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teste de cantigas de amor do 10 ano.
Tipologia: Provas
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Compartilhado em 15/11/2022
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NOME: ____________________________________________________ N.NOME: ____________________________________________________ N.OO: ___: _________ TURMA:TURMA: ____________ DATA:DATA: __________________________________________
GRUPO IGRUPO I PARTE APARTE A Leia a composição lírica deLeia a composição lírica de Pai Soares de TaveirósPai Soares de Taveirós que se apresenta.que se apresenta.
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Como morreu quem nunca bemComo morreu quem nunca bem ouve da remouve da rem^11 que mais amou,que mais amou, e quem viu quanto receoue quem viu quanto receou d’ela,d’ela,^22 e foi morto por ém:e foi morto por ém:^33 Ai mia senhor, assi moir’eu!Ai mia senhor, assi moir’eu!
Como morreu quem foi amarComo morreu quem foi amar quem lhe nunca quis bem fazerquem lhe nunca quis bem fazer^44 e de quem lhe fez Deus veere de quem lhe fez Deus veer de que foi morto com pesar:de que foi morto com pesar:^55 Ai mia senhor, assi moir’eu!Ai mia senhor, assi moir’eu!
Com’ ome que ensandeceu,Com’ ome que ensandeceu,^66 senhor, com gram pesar que viu,senhor, com gram pesar que viu, e nom foi ledoe nom foi ledo^77 nem dormiunem dormiu depois, mia senhor, e morreu:depois, mia senhor, e morreu: Ai mia senhor, assi moir’eu!Ai mia senhor, assi moir’eu!
Como morreu quem amou talComo morreu quem amou tal dona que lhe nunca fez bem,dona que lhe nunca fez bem, e quem a viu levar a queme quem a viu levar a quem a nom valia,a nom valia,^88 nem a val:nem a val: Ai mia senhor, assi moir’eu!Ai mia senhor, assi moir’eu!
(1)(1) rem:rem: pessoa (o vocábulopessoa (o vocábulo remrem significasignifica coisacoisa mas nesta cantiga pode adotar-se o significado apresentado).mas nesta cantiga pode adotar-se o significado apresentado). (2)(2) e quem viu quanto receoue quem viu quanto receou / d’ela/ d’ela:: e quem viu acontecer aquilo que receou acerca dela.e quem viu acontecer aquilo que receou acerca dela. (3)(3) por ém:por ém: por isso.por isso. (4)(4) bem fazer:bem fazer: corresponder ao amor.corresponder ao amor. (5)(5) e de quem lhe fez Deus veer / de que foi morto com pesar:e de quem lhe fez Deus veer / de que foi morto com pesar:^ e acerca de quem Deus lhe fez ver alguma coisa quee acerca de quem Deus lhe fez ver alguma coisa que o fez morrero fez morrer com desgosto.com desgosto. (6)(6) ensandeceu:ensandeceu: enlouqueceu.enlouqueceu. (7)(7) ledo:ledo: alegre.alegre. (8)(8) quem a viu levar a quem / a nom valia:quem a viu levar a quem / a nom valia: quem a viu ficar com quem a não merecia.quem a viu ficar com quem a não merecia.
Apresente, de forma clara e bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.Apresente, de forma clara e bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.
1.1. Identifique o género da cantiga trovadoresca, justificando a sua resposta.Identifique o género da cantiga trovadoresca, justificando a sua resposta.
2.2. Esta cantiga evoca o tema da coita de amor, apresentando-se um paralelismo entre alguém que morreuEsta cantiga evoca o tema da coita de amor, apresentando-se um paralelismo entre alguém que morreu de amor e a situação em que se encontra o sujeito poético.de amor e a situação em que se encontra o sujeito poético.
2.12.1 Explique de que forma este paralelismo estrutura a cantiga, fundamentando a sua resposta comExplique de que forma este paralelismo estrutura a cantiga, fundamentando a sua resposta com transcrições textuais.transcrições textuais.
3.3. Refira-se ao campo semântico (relacionado com a morte e o lamento) e ao refrão da cantiga, explicandoRefira-se ao campo semântico (relacionado com a morte e o lamento) e ao refrão da cantiga, explicando como contribuem para concretizar a noção de coita de amor.como contribuem para concretizar a noção de coita de amor.
PARTE BPARTE B
Leia a composição lírica deLeia a composição lírica de Pero Gomes BarrosoPero Gomes Barroso..^11
Moir’eu aqui de dessoriamMoir’eu aqui de dessoriam^22 e dizem cae dizem ca^33 moiro d’amor;moiro d’amor; e haveria gram sabore haveria gram sabor^44 de comer, se tevesse pam;de comer, se tevesse pam; e, amigos, direi-vos al:e, amigos, direi-vos al:^55 moir’eu do que em Portugalmoir’eu do que em Portugal morreu Dom Ponço de Baiam.morreu Dom Ponço de Baiam.^66
EE quantos m’ est’ a mi dirámquantos m’ est’ a mi dirám^77 que nom posso comer d’amor,que nom posso comer d’amor, dê-lhis Deus [a]tam gram sabordê-lhis Deus [a]tam gram sabor com’ end’ eu hei;com’ end’ eu hei;^88 e v[e]eráme v[e]erám que há gram coitaque há gram coita^99 de comerde comer quem dinheiros nom pod’ haverquem dinheiros nom pod’ haver de que o compr’ e nom lho dam.de que o compr’ e nom lho dam.
(1) Esta cantiga segue a transcrição feita por Graça Videira Lopes na obra(1) Esta cantiga segue a transcrição feita por Graça Videira Lopes na obra Cantigas de Escárnio e Maldizer dosCantigas de Escárnio e Maldizer dos Trovadores e Jograis Galego-PortuguesesTrovadores e Jograis Galego-Portugueses, Lisboa, Editorial Estampa, julho de 2002,, Lisboa, Editorial Estampa, julho de 2002, p. 422.p. 422. (2)(2) de dessoriam:de dessoriam: de fraqueza, de esvaziamento (de fome).de fraqueza, de esvaziamento (de fome). (3)(3) ca:ca: que.que. (4)(4) gram sabor:gram sabor: ter vontade, ter gosto.ter vontade, ter gosto. (5)(5) al:al: outra coisa.outra coisa. (6)(6) Dom Poço de Baiam:Dom Poço de Baiam: fidalgo português, rico-homem das cortes de D. Sancho I, D. Afonso II e D. Sancho II;fidalgo português, rico-homem das cortes de D. Sancho I, D. Afonso II e D. Sancho II; possível referência irónica.possível referência irónica. (7)(7) m’est’a mi dirámm’est’a mi dirám:: me dizem.me dizem. (8)(8) end’eu hend’eu hei:ei: disso tenho eu.disso tenho eu. (9)(9) coita:coita: sofrimento; ânsia.sofrimento; ânsia.
Apresente, de forma clara e bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.Apresente, de forma clara e bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.
1.1. Identifique o género da cantiga trovadoresca, justificando a sua resposta.Identifique o género da cantiga trovadoresca, justificando a sua resposta.
2.2. Explique de que forma se pode considerar esta cantiga como uma crítica à noção de coita de amor presente naExplique de que forma se pode considerar esta cantiga como uma crítica à noção de coita de amor presente na lírica trovadoresca.lírica trovadoresca.
GRUPO IIGRUPO II
Leia o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulte as notas.Leia o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulte as notas.
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A poesia de corte compilada no Cancioneiro da Ajuda e nos que se lhe seguem é, naturalmente, muitoA poesia de corte compilada no Cancioneiro da Ajuda e nos que se lhe seguem é, naturalmente, muito diversa da dos cantores rústicos, que correspondem aos gostos e interesses da gente rural, conquanto fossemdiversa da dos cantores rústicos, que correspondem aos gostos e interesses da gente rural, conquanto fossem também cantados nas vilas e cidades.também cantados nas vilas e cidades. Ao contrário da cantiga de amigo, o cantar de amor não sugere ambientes, sejam físicos, determinadosAo contrário da cantiga de amigo, o cantar de amor não sugere ambientes, sejam físicos, determinados por referências ao mundo exterior, ou sociais, resultantes da presença de personagens interessadas nopor referências ao mundo exterior, ou sociais, resultantes da presença de personagens interessadas no enredo amoroso; não se refere à mãe, ao santo da romaria, às ondas do mar ou às árvores em flor. Istoenredo amoroso; não se refere à mãe, ao santo da romaria, às ondas do mar ou às árvores em flor. Isto resulta de, ao contrário da poesia popular, esta não ser dramática. Só duas ou três vezes respigamos alusõesresulta de, ao contrário da poesia popular, esta não ser dramática. Só duas ou três vezes respigamos alusões ao mundo ambiente: um poeta admirou uma dama por entre as ameias de um castelo; outro perdeu-se porao mundo ambiente: um poeta admirou uma dama por entre as ameias de um castelo; outro perdeu-se por uma mulher que viu em cabelo entoando um cantar. Estar «em cabelo», nesta época, era uma antecipação deuma mulher que viu em cabelo entoando um cantar. Estar «em cabelo», nesta época, era uma antecipação de estar nua.estar nua. Não há espaço à volta nos cantares de amor, se excetuarmos as pastorelas, que imitam de perto asNão há espaço à volta nos cantares de amor, se excetuarmos as pastorelas, que imitam de perto as provençais, mas só a voz que canta na solidão: uma súplica do apaixonado para que a «senhor» reconheça eprovençais, mas só a voz que canta na solidão: uma súplica do apaixonado para que a «senhor» reconheça e premeie o seu «serviço»; ou um elogio abstrato da beleza dela; ou uma descrição dos tormentos do poetapremeie o seu «serviço»; ou um elogio abstrato da beleza dela; ou uma descrição dos tormentos do poeta dirigida à piedade ou «mesura»dirigida à piedade ou «mesura»^11 da «senhor».da «senhor».
1.51.5 Na fraseNa frase «É fácil compreende«É fácil compreender o quer o que significa estesignifica este eufemismo» (linhaseufemismo» (linhas 24-25), o vocábulo «e24-25), o vocábulo «eufemismo»ufemismo» indica que «fazer bem» é uma forma deindica que «fazer bem» é uma forma de (A)(A) enfatizar oenfatizar o significado dosignificado do pacto entrepacto entre o servidoro servidor e ae a «senhor».«senhor». (B)(B) exagerarexagerar o significadoo significado do pactodo pacto entre oentre o servidor eservidor e a «sea «senhor».nhor». (C)(C) atenuar oatenuar o significado dosignificado do pacto entrepacto entre o seo servidor ervidor e a «senhor».a «senhor». (D)(D) disfarçar odisfarçar o significado dosignificado do pacto entrepacto entre o seo servidor ervidor e a «senhor».a «senhor». 1.61.6 O valor asO valor aspetual presentepetual presente na frase «Ona frase «O amor trovadoresco eamor trovadoresco e cavaleiresco é,cavaleiresco é, por ideal, sepor ideal, secreto, clandestinocreto, clandestino e impossível» (linhas 34-35) ée impossível» (linhas 34-35) é (A)(A) genérico.genérico. (B)(B) habitual.habitual. (C)(C) iterativo.iterativo. (D)(D) imperfetivo.imperfetivo. 1.71.7 OO textotexto apresentadoapresentado podepode enquadrar-se noenquadrar-se no génerogénero (A)(A) narrativo.narrativo. (B)(B) descritivo.descritivo. (C)(C) argumentativo.argumentativo. (D)(D) expositivo.expositivo.
22 IdentifiqueIdentifique aa funçãofunção sintáticasintática desempenhada pelosdesempenhada pelos constituintesconstituintes indicados.indicados.
a)a) «de«de corte»corte» (linha(linha 1)1) b)b) «o cantar«o cantar de amor»de amor» (linha 4)(linha 4) c)c) «as«as provençais»provençais» (linha(linha 12)12)
33 Identifique osIdentifique os processos fonológicosprocessos fonológicos envolvidos naenvolvidos na evolução dosevolução dos seguintes termos doseguintes termos do latim para o portuguêslatim para o português contemporâneo.contemporâneo. a)a) gramgram grandegrande b)b) moiromoiro morromorro c)c) veerveer verver
44 Classifique asClassifique as oraçõesorações subordinadassubordinadas presentespresentes nasnas expressõesexpressões seguintes.seguintes.
a)a) «que«que viu emviu em cabelo» (linhacabelo» (linha 9)9) b)b) «se e«se excetuarmos asxcetuarmos as pastorelas» (linha 11)pastorelas» (linha 11) c)c) «para que ninguém«para que ninguém sequer suspesequer suspeitasse do nomeitasse do nome da sua seda sua senhora» (linha 20)nhora» (linha 20)
GRUPO IIIGRUPO III
A partir do texto de António José Saraiva apresentado no Grupo II, construa umaA partir do texto de António José Saraiva apresentado no Grupo II, construa uma síntesesíntese bem estruturada do mesmobem estruturada do mesmo texto, com um mínimo de cento e oitenta e um máximo de duzentas e dez palavras.texto, com um mínimo de cento e oitenta e um máximo de duzentas e dez palavras.