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Algo mais sobre a camada de ozônio e o protocolo de montreal
Tipologia: Notas de estudo
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É uma camada de gás que envolve a Terra, localizada na estratosfera, composta
pelo gás ozônio (O3). Serve como uma capa ou um filtro que protege o planeta
terra das radiações solares, totalmente nocivas para os seres humanos, animais e
plantas.
O ozônio (O3) é um gás azul-claro, instável, altamente reativo, oxidante e
diamagnético. Na troposfera é encontrado cerca de 10% de ozônio, os outros 90%
estão na estratosfera, que tem o papel de absorver grande parte dos raios
ultravioletas. Já na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do
ar e a chuva ácida.
Camada de Ozônio
Naturalmente, esses raios nos atingem, e
quanto mais estreita for a camada de ozônio,
mais seremos prejudicados. A cada 1% de
redução da camada de ozônio, aumenta 2,5%
da incidência de melanomas na pele.
Para o meio ambiente, o risco é na redução
da produção agrícola, problemas na cadeia
alimentar, desequilíbrio do clima e a ameaça
ao plâncton (plantas e animais microscópicos
que vivem na superfície do mar), pois são
importantíssimos para a cadeia alimentar
marinha e absorvem metade das emissões de
dióxido de carbono do planeta.
Destruição da Camada de Ozônio
Infelizmente o homem vem produzindo substâncias que destroem a
camada de ozônio, tornando-a fina, em alguns lugares do mundo,
principalmente sobre as regiões próximas ao Polo Sul e Polo Norte.
Das substâncias prejudiciais se encontram o grupo:
Gases clorofluorcarbonos (CFCs) - os mais perigosos;
Dos óxidos nítricos e nitrosos - expelidos pelos exaustores dos
veículos;
Dióxido de Carbono (CO²), produzido pela queima de combustíveis
fósseis (como o carvão e o petróleo).
Protocolo de Montreal
O Protocolo de Montreal foi um tratado feito internacionalmente, com o objetivo
de fazer os países se comprometerem a acabar e substituir o uso do CFCs e de
outras substâncias que contribuem para a destruição da camada de ozônio.
O tratado ficou aberto para adesão a partir do dia 16 de setembro de 1987, e
entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1989. Mais de 150 países aderiram ao
protocolo e estipulou-se 10 anos para que diminuíssem de forma significante ou
acabassem com o uso das substâncias.
Foi um acordo internacional muito bem sucedido e em comemoração, a ONU
declarou dia 16 de setembro como o Dia Internacional para a Preservação da
Camada de Ozônio.
Segundo o ranking divulgado pela Divisão de Estatística das Nações Unidas,
atualmente o Brasil é o quinto país que mais reduziu o consumo de CFCs após o
protocolo. Na nossa frente, estão: a Rússia, o Japão, os Estados Unidos e a China.
Um dos problemas para se alcançar a máxima redução do uso de CFC são as
pequenas indústrias que não possuem capacidade financeira para se adaptar ao
que foi proposto no protocolo, além dos governos que não investem em projetos e
medidas de redução e também não fiscalizam as empresas e indústrias.
Alternativas para a Redução da Camada
de Ozônio
Após o tratado, estudos e pesquisas se
intensificaram com o objetivo de descobrir
uma forma de substituir o CFC, e o proposto
foi o uso de uma mistura do butano com
propano, uma forma significativamente mais
barata e que substitui completamente o CFC.