Baixe Aprendizagem Local e Especifica em Economias Avançadas: Neoclassicismo e Desenvolvimento e outras Notas de estudo em PDF para Economia, somente na Docsity!
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
INSTITUTO DE ECONOMIA
CENTRf' ~- rncUMErJTAÇAO
INSli, '-' , ---· Ut.: f:_CüNOMIA. UNICAMP
PROCESSOS DE INDUSTRIALIZAC~O TARDIA' O "PARADIGMA" DA CORéiA DO SUL
Otaviano Canuto doo Santos rilho
Tese de Doutoramento ~m Economia
apresentada ao Instituto de
Economia da Univf.'r·sidad~ Estadual de Campinas,^ sob^ a
orienta~~o do Professor Doutor
Wilson Suzigan
CENTRO OE DOCU.'v1ENTACAo
lt'IIS11TíJTO O•::: EC::.J:·mMIA UNIGJ~Mf'
,.'} Ziz2l 1 R:/rb.ar ...=J., Of.a'·vio /wgu5to,
Pedro Ivo e Luiz... ~
A Bastiaan Re~don, Mircio Wohlers. Carlos Anib~il
Fabrício de Olivei1·a,
Co-:::, ta,
Rin<:tldc
''Pudim'' Fonseca e Carlos Am~rico Pacheco,
memoráve :i. s debates et í 1 ico .. -acadl?micos, ao
muito conhecimento.
pelos produtivos e
longo dos quais sorvi
A Angela Morandi e Clésio Xavier, que leram e dividiram
comigo a emoçio dos momentos finais do presente t1·abalho.
A José Antônio "Bf:'ij inho" de Avila e Teodulo Vasconcelos,
com os quais comecei a seguir os caminhos da
H:~sponsável".
A Al€:'Xandre Munhoz (in f!1emoriam), C~ndida Teixeira e
!>1auricio do Valle, os quais,^ em^ circunstâncias^ distintas,^ me
ajuc!aram a atravessar dificuldades no percurso.
Ao NEIT e ao GERI, pelo suporte institucional
Bárbara, Otávio Augusto, Pedro Ivo e Luiza, um time
que contribuiu com muito carinho e paci~ncia, sem os quais este
trabalho n~o sci n~o teria sido concluído, como nio teria sentido.
SUMÃIUO
LISTA DE TABELAS
INTRODUÇÃO
1. O DEBATE SOBRE AS LIÇÕES DO LESTE ASIÁTICO
1.1. Os Paises de Industrializa~io Recente
1.2. O F~add\o "Normal" de:.' IndLtstriali:zação
1.3. Os Países de Industrializaç5o Recente Segun-
do a ''Nova'' Ortodoxia
1.4. O Dirigismo Desenvolvimentista no Leste Asiá-
tic:o
1.5. Políticas Comerciais e os Limites da Resposta
dos Desenvolvimentistas.
2. 11Ut<AI~CA TÉCNICA E CONCOr<RÊ.NCIA
2.1. O Caráter ''Evolucionista''
Mudança T~cnica ..
de
2.i.i. A dinâmica tecnol6gica local e especi-
fica ao nível das firmas....... .....
2.1.2. Determinantes, direç5es e diferen~as
setol~iais
t ú:n i c a.
nos
2.1.3. Externalidades
tE-cnolÓgicas
t icn i c: a ..
processos de mud<:~.nça
e interdepend&ncias
2.2. Mudança Tciçnica e Concorr&ncia Internacional.
2.2.1. Citlos de vida das trajetórias tecno-
lógicas e respectivos paradigmas
2.2.2. O uso internalizado ~rsus o repasse
externalizado de c~pacidades tecnold-
gicas
i
34
--· ...... _•• I
4.4.3. A reforma financeira .................
4.5. O Estilo Coreano de Aprendizado e Sele,~o
Concorrencial ............................... 4.6. Os Países de Industrializaçio Recente do Les- te Asi~tico na Divisio Internacional do Tra- balho ............................
CONSIDEllACõES FINAIS' SOBRE LIÇÕES FOI1A DE TEiiF'O lo
LUGAR
REFEI.;:êNCIAS BIBLIOGRclFICAS ..........................
LISTA DE TAD~LAO
1.1. PIB a Preços e Taxas de c;mbio Constantes de
1975 - Parcelas no Total Mundial das Econo-
mias de Mercado e Taxas de Crescimento
1.2. Valor Agregado pela Inddstria Manufatureira a p,~er;os e Taxas de Câmbio Constantes de i 975 -
X no Total Mundial das Economias de Mercado e
Taxas de Crescimento do Valor Agregado pela Inddstria Manufatureira
1.3. Valor Agregado pela IndJstria Manufatureira a
Prer;os e Taxas de Cimbio Constantes de 1975 -
!.4.
L5.
Participaç~o no PIB ......
Exportaç5es de Produtos Manufaturados a Pre-
r;os e Taxas de Câmbio Correntes - X no Total
Mundial das Economias de Mercado e Taxas de Cl-escimento d•.:~.s Exporb:v;Ões de l"ianufaturados.
Exporta~5es de Produtos Manufaturados a Pre-
iOS e Taxas de Cimbio Correntes- Participa-
çio nas Exportaç5es Totais .................
1.6. Com~rcio de Produtos Manufaturados CCUCI 5+6-
68+7+8> - PIRs e OCDE ..............
1.7. Países Selecionados no Leste Asiático e na
Am~rica Latina- Densidade Populaçional, Pro-
Primirias e de Manufaturados por habitante
1982 ......................................
i
11
12
17
i.14.b Brasil -Coeficientes de Importa~*o de Produ-
tos Industriais - lmporta~~o/Consumo Aparen-
1.15.
Países Selecionados - Composiçio do
Agregado na Ind~stria Manufatureira
Va 1m·
Países em Desenvolvimento mais Endividados ..
i.i7.a Am~rica Latina - Evolu~io do f'IB Hanufatu- reiro de Países Selecionados - Taxas Anuais de Crescimento ........ ·: ......
1.17.b Brasil - Ind~stria de Transformaçio- Taxas Acurntlladas de C1·escinH~nto da F'l·odur;:ão, das
Exportar;:Ões e das ImPorta~5es (1980-87)
1.19.
Coréia do <1978-B7l
Sul - Indicadores Macroecon8micos
Indicadores de Educar;:~o e Sadde - Países Se- lecionados ..................................
Coriia do Sul - Taxas Reais de Juros (1960-
Indicadores de Tamanho do Setor Estatal - Países Selecionados.
Parcelas de Fi1·mas Est1·angeiras na Produçio e
ExportaçKo de Manufaturados por PIRs ....
Parcela de Importaç~es dos Estados Unidos
com Sourcing Inten1acJ.onal (1978)
iii
4.3.
4.4.
4.5.
4 .11.
Cor~ia do Sul - Lucros Brutos, Crescimento de
Exporta~5es e Empr~stimos, por Setor Indus-
tl'ial <1971-82)
PIRs - Indicadores de Investimento Direto Ex-
terno .......................................
Cor~ia do Sul - Investimento Direto Externo
Cor~ia do Sul - Investimento Estrangeiro, por
Set 01~ (i 962-85)
Coréia do Sul^ -^ Investimento^ Estrangeiro
Aprovado e Participaç~o Acionária, por Setor
Coriia do Sul - Investimento Estrangeiro, por
País e Setor (1962-85) ....................
Coriia do Sul - Indicadores de Ingresso de
Tecnologia
Cor~ia do Sul - Custo de Empr~stimos Externos
Coréia do Sul - Aloca~~o de Empréstimos Ex-
Raz~o Dívida/Capita1-Pr6prio na Indüst^ 1·^ ia
de T1·ansfonnação- Países Bedec.i.onado<.:; (1974·-
- ........ ' .. ' .. ' ' ...... ' ..
Cor~ia do Sul - Composição das Fontes de Fi-
nanciamento às Corpora~5es (S.A.l na Indüs-
tria de Transformação (1972-84) .......
i v
l.
l.
INTRODUCZO
O presente trabalho tem como objeto o processo de
industrializaç~o na Coréia do Sul, enquanto experi&ncia de
desenvolvimento industrial ''tardio''. Trata-se de um dos casos, na
periferia, onde, em algum momento entre meados dos anos cinqiienta
e o início dos anos oitenta, a ind~stria pesada - metal-mecânica,
metalurgia e química - assumiu a liderança em sua dinâmica industrial, aparentemente em meio a um percurso de converg&ncia
com as economias avançadas. A continuidade do crescimento-com-
apgrading coreano, nos anos oitenta,
estagnação nas economias de industrializaçio tardia na América
Latina, vem despertando grande aten~io.
O texto se inscreve no ''debate sobre as 1 i~;Õe~ do Le-r:. te
Asi~tico para a Am~rica Latina··, proposto desde os anos setenta por um conjunto de economistas colnPartilhando uma interpretaç5o homogênea sobr·e o desempenho dos Ne,.;Jy Indw:.:t"ricili.?."ing CoLmtries
- NICs das duas regi5es. Com base em uma argumentaçio muito próxima ~ tradiçgo teórica dos modelos neocl~ssicos de estilo Heckscher-Ohlin, esses autores t@rn apontado as diferenças na presentes nos NICs latirlo-americanos e asi~ticos como o aspecto essencial pal-a uma compal-açio entre SLIBS experiênci;;t.S. Segundo^ !:-~sses^ autores^ -^ uma^ ''nova''^ ortodoxia^ na NIC~ asiáticos seriam uma prova da correç~o em suas prescriç5es de Política econômica, visto que as menores concentraç6es de renda e taxas de desemprego estrutural naqU€o.'le-~s pa{ses, assim como seu desenvolvimento mais r~pido e
sustE::nt:ado 1 associados a uma maior obediência a
"dotações de fatores de produçio'' e a um menor ''voluntarismo'' estatal-desenvolvimentista.
Do out 1-o n:-ssal tando a
lado do debate, encontra-se uma lit~ratura presença de instrumentos discriminatdrios de
política econ8mica acompanhando a industrializaçio da Cor~ia do
Sul e de Formosa, como contesta~~o ao estere6tipo de economias
liberais difundido a seu respeito. Mais recentemente, alguns
destes trabalhos tim apresentado, como explicaçio alternativa ~s
diferen~as de desempenho entre esses países e a AmJrica l_atina,
justamente-~ a maior autonomia imposiç:~\o de políticas
industriais pelos Estados daqueles NICs asi~ticos, em decorrência
de aspectos sócio-culturais ou políticos particulares, numa
interpl·etaçio colocada
ortodoxia.
à da "nova"
Nessa "e~conomie\ po1ítica da indLtstrialização", contudo, tem-
se um t1·atamento pouco desenvolvido sobre a dinâmica da
industrializacão, ou seJa, sobre como os distintos graus de
autonomia e imposi(,:ão do dirigismo estatal poderiam sel·
respon':;áveis por diferentes desempenhos econ8micos. F' o r seu
lado, a contra-l·esposta da "nova^ ortodoxia tem mantido sua
leis econômicas natur~-.is, cujo
independentemente do dirigismo estatal ou de atl-ibutos
sel et ivid<:\d~õ:,
indust 1" i ais
flexib:i.l idad~;;;
te1·ia sido menor
em suas políticas
nos NICs asiáticos,
particularmente ap6s uma suposta liberalizaç~o nos anos oitenta.
Em out1·o nível análise e de recorte de objeto,
desenvolvendo-se em Pa\·alelo ao debate e se reportando a este
apenas de P&ssagem, ta1nbém ~ possível localizar uma sirie de
estudos sobre os processos "i.nciE.'me:-ntais" .;;.,' "loc::tis" de apren-·
dizado tecnoldgico em atividades industriais nos N!Cs, entre os
quais os asiáticos se tornaram a referincia mais freqUente. Nessa
1 itenüura, em grande parte de caráter empÍrico, tanto a
realçar a funcionalidade de políticas
possibilidades de desenvolvimento de capacidades
tecnoldgicas na periferia, atribuído às análises em torno da
''dependfncia''. De qualquer modo, no que tange à Coriia do Sul e a
Formosa, esses trabalhos evidenciam e destrevem in~meros exemplos
tardia. Tais estrat~gias cont~mplam tanto vantagens locacionais
ds capacidades tecnológicas, quanto suas formas internalizada ou
externalizada de uso.
No caso asi~tico. destacarEmos:
o ingresso relativamentE
modalidades externalizadas,
investimentos diretos
tecnologia sob
pn::sença de
- a evolução das vantagens loc:acionais dG:- seus NICs no
contexto da cóncorr@ncia entrE
países a'lanç;ados.
fit·mas japonesas e dos demais
que sejam a orientaç;io comercial embutida nos
instrum2ntos de proteçio/promoçio^ industrial^ e^ O^ PESO^ das
locais na dinimica industrial tardia,
esta ~ marcada por descontinuidad•s de escala, bem^ como^ po1·
os avanc:ados, que tornam o ritmo e o alcance do aprendizado
tecnoldsico local determinantes centrais na extens~o do f61ego de
sua industrializa~lo pesad~. Tais. ritmo e alC:~.l.nce, POl' su<:~. VE:2 1
dePendem em parte do c~lculo expectacional e indivióuê.1, fc-dto
pelos agente:·s públicos e privados l"€"Sponsáve:l.s po1· cada l..llna das
atividades prcdutiv~s, a respeito do retorno do investimento no
aprendizado local e específico - embora os níveis de qualifica~ic
t~cnico-científica da tsc:nologia apl-r;::-ndizaciQ.
transfel"id:a. também
loc::al
sejam em
Dada a m~ncionada descontinuidade financ:e-ira
intrínseca aos casos de industrializaç~o PESada tardia)
tal
as
•~trat~gias especificas as' finnas quanto à oc:upa~;ão de meo')"C:ados e
quanto ao investime11to tecnol69ico nâo deixario de ser fortEmente
influenciadas Pelos
financein:.
c: a r a c te,. es assumidos pela
No tocante à espetlficidade sul-coreana, tentaremos mo<:::-trar
como seu r~pido aprendizado tecnoldgico evidenciado pela literat~ra ''incrementalista'' suas firmas na ocupaçlo de
j~ referida e a agressividade de
mercados externos nio podem ser entendidos sem que se leve em conta:
- a regulaç~o estatal (^) dos investimentos de implantac~o e
ampliaçlo dos setores - como a ·outra face de seu comando sobre a
centraliza~5o financeira - al~m de sua monitoria sobre o ingresso
externalizado de tecnologia.
desvantagens iniciais das
A partir delas, foram diminuídas (^) as locats, em termos (^) de ecpnomias estiticas de escala e dos hiatos de aprendizadoJ
- a vinculaçlo direta entre, de 4m lado, a distribuii~O dos fundos financeiros centralizados pelo Estado e o exercício de sua capacidade de afetar a reprodu~~o das estruturas patrimoniais e,
do out1·o, o desempenho tecnológico e de ocupaç:ão de me1·cados
pelos receptores. di\·igida pelo estabelecido (o significov:
Na Estado, qual
montage-~m da o estilo resultou
ind~stria pesada, toda ela
de sele~âo concorrencial
nos conglomerados coreanos)
(i) ao nível ex ante, das estratigias das firmas locais, uma
relaç:~o benefício/custo prospectiva elevada para o investime11to
em aprendizado tecnológico e Para a aceita~io de margens de lucro
baixas como meio de ocupa~~o de mercados externos;
(ii) ao níve:•l €:'·'<· past, das t•stnttur·as produtivas locais resulta11tes, uma composiçâo a partir dos agentes de fato mais eficientes nos termos estabelecidos no projeto estatal de industriali2açio.
O n~cleo b~sico de pontos que o presente trabalho tenta
desenvolver é o seguinte:
Dentro das possibilidades abertas na divisâo internacional do trabalho rara a industrializaçio tardia sul-coreana - tanto as de naturEza comum ~s economias n~o-avaniadas, quantcl^ outl-as
formula,~o desses autores, no elemento explicativo de todas as diferenças de desempenho entre os NICs.
No item 1. 4, POl" sua vez,
recenteme-:nte po1· vários autores,
resumimos uma evid&ncia, posta
quanto a um dirigismo - estatal
nas economias do Leste Asi~tico que vai al~m da proteçlo/promoç~o
industrial, abrangendo o comando estatal do sistema financeiro ao
longo da industriali2acio pesada, a moldagem de estruturas de
mercado e a monitoria sobre o ingresso de capital e tecnologia. O
Llltimo item, abordando as políticas comerciais, tenta explicitar
os limites te6ricos para o ''debate''.
O trajeto prdprio do trabalho se inicia no segundo capitulo,
a um nível de formulaçio^ geral)^ com^ a^ apresentaçio^ do^ arcabouço
te6rico sobre as relaç5es entre processos concorrenciais e
mudança ticnica que estari presente nos capítulos posteriores. O
item 2.1 exr5e um conjunto de aspectos apontados na recente
literatura ''evolucionista'', a partir da observa~io de processos
concretos de mudança técnica,
local e específico da dinimica tecnolcigica ao nível de cada
firma, dependente de seu c~lculo exrectacio11al quanto ao retorno
do investimento envolvido em aprendizado. Ao^ mesmo^ tempo, externalidades e interdepend&ncias tecnológicas fazem emtT9 il"
caracteres coletivos nesse aprendizado. DepreJ:.:n de-se, do
conte~do do item 1 a exist&ncia de uma dimensio tecnoldgica que
su<:l "aut anemia relativa'' diante dOS prOCESSiOS
concorrenciais, ainda que seu movimento seja acionado por estes. No item 2.2, por sua vez, prop5e-se um esboço de síntese entre o
aporte evolucionista, a^ no,io^ de^ ''ciclos^ de^ vida''^ de^ tecnologias
e a discussgo sobre ''vantagens de intEl-nalizaiio'' de capacidades
tecnolÓgicas, sínt.::::se da qual se pode obter o
referencial tedrico que esperamos evidenciar como o adequado para nosso objeto.
O capítulo 3 se dirige aos processos de i^ ndust^ 1-^ ia^1 i^ zad\o tardia, tentando explicitar alguns caracteres que compartilha1n e
que os diferenciam das expet·iências antet·iores de
industt·iali:zaç:ão pesada, em decon·êncja do fato ele rept-oduzit-em o
j~ desenvolvido sistema industrial inaugurado por países centrais
no s~culo passado. O primeiro item destaca as descontinuidades de
escala, de aprendizado tecnológico e financeiras, bem como o
est~gio de alta aproPriaçio tecnológica por firmas estrangeiras,
com as quais^ tais^ processos^ se^ defrontam,^ em^ decorrência^ do^ fato
de internalizarem as trajetórias j' desdobradas da 2! Revolu,~o
Industrial. Nos dois itens adicionais, busca-se examinar - e
diferenciar setorialmente - as possibilidades de transferência
dessas tecnologias e os requisitos de aprendizado local e
específico. Atrav6s da incorpora~~o dos resultados descritivos da literatura ''incrementalista'', lidos a partir do arcabouço delineada no capítulo anterior, poderemos estabelecer nexos entre
a dinâmica
apr~·ndi?.:ad().
indust 1" ia 1 e os Processos locais de
No capítulo 4 desenvolvemos os pontos referidos acima sobre
a industrializa~io Partindo^ das^ transformaç5es
políticas e econ8micas profundas ocorridas no pÓs-guerra na
Coréia e em FOl~mosa, aborda~!os, sucessivame11te, a^ plani·f'icaç:ão
industrial, o perfil do ingl"E'SSO d^ (:-~^ inve'!:;t^ :i.mc,;:-nt^ os^ di^ 1"^ ~;-;t^ ()~.^ .,
tecnologia, o^ padri~o^ de^ financiamento,^ a relação^ entre^ os
processos concorrenciais e a ffilldi:tn!;Cl técnic<:~ e, PDl" Llltimo, as
relaç:5es econ8micas entre Coriia do Sul, Japio e Estados Unidos.
FinalmentE:·, algumas^ consideraç5es^ sob^ I"^ E:'^ ()S
exercícios de comparaçio entre os processos de industrializaçio
t·ardia no Brasil e na Cor~ia do Sul. Ainda^ que^ o^ objeto^ do
presente trabalho seja a industrializa~io^ sul-coreana,^ ao^ final
procederemos a i1aç5es sobre a extensio em que se pode obter, a
pa1·tir de- seu estudo, "l.i.ç5es par·a o ·Bntsil".