nos animais provocam abortos, no terço final da gestação, nascimento de crias fracas, retenções de placentas, repetições de cio e descargas uterinas, com grande eliminação da bactéria podendo transmitir-se ao homem.
  • Nos animais também pode ser chamada de doença de Bang, aborto contagioso e aborto infeccioso.
  • No homem pode ser chamada de febre de Malta, febre ondulante e febre de Gibraltar.
  • É uma zoonose de distribuição mundial, com importância sanitária e econômica.
  • Os animais positivos recebem eutanásia obrigatória e NÃO recebem indenização do governo.
  • Principais manifestações nos animais: aborto (1ª gestação após infecção), nascimentos prematuros, secreção uterina, repetição de cio, esterilidade e queda na produção de leite, podendo ocorrer orquite e artrose.
  • Características da enfermidade nos homens: incapacidade parcial/total trabalho (problemas de coluna).
  • Principais espécies de importância econômica: bovinos e bubalinos.
  • A vacina é feita em fêmeas de 3 a 8 meses. Nas fêmeas com mais de 8 meses e que não foram vacinadas, o produtor leva multa e o veterinário responsável vai realizar a vacina. ETIOLOGIA
  • Gênero: Brucella
  • 6 espécies:
    • B. abortus: bovinos e bubalinos (7 biovares)
    • B. melitensis: caprinos e ovinos (3 biovares) – mais virulenta (doença exótica)
    • B. suis: suínos (5 biovares)
    • B. ovis: ovinos
    • B. canis: cães
    • B. motomae: rato do deserto
  • Características:
    • Parasita intracelular facultativo
    • Cocobacilo Gram negativo - cora de rosa (fuscina)
    • Imóveis
    • Cultivos primários – colônias: lisa (B. abortus e B. suis) ou rugosa (B. canis e B. ovis), dependendo da camada de lipossacarídeos. A lisa gera anticorpos aglutinantes enquanto que a rugosa não produz anticorpos aglutinantes. EPIDEMIOLOGIA
  • prevalência de 10-25% no Mato Grosso e Rondônia.
  • Santa Catarina: fase de erradicação (não precisa vacinar)
  • focos no MT (1 animal positivo na propriedade): 95,24% PERDAS ECONÔMICAS
  • Perdas reprodutivas: aborto, baixos índices reprodutivos, aumento do intervalo entre partos, queda na produção de leite, morte de bezerros, depreciação do produto (regiões com baixa prevalência).
  • Estimativas: diminuição de 25% na produção de leite e carne, 15% na produção de bezerros e 20% de chance de aborto/esterilidade
  • Brucelose humana: custo diagnóstico e tratamento; internações prolongadas. RESISTÊNCIA
  • É medianamente sensível ao ambiente
  • A pasteurização é um método eficiente na destruição do agente.

MECANISMO DE TRANSMISSÃO

  • Localização do agente: linfonodos, baço, fígado, aparelho reprodutor masculino, útero e úbere.
  • Eliminação do agente: fluidos e anexos fetais liberados na hora do parto/aborto; leite; sêmen.
    • monta natural: o sêmen é depositado na vagina, as células de defesa ali presentes fagocitam o agente
    • inseminação artificial: o sêmen é depositado no útero, não passa pelas células de defesa, sendo mais fácil a disseminação do agente. A principal fonte de infecção é a vaca prenhe, que elimina grandes quantidades do agente por ocasião do aborto ou parto, contaminando pastagens, água, alimento e fomites.
  • Transmissão:
    • Via digestiva: água/alimentos, lamber crias recém paridas.
    • Mucosa nasal/ocular: cheirar fetos abortados
  • Período de incubação é inversamente proporcional ao período de gestação, quanto mais adiantada a gestação, menor é o período de incubação.
    • Via sexual: monta natural, pouco importante pois existe a defesa especifica no canal vaginal
    • Inseminação artificial: descartar machos positivos pois o sêmen é depositado no útero. PATOGENIA Porta de entrada (oral, respiratória, conjuntivas, genital, pele)  Linfonodo regional  Disseminação hemática e linfática  Migração de macrófagos e neutrófilos  Chega aos órgãos (linfonodos, baço, fígado, trato reprodutivo, útero, úbere, articulações) A infecção no útero gestante ocorre por via hematógena. As brucelas se multiplicam inicialmente no trofoblasto do placentoma, o que impede a passagem de O2 e nutrientes ao feto, levando à morte fetal. SINTOMAS CLÍNICOS (principais manifestações) Em bovinos e bubalinos a principal manifestação clinica é o aborto, que ocorre em torno do 7º mês de gestação. Após a infecção, o aborto quase sempre acontece na primeira gestação, mas depois há desenvolvimento de imunidade e dificilmente ocorre nas próximas gestações. Também apresentam placentite necrótica e retenção de placenta. O feto geralmente é abortado 24 a 72 horas após a morte fetal. Em machos os possíveis sinais são orquite uni ou bilateral (transitória ou permanente), lesões articulares e bursite cervical. RESPOSTA IMUNE CONTRA A BRUCELOSE NA INFECÇÃO E NA VACINAÇÃO As principais imunoglobulinas presentes no soro de animais infectados ou vacinados são a IgG (1 e 2), IgM e IgA. Em um quadro natural da infecção pela Brucelose, os animais apresentam um aumento de imunoglobulinas que permanecem altos por bastante tempo. Já os animais que foram vacinados com a B19, antes dos 8 meses de idade, apresentam um pico de aumento de anticorpos, que acaba decrescendo rapidamente. Por outro lado, os animais vacinados com a B19 depois dos 8 meses de idade podem permanecer com a titulação alta dos anticorpos, podendo gerar reações falso-positivas nos testes indiretos. DIAGNÓSTICO O diagnóstico pode ser feito por métodos diretos ou indiretos. Os métodos diretos são: isolamento do agente, imunohistoquimica e PCR. O isolamento e a identificação do agente a partir do material do aborto ou de secreções apresentam resultados bons, porém há um alto nível de contaminação humana durante o processamento da amostra e poucos são os laboratórios que realizam. A imunohistoquímica é realizada com material de aborto fixado em formol dá ótimos resultados, porém é um teste caro. O PCR tem alta sensibilidade e especificidade pois detecta segmentos de DNA específicos da B. abortus, porém necessita de equipamentos sofisticados e pessoal treinado (alto custo).

Vacinas: vivas atenuadas, que tem como característica ser protetora, porém sem interferir no diagnóstico.

  • Vacina B Amostra de B. abortus que foi esquecida na bancada por mais de um ano à temperatura ambiente e que perdeu a virulência. Por ser uma amostra de B. abortus lisa, induz a formação de anticorpos específicos contra o LPS liso e pode interferir no diagnóstico sorológico. É a vacina obrigatória em fêmeas de 3 a 8 meses de idade. É atenuada para fêmeas jovens, porém pode causar orquite em machos e aborto se administrada durante a gestação. Só pode ser realizada por médicos veterinários pois pode infectar o homem (vacina perigosa). Durante a vacinação deve-se adotar medidas de proteção (uso de óculos, luvas, etc) e descarte adequado de seringas e frascos da vacina. A persistência dos anticorpos está relacionada a idade de vacinação. Se as fêmeas forem vacinadas após os 8 meses de idade há grande probabilidade de produção de anticorpos que perdurem e interfiram no diagnóstico realizado após os 24 meses de idade. Se a fêmea for vacinada antes dos 8 meses de idade, os anticorpos desaparecem rapidamente, não interferindo no diagnóstico dos animais acima de 24 meses.
  • Vacina RB Amostra de B. abortus rugosa atenuada, não induz a formação de anticorpos-LPS, portanto não interfere no diagnóstico sorológico da doença. É utilizada no Brasil como estratégia de vacinação em fêmeas adultas. Deve-se tomar os mesmos cuidados durante a vacinação que a B19 pois pode infectar o homem. BRUCELOSE HUMANA Zoonose com forte componente de caráter ocupacional, tratadores e veterinários, manuseio da vacina B19, magarefes, trabalhadores da indústria de laticínios e donas de casa, laboratoristas, entre outros profissionais que entrem em contato com as formas de contaminação estão susceptíveis a doença. Os quadros clínicos mais graves são provocados pela B. melitensis. A sintomatologia normalmente é inespecífica (febre, sudorese, dor muscular e articular) o que dificulta o diagnóstico. Em geral o tratamento é feito com antibióticos como tetraciclinas, doxiciclina e rifampicina.