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Guias e Dicas
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Aprendizagem Local e Especifica em Economias Avançadas: Neoclassicismo e Desenvolvimento, Notas de estudo de Economia

Este documento discute o retorno do investimento no aprendizado local e específico na tecnologia, analisando como os axiomas neoclássicos conduzem ao 'padrão normal' de desenvolvimento industrial. Além disso, exploramos a matriz de argumentos no debate sobre a provisão pública de capital social básico e capital humano, a relação entre o comércio e o desenvolvimento, e as implicações para economias em desenvolvimento. O documento também aborda a autonomia relativa das firmas em transferir capacidades operacionais e inovativas.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

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arthur-lula-4 🇧🇷

4.8

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UNIVERSIDADE
ESTADUAL
DE
CAMPINAS
INSTITUTO
DE
ECONOMIA
CENTRf'
~-
rncUMErJTAÇAO
INSli,
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---·
Ut.:
f:_CüNOMIA.
UNICAMP
PROCESSOS
DE
INDUSTRIALIZAC~O
TARDIA'
O "PARADIGMA"
DA
CORéiA
DO
SUL
Otaviano
Canuto doo
Santos
rilho
Tese
de
Doutoramento
~m
Economia
apresentada
ao
Instituto
de
Economia
da
Univf.'r·sidad~
Estadual
de
Campinas,
sob
a
orienta~~o
do
Professor
Doutor
Wilson
Suzigan
CENTRO
OE
DOCU.'v1ENTACAo
lt'IIS11TíJTO
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EC::.J:·mMIA
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CENTRf' ~- rncUMErJTAÇAO

INSli, '-' , ---· Ut.: f:_CüNOMIA. UNICAMP

PROCESSOS DE INDUSTRIALIZAC~O TARDIA' O "PARADIGMA" DA CORéiA DO SUL

Otaviano Canuto doo Santos rilho

Tese de Doutoramento ~m Economia

apresentada ao Instituto de

Economia da Univf.'r·sidad~ Estadual de Campinas,^ sob^ a

orienta~~o do Professor Doutor

Wilson Suzigan

CENTRO OE DOCU.'v1ENTACAo

lt'IIS11TíJTO O•::: EC::.J:·mMIA UNIGJ~Mf'

,.'} Ziz2l 1 R:/rb.ar ...=J., Of.a'·vio /wgu5to,

Pedro Ivo e Luiz... ~

A Bastiaan Re~don, Mircio Wohlers. Carlos Anib~il

Fabrício de Olivei1·a,

Co-:::, ta,

Rin<:tldc

''Pudim'' Fonseca e Carlos Am~rico Pacheco,

memoráve :i. s debates et í 1 ico .. -acadl?micos, ao

muito conhecimento.

pelos produtivos e

longo dos quais sorvi

A Angela Morandi e Clésio Xavier, que leram e dividiram

comigo a emoçio dos momentos finais do presente t1·abalho.

A José Antônio "Bf:'ij inho" de Avila e Teodulo Vasconcelos,

com os quais comecei a seguir os caminhos da

H:~sponsável".

A Al€:'Xandre Munhoz (in f!1emoriam), C~ndida Teixeira e

!>1auricio do Valle, os quais,^ em^ circunstâncias^ distintas,^ me

ajuc!aram a atravessar dificuldades no percurso.

Ao NEIT e ao GERI, pelo suporte institucional

Bárbara, Otávio Augusto, Pedro Ivo e Luiza, um time

que contribuiu com muito carinho e paci~ncia, sem os quais este

trabalho n~o sci n~o teria sido concluído, como nio teria sentido.

SUMÃIUO

LISTA DE TABELAS

INTRODUÇÃO

1. O DEBATE SOBRE AS LIÇÕES DO LESTE ASIÁTICO

1.1. Os Paises de Industrializa~io Recente

1.2. O F~add\o "Normal" de:.' IndLtstriali:zação

1.3. Os Países de Industrializaç5o Recente Segun-

do a ''Nova'' Ortodoxia

1.4. O Dirigismo Desenvolvimentista no Leste Asiá-

tic:o

1.5. Políticas Comerciais e os Limites da Resposta

dos Desenvolvimentistas.

2. 11Ut<AI~CA TÉCNICA E CONCOr<RÊ.NCIA

2.1. O Caráter ''Evolucionista''

Mudança T~cnica ..

de

2.i.i. A dinâmica tecnol6gica local e especi-

fica ao nível das firmas....... .....

2.1.2. Determinantes, direç5es e diferen~as

setol~iais

t ú:n i c a.

nos

2.1.3. Externalidades

tE-cnolÓgicas

t icn i c: a ..

processos de mud<:~.nça

e interdepend&ncias

2.2. Mudança Tciçnica e Concorr&ncia Internacional.

2.2.1. Citlos de vida das trajetórias tecno-

lógicas e respectivos paradigmas

2.2.2. O uso internalizado ~rsus o repasse

externalizado de c~pacidades tecnold-

gicas

i

34

--· ...... _•• I

4.4.3. A reforma financeira .................

4.5. O Estilo Coreano de Aprendizado e Sele,~o

Concorrencial ............................... 4.6. Os Países de Industrializaçio Recente do Les- te Asi~tico na Divisio Internacional do Tra- balho ............................

CONSIDEllACõES FINAIS' SOBRE LIÇÕES FOI1A DE TEiiF'O lo

LUGAR

REFEI.;:êNCIAS BIBLIOGRclFICAS ..........................

LISTA DE TAD~LAO

1.1. PIB a Preços e Taxas de c;mbio Constantes de

1975 - Parcelas no Total Mundial das Econo-

mias de Mercado e Taxas de Crescimento

1.2. Valor Agregado pela Inddstria Manufatureira a p,~er;os e Taxas de Câmbio Constantes de i 975 -

X no Total Mundial das Economias de Mercado e

Taxas de Crescimento do Valor Agregado pela Inddstria Manufatureira

1.3. Valor Agregado pela IndJstria Manufatureira a

Prer;os e Taxas de Cimbio Constantes de 1975 -

!.4.

L5.

Participaç~o no PIB ......

Exportaç5es de Produtos Manufaturados a Pre-

r;os e Taxas de Câmbio Correntes - X no Total

Mundial das Economias de Mercado e Taxas de Cl-escimento d•.:~.s Exporb:v;Ões de l"ianufaturados.

Exporta~5es de Produtos Manufaturados a Pre-

iOS e Taxas de Cimbio Correntes- Participa-

çio nas Exportaç5es Totais .................

1.6. Com~rcio de Produtos Manufaturados CCUCI 5+6-

68+7+8> - PIRs e OCDE ..............

1.7. Países Selecionados no Leste Asiático e na

Am~rica Latina- Densidade Populaçional, Pro-

Primirias e de Manufaturados por habitante

1982 ......................................

i

11

12

17

i.14.b Brasil -Coeficientes de Importa~*o de Produ-

tos Industriais - lmporta~~o/Consumo Aparen-

1.15.

Países Selecionados - Composiçio do

Agregado na Ind~stria Manufatureira

Va 1m·

Países em Desenvolvimento mais Endividados ..

i.i7.a Am~rica Latina - Evolu~io do f'IB Hanufatu- reiro de Países Selecionados - Taxas Anuais de Crescimento ........ ·: ......

1.17.b Brasil - Ind~stria de Transformaçio- Taxas Acurntlladas de C1·escinH~nto da F'l·odur;:ão, das

Exportar;:Ões e das ImPorta~5es (1980-87)

1.19.

Coréia do <1978-B7l

Sul - Indicadores Macroecon8micos

Indicadores de Educar;:~o e Sadde - Países Se- lecionados ..................................

Coriia do Sul - Taxas Reais de Juros (1960-

Indicadores de Tamanho do Setor Estatal - Países Selecionados.

Parcelas de Fi1·mas Est1·angeiras na Produçio e

ExportaçKo de Manufaturados por PIRs ....

Parcela de Importaç~es dos Estados Unidos

com Sourcing Inten1acJ.onal (1978)

iii

4.3.

4.4.

4.5.

4 .11.

Cor~ia do Sul - Lucros Brutos, Crescimento de

Exporta~5es e Empr~stimos, por Setor Indus-

tl'ial <1971-82)

PIRs - Indicadores de Investimento Direto Ex-

terno .......................................

Cor~ia do Sul - Investimento Direto Externo

Cor~ia do Sul - Investimento Estrangeiro, por

Set 01~ (i 962-85)

Coréia do Sul^ -^ Investimento^ Estrangeiro

Aprovado e Participaç~o Acionária, por Setor

Coriia do Sul - Investimento Estrangeiro, por

País e Setor (1962-85) ....................

Coriia do Sul - Indicadores de Ingresso de

Tecnologia

Cor~ia do Sul - Custo de Empr~stimos Externos

Coréia do Sul - Aloca~~o de Empréstimos Ex-

Raz~o Dívida/Capita1-Pr6prio na Indüst^ 1·^ ia

de T1·ansfonnação- Países Bedec.i.onado<.:; (1974·-

  1. ........ ' .. ' .. ' ' ...... ' ..

Cor~ia do Sul - Composição das Fontes de Fi-

nanciamento às Corpora~5es (S.A.l na Indüs-

tria de Transformação (1972-84) .......

i v

l.

l.

INTRODUCZO

O presente trabalho tem como objeto o processo de

industrializaç~o na Coréia do Sul, enquanto experi&ncia de

desenvolvimento industrial ''tardio''. Trata-se de um dos casos, na

periferia, onde, em algum momento entre meados dos anos cinqiienta

e o início dos anos oitenta, a ind~stria pesada - metal-mecânica,

metalurgia e química - assumiu a liderança em sua dinâmica industrial, aparentemente em meio a um percurso de converg&ncia

com as economias avançadas. A continuidade do crescimento-com-

apgrading coreano, nos anos oitenta,

estagnação nas economias de industrializaçio tardia na América

Latina, vem despertando grande aten~io.

O texto se inscreve no ''debate sobre as 1 i~;Õe~ do Le-r:. te

Asi~tico para a Am~rica Latina··, proposto desde os anos setenta por um conjunto de economistas colnPartilhando uma interpretaç5o homogênea sobr·e o desempenho dos Ne,.;Jy Indw:.:t"ricili.?."ing CoLmtries

  • NICs das duas regi5es. Com base em uma argumentaçio muito próxima ~ tradiçgo teórica dos modelos neocl~ssicos de estilo Heckscher-Ohlin, esses autores t@rn apontado as diferenças na presentes nos NICs latirlo-americanos e asi~ticos como o aspecto essencial pal-a uma compal-açio entre SLIBS experiênci;;t.S. Segundo^ !:-~sses^ autores^ -^ uma^ ''nova''^ ortodoxia^ na NIC~ asiáticos seriam uma prova da correç~o em suas prescriç5es de Política econômica, visto que as menores concentraç6es de renda e taxas de desemprego estrutural naqU€o.'le-~s pa{ses, assim como seu desenvolvimento mais r~pido e

sustE::nt:ado 1 associados a uma maior obediência a

"dotações de fatores de produçio'' e a um menor ''voluntarismo'' estatal-desenvolvimentista.

Do out 1-o n:-ssal tando a

lado do debate, encontra-se uma lit~ratura presença de instrumentos discriminatdrios de

política econ8mica acompanhando a industrializaçio da Cor~ia do

Sul e de Formosa, como contesta~~o ao estere6tipo de economias

liberais difundido a seu respeito. Mais recentemente, alguns

destes trabalhos tim apresentado, como explicaçio alternativa ~s

diferen~as de desempenho entre esses países e a AmJrica l_atina,

justamente-~ a maior autonomia imposiç:~\o de políticas

industriais pelos Estados daqueles NICs asi~ticos, em decorrência

de aspectos sócio-culturais ou políticos particulares, numa

interpl·etaçio colocada

ortodoxia.

à da "nova"

Nessa "e~conomie\ po1ítica da indLtstrialização", contudo, tem-

se um t1·atamento pouco desenvolvido sobre a dinâmica da

industrializacão, ou seJa, sobre como os distintos graus de

autonomia e imposi(,:ão do dirigismo estatal poderiam sel·

respon':;áveis por diferentes desempenhos econ8micos. F' o r seu

lado, a contra-l·esposta da "nova^ ortodoxia tem mantido sua

leis econômicas natur~-.is, cujo

independentemente do dirigismo estatal ou de atl-ibutos

sel et ivid<:\d~õ:,

indust 1" i ais

flexib:i.l idad~;;;

te1·ia sido menor

em suas políticas

nos NICs asiáticos,

particularmente ap6s uma suposta liberalizaç~o nos anos oitenta.

Em out1·o nível análise e de recorte de objeto,

desenvolvendo-se em Pa\·alelo ao debate e se reportando a este

apenas de P&ssagem, ta1nbém ~ possível localizar uma sirie de

estudos sobre os processos "i.nciE.'me:-ntais" .;;.,' "loc::tis" de apren-·

dizado tecnoldgico em atividades industriais nos N!Cs, entre os

quais os asiáticos se tornaram a referincia mais freqUente. Nessa

1 itenüura, em grande parte de caráter empÍrico, tanto a

realçar a funcionalidade de políticas

possibilidades de desenvolvimento de capacidades

tecnoldgicas na periferia, atribuído às análises em torno da

''dependfncia''. De qualquer modo, no que tange à Coriia do Sul e a

Formosa, esses trabalhos evidenciam e destrevem in~meros exemplos

tardia. Tais estrat~gias cont~mplam tanto vantagens locacionais

ds capacidades tecnológicas, quanto suas formas internalizada ou

externalizada de uso.

No caso asi~tico. destacarEmos:

o ingresso relativamentE

modalidades externalizadas,

investimentos diretos

tecnologia sob

pn::sença de

  • a evolução das vantagens loc:acionais dG:- seus NICs no

contexto da cóncorr@ncia entrE

países a'lanç;ados.

fit·mas japonesas e dos demais

que sejam a orientaç;io comercial embutida nos

instrum2ntos de proteçio/promoçio^ industrial^ e^ O^ PESO^ das

locais na dinimica industrial tardia,

esta ~ marcada por descontinuidad•s de escala, bem^ como^ po1·

os avanc:ados, que tornam o ritmo e o alcance do aprendizado

tecnoldsico local determinantes centrais na extens~o do f61ego de

sua industrializa~lo pesad~. Tais. ritmo e alC:~.l.nce, POl' su<:~. VE:2 1

dePendem em parte do c~lculo expectacional e indivióuê.1, fc-dto

pelos agente:·s públicos e privados l"€"Sponsáve:l.s po1· cada l..llna das

atividades prcdutiv~s, a respeito do retorno do investimento no

aprendizado local e específico - embora os níveis de qualifica~ic

t~cnico-científica da tsc:nologia apl-r;::-ndizaciQ.

transfel"id:a. também

loc::al

sejam em

Dada a m~ncionada descontinuidade financ:e-ira

intrínseca aos casos de industrializaç~o PESada tardia)

tal

as

•~trat~gias especificas as' finnas quanto à oc:upa~;ão de meo')"C:ados e

quanto ao investime11to tecnol69ico nâo deixario de ser fortEmente

influenciadas Pelos

financein:.

c: a r a c te,. es assumidos pela

No tocante à espetlficidade sul-coreana, tentaremos mo<:::-trar

como seu r~pido aprendizado tecnoldgico evidenciado pela literat~ra ''incrementalista'' suas firmas na ocupaçlo de

j~ referida e a agressividade de

mercados externos nio podem ser entendidos sem que se leve em conta:

  • a regulaç~o estatal (^) dos investimentos de implantac~o e

ampliaçlo dos setores - como a ·outra face de seu comando sobre a

centraliza~5o financeira - al~m de sua monitoria sobre o ingresso

externalizado de tecnologia.

desvantagens iniciais das

A partir delas, foram diminuídas (^) as locats, em termos (^) de ecpnomias estiticas de escala e dos hiatos de aprendizadoJ

  • a vinculaçlo direta entre, de 4m lado, a distribuii~O dos fundos financeiros centralizados pelo Estado e o exercício de sua capacidade de afetar a reprodu~~o das estruturas patrimoniais e,

do out1·o, o desempenho tecnológico e de ocupaç:ão de me1·cados

pelos receptores. di\·igida pelo estabelecido (o significov:

Na Estado, qual

montage-~m da o estilo resultou

ind~stria pesada, toda ela

de sele~âo concorrencial

nos conglomerados coreanos)

(i) ao nível ex ante, das estratigias das firmas locais, uma

relaç:~o benefício/custo prospectiva elevada para o investime11to

em aprendizado tecnológico e Para a aceita~io de margens de lucro

baixas como meio de ocupa~~o de mercados externos;

(ii) ao níve:•l €:'·'<· past, das t•stnttur·as produtivas locais resulta11tes, uma composiçâo a partir dos agentes de fato mais eficientes nos termos estabelecidos no projeto estatal de industriali2açio.

O n~cleo b~sico de pontos que o presente trabalho tenta

desenvolver é o seguinte:

Dentro das possibilidades abertas na divisâo internacional do trabalho rara a industrializaçio tardia sul-coreana - tanto as de naturEza comum ~s economias n~o-avaniadas, quantcl^ outl-as

formula,~o desses autores, no elemento explicativo de todas as diferenças de desempenho entre os NICs.

No item 1. 4, POl" sua vez,

recenteme-:nte po1· vários autores,

resumimos uma evid&ncia, posta

quanto a um dirigismo - estatal

nas economias do Leste Asi~tico que vai al~m da proteçlo/promoç~o

industrial, abrangendo o comando estatal do sistema financeiro ao

longo da industriali2acio pesada, a moldagem de estruturas de

mercado e a monitoria sobre o ingresso de capital e tecnologia. O

Llltimo item, abordando as políticas comerciais, tenta explicitar

os limites te6ricos para o ''debate''.

O trajeto prdprio do trabalho se inicia no segundo capitulo,

a um nível de formulaçio^ geral)^ com^ a^ apresentaçio^ do^ arcabouço

te6rico sobre as relaç5es entre processos concorrenciais e

mudança ticnica que estari presente nos capítulos posteriores. O

item 2.1 exr5e um conjunto de aspectos apontados na recente

literatura ''evolucionista'', a partir da observa~io de processos

concretos de mudança técnica,

local e específico da dinimica tecnolcigica ao nível de cada

firma, dependente de seu c~lculo exrectacio11al quanto ao retorno

do investimento envolvido em aprendizado. Ao^ mesmo^ tempo, externalidades e interdepend&ncias tecnológicas fazem emtT9 il"

caracteres coletivos nesse aprendizado. DepreJ:.:n de-se, do

conte~do do item 1 a exist&ncia de uma dimensio tecnoldgica que

su<:l "aut anemia relativa'' diante dOS prOCESSiOS

concorrenciais, ainda que seu movimento seja acionado por estes. No item 2.2, por sua vez, prop5e-se um esboço de síntese entre o

aporte evolucionista, a^ no,io^ de^ ''ciclos^ de^ vida''^ de^ tecnologias

e a discussgo sobre ''vantagens de intEl-nalizaiio'' de capacidades

tecnolÓgicas, sínt.::::se da qual se pode obter o

referencial tedrico que esperamos evidenciar como o adequado para nosso objeto.

O capítulo 3 se dirige aos processos de i^ ndust^ 1-^ ia^1 i^ zad\o tardia, tentando explicitar alguns caracteres que compartilha1n e

que os diferenciam das expet·iências antet·iores de

industt·iali:zaç:ão pesada, em decon·êncja do fato ele rept-oduzit-em o

j~ desenvolvido sistema industrial inaugurado por países centrais

no s~culo passado. O primeiro item destaca as descontinuidades de

escala, de aprendizado tecnológico e financeiras, bem como o

est~gio de alta aproPriaçio tecnológica por firmas estrangeiras,

com as quais^ tais^ processos^ se^ defrontam,^ em^ decorrência^ do^ fato

de internalizarem as trajetórias j' desdobradas da 2! Revolu,~o

Industrial. Nos dois itens adicionais, busca-se examinar - e

diferenciar setorialmente - as possibilidades de transferência

dessas tecnologias e os requisitos de aprendizado local e

específico. Atrav6s da incorpora~~o dos resultados descritivos da literatura ''incrementalista'', lidos a partir do arcabouço delineada no capítulo anterior, poderemos estabelecer nexos entre

a dinâmica

apr~·ndi?.:ad().

indust 1" ia 1 e os Processos locais de

No capítulo 4 desenvolvemos os pontos referidos acima sobre

a industrializa~io Partindo^ das^ transformaç5es

políticas e econ8micas profundas ocorridas no pÓs-guerra na

Coréia e em FOl~mosa, aborda~!os, sucessivame11te, a^ plani·f'icaç:ão

industrial, o perfil do ingl"E'SSO d^ (:-~^ inve'!:;t^ :i.mc,;:-nt^ os^ di^ 1"^ ~;-;t^ ()~.^ .,

tecnologia, o^ padri~o^ de^ financiamento,^ a relação^ entre^ os

processos concorrenciais e a ffilldi:tn!;Cl técnic<:~ e, PDl" Llltimo, as

relaç:5es econ8micas entre Coriia do Sul, Japio e Estados Unidos.

FinalmentE:·, algumas^ consideraç5es^ sob^ I"^ E:'^ ()S

exercícios de comparaçio entre os processos de industrializaçio

t·ardia no Brasil e na Cor~ia do Sul. Ainda^ que^ o^ objeto^ do

presente trabalho seja a industrializa~io^ sul-coreana,^ ao^ final

procederemos a i1aç5es sobre a extensio em que se pode obter, a

pa1·tir de- seu estudo, "l.i.ç5es par·a o ·Bntsil".