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Calibração de Rotâmetros: Experimento e Análise de Dados, Trabalhos de Hidráulica

Relatório apresentado na disciplina laboratório de engenharia ambiental i da universidade católica de pernambuco (unicap), onde são estudados os princípios básicos da medição de vazões em rotâmetros e realizados experimentos para identificação de suas características de operação. A curva de calibração é traçada para um rotâmetro a gás usando o método dos mínimos quadrados.

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 17/01/2020

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beth-lima 🇧🇷

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO - UNICAP
CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (CCT)
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E QUÍMICA
Relatório da Atividade da Prática 02
Calibração de Rotâmetro
Professor: Hilário Jorge
Alunas: Elizabeth Lima
Marina Silva
Turma: NX75-0
Horário: 3PQ e 6PQ
Recife, 2016
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO - UNICAP

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (CCT)

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL E QUÍMICA

Relatório da Atividade da Prática 02

Calibração de Rotâmetro

Professor: Hilário Jorge

Alunas: Elizabeth Lima

Marina Silva

Turma: NX75-

Horário: 3PQ e 6PQ

Recife, 2016

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO - UNICAP

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA (CCT)

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL

Relatório da Atividade da Prática 02

Calibração de Rotâmetro

Relatório apresentado à disciplina

Laboratório de Engenharia Ambiental I,

como parte integrante dos requisitos

necessários para a obtenção

da nota do 1ºGQ.

Recife, 2016

1. INTRODUÇÃO

O rotâmetro é um dispositivo normalmente utilizado para realizar as

medidas de vazão de fluidos nas respectivas indústrias químicas,

farmacêuticas, petroquímicas, alimentícias e mecânicas, como também são

bastantes comuns em laboratórios e no tratamento de águas. Ele é conhecido

como medidor de fluxo de área variável. O funcionamento básico pode ser visto

pelo esquema da Figura 1. O fluido infiltra pela base de um tubo vertical de

vidro de seção transversal variável, e causa a subida de um bulbo ou flutuador.

Esse flutuador se desloca para um ponto no centro do tubo onde existe

equilíbrio entre as forças de impulso e o arraste. A posição do flutuador no

interior do tubo é por sua vez tomado como indicativa da vazão do fluido

através do instrumento. Como este dispositivo é chamado algumas vezes por

medidor de área porque a elevação do flutuador depende da área anelar

existente entre este componente e o tubo.

Figura 1 – Diagrama esquemático de funcionamento de um rotâmetro

O rotâmetro é constituído por um tubo cônico, com o diâmetro menor do

lado de baixo, dentro do qual existe um flutuador ou bóia ou como também

chamado de bulbo que devem ser constituídos de materiais cujas massas

específicas necessitam ser perfeitamente reconhecidas. É através da parte

menor do tubo que o fluido entra. A bóia pode mover-se livremente na vertical,

subindo ou descendo no tubo, conforme aumenta ou diminui o fluxo. O tubo

possui uma escala de medida onde podemos ler diretamente o valor do fluxo

através da borda de cima da bóia. Convém notar que a bóia terá que ter uma

densidade superior à do fluido. São dotados de marcações externas, que

podem ser subdivididas, dependendo da precisão, finalidade e também da

fabricação. Essas marcações estão subordinadas a área anular existente no

ponto, em função da qual se tem maior ou menor vazão do fluido. Na base do

rotâmetro está presente a menor área anular e a vazão do fluido

respectivamente, na parte superior obtém-se a maior área anular e por

conseqüência a maior vazão. A forma correta de se instalar um rotâmetro é na

posição vertical, sendo recomendável uma linha em “by-pass”, que significa

uma linha de água que faz um desvio no seu caminho de origem, encontrando

assim uma rota alternativa por onde possa fluir o líquido para auxiliá-lo durante

o período de manutenção.

Portanto, o fluxo do fluido deve ser admitido de forma lenta para evitar

que o flutuador atinja de repente o topo do medidor.

2. OBJETIVOS

Estudar os princípios básicos da medição de vazões em rotâmetros;

Realizar experimentos para identificação das características de

operação do instrumento;

Traçar a curva de calibração para o rotâmetro a gás com auxílio do

Método dos Mínimos Quadrados.

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1 MATERIAIS UTILIZADOS:

Calculadora científica;

Rotâmetros (LPH);

Sistema de tubulação (PVC);

Bomba centrífuga (MODELO PE1-5ZN KW/HP 0.37/0.

110V/220V);

Fluido (água);

Provetas( 1.000 mL e 2.000mL);

Celular para cronometrar o tempo e tirar fotos.

Figura 4 – Rotâmetros

Figura 5 – Provetas de 2000 mL e 1000mL

3.2 METODOLOGIA

Observou-se o comportamento do flutuador do rotâmetro durante a

realização das seis medidas de vazão, no qual variaram de 1.000mL à

3.500mL do fluido líquido (água) de coloração esverdeada regulando a válvula

de escape de fluido (by pass) para fora do sistema. Esta regulagem permitiu

aumentar ou diminuir a vazão do fluido através do rotâmetro. Foram realizadas

medidas da vazão de fluido de modo controlado (três duplicatas para cada

vazão). Escolheu-se uma faixa de calibração, que foi equivalente a faixa de

trabalho. O material utilizado como auxílio foram duas provetas das quais

variaram de 1.000mL a 2.000mL para realizar as devidas medidas dos

respectivos volumes em função do tempo, comparou-se e por fim realizou-se a

construção da curva de calibração para compreender qual foi o comportamento

da curva de calibração.

De acordo com uma abordagem estatística para a modelagem, pode-se

representar esta relação entre duas variáveis (vazão teórica e vazão

experimental) por meio de uma analise de Regressão Linear Simples para

estimar o verdadeiro valor dessa vazão.

O valor previsto foi obtido a partir da equação de uma reta (Equação 1):

X = b 0

  • b 1

X

1

Onde:

Y = Valor previsto ou variável resposta;

b 0

e b 1

=¿Coeficientes de regressão;

X

1

=¿ (^) Variáveis independentes ou fatores.

b 0

Y + b 1

X

b 1

i = 1

n

X

i

Y

i

n

X Y

i = 1

n

n

X

2

X =

i = 1

n

X

1

n

e

Y =

i = 1

n

Y

i

n

Tabela 5 Medidas do volume para 3000ml

3000 (L/h) Volume (mL) Tempo (s) Vazão (L/h)

1 2460 2,95 3002,

2 2130 2,49 3079,

3 1918 1,67 4134,

Média 3405,

Tabela 6 Medidas do volume para 3500ml

3500 (L/h) Volume (mL) Tempo (s) Vazão (L/h)

1 2340 3,01 2798,

2 2000 1,97 3654,

3 2610 2,30 4085,

Média 3512,

Com as vazões médias obtidas das tabelas acima, montou-se uma nova

tabela aplicando o método dos mínimos quadrados, a fim de encontrar os

valores de b0 e b1 para determinar a equação.

Tabela 7 – Resultados das medidas obtidas experimentalmente.

N Xi (L/h) Yi (L/h) Xi² Yi² Xi. Yi Y = b 0

+

b 1 Xi

1 1000 1064,43 1000000 1133011,22 1064430 1116,

2 1500 1615,11 2250000 2608580,31 2422665 1643,

3 2000 2085,17 4000000 4347933,93 4170340 2170,

4 2500 2918,97 6250000 8520385,86 7297425 2697,

5 3000 3405,39 9000000 11596681,05 10216170 3224,

6 3500 3512,90 12250000 12340466,41 12295150 3751,

Somatór

io

13500 14601,

7

34750000 40547058,

9

3746618

0

Média 2250 2433,

b1 1,

b0 61,

( N = Número de amostras; Xi = Vazão do rotâmetro; Yi = Vazão experimental média)

Logo em seguida foi feita a curva de calibração como mostra o gráfico

abaixo:

Gráfico 1 – Vazão experimental x Vazão do rotâmetro

500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000

0

500

1000

1500

2000

2500

3000

3500

4000

Dados_experime

ntais

Ajuste_MMQ

VAZÃO DO ROTÂMERO (L/h)

VAZÃO EXPERIMENTAL (L/h)

Ainda foi calculado com auxilio da tabela 7 (Resultados das medidas

obtidas experimentalmente) o desvio padrão, coeficiente de variação, erro

padrão e margem de erro.

Valor

Médio (

X )

Desvio

Padrão (S)

Coeficiente

de variação

(Cv)

Erro

padrão

(e)

Margem

de erro

(E)

2433,66 1001,08 0,41 408,69 801,

Observações:

Feita análise do gráfico e tabelas acima, percebeu-se que houve uma

grande variação, principalmente, nas vazões experimentais correspondentes a

vazão de 2500L/h e 3000L/h do rotâmetro. Porém, foi observado durante a

prática que nos primeiros volumes anotados (3500L/h, 3000L/h e 2500L/h),

houve erro na leitura das provetas. Essa observação pode explicar o motivo da

grande variação.

Como as vazões variaram muito, pode-se explicar os valores, também

altos, do desvio padrão, coeficiente de variação, erro padrão e margem de erro.

Observou-se também que houve “delay” na marcação do tempo, o que

pode ter contribuído, também, para os resultados altos acima.