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Perspectiva Isométrica em Desenho Técnico, Notas de estudo de Engenharia de Manutenção

Este capítulo aborda o estudo da perspectiva isométrica em desenho técnico, incluindo definições, uso de ângulos, eixos isométricos, linhas isométricas e exemplos de perspectivas isométricas com elementos paralelos e oblíquos. Além disso, são apresentadas as etapas para a confecção de perspectivas isométricas de círculos, cônicas e cilíndricas.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 06/10/2010

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DESENHO MECÂNICO – PROF. ALESSANDER Sá do Carmo, M. Sc.
CAPÍTULO 4
ESTUDO DA PERSPECTIVA DE DESENHOS SÓLIDOS
1. Definição de Perspectiva
Segundo a Norma Brasileira NBR 10647, as Perspectivas são figuras
resultantes de projeção cilíndrica ou cônica, sobre um único plano, com a finalidade
de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto”.
Pela definição mencionada acima, já foi vista no Capítulo 2 a perspectiva de um
objeto através das projeções ortogonais por meio de vistas obtidas por um observador.
Com isso, há diversas formas de perspectivas a serem analisadas, como ilustram os seus
exemplares na Figura 1.
Figura 1 – Tipos de perspectivas para um dado objeto (FERREIRA, 2007).
Para cada tipo de perspectiva, tem-se a apresentação do objeto de um jeito. Ao
comparar as três formas de representação, nota-se que a perspectiva isométrica é que dá
a idéia menos deformada do objeto.
A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções dimensionais
(comprimento, largura e altura) do objeto representado, bem como da relativa
simplicidade do traçado da perspectiva isométrica. A fim de analisar o perspectiva
isométrica, é importante saber que o fator determinante para o modo de representar a
perspectiva de um objeto se dá principalmente pelo ângulo.
2. Uso de Ângulos
Ângulo é a região do plano limitada por duas semi-retas com a mesma origem
ou que se encontram em um ponto em comum, chamado de vértice (Figura 2).
Figura 2 – Representação de um ângulo (FERREIRA, 2007).
Para se medir um ângulo, basta dividir a circunferência em 360 partes iguais,
uma vez que, para cada parte, corresponde a 1º (lê-se 1 grau) (Figura 3).
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DESENHO MECÂNICO – PROF. ALESSANDER Sá do Carmo, M. Sc.

CAPÍTULO 4

ESTUDO DA PERSPECTIVA DE DESENHOS SÓLIDOS

1. Definição de Perspectiva

Segundo a Norma Brasileira NBR 10647, as Perspectivas são “ figuras resultantes de projeção cilíndrica ou cônica, sobre um único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto ”.

Pela definição mencionada acima, já foi vista no Capítulo 2 a perspectiva de um objeto através das projeções ortogonais por meio de vistas obtidas por um observador. Com isso, há diversas formas de perspectivas a serem analisadas, como ilustram os seus exemplares na Figura 1.

Figura 1 – Tipos de perspectivas para um dado objeto (FERREIRA, 2007).

Para cada tipo de perspectiva, tem-se a apresentação do objeto de um jeito. Ao comparar as três formas de representação, nota-se que a perspectiva isométrica é que dá a idéia menos deformada do objeto.

A perspectiva isométrica mantém as mesmas proporções dimensionais (comprimento, largura e altura) do objeto representado, bem como da relativa simplicidade do traçado da perspectiva isométrica. A fim de analisar o perspectiva isométrica, é importante saber que o fator determinante para o modo de representar a perspectiva de um objeto se dá principalmente pelo ângulo.

2. Uso de Ângulos

Ângulo é a região do plano limitada por duas semi-retas com a mesma origem ou que se encontram em um ponto em comum, chamado de vértice (Figura 2).

Figura 2 – Representação de um ângulo (FERREIRA, 2007).

Para se medir um ângulo, basta dividir a circunferência em 360 partes iguais, uma vez que, para cada parte, corresponde a 1º (lê-se 1 grau) (Figura 3).

Figura 3 – Divisão da circunferência para medição angular (FERREIRA, 2007).

3. Eixos Isométricos

O desenho da perspectiva isométrica é baseado em um sistema de três semi- eixos retos ( x , y e z ) que têm o mesmo ponto de origem formando, entre si, três ângulos iguais a 120º (Figura 4).

Figura 4 – Formação de eixos isométricos (FERREIRA, 2007).

Esses três eixos, assim dispostos, recebem o nome de eixos isométricos. Cada um dos três eixos é um eixo isométrico e, ainda, cada um pode ser representado em posições variadas formando, entre si, ângulos de 120º.

Nota importante: O traçado de qualquer perspectiva isométrica sempre parte dos eixos isométricos.

4. Linhas Isométricas

Qualquer reta paralela a um eixo isométrico ( x , y ou z ) é chamada de linha isométrica (Figura 5A). Mas, se uma reta não for paralela a um eixo isométrico, ela é chamada de linha não isométrica (Figura 5B).

Figura 5 – Linhas isométricas (FERREIRA, 2007).

5. Perspectiva Isométrica com Elementos Paralelos

A forma do prisma com elementos paralelos deriva do prisma retangular. Por isso, o traçado da perspectiva do prisma com elementos paralelos parte da perspectiva do prisma retangular ou do prisma auxiliar (Figura 6). Note que, em cada uma das fases, o uso de linhas paralelas aos eixos isométricos auxilia o desenhista na confecção de uma peça em perspectiva isométrica.

Trace os eixos isométricos e o quadrado auxiliar. Divida o quadrado auxiliar em quatro partes iguais com duas linhas transversais. Comece o traçado das linhas curvas. Complete o traçado das linhas curvas. Apague as linhas do quadrado auxiliar e das linhas transversais e reforce o contorno do círculo.

7.2 Confecção das Perspectivas Isométricas Cônicas e Cilíndricas

Analogamente, a confecção da perspectiva isométrica cônica se da pelas seguintes etapas:

Trace a perspectiva isométrica do círculo na face superior e marque um ponto no cruzamento que divide o quadrado auxiliar. A partir do ponto, trace uma perpendicular. Marque no extremo da perpendicular o ponto que corresponde a altura aproximada do cone e, em seguida, marque as duas linhas do ponto ao círculo. Apague as linhas de construção e reforce o contorno do cone.

Como o círculo pode ser inscrito em um quadrado, pode-se concluir que um cilindro pode ser inscrito em um paralelepípedo de base quadrada (Figura 9).

Figura 9 – Formação de um círculo isométrico em um paralelepípedo (RIBEIRO et al., s.d.).

Na Figura 9, o círculo inscrito no quadrado em perspectiva tem a forma de uma elipse. O desenho do cilindro em perspectiva será obtido traçando-se elipses nas faces quadradas e unindo-as com retas tangentes às arestas do comprimento do paralelepípedo.

A Figura 10 ilustra as etapas seqüenciais na elaboração do desenho da elipse que representa o círculo em perspectiva, enquanto a Figura 11 ilustra as diferentes posições espaciais.

Figura 10 – Etapas para confecção de uma elipse em perspectiva isométrica (RIBEIRO et al., s.d.).

Figura 11 – Posições distintas espaciais do círculo em função do posicionamento do cilindro (RIBEIRO et al., s.d.).

O desenho em perspectiva de peças que contenham superfícies curvas é elaborado aplicando-se, passo a passo, a metodologia já exposta. A Figura 12 apresenta os passos seqüenciais para elaboração de esboços em perspectiva de uma peça com superfícies curvas e com furos circulares.

Figura 12 – Seqüência de etapas para confecção em perspectiva isométrica de uma peça com superfícies curvas e com furos circulares (RIBEIRO et al., s.d.).

8. Exercícios de Fixação

1 – Trace a perspectiva isométrica com elementos paralelos para um prisma retangular ilustrado a seguir. Para isso, deve acompanhar os seguintes passos:

1º) Esboçar ou usar papel reticulado que formam entre si ângulos de 120º; e

2º) O traçado ocorre em 5 fases conforme as instruções dadas na página 4 para perspectiva isométrica com elementos paralelos.

2 – Trace a perspectiva isométrica com elementos oblíquos para um prisma retangular ilustrado a seguir.

3 – Trace as perspectivas isométricas com elementos cônicos e cilíndricos para as peças ilustradas a seguir.

9. Referências Bibliográficas