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Guias e Dicas
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calculo vetorial, Notas de estudo de Engenharia Química

apostila de calculo vetorial do proferssor Sergio Albuquerque.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 25/03/2009

joao-neto-12
joao-neto-12 🇧🇷

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bg1
87
Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
Prof. Sérgio de Albuquerque Souza
Curso de Licenciatura em Matemática –
UFPBVIRTUAL
Correio eletrônico: [email protected]
Sítio: www.mat.ufpb.br/sergio
Ambiente Virtual de Aprendizagem: Moodle www.ead.ufpb.br
Site da
UFPBVIRTUAL
www.virtual.ufpb.br
Site do curso www.mat.ufpb.br/ead
Telefone
UFPBVIRTUAL
(83) 3216 7257
Carga horária: 60 horas Créditos: 04
Descrição do Curso
Este curso irá introduzir conceitos e utilização de vetores, no espaço tridimensional, para a
resolução de vários problemas geométricos como determinar, por exemplo, distâncias entre
pontos, projeções, áreas e volumes. Para tais conceitos utilizaremos algumas ferramentas
algébricas, via resolução de sistemas lineares, matrizes e determinantes.
Depois da apresentação dos vetores, iremos utilizá-los como ferramenta para definir as
retas e os planos através de suas equações e trataremos os problemas de posições relativas,
distâncias e ângulos entre retas, entre retas e planos e entre planos.
Mostraremos as cônicas nas suas formas reduzidas e paramétricas, para depois introduzir
um método mais algébrico para a classificação das cônicas, usando autovalores e autovetores,
determinando, desta maneira, os novos eixos coordenados para a cônica.
Finalmente, as quádricas serão exibidas e classificadas a partir de suas equações
reduzidas, mostrando o processo de construção tridimensional da mesma, através de cortes com
os planos coordenados.
Objetivos
Ao final do curso você estará habilitado a:
Compreender o conceito de vetores;
Ter uma compreensão espacial dos vetores;
Operacionalizar vetores de forma geométrica e analítica;
Compreender os resultados geométricos e numéricos associados às operações com
vetores;
Definir as retas e os planos através de suas equações, obtidas utilizando-se vetores;
88
Determinar as posições relativas, os ângulos, as distâncias, as interseções entre as
retas, entre as retas e os planos e entre os planos;
Definir e classificar as cônicas nas formas reduzidas;
Trabalhar com polinômios característicos, autovalores e autovetores;
Classificar uma cônica dada na forma geral;
Definir e classificar as quádricas, superfícies cilíndricas e cônicas.
Projeto da Disciplina
A disciplina está estruturada em três Unidades Temáticas Integradas. Cada uma contém
itens e subitens que os remetem às outras unidades. Os temas abordados serão acompanhados
de uma exposição, uma animação, vídeos ou ilustrações, com indicação de textos de apoio e
problematização das questões do texto. Para cada Unidade será aberta uma discussão no fórum
e proposta uma atividade de avaliação.
Unidades Temáticas Integradas
Unidade I Vetores
Introdução
Segmentos Orientados
Norma, direção e sentido
Vetores
Operações elementares com vetores
Soma
Multiplicação por escalar
Combinação Linear
Dependência Linear
Ângulos entre vetores
Produtos entre vetores
Produto Interno
Produto Vetorial
Produto Misto
Vetores do
R
3
em coordenadas
Exemplos
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
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pf23
pf24

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Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Prof. Sérgio de Albuquerque Souza

Curso de Licenciatura em Matemática –

UFPB

VIRTUAL

Correio eletrônico:

[email protected]

Sítio: www.mat.ufpb.br/sergio

Ambiente Virtual de Aprendizagem: Moodle

www.ead.ufpb.br

Site

da

UFPB

VIRTUAL

www.virtual.ufpb.br

Site

do curso

www.mat.ufpb.br/ead

Telefone

UFPB

VIRTUAL

(83) 3216 7257

Carga horária:

60 horas

Créditos:

^04

Descrição do Curso

Este curso irá introduzir conceitos e utilização de vetores, no espaço tridimensional, para a

resolução de vários

problemas

geométricos

como determinar, por

exemplo, distâncias

entre

pontos,

projeções,

áreas

e

volumes.

Para

tais

conceitos

utilizaremos

algumas

ferramentas

algébricas, via resolução de sistemas lineares, matrizes e determinantes.

Depois da apresentação dos vetores, iremos utilizá-los como ferramenta para definir as

retas e os planos através de suas equações e trataremos os problemas de posições relativas,distâncias e ângulos entre retas, entre retas e planos e entre planos.

Mostraremos as cônicas nas suas formas reduzidas e paramétricas, para depois introduzir

um método mais algébrico para a classificação das cônicas, usando autovalores e autovetores,determinando, desta maneira, os novos eixos coordenados para a cônica.

Finalmente,

as

quádricas

serão

exibidas

e

classificadas

a

partir

de

suas

equações

reduzidas, mostrando o processo de construção tridimensional da mesma, através de cortes comos planos coordenados. Objetivos Ao final do curso você estará habilitado a:

Compreender o conceito de vetores; 

Ter uma compreensão espacial dos vetores; 

Operacionalizar vetores de forma geométrica e analítica; 

Compreender os resultados geométricos e numéricos associados às operações comvetores; 

Definir as retas e os planos através de suas equações, obtidas utilizando-se vetores;

Determinar as posições relativas, os ângulos, as distâncias, as interseções entre asretas, entre as retas e os planos e entre os planos;



Definir e classificar as cônicas nas formas reduzidas; 

Trabalhar com polinômios característicos, autovalores e autovetores; 

Classificar uma cônica dada na forma geral; 

Definir e classificar as quádricas, superfícies cilíndricas e cônicas.

Projeto da Disciplina

A disciplina está estruturada em três Unidades Temáticas Integradas. Cada uma contém

itens e subitens que os remetem às outras unidades. Os temas abordados serão acompanhadosde uma exposição, uma animação, vídeos ou ilustrações, com indicação de textos de apoio eproblematização das questões do texto. Para cada Unidade será aberta uma discussão no fórume proposta uma atividade de avaliação. Unidades Temáticas Integradas Unidade I

Vetores IntroduçãoSegmentos OrientadosNorma, direção e sentidoVetoresOperações elementares com vetores

SomaMultiplicação por escalar

Combinação LinearDependência LinearÂngulos entre vetoresProdutos entre vetores

Produto InternoProduto VetorialProduto Misto Vetores do

R

3 em coordenadas

Exemplos

Unidade II

Retas e Planos

IntroduçãoO plano

Por três pontosPor um ponto e dois vetoresUm ponto e um vetor perpendicular

A reta

Por dois pontosPor um ponto e um vetorPor dois planos

Posição relativa

Entre retasEntre retas e planosEntre planos

Ângulo

NuloNão nulo

Interseções

VaziaNão vazia

Distâncias

Igual a zeroDiferente de zero

Exemplos

Unidade III

Cônicas e Quádricas IntroduçãoCônicas

Forma reduzidaAutovalores e autovetoresClassificando as cônicas

Quádricas

EsferaElipsóideHiperbolóide de uma folhaHiperbolóide de duas folhasParabolóide elípticoParabolóide hiperbólico

Superfície cônicaSuperfície cilíndrica

Exemplos

CônicasQuádricas

a)^

Os segmentos orientados

BG

,^

GB

,^

FC

,^

CF

,^

AH

,^

HA

,^

ED

e

DE

possuem a mesma

norma; b)^

Os segmentos orientados

AB

,^ EF

,^

DC

e

HG

possuem o mesmo sentido;

c)^

Os segmentos orientados

AB

,^

BA

,^

EF

,^

FE

,^

DC

,^

CD

,^

HG

e

GH

possuem a mesma

direção; Definição:

Diremos que dois segmentos orientados

MN

e^

PQ

, não nulos, são eqüipolentes se os

segmentos tiverem a mesma norma, mesma direção e mesmo sentido, e representaremos essa relação com

PQ

MN

~^

Observação:

Todos os segmentos nulos são eqüipolentes entre si, ou seja,

BB

AA

~^

Exemplo:

No exemplo anterior, temos que o segmento orientado:

a)^

AB

é eqüipolente aos segmentos

DC

,^ EF

e

HG

b)^

AE

é eqüipolente aos segmentos

BF

,^ CG

e^

DH

c)^

AD

é eqüipolente aos segmentos

BC

,^ EH

e^

FG

d)^

AF

é eqüipolente ao segmento

DG

apenas;

e)^

AH

é eqüipolente ao segmento

BG

f)^

AC

é eqüipolente ao segmento

EG

g)^

AG

é eqüipolente apenas a ele, pois não é eqüipolente a nenhum dos outros segmentos formado por esses pontos. Exercício:

Encontrar todos os segmentos orientados eqüipolentes, que podem ser formados com

os pontos da figura 1. Propriedade:

Dados três segmentos orientados quaisquer

MN

,^ PQ

e RS

temos em relação à

eqüipolência que: PE

Propriedade reflexiva:

PQ PQ

~

PE

Propriedade simétrica: Se

PQ MN

~^

então

MN

PQ

~^

PE

Propriedade transitiva: Se

PQ MN

~^

e^

RS

PQ

~^

então

RS MN

~^

PE

Propriedade do paralelogramo: Se

PQ MN

~^

então

NQ MP

~

PE

Dado um ponto qualquer

P , é possível determinar outro ponto

Q

de tal forma que

PQ MN

~^

Observações:

•^

Note que, com as propriedades de eqüipolência, podemos construir em qualquer local doespaço tridimensional, um segmento eqüipolente a um outro segmento dado qualquer.

-^

Toda relação que é reflexiva, simétrica e transitiva é chamada de relação de equivalência,logo a eqüipolência é uma relação de equivalência.

3.

Vetores^ Vamos considerar como vetor, um representante da classe dos segmentos orientados eqüipolentes a um segmento orientado dado qualquer, ou seja, o vetor não é um segmentoorientado (conjunto de pontos) específico, mas um representante dos segmentos orientados quetem a mesma direção, mesmo sentido e mesmo comprimento de um segmento dado. Observações:

•^

O vetor determinado pelo segmento orientado

AB

será representado por

AB

, ou por uma

letra minúscula

r^ a

•^

Vale reforçar que o segmento orientado

AB

é um conjunto de pontos, enquanto o vetor

AB

é um representante de um conjunto de vetores eqüipolentes ao segmento orientado AB

Definição:

O vetor determinado por todos os segmentos orientados nulos, será chamado de

vetor

nulo

, denotado por

r^0

Definição:

Um vetor

r a qualquer é chamado de

vetor unitário

, se a sua norma for igual a um, ou

seja,

||^

r^ a

Exemplo:

Da figura 2, considere os vetores

r u

,^

r^ v e^

r^ w ,

como

sendo

representantes

da

classe

dos

segmentos

orientados

eqüipolentes

a^

AB

,^

AC

e^

AD

respectivamente, logo:a)^

r^ u pode ser representado por um dos elementos do conjunto

{^

HG,

EF,

DC,

AB

b)^

r^ v por um dos elementos do conjunto

{^

EH,

FG,

BC,

AD

c)^

r^ w por um dos elementos do conjunto

{^

DH,

CG,

BF,

AE

Figura 2

Paralelepípedo ABCDEFGH

Desafio:

Quantos

e quais

são

os

vetores

que

podem

ser

representados na figura 2 acima?

ou seja, como representantes temos que os vetores são iguais, isto é

HG

EF

DC

AB

u^

r^ =

EH

FG

BC

AD

v^

r^ =

e^

DH

CG

BF

AE

w^

r^ =

Operações elementares com vetores 3.5.

Soma A soma de dois vetores

r u e

r^ v quaisquer, é obtida graficamente, da seguinte maneira (ver

figura 3):Escolha um ponto qualquer

A ;

^

Do ponto

A

construa um outro representante para o

vetor

r u , ou seja,

AB

r^ u^ =

^

Do ponto

B

construa um outro representante para o

vetor

r v , ou seja,

BC

r^ v^ =

^

O vetor soma

v u^

r r^ +

será representado pelo vetor

AC

Propriedade:

Dados três vetores

r u ,^ v r^ e

r w quaisquer, temos que:

PS

Propriedade comutativa:

v u u v^

r r r r^

Da figura 3, temos que:

AC

BC

AB

v u^

rr+

AC

DC

AD

u v^

rr+

PS

Elemento neutro da soma:

u 0 0 u u^

r r r r r^

Da figura 3, temos que:

AB

BB

AB

rr+ (^0) u

AB

AB

AA

rr+^ u 0

PS

Elemento oposto:

u u 0 )u (- u^

r r r r r^

Da figura 3, temos que:

AA

BA

AB

+^

)u ( u^

r r

BB

AB

BA

−^

u )u (^

r r

PS

Propriedade associativa:

(^

w v u w v u^

r r r r r r^

Da figura 4, temos que:

Figura 3

Soma dos vetores

r^ u

re v

Figura 4

Soma dos vetores

r^ u

r , v e^

r w

(^

)^

AD

CD

AC

CD

BC

AB

w v u^

+^

r r r^

(^

e

(^

)^

AD

BD

AB

CD

BC

AB

w v u^

+^

(^

r r r

Exemplo:

Da figura 2, considerando os vetores

r u ,^ v r^ e

r w (verifique os seguintes resultados!)

a)^

AC

EH

AB

b)^

AC

EH

HG

c)^

AG

HG

AE

BC

d)^

HB

HD

DA

AB

Multiplicação por escalar

Definição:

A

multiplicação

de

um

vetor

r a

,^

não

nulo,

por

um

escalar

R ∈

α^

,^ é

o

vetor,

representado por

r a α , que tem mesma direção do vetor

r a , norma igual a

|^

r a α^

, mesmo

sentido, se

α^

e, se

α^

, sentido oposto.

Observação:

Qualquer vetor multiplicado por

α^

será o vetor nulo, ou seja,

a 0

r r^ =

e qualquer

valor

R ∈

α^

multiplicado pelo vetor nulo será o vetor nulo, isto é

r r^ = α

As

operações

aritméticas

comuns

também

são

idênticas

com

as

operações

de

multiplicação de escalar por vetores, que seguem nas propriedades exibidas a seguir. Propriedade:

Dados os vetores

r^ u e^

r^ v quaisquer e os números

R ∈

β α,

, temos que:

PME

Propriedade distributiva do escalar em relação à soma de vetores:

v u )v u(

r r r r

α α

α^

PME

Propriedade distributiva do vetor em relação à soma dos escalares:

u u u) (^

r r r

β α β α^

PME

Elemento neutro da multiplicação por escalar:

u u. 1

r r^ =

PME

)u ( )u ( u) (^

r

r

r

αβ

β α αβ

Observação:

Um

conjunto

qualquer

onde

são

definidas

duas

operações,

normalmente

denominadas de soma e multiplicação, e que satisfazem as propriedades da soma PS1, PS2,PS3, PS4 e as propriedades da multiplicação por escalar PME1, PME2, PME3 e PME4 échamado de

espaço vetorial

. Os elementos desse conjunto são chamados de vetores (este tema

será abordado no próximo semestre na disciplina Introdução à Álgebra Linear).

Apesar da definição de dependência linear ser geral, no nosso texto trabalharemos no

máximo no espaço tridimensional, portanto teremos algumas relações geométricas, visíveis, emrelação à dependência linear, quais sejam:

•^

Dois vetores

r u e

r v são LD se os mesmos tiverem a mesma direção, ou seja, se um for

múltiplo do outro:

v u^

r r

α=

•^

Três vetores

r^ u

r, v e

r w são LD se são paralelos a um plano;

•^

Quatro vetores são sempre LD no espaço tridimensional.

Exemplo:

Da figura 2, considerando os vetores

r u ,^ v r^ e

r w , temos que os vetores:

a)^

AB

,^ AC

e

AD

são LD;

b)^

AB

e

DC

são LD;

c)^

r^ u ,

r v e

r w são LI (verifique!);

Definição:

Diremos que o conjunto

a, , a, a{

n 2 1

r K r r^

é uma

base

para o

n R (espaço com

n

dimensões) se

r^ a^1

,^

r^ a,K^2

,^

r^ aforem vetores LI den

n R.

Exemplo:

Da figura 2, considerando os vetores

r u ,^ v r^ e

r w , temos que:

a)^

{^

wv u^

r r^

é uma base do

(^3) R , pois são 3 vetores LI no espaço tridimensional;

b)^

{^

AH

AF

AC

é uma base do

(^3) R , pois são 3 vetores LI no espaço tridimensional;

c)^

r^ ,{ vu

não é uma base do

(^3) R , pois é um conjunto com apenas 2 vetores;

d)^

{^

AC

r^ vu

não é uma base do

3 R , pois são 3 vetores LD;

e)^

{^

AG

wv u^

r r^

não é uma base do

(^3) R , pois é um conjunto com 4 vetores.

Definição:

Uma base

a, ,a ,a {^

n 2 1

r K r r^

para o

n R é chamada de base

ortogonal

se dois a dois os

seus vetores são ortogonais e de base

ortonormal

se além de ser ortogonal, os seus vetores são

unitários, ou seja, de norma igual a 1. Exemplo:

Da figura 3, considerando os vetores

r u ,^ v

r^ e

r w , temos que:

a)^

{^

wv u^

r r^

é uma base ortogonal do

(^3) R , pois seus vetores são perpendiculares dois a dois;

b)

||^

ww v v u^ u

r r

r r

é^

uma

base

ortonormal

do

3 R ,^

pois

perpendiculares

dois

a

dois

e

unitários.

A vantagem de se trabalhar em uma base ortonormal é que a mesma facilita a visualização tridimensional (pense na quina do chão de sua sala), bem como as futuras operações algébricasque surgirão no decorrer da disciplina. Teorema:

Os vetores

r^ b,^1

r^ b,^2

r^ b,^3

K

r^ , bn

são linearmente independentes (LI) se, e somente se, a

equação

b

b b b^

n

(^33) 2 2 (^11)

r r L r r r^

+^

α n

α α α

possuir como

única

solução

= α 1

,^

= α 2

,^

= α 3

,K

,^

α^ n

, ou seja, apenas a solução trivial.

Demonstração:

Na demonstração deste teorema, usaremos o método da redução ao absurdo, ou

seja, nega-se a tese e chega-se a uma contradição. ^

Hipótese: Vamos supor que os vetores

r^ b^1

,^

r^ b , K^2

,^

r^ b , Ki

,^

r^ b são LI. n

Se a equação

b

b

b b^

n

i

2 2 (^11)

r r L r L r

r^

+^

n

i

α

α

α α^

possuir uma solução não trivial, ou seja,

um dos coeficientes não é nulo

α^ i

(^

n i^ ≤≤ 1

). Neste caso, temos

r^ b com a seguinte i

combinação

linear

n 3 3 2 2 1 1

i^

b

b

b

b

b^

r L r r r r n^ i

i

i

i

α α

α α

α α α^ α

o^

que

é

um

absurdo,

pois

por

hipótese os vetores são LI. ^

Hipótese: Vamos considerar que a equação

b

b

b b^

n

i

(^22) (^11)

r r L r L r

r^

+^

n

i

α

α

α α^

só admita a

solução trivial

2 1

=^

n

i

α

α

α α^

L

L

Se um dos vetores

bi

r r^

≠^

for combinação linear dos

n^

vetores

r^ b ,^^1

r^ b , K^2

,^

r^ b , teremos n

n

(^22) (^11) i^

b

b b b^

r L r r r

β^ n

β β^

=^

, logo podemos escrever a igualdade:

b

)b (

b b^

n

i

(^22) (^11)

r r L r L r

r^

+^

β n

β β

ou seja,

,^ β 1

, K β 2

,^

= i β^

, K

,^

β^ n

também é uma outra solução da equação, o que é um

absurdo pois, por hipótese, a equação só admite a solução trivial. Observação:

Note que a solução trivial

2 1

=^

n

i

α

α

α α^

L

L^

é sempre solução para a

equação, pois

b 0

b 0 b 0 b 0

n

3 2 1

r r L r r r^

+^

, mas a força do teorema é a exigência da solução ser

única

Exercício:

Da figura 2, verifique que

{^

} AH, AF, AC

também é uma base do

3 R.

Solução:

Para verificar que

{

} AH, AF, AC

é base, basta ver que são 3 vetores LI em

3 R. A

quantidade de vetores está óbvia e para mostrar que são LI utilizaremos o teorema acima, maspara tanto utilizaremos dois fatos:

^

Os vetores

r u

,^

r^ v e^

r^ w

são LI, pois não são paralelos a um plano, temos pelo teorema

acima que uma equação

w v u^

3 2 1

r r r r^

α α α^

possui solução única

3 2 1

α α α^

^

Os vetores

AC

,^

AF

e

AH

são combinações lineares dos vetores

r u

,^

r^ v e^

r^ w

podemos

escrevê-los da forma:

w 0 v 1 u 1

r r r^

AC

,^

w 1 v 0 u 1

r r r^

AF

e^

w 1 v 1 u 0

r r r^

AH

Vamos

montar

a^

equação

exigida

no

teorema

e^

verificar

que

a^

equação

AH

AF

AC

3

2

1

r =

β

β

β^

possui solução única. De fato:

AH

AF

AC

3

2

1

r =

β

β

β

)w 1 v 1 u (^0) (

)w 1 v 0 u (^1) ( )w 0 v 1 u (^1) (

3

2

1

r r r r r r r r r

r^

β

β

β

)w v( )w u( )v u(

3

2

1

r r r r r r

r^

β

β

β

w)

( v)

( u)

(^

3 2 3 1 2 1

r r

r

r^

β β β β β β

Note que a última equação acima possui solução única, ou seja,

(^

2 1

+^ β β^

,^

(^

3 1

+^ β β^

e^

(^

3 2

+^ β β

O que resulta em um sistema de três equações e três incógnitas:

3

2

3

1

2

1

β

β

β

β

β

β

cuja solução é a trivial e única

3 2 1

β β β^

Ângulos entre vetores Definição:

Vamos considerar o

ângulo

entre dois vetores

r^ a

e^

r^ b , não nulos, como sendo a medida

θ^

do menor

ângulo entre dois representantes dos vetores

r^ a e^

r^ b , tendo

ambos

o^

mesmo

ponto

inicial,

onde

π θ^ ≤≤ 0

(^

o

o^

≤^ θ

). Denotaremos essa medida por

θ= ) rr ,( ba

Note

que,

independente

da

escolha

dos representantes dos

vetores

DF

AC

a^

r^ =

e

DE

AB

b^

r^ =

(ver figura 7), a medida

θ^

do ângulo

BA

) C

é igual à medida

θ^

do ângulo

ED

) F

pois:

•^

a reta definida pelos pontos

A

e^

C^

é paralela à reta definida pelos pontos

D^

e^ F

e

•^

a reta definida pelos pontos

A

e^ B^ é paralela à reta definida pelos pontos

D

e^

E.

Figura 7

Ângulo entre os vetores

r^ a e^ b r

Produtos entre vetores^ Deste momento em diante, estaremos sempre trabalhando no espaço tridimensional

3 R ,

porém

algumas

idéias também podem ser expandidas para dimensões maiores, que serão

tratadas na disciplina Álgebra Linear.

Os

produtos

entre

vetores

são

operações

que

trazem

um

apelo

geométrico

bem

interessante e que serão muito úteis na compreensão das definições, propriedades e resoluçõesde alguns problemas, pois estes produtos estão relacionados com as grandezas comprimento(produto interno), área (produto vetorial) e volume (produto misto), gerado por vetores em certascondições. 3.9.

Produto Interno O^

produto

interno

está

muito

relacionado

com

uma

medida

de

uma

dimensão,

um

comprimento, seja olhando como o tamanho de uma projeção de um vetor em relação a um outro,seja vendo como o comprimento de um vetor qualquer. Definição:

O

produto interno

entre dois vetores

r a e

r b não nulos, é o

número

denotado por

b a^

v r^ ⋅^

e definido pela expressão:

cos(. || ||. || ||^

ba

b a b a^

vr

v r v r^

Observação:

Este

número,

produto

interno,

aparentemente vindo do nada, na realidade surge de umasimples razão trigonométrica em um triângulo retângulo^ ABC

(ver

figura

dada

por

cos(.

θ a c^ =

ou

hipotenusa

adjacente

cateto c^ a

cos(

θ^

Considerando unitário o vetor

r b , temos do triângulo

DEF

que a norma do vetor

DF

é

b a )b, a cos(|| b|| ||a || ) cos(|| a|| DF

v r vr

r r

r^

θ^

, ou seja, podemos ver

este número como sendo o comprimento da projeção do vetor

r a em relação à direção do vetor

unitário

r^ b

Figura 9

Paralelepípedo

ABCDEFGH

com medidas

Figura 8^ 5x2x

Triângulos

ABC

e^ DEF

c)^

=^

AG

AG

AG

d)^

⋅^

w v u w v u

CE

AG

r r r r r r

[^

]^

[^

]

[^

]^ =

w w v w u w

w v v v u v w u v u u

u^

r r r r r r

r r r r r r r r r r r r

5 [

]^

[^

]

[^

]^ =

w w v w u w

w v v v u v w u v u u

u^

r r r r r r

r r r r r r r r r r r r

[^

]^

[^

]

[^

]^ =

25 [

]^

[^

]^

[^

]^

e)^

Os vetores

AG

e

CE

estão representados por duas diagonais internas, da definição do

produto interno para esses vetores, temos:

(^

CE

AG

AG

CE

CE

AG

cos. || ||. || ||= ⋅^ –^

(^

CE

AG

cos. (^38). 38 20

(^

)^

cos

CE

AG

Portanto podemos calcular o ângulo entre as diagonais (vetores), como

(^

)^

o

arccos(

,^

CE

AG

Exercício:

Demonstre o teorema de Pitágoras para um triângulo retângulo qualquer (ver o

triângulo

ABC

figura 8)

Solução:

Considere os vetores

AC

r^ c^ =

e^

CB

r^ b^ =

, portanto o vetor

b c AB

v r^ +=

, calculando a

norma ao quadrado do vetor

AB

(hipotenusa ao quadrado), temos:

2

2

2

2

(^

b b c c b b b c c c b c b c b c

AB

v v r r v v v r r r v r v r v

r^

como o triângulo é retângulo, os vetores

r c e

r b são perpendiculares, portanto

vr ⋅ bc

, o que

resulta em:

2 2 2 2 2 2 c b a b c b

c^

+^

v r v r

Proposição:

Em uma base ortonormal

wv u^

r r^

, se

wz vy ux a^

a a a

r

r r^

=^

e^

wz vy ux b^

b b b

r

r r^

=^

então o produto interno entre os vetores

r a e

r b

é:

ba ba ba

zz y y xx b a^

rr ⋅

Exercício:

Usando a base

{^

wv u^

r r^

da figura 9, calcule

CE

AG

⋅^

Solução:

Como

w v u AG

r r r^

3 2 5

=^

e^

w v u

CE

r r r^

, usando a proposição acima, temos 20 9 4 25 ) 3 ).( (^3) ( ) 2 ).( (^2) ( ) 5 ).( (^5) (

⋅ CE

AG

,^

como

^

havíamos

calculado

anteriormente. 3.9.

Produto Vetorial O^

produto

vetorial

entre

dois

vetores

é

um

vetor

cuja

norma

está

relacionada,

geometricamente, com uma medida em duas dimensões, ou seja, uma área. O fato de o produtovetorial não ser o vetor nulo será um indicativo, por exemplo, de que:

^

Três pontos, que definem dois vetores, formam um triângulo, ou seja, não são colineares; ^

A distância entre duas retas paralelas é positiva (unidade 3);

Além disso, o produto vetorial tem muitos usos em Física como campo magnético, torção, etc. Definição:

O

produto vetorial

entre dois vetores

r^ a e^

r^ b não nulos, é o

vetor

denotado por

b a^

r r^ ×

definido pelas seguintes características: •^

Direção:

Perpendicular aos vetores

r a e

r b , ou seja,

a b a^

r r r^

×^

e^

b b a^

r r r^

×^

•^

Norma:

sen(|| ||. || || || ||^

ba

b a b a^

rr

r r r r^

×

•^

Sentido:

É dado pela regra da mão direita que é equivalente, algebricamente a

{^

b ab a^

r rr r^

×^

ser

uma base positiva do

3 R.

Observações: Analisando a figura 11 em relação à definição do produto vetorial,

•^

Note que apenas com a direção teríamos uma infinidade de vetores para representar ovetor

b a^

r r^ ×

, pois qualquer vetor

AD

, onde

r D^ ∈

, satisfaz a direção exigida, onde

r^

é a

reta que contém o ponto

A

e é perpendicular aos

vetores

r a e

r^ b

•^

Com

a

característica

da

norma,

teríamos

duas

possibilidades para o vetor

b a^

r r^ ×

, ou seja, o vetor

AD

e o vetor

AE

, desde que estes tenham a

norma igual a

b a^

r r^ ×

•^

Para que o vetor

b a^

r r^ ×

seja bem definido, teremos

Figura 11

Produto Vetorial

que escolher um deles. A escolha será feita usando a regra da mão direita, exibida notópico a seguir, mas já adiantando o vetor

b a^

r r^ ×

é o vetor

AD

•^

Note que o vetor

AE

, tem mesma direção, mesmo comprimento, mas sentido oposto, logo

este vetor é o oposto do vetor

b a^

r r^ ×

, ou seja,

(^

b a

AE

r r^ × −=

Regra da mão direita^ A regra da mão direita serve informalmente para definir se três vetores LI formam uma base positiva ou orientação positiva e, no nosso caso em particular, para determinar o sentido dovetor

b a^

r r^ ×

. Esta regra consiste em usar a mão direita e os dedos desta mão da seguinte maneira,

conforme a figura 12:

^

Posicionar o dedo indicador na direção e sentidodo vetor

r^ a (primeiro vetor);

^

Posicionar o dedo médio na direção e sentido do^ r^^ b

(segundo vetor); ^

O polegar indicará qual sentido o vetor

b a^

r r^ ×

deve

ter, que será necessariamente perpendicular aosvetores

b a^

r r^ ×

, por definição.

Caso tenhamos três vetores

r a ,^ b

r^ e

r c , tendo

r c a mesma direção de

b

a^

r

r^ ×

mas sentido oposto,

dizemos que a orientação destes vetores é negativa. Exemplo:

Considere os vetores unitários e ortogonais

r u ,^ v r^ e

r w da figura 9, então:

a)^

w v u^

r r r^

×^

, pois:

o^

r^ w é perpendicular aos vetores

r u e

r^ v

o^

||^

=^

o sen

vu sen v u w^

rr

r r r^

o^

usando a regra da mão direita, confirmamos o resultado;

b)^

u w v^

r r r^

×^

, análogo ao anterior;

c)^

v u w^

r r r^

×^

, análogo aos anteriores;

d)^

w u v^

r r r^

×^

, pela definição;

e)^

w v u^

r r r^

×^

, pois:

o^

r w 6 é perpendicular aos vetores

r u 3 e^

r v 2 ;

o^

=^

o sen

v u sen v u

w^

r r

r

r

r^

o^

usando a regra da mão direita, confirmamos o resultado;

f)^

r 0 r r^

×^ uu

, pois o^

||^

×^

o sen

uu sen u u u u^

rr

r r r r^

Figura 12

Regra da mão direita

Propriedades:

Dados três vetores

r^ u

r, v e

r w quaisquer e o número

R ∈

α^

, temos que:

PPV

(^

u v v u^

r r r r^

×

×^

segue da definição;

PPV

(^

v u v u v u^

r r r r r r α

α

α^

×

×

×

PPV

Propriedade distributiva:

w u v u w v

u^

r r r r r r

r^

×

×

×^

(^

e w v w u w v

u^

r r r r r r

r^

×

×

×

+^

Exercício:

Encontre os produtos vetoriais de todas as combinações entre os vetores

r u ,^ v r^ e^

r w

da figura 9, bem como de seus opostos. Observações:

•^

Geometricamente

o

número

associado

à

norma

||^

b a^

r r^ ×

é exatamente a área do paralelogramo

formado pelos vetores

r a e

r b , conforme a figura

13.Basta observar que a área de um paralelogramo qualquer é sempre comprimento da basevezes a altura. Logo, no caso do paralelogramo

ABCD

formado pelos vetores, a área é

dada por

DE

AB

altura base A^

×

=^

, onde do triângulo retângulo

ADE

temos a seguinte

relação:

.^

ba sen b

sen AD DE

rr

r

θ^

logo a área é dada por:

.^

b a ba sen b a

DE AB A^

r r rr

r r^

×

•^

Note

que

as

áreas

dos

triângulos

ABD

e

BCD

são

iguais

à

metade

da

área

do

paralelogramo

b a A A

r r^ × = =∇

Exemplo:

Com base nessas propriedades e considerando os vetores unitários e ortogonais

r^ u

r, v

e^ w

r^ da figura 9, temos: a)^

= × + × = × + × = + × =

×^

v u u u v u u u v u u

AC

AB

r r r r r r r r r r r

w

w^

r

r

r^

b)^

= + + × + + =

×^

w v u w v u

AG

AG

r r r r r r

[^

]^

[^

]^

[^

]^ =

    • × + + + × + + + ×

=^

w v u w w v u v w v u

u^

r r r r r r r r r r r r

Figura 13

Área do Paralelogramo

ABCD

logo o volume do paralelepípedo é

cos(. || ||. || ||

.^

cb a c b a h A

V^

base

r^ r r

r

r r^

×

×

=^

, que por definição de

produto interno implica que

],

,[

.^

cb a c b a h A

V^

base

r^ r r r r r^

×

=^

Proposição:

Em

uma

base

ortonormal

positiva

{^

w vu

r r^

,^

se

wz vy ux a^

a a a

r

r r^

=^

wz vy ux b^

b b b

r

r r^

=^

e^

wz vy ux c^

c c c

r

r r^

=^

, então produto misto entre os vetores

r a

,^

r^ b e^

r^ c é o

determinante:

c c c

b b b

a a a

z y x

z y x

z y x cb a^

=]

[^

rr

Exercício:

Usando a base

{^

wv u^

r r^

da figura 9, calcule o volume do paralelepípedo gerado pelos

vetores

AG

,^ CE

e

BH

Solução:

Como

w v u AG

r r r^

3 2 5

=^

,^

w v u

CE

r r r^

,^

w v u

BH

r r r^

e o volume é o

módulo do produto misto, pela proposição acima, temos:

[^

]^

,^

BH

CE

AG

como já havíamos calculado anteriormente, logo o volume é

vu

V^

=^

3

Vetores em coordenadas do

3 R

Deste ponto em diante, iremos trabalhar em um sistema ortogonal de coordenadas do espaço

3 R , onde representaremos pontos e vetores por um trio de números, chamados de

coordenadas, e onde aplicaremos toda a teoria anteriormente estudada.

Para tanto, iremos usar a base ortonormal positiva

kj i^

rr r^

de

R

3 , que chamaremos de

base

canônica

Definição:

Seja

3 R

O^

∈^

um ponto e

kj i B^

rr r =^

uma base ortonormal positiva. A dupla

(^

B

O^

é

chamado de

sistema ortogonal de coordenadas

em

R

3 , de origem

O

e base

kj i^

rr r^

Observações:

Com base na figura 15:

^

Consideraremos o sistema ortogonal de coordenadasem

R

3 ,^

ou

simplesmente

sistema

de

coordenadas,

sendo

O

a

origem

do

sistema

de

coordenadas,

e

escolhendo os vetores

OA

r^ i^ =

,^

OB

r^ j^ =

e^

OC

r^ k^ =

3 A simbologia

u.v.

significa unidade de volume, por exemplo:

(^3) m (metro cúbico),

l^ (litro),

cm Figura 15^3 (centímetro cúbico), etc.

Eixos coordenados do

(^3) R

^

Indicaremos por

Ox

,^ Oy

e^

Oz

as três retas definidas pelos segmentos orientados

OA

,^ OB

e

OC

, respectivamente, que são chamadas usualmente de

eixos dos x

( das abscissas

),^

eixos

dos y

( das ordenadas

) e

eixos dos z

( das cotas

^

As setas na figura indicam o sentido positivo de cada eixo. Definição:

Dado

um

ponto

3 R

P^ ∈

qualquer,

as

coordenadas do vetor

OP

na base ortonormal positiva

{^

kj i^

rr r^

, são chamadas de

coordenadas

de

P

no sistema

de

coordenadas

definida

acima,

ou

seja,

se

k z j y i x

OP

P P P

r r r^

=^

, então as

coordenadas

do ponto

P

serão denotadas pela tripla

(^

P P P^

z y x P^

=^

(figura 16).

Exemplo:

Na figura 17, estão marcados alguns pontos:

a)^

Como o vetor

k

j

i

OA

r

r

r^

=^

, logo

A^

b)^

Como o vetor

r r r r^

=^

k j i

OO

, logo

O^

c)^

Os outros pontos são

X^ A

,^

Y^ A

Z^ A

,^

F^

, e

H^

Proposição:

Dados dois pontos

(^

A A A^

z y x A^ =

e^

(^

B B B^

z y x B^

=^

quaisquer, no nosso sistema de

coordenadas do

R

3 , temos que as coordenadas do vetor

AB

são dadas por:

(^

A B A B A B^

z z y y x x

AB

Demonstração:

Note que qualquer vetor

AB

, pode ser escrito como:

k z z j y y i x x

k z j y i x k z j y i x

OB

OA

OB

AO

AB

A B A B A B

B B B

A A A^

r

r

r

r r r r r r

que, escrito em coordenadas, tem-se o resultado

(^

A B A B A B^

z z y y x x^

−^

Observações: ^

Para encontrar as coordenadas de um vetor

AB

basta fazer a diferença, coordenada a

coordenada, entre o ponto final e o ponto inicial; ^

Dois vetores são iguais, quando as coordenadas são iguais. Exemplo:

Considerando os pontos da figura 17, temos que as coordenadas dos vetores são:

AH

,^

= A

AX

,^

FG

,^

(^

= A

FZ

e^

H

YA

Figura 17

Representação de pontos Figura 16

Representação do ponto

P

Exemplos

A partir deste momento iremos refazer, via exercícios e exemplos, todos os produtos entre

vetores, bem como calcular comprimentos, áreas, volumes e outras coisinhas mais, considerandoo sistema de coordenadas do

R

3 definido.

Em todos os exemplos abaixo, considere os pontos

A^

,^

B^

e^

C^

3.11.1.1 Os pontos

A

,^ B

e^

C^

são vértices de um triângulo?

Para verificar que são vértices de um triângulo, basta verificar que os pontos não são

colineares, ou seja, que não estão na uma mesma reta. Como fazer isso?

^

Desenhe um triângulo qualquer; ^

Escolha dois vetores, por exemplo,

AB

r^ u^ =

e^

AC

r^ v^ =

^

Note que esses dois vetores não são paralelos; ^

Logo esses vetores são LI; ^

Dois vetores são LI quando um é múltiplo do outro (correto?) ^

ERRADO, o certo é que, quando são LI, não existe combinação linear entre eles; ^

Logo vamos verificar se é possível achar uma combinação entre esses vetores; ^

Note que

r^ =^ ABu

e^ )^2 , 1 , 3 ( ) 1 (^3) , 0 (^1) , 3 (^0) (

r=^ ACv

^

Se existisse tal combinação, teríamos que

v u^

r r

λ=

, que em coordenadas s

eria:

(^

λ

λ λ λ λ λ λ

λ λ λ

ou seja, é impossível existir um

R ∈

λ^

, tal que

v u^

r r

λ=

, portanto os vetores são LI, logo os

pontos

A

,^ B

e^

C^

são vértices de um triângulo.

3.11.1.2 Qual é a altura relativa ao maior lado do triângulo

ABC

Para determinar a altura relativa, temos que determinar primeiro qual é o maior lado e só

depois achar a altura. Como fazer isso?

^

Vamos calcular a normas dos três vetores, ou seja, a norma de

AB

r^ u^ =

,^

AC

r^ v^ =

e

(^

BC

, logo:

(^

2 2 2

AB

(^

2 2

2

BC

(^

2 2

2

AC

ou seja,

AC

é o maior lado do triângulo, pois

AC

^

Desenhe um triângulo com essas características; ^

Note que a altura procurada é relativa à base

AC

e como a área de um triângulo qualquer

é

altura 2

base

A^

, basta encontrar a área, pois o comprimento da base, já sabemos que

mede

, ou seja, como

k j i k j i

AC

AB

r r r r r r 4

3 2 1 3

×^

, temos que a área é dada por:

2 2 2

au

AC

AB

A^

= + − + = ×

Concluímos finalmente que

cu

A base

altura

=^

Lembrete:

Dado o número

R

a^ ∈

, qualquer, é sempre possível achar dois números naturais

consecutivos

n e

n^

, tais que,

≤^

n a n^

. Por exemplo

=^

3.11.1.3 Encontrar um vetor

r w perpendicular aos vetores

r u e

r^ v

Como fazer isso?

^

Lembre-se que o vetor

v u^

r r^ ×

é um vetor perpendicular aos vetores

r u e

r v ao mesmo

tempo, logo ele será o nosso vetor

r w

^

Logo

k j i AC AB v u w^

r r r

r r r^

+ − = × = ×

=^

, calculado anteriormente.

3.11.1.4 Mostre que

{^

wv u^

r rr

é uma base positiva do

R

Como fazer isso?

^

Para verificar que os três vetores formam uma base, basta mostrar que eles são LI; ^

Usando o teorema, basta verificar que a equação

r 0 r r r^

+^

wz vy ux

possui solução única

=^

z y x^

, ou seja, a solução trivial;

^

Escrevendo a equação em coordenadas temos:

(^

−^

z

y

x

(^

−^

z z z y y y

xx x

Unidade II Retas e Planos 1.^

Situando a Temática

Nesta unidade estudaremos e definiremos as retas e os planos, através de suas equações

vetoriais e algébricas, utilizando de vetores e de suas operações. 2.^

Problematizando a Temática^ Trataremos vários problemas geométricos, como por exemplo, posições relativas entre as retas, entre as retas e os planos e entre planos, bem como calcularemos o ângulo, distâncias einterseções

entre

estes

elementos,

utilizando

as

facilidades

dadas

pelas

propriedades

encontradas nos vetores e suas operações elementares e seus produtos, com suas respectivascaracterísticas geométricas e algébricas. 3.^

Conhecendo a Temática 3.

Introdução^ Vamos primeiramente definir plano, pois uma das possibilidades para a definição de uma reta é a interseção de dois planos não paralelos (pense na interseção do plano do chão com oplano de uma parede: é uma reta).

Sempre que possível, tente desenhar, fazer um esboço, de uma reta, um plano, como será

mostrado aqui, mas mesmo se não tiver habilidades no desenho, imagine sempre planos, aquelesque estão ao seu redor, como paredes, chão, teto, telhados e as retas, como sendo as quinas dasparedes, as linhas de uma quadra de jogo, etc., pois será muito importante ver, ou pensar, decomo essas retas e planos podem estar dispostos no espaço tridimensional. 3.

O plano^ Vamos definir um plano de três maneiras diferentes, ou seja, vamos encontrar uma relação que um ponto

P

qualquer tenha que satisfazer para que pertencer ao plano.Sempre

utilizando

as

ferramentas

e

idéias

dadas

pelos

vetores (e sistemas) estudados nas unidades anteriores.

Vamos representar um plano graficamente por um

“pedaço”, usualmente na forma de um paralelogramo, poisseria impossível representa-lo em um espaço limitado, pois oplano é infinito, veja na figura 1. Usaremos letras gregas minúsculas para representar os planos,exibidas nas colunas

letra

da tabela 1.

Figura 1

Representação de um plano.

letra

LETRA

Nome

letra

LETRA

Nome

letra

LETRA

Nome

αααα^

Α^

Alfa

ιιιι^

Ι^

Iota

ρρρρ^

Ρ^

ββ^ ββ

Β^

Beta

κκ^ κκ

Κ^

capa

σσ^ σσ

Σ^

Sigma

γγγγ^

Γ^

Gama

λλλλ^

Λ^

Lambda

ττττ^

Τ^

Tau

δδδδ^

∆^

Delta

μμμμ^

Μ^

Mi

υυυυ^

Υ^

Ípsilon

εε^ εε

Ε^

Epsílon

νν^ νν

Ν^

Ni^

φφ^ φφ

Φ^

Fi

ζζζζ^

Ζ^

Dzeta

ξξξξ^

Ξ^

csi

χχχχ^

Χ^

Qui

εεεε^

Η^

Eta

οοοο^

Ο^

Ômicron

ψψψψ^

Ψ^

Psi

θθθθ^

Θ^

Teta

ππππ^

Π^

Pi^

ωωωω^

Ω^

Ômega

Tabela 1

Letras gregas minúsculas, maiúsculas e nome.

Por três pontos Considere três pontos não colineares

4 A

,^

B^

e^

C

quaisquer do espaço tridimensional

R

3 , como na figura 2.

As condições para um ponto

P

qualquer, pertencer

ao plano

π^ , são: ^

Os vetores

AB

,^

AC

e

AP

estão “contidos” no

plano

π^ , na realidade são paralelos ao plano

π^ ,

logo o volume do paralelepípedo formado porestes vetores é zero, ou seja, o módulo do produto misto é zero, portanto:

[^

]^

,^

AC

AB

AP

^

Os vetores

AB

,^

AC

e

AP

são linearmente dependentes, logo existe uma combinação

linear do vetor

AP

em relação aos vetores

AB

e

AC

, ou seja, existem dois números

reais

κ^1

e^

, tais que: κ 2

AC

AB

AP

2

1

κ

κ^

Definição:

A equação

AC

AB

AP

2

1

κ

κ^

é chamada de

equação vetorial

do plano

π^

e os dois vetores

AB

e

AC

são chamados de

vetores diretores

do plano.

No sistema de coordenadas, seja

zy x P^

=^

um ponto qualquer do plano

π^

definido

pelos

pontos,

não

colineares,

do

espaço

(^

A A A^

z y x A^ =

,^

(^

B B B^

z y x B^ =

e^

(^

C C C^

z y x C^

=^

considere os vetores

(^

u u u A B A B A

B^

z y x z z y y x x

AB

u^

r^ =

(^

v v v A C A C A

C^

z y x z z y y x x

AC

v^

r^ =

e

(^

A A A^

z z y y x x

AP

=^

4 Que não pertencem a uma reta ou que formam um triângulo.

Figura 2

Plano definido por três pontos.

Portanto:

^

Dá equação vetorial, temos:

AC

AB

AP

2

1

κ

κ^

v u

AP

r r^

2 1

κ κ^

r

r^

v

v v v

u

u u u

AP

A A A^

z y x z y x z z y y x

x^

(^

2

1

κ

κ^

Escrevendo cada coordenada como uma equação e isolando as variáveis

x

,^

y^

e^

z^ ,

temos

o

seguinte

sistema

de

equações,

chamado

de

sistemas

de

equações

paramétricas do plano

π^

ou simplesmente de

equações paramétricas do plano

2

1

2

1

2

1

κ

κ

κ

κ

κ

κ

π

v

u

A

v

u

A

v

u

A

z

z

z

y

y

y

x

x

x x y z

^

Do produto misto temos:

[^

]^

,^

AC

AB

AP^ [

]^

vu AP

rr

v

v

v

u

u

u

A

A

A

z

y

x

z

y

x

z z y y x x

(^

−^

c

u v v u A b

v u u v A a

u v v u A^

yx

y x z z zx z x y y z y z y x x

Fazendo:

o^

(^

uv

vu

z y z y a^

=^

o^

(^

v u uv

z x z x b^

=^

o^

(^

u v vu

yx yx c^

=^

e

o^

(^

A A A^

cz by ax d^

Temos a chamada

equação geral

, ou

equação normal

, ou simplesmente

equação do

plano

π^ , dado por

:^

+^

d cz by ax π

Exercício:

Determinar as equações paramétricas e a equação normal do plano

π^

que contém os

pontos

A^

,^

B^

e^

C^

, e verificar se o ponto

D^

e a origem do

sistema pertencem ao plano. Solução:

Os vetores diretores são

AB

e^

AC

. Seja

zy x P^

=^

um ponto

qualquer do plano, então temos

(^

=^

zy

x AP

, logo:

^

Da equação vetorial temos:

(^

2

1

κ

κ

zy

x

Que resulta em nas equações paramétricas do plano

π^ :

2 2 2 1 1 1

κ κ κ κ κ κ

π

x y z

^

Do produto misto temos:

−^

z y

x

Que resulta na seguinte equação normal do plano

π^ :

−^

z y x π

^

Para verificar que o ponto

1 (^ −

D^

e a origem

O^

, pertencem ao plano, basta

substituir as três coordenadas dos pontos na equação do plano

π^. Se a igualdade for

satisfeita, o ponto pertence ao plano, caso contrário, não pertence, logo:

o^

(^

z y x

O^

, logo O não pertence a

π^ ;

o^

{^

{^

1 (^

z y x

D^

, logo D pertence ao plano

π^.

Observações:

•^

Note que, nas equações paramétricas do exercício anterior, as coordenadas do ponto

A^

, estão “soltas” em uma coluna e as coordenadas dos dois vetores

AB

e^

AC

também estão nas colunas, porém multiplicadas pelos dois parâmetros

κ^ e^1

κ^.^2

•^

Nas equações paramétricas do plano

π^ , substituindo:

= κ 1

e^

= κ 2

, temos o ponto

A ,

= κ 1

e^

= κ 2

, temos o ponto

B^

e

= κ 1

e^

= κ 2

, temos o ponto

C

•^

Para cada par de parâmetros

κ^ e^1

κ^2

correspondem a um único ponto do plano e para

cada ponto

P^

do plano corresponde um único par de parâmetros.

Por um ponto e dois vetores Considere

um

ponto

A^

qualquer

do

espaço

tridimensional e dois vetores

r u e

r v , não paralelos, ou

seja, linearmente independentes, como na figura 3.

Figura 3

Plano definido por um ponto e

dois vetores.

Portanto, da equação vetorial, temos:

AB

AP

τ=^ u AP

r τ

r u

u u u

AP

A A A^

z y x z z y y x

x^

τ= − − −

Escrevendo cada coordenada como uma equação e isolando as variáveis

x

,^

y^

e^

z^ ,

temos o seguinte sistema de equações, chamado de

sistemas de

equações paramétricas da

reta

r^

ou simplesmente de

equações paramétricas da reta

τ τ τ u

A

u

A

u

A

z

z

y

y

x

x x y z r^ :

Se

nenhuma

das

coordenadas

do

vetor

diretor

AB

r^ u^ =

,^ for

nula,

podemos

isolar

o

parâmetro

τ^

de cada uma das equações acima, obtendo

xA x u x^ −= τ^

,^

yA yu y^ −= τ^

e^

zA zu z^ −= τ^

, ou

seja, temos a seguinte igualdade

A u

A u

A u

zz y

yy y

xx x

= τ

Definição:

O sistema de equações

A u

A u

A u

zz y

yy y

xx x r^

é chamado sistema de equações da reta

r^

na forma simétrica, ou simplesmente

equações

simétricas da reta

r.

Exercício:

Determinar as equações paramétricas e simétricas da reta

r^

que contém os pontos

A^

e^

B^

, e verificar se o ponto

E^

e a origem do sistema pertencem à reta.

Solução:

O vetor diretor da reta é

AB

. Seja

z yx P^ =

um ponto qualquer da reta,

então temos

(^

=^

z y x AP

e a equação vetorial:

(^

τ zy

x

Que resulta em nas equações paramétricas da reta

τ 1 τ 1 τ 1 3 0 1 : x y z r^

Isolando o parâmetro

τ^

das equações acima, obtemos as equações simétricas da reta:

:^

−^ −

z

y

x r^

, ou

−^

z y x r^

Para verificar que o ponto

= E

e a origem

O^

, pertencem à reta, basta substituir as

três coordenadas dos pontos nas equações simétricas da reta, se as igualdades forem satisfeitas,o ponto pertence à reta, caso contrário, não pertence, logo:

1

0

3

−=

=

=

O^

, não pertence a r;

2

2

2

=

=

=

E^

, pertence à reta r.

Por um ponto e um vetor Considere

um

ponto

A^

qualquer

do

espaço

tridimensional e um vetor

r u , não nulo, como na figura 7.

As condições de um ponto

P

qualquer pertencer à

reta

r^

são as mesmas utilizadas anteriormente para uma reta definidos por dois pontos, pois só foram utilizados, defato, o ponto

A

e o vetor diretor

AB

r^ u^ =

Por dois planos Considere

dois

planos,

não

paralelos

e

não

coincidentes, quaisquer, como na figura 8.

Para determinar a reta

r^

interseção destes

dois

planos,

vamos

considerá-los

definidos

por

:^

+^

d cz by ax α^

e^

:^

+^

s rz qy px β^

,^ logo

a

reta é a solução do sistema:

:^

s rz qy px

d cz by ax r

Lembre-se que para definir uma reta, é necessário: ^

Dois pontosNeste caso podemos achar duas soluções para o sistema acima, não necessariamente tendoque resolver o sistema. Como fazer isso?

Será que esta reta tem algum ponto cuja primeira coordenada seja 0?

o^

Fazendo

x^

, o sistema acima, fica apenas com duas variáveis, que é bem mais fácil

de resolver, ou seja,

:^

s rz qy

d cz by r^

. Se tiver solução, achamos o primeiro ponto,

caso contrário, faça

y^

,^

z^

ou qualquer outro valor para uma das coordenadas.

o^

Para achar o segundo ponto, siga a mesma idéia de achar o primeiro ponto.

^

Um ponto e um vetor diretorAche um ponto como anteriormente e observe que o vetor diretor da reta é perpendicular aosvetores

r^ n e^ α

r^ n , ou seja, podemos considerar o vetor diretor^ β

β α^

n n u^

r r r^

×

=^

Figura 8

Reta definida por dois planos. Figura 7

Reta definida por um ponto

e um vetor

Exercício:

Determinar as equações paramétricas e simétricas da reta

r^

dada pela interseção dos

planos

:^

+^

z y x α^

e^

+^

z y x β^

Solução: ^

Vamos primeiro determinar esta reta r, como solução do sistema

z z y y x^ x

, usando o

método do escalonamento, temos:

^ 

2 1 1 1 2 2 L L L L L L

O que resulta no sistema equivalente

z z x^ y

, escolhendo

τ= z^

e substituindo no

sistema equivalente, obtemos as equações paramétricas da reta

τ 2 τ 1 τ 1 (^320)

: x y z r^

e destas,

obtemos as equações simétricas

:^

z

y

x r^

^

Se

não

gostar

de

escalonamento,

podemos

então

determinar

dois

pontos

da

reta

r

escolhendo, por exemplo,

o^

y^

, reduzindo o sistema para

z z x^ x

, tendo como solução

x^

e^

= z

, ou

seja, um primeiro ponto da reta é

1 (^

= A

o^

z^

, reduzindo o sistema para

y^ y x^ x

, tendo como solução

= x

e^

y^

ou seja, um segundo ponto da reta é

B^

Logo um vetor diretor é o vetor

r^ =^ ABu

e, portanto, as equações paramétricas da

reta

são

τ 4 τ 2 τ 2 1 0 2 : x y z r^

e,^

destas

equações,

obtemos

as

equações

simétricas

:^

z y x r^

^

Pode-se também determinar um ponto e um vetor diretor da reta.

o^

Para

encontrar

um

ponto,

fazemos

como

acima.

Vamos

utilizar,

então,

o

ponto

1 (^

= A

o^

Para

determinar

um

vetor

diretor,

basta

calcular

β α^

n n u^

r r r^

×

=^

,^

logo

k j i k j i n n

u^

r r r r r r r r

r^

×

=^

β α^

Portanto

as

equações

paramétricas

da

reta

são

τ 2 τ 1 τ 1 1 0 2 : x y z r^

e^

destas,

obtemos

as

equações simétricas

:^

z y x r^

Observação:

Apesar das equações paramétricas e simétricas da reta

r , encontradas no exercício

acima, serem diferentes, elas representam a mesma reta

r , o que as diferencia é a escolha de um

ponto inicial e de um “novo” vetor diretor, múltiplo do vetor diretor obtido anteriormente. 3.

Posição relativa^ Para o estudo de posições

relativas, é importante “enxergar”

as

retas

e os

planos,

juntamente com os elementos que o definem, ou seja, FAÇA vários esboços, por exemplo, duasretas paralelas, uma reta perpendicular a um plano, etc.

Para resolver problemas, como ângulos, distâncias e interseções, envolvendo retas e

planos, não como eles estão definidos pelas suas equações, mas genericamente, é necessáriosaber como eles estão colocados no espaço, ou seja, em que posição um está em relação aooutro. 3.4.

Entre retas

Existem quatro possibilidades para a posição relativa entre duas retas.Vamos considerar, para efeito de estudos das posições relativas:

^

A reta

r^ definida pelo ponto

R

e pelo vetor diretor

r^ r e

^

A reta

s^

definida pelo ponto

S

e pelo vetor diretor

r^ s

Retas coincidentes Observando as duas retas

r^ e^ s

paralelas coincidentes, na

figura 9, concluímos que: ^

Representam a mesma reta; ^

Os vetores diretores

r r e

r s são paralelos, logo são

LD;

^

O ponto

r S^ ∈

e^

s R^ ∈

Figura 9

Retas coincidentes.