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Calculo 3, Series Numericas, Resumos de Engenharia Elétrica

Series Numericas, todas as series resumidas, muito bom!

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 24/03/2009

adrean-moreira-9
adrean-moreira-9 🇧🇷

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5. SÉRIES NUMÉRICAS
Neste capítulo, vamos estender o conceito de adição, válido para
um número finito de parcelas, à uma soma infinita de parcelas.
5.1: Definição e exemplos: Série geométrica e série de
Dirichlet
5.1.1: Definições
Definição 1.1: Dada uma sucessão de números reais
()
INn
n
u,
chama-se série de números reais ou série numérica à soma
infinita
+
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=++++
1
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Os números ",, 21 uu chamam-se termos da série numérica e o
n.mo termo n
u é designado por termo geral da série.
Para calcular, se possível, a série
+
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uvamos considerar a
seguinte sucessão:
11 uS =
212 uuS +=
3213 uuuS ++=
...
nn uuuS +++= "
21 .
pf3
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pf5
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5. SÉRIES NUMÉRICAS

Neste capítulo, vamos estender o conceito de adição, válido para um número finito de parcelas, à uma soma infinita de parcelas.

5.1: Definição e exemplos: Série geométrica e série de

Dirichlet

5.1.1: Definições

Definição 1.1: Dada uma sucessão de números reais ( u n ) n ∈ IN ,

chama-se série de números reais ou série numérica à soma infinita

+∞

1 2 n (^) n 1 n u u " u " u.

Os números u 1 (^) , u 2 ,"chamam-se termos da série numérica e o

n. mo^ termo u (^) n é designado por termo geral da série.

Para calcular, se possível, a série ∑

+∞ n = 1 n

u vamos considerar a

seguinte sucessão: S 1 (^) = u 1 S 2 (^) = u 1 + u 2 S 3 (^) = u 1 + u 2 + u 3 ... S (^) n = u 1 + u 2 +"+ u n.

Definição 1.2: A sucessão ( S n ) n ∈ IN chama-se sucessão de somas

parciais ou sucessão associada à série.

Definição 1.3:

(i) Se a sucessão ( S n ) n ∈ IN converge para S , isto é,

n^ lim→+∞^ S^ n = S^ ∈^ IR ,^ diz-se^ que^ a^ série^ numérica^ ∑

+∞ n = 1 n

u é

convergente , e então ∑

+∞

n 1 n^

u S.

O número S é chamado soma da série.

(ii) Se a sucessão ( S n ) n ∈ IN é divergente, isto é, n lim→ +∞ Sn não

existe ou é infinito, diz-se que a série ∑

+∞ n = 1 n

u é divergente.

Neste caso, a série não tem soma.

5.1.2: Série geométrica Definição 1.4: Uma série geométrica de 1º termo a e de razão r é uma série numérica da forma:

∑ = + + +^ "

+∞

− 2 1

ar^1 a ar ar n

n , com a , r ∈ IR { } 0.

Teorema 2.2: Se as séries numéricas ∑

+∞ n = 1 n

u e ∑

+∞ n = 1 n

v são

convergentes, com somas S e T respectivamente, então:

(i) A série ∑( )

+∞

n 1 n^ n

u v converge e tem soma S ± T.

(ii) Para todo o λ ∈ IR , a série ∑

+∞ n = 1 n

λ u converge e tem soma λ S.

Teorema 2.3: Se a série numérica ∑

+∞ n = 1 n

u é convergente e a série

+∞ n = 1 n

v é divergente, então a série ∑( )

+∞

n 1 n^ n

u v é divergente.

Na maior parte dos casos, é difícil determinar a soma de uma série. Por isso, iremos apresentar alguns critérios que permitem analisar a natureza de uma série, sem recorrer ao cálculo de Sn.

5.3: Critério do termo geral para a divergência

A seguir apresenta-se uma condição necessária de convergência de séries numéricas.

Teorema 3.1: Condição necessária de convergência

Se a série numérica ∑

+∞ n = 1 n

u é convergente então (^) n lim→ +∞ u (^) n = 0.

Nota: O recíproco do teorema anterior é falso. A série harmónica pode servir de contra-exemplo.

Na prática, utiliza-se mais a negação do teorema anterior.

Corolário 3.2: Teste da divergência ou Critério do n.mo^ termo

Se n lim→ +∞ u n ≠ 0 , então a série numérica ∑

+∞ n = 1 n u é divergente.

Exemplo 3.3: Estude a natureza da série ∑

+∞ = 11 +^3

n n

n (^).

5.4: Série de termos não negativos: critérios de Cauchy

e de D’ Alembert

Teorema 4.1: Critério de Cauchy ou da Raiz

Sejam u (^) n > 0 e (^) n lim →+∞ n^ un = L.

(i) Se L < 1 , então a série ∑

+∞ n = 1 n

u é convergente;

(ii) Se L > 1 ou L = 1 +, então a série ∑

+∞ n = 1 n

u é divergente;

(iii) Se L = 1 −, então não se pode concluir nada.

Exemplo 4.2: Determine a natureza da série ∑

+∞

1

n n

n n.

Teorema 5.2: Critério de Leibniz

Se a n > 0 , a série alternada ∑( )

+∞

1

n n

n (^) a converge se verifica as

condições seguintes: (i) (^) n lim → +∞ an = 0 ;

(ii) a sucessão ( a n ) n ∈ IN é decrescente, ou seja, a n + 1 − an ≤ 0 ,

nIN.

Nota: Se a primeira condição do teorema anterior não se verifica, podemos concluir, pelo critério do n.mo^ termo, que a série é divergente.

Exemplo 5.3: Determine a natureza da série ∑( )

+∞

2 ln

n

n n.

5.6: Séries absolutamente convergentes e séries

simplesmente convergentes

Esta secção é dedicada ao estudo da convergência de séries numéricas com termos arbitrários.

Teorema 6.1: Convergência Absoluta

Se a série ∑

+∞ n = 1 n

u é convergente, então a série ∑

+∞ n = 1 n

u também é

convergente.

Definição 6.2: A série ∑

+∞ n = 1 n

u diz-se absolutamente convergente

se a série ∑

+∞ n = 1 n

u é convergente.

Definição 6.3: A série ∑

+∞ n = 1 n

u diz-se simplesmente convergente

se a série ∑

+∞ n = 1 n

u converge e ∑

+∞ n = 1 n

u diverge.

Exemplo 6.4: Mostre que a série ∑

+∞ = 1 3

cos n n

n (^) é absolutamente

convergente.