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Solução de Problemas de Equações Diferenciais de Primeira Ordem, Provas de Matemática

Este documento fornece soluções detalhadas para problemas de equações diferenciais de primeira ordem, incluindo equações separáveis, equações exatas e equações não exatas. São apresentados métodos para resolver tais equações, bem como aplicações práticas.

Tipologia: Provas

2021

Compartilhado em 16/05/2021

brendha-araujo
brendha-araujo 🇧🇷

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bg1
PROVA 1 EDO
QUÍMICA
Questão 1
Dado o problema de valor inicial
xp1 + y2dx =yp1 + x2dy (1)
com
y(0) = 1(2)
podemos reescrever o problema como
yp1 + x2dy
dx =xp1 + y2(3)
essa equação é do tipo separável, pois é possível isolar de cada lado da equação
as variáveis dependentes e independentes, temos assim
p1 + x2
x
dy
dx =p1 + y2
y(4)
integrando a equação em relação a variável xtemos
Zy
p1 + y2y0(x)dx =Zx
p1 + x2dx
uma vez que
y0(x)dx =dy (5)
temos Zy
p1 + y2dy
| {z }
I
=Zx
p1 + x2dx
| {z }
J
(6)
perceba que obtivemos duas integrais idênticas a serem resolvidas, o que nos
leva ao problema de resolver apenas I, com
I=Zy
p1 + y2dy (7)
se
1 + y2=u!2ydy =du !ydy =du
2(8)
logo
I=1
2Z1
pudy =1
2Zu1
2dy =1
2
u1
2+1
1
2+ 1 =pu(9)
retornando a variavel ytemos
I=p1 + y2+C1(10)
1
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Baixe Solução de Problemas de Equações Diferenciais de Primeira Ordem e outras Provas em PDF para Matemática, somente na Docsity!

PROVA 1 EDO

QUÕMICA

Quest„o 1 Dado o problema de valor inicial

x

p 1 + y^2 dx = y

p 1 + x^2 dy (1)

com

y (0) = 1 (2)

podemos reescrever o problema como

y

p 1 + x^2

dy dx

= x

p 1 + y^2 (3)

essa equaÁ„o È do tipo separ·vel, pois È possÌvel isolar de cada lado da equaÁ„o

as vari·veis dependentes e independentes, temos assim

p 1 + x^2 x

dy dx

p 1 + y^2 y

integrando a equaÁ„o em relaÁ„o a vari·vel x temos

Z y p 1 + y^2

y^0 (x) dx =

Z

x p 1 + x^2

dx

uma vez que

y^0 (x) dx = dy (5)

temos (^) Z y p 1 + y^2

dy

| {z } I

Z

x p 1 + x^2

dx | {z } J

perceba que obtivemos duas integrais idÍnticas a serem resolvidas, o que nos

leva ao problema de resolver apenas I, com

I =

Z

y p 1 + y^2

dy (7)

se

1 + y^2 = u! 2 ydy = du! ydy =

du

2

logo

I =

Z

p u

dy =

Z

u^

1 (^2) dy =

u^

1 2 +

12 + 1

p u (9)

retornando a variavel y temos

I =

p 1 + y^2 + C 1 (10)

imediatamente temos o resultado para a integral J com

J =

p 1 + x^2 + C 2 (11)

substituindo esses resultados em nossa euqaÁ„o (6) temos

p 1 + y^2 =

p 1 + x^2 + C 3 (12)

È importante citar que C 3 incorporou as constantes das duas integrais. elevando

a equaÁ„o ao quadrado temos

p 1 + y^2

p 1 + x^2 + C 3

1 + y^2 = C 32 + 2C 3

p x^2 + 1 + x^2 + 1 (14)

y

2 (x) = C

2 3 + 2C^3

p x^2 + 1 + x

2 (15)

y (x) = 

q C 32 + 2C 3

p x^2 + 1 + x^2 (16)

esta È a soluÁ„o geral da nossa equaÁ„o diferencial. Aplicando a condiÁ„o inicial

temos

y (x = 0) = 1 = 

q C 32 + 2C 3 (17)

C 32 + 2C 3 = 1 (18)

que tem soluÁ„o

C 3 = 1 

p 2 (19)

por Öm temos a soluÁ„o do problema de Cauchy dado por

y (x) = 

r

1 

p 2

p 2

 p x^2 + 1 + x^2 (20)

ao substituir x = 0 sÛ recuperamos o valor inicial quando consideramos a soluÁ„o

geral

y (x) =

q C 32 + 2C 3

p x^2 + 1 + x^2 (21)

portanto chegamos a conclus„o que a soluÁ„o Önal do problema de cauchy È

y (x) =

r  1 

p 2

p 2

 p x^2 + 1 + x^2 (22)

Quest„o 2 a) Dada a equaÁ„o xy^0 (x) 2 y = x^5 (23)

escrevendo sobre a forma

y^0 (x)

2 y

x

= x^4 (24)

escrevendo sobre a forma

2 Kx

2 y

2 x sin (y)

 (^) dy

dx

  • 6xy

3

  • cos (y) = 0 (37)

deÖnimos nesse momento as funÁıes M (x; y) e N (x; y), tal que

M (x; y)

dy dx

  • N (x; y) = 0 (38)

nossa equaÁ„o ser· exata, se e somente se for v·lida a equaÁ„o

@M (x; y) @x

@N (x; y) @y

como

M (x; y) = 2 Kx^2 y^2 x sin (y) (40)

N (x; y) = 6 xy

3

  • cos (y) (41)

tomemos as derivadas

@M (x; y)

@x

@x

2 Kx^2 y^2 x sin (y)

= 4Kxy^2 sin y (42)

e @N (x; y) @y

@y

6 xy^3 + cos (y)

= 18xy^2 sin y (43)

utilizando nossa condiÁ„o de equaÁ„o exata temos

4 Kxy

2 sin y = 18xy

2 sin y (44)

4 K = 18 (45)

K =

b) A soluÁ„o geral F (x; y) = Cte (47)

da equaÁ„o diferencial @F @y

dy +

@F

@x

dx = 0 (48)

com @F

@y

= M (x; y) (49)

e @F

@x

= N (x; y) (50)

pode ser obtida, integrando a Eq.(49) em relaÁ„o a y obtendo

Z @F

@y

dy =

Z

M (x; y) dy (51)

perceba que as integrais s„o sobre a vari·vel y, deste modo È natural que dela

saia uma "costante" que na verdade È uma funÁ„o que depender· apenas de x.

Temos assim

F (x; y) =

Z

9 x^2 y^2 x sin (y)

dy + C (x) (52)

F (x; y) = 3x^2 y^3 + x cos y + C 1 (x) (53)

agora integramos a equaÁ„o (50) em relaÁ„o a x o que resulta em

Z @F

@x

dx =

Z

N (x; y) dx (54)

F (x; y) =

Z

6 xy^3 + cos (y)

dx + C^0 (y) (55)

F (x; y) = 3x^2 y^3 + x cos y + C 2 (y) (56)

como F (x; y) =  (57)

com  sendo uma constante, temos

 = 3x^2 y^3 + x cos y + C 2 (y) (58)

 = 3x^2 y^3 + x cos y + C 1 (x) (59)

esse conjunto de equaÁıes nos leva a conclus„o de que

C 2 (y) = C 1 (x) (60)

isso sÛ È possÌvel se ambas forem constantes. Sendo assim

C 2 (y) = C 1 (x) = k (61)

por Öm a soluÁ„o geral da nossa equaÁ„o diferencial ser·

F (x; y) = 3x^2 y^3 + x cos y + k

onde k È uma constante arbitr·ria a ser determianada pelas condiÁıes iniciais

do problema.

Quest„o 4 Dada a equaÁ„o diferencial 2 xy e

2 y ^ dy + ydx = 0 (62)

escrevendo-a como 2 xy e^2 y^

 (^) dy

dx

  • y = 0 (63)

identiÖcamos

M (x; y) = 2 xy e^2 y^ (64)

N (x; y) = y (65)

integrando a Eq.(78) em relaÁ„o a y obtendo

Z @F

@y

dy =

Z

M 0 (x; y) dy (80)

perceba que as integrais s„o sobre a vari·vel y, deste modo È natural que dela

saia uma "costante" que na verdade È uma funÁ„o que depender· apenas de x.

Temos assim

F (x; y) =

Z

2 xe^2 y^ y^1

dy + C (x) (81)

F (x; y) = xe^2 y^ ln y + C 1 (x) (82)

agora integramos a equaÁ„o (79) em relaÁ„o a x o que resulta em

Z @F

@x

dx =

Z

N 0 (x; y) dx (83)

F (x; y) =

Z

e^2 y^ dx + C^0 (y) (84)

F (x; y) = xe^2 y^ + C 2 (y) (85)

como

F (x; y) = k

xe^2 y^ ln y + C 1 (x) = xe^2 y^ + C 2 (y)

ln y + C 1 (x) = C 2 (y)

para que a igualdade seja verdadeira, concluimos que C 1 (x) = 0 e

C 2 (y) = ln y

F (x; y) = xe^2 y^ ln y

que por Öm leva a

xe^2 y^ ln y = k

Quest„o 5 Dada a equaÁ„o dy

dx

y +

p x^2 + y^2

x

escrevemos na forma

xdy

y +

p x^2 + y^2

dx = 0

identiÖcamos

P (x; y) = x

Q (x; y) =

y +

p x^2 + y^2

uma funÁ„o È homogenea se

P (x; y) = P (x; y)

temos assim

P (x; y) = x = P

Q (x; y) =

y +

q (x)

2

  • (y)

2

y + 

p x^2 + ^2

= Q (x; y)

se P e Q s„o homogeneas de primeira ordem, ent„o a equaÁ„o diferencial È

homogenea.