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Uma visão geral da evolução dos primeiros computadores, com ênfase na memória, hardware e software. Desde o integrator and calculator de 19000 válvulas e 1500 relés até as modernas unidades de processamento central (ucp), este texto aborda o conceito de programa armazenado, a memória principal e secundária, e os periféricos de entrada e saída. Além disso, é discutido o conceito de bit, bytes, linguagens de programação e a diferença entre hardware, software e firmware.
Tipologia: Notas de estudo
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Edição: 2006
unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Prof. Galeno José de Sena DMA/FEG
(a partir de 1958)
(a partir de 1964)
- registradores: constituem uma pequena memória de alta velocidade usada para armazenamento de resultados temporários e de certas informações de controle. Dois exemplos de registradores seguem: Program Counter (PC): contém o endereço da próxima instrução a ser executada; Instruction Register (IR): armazena a instrução que está sendo executada.
Memórias
Programas e dados são gravados (armazenados) nas memórias do computador. O processador, ao acessar um dispositivo de memória, pode fazê-lo com o objetivo de gravar ou de ler ítens de informação. Há dois tipos, a saber:
- memória principal: utilizada no armazenamento temporário de programas e dados que estão sendo processados;
características:
características:
Sobre os periféricos de entrada e saída (E/S) ( Input/Output devices ou I/O devices ):
- periféricos de entrada: responsáveis pela transferência de informações do meio externo para a UCP; alguns exemplos seguem: - leitora de cartões perfurados; - unidade de disco magnético; - unidade de fita magnética; - acionador ("drive") de disquete; - teclado. - periféricos de saída: responsáveis pela transferência de informações da UCP para o meio externo; alguns exemplos são dados a seguir: - impressora; - unidade de disco magnético; - unidade de fita magnética; - monitor de vídeo.
O cartão perfurado, o disquete, o disco magnético, a fita magnética são exemplos de veículos de informação ou portadores de dados ; os periféricos correspondentes são respectivamente a leitora de cartões perfurados, o "drive", a unidade de disco e a unidade de fita magnética.
1.1.3. HARDWARE, SOFTWARE e FIRMWARE:
- HARDWARE: componente físico de um sistema de computação, consiste dos objetos tangíveis como circuitos eletrônicos, memória, periféricos de E/S, cabos, etc. - SOFTWARE: componente lógico de um sistema de computação, consiste de algoritmos (instruções detalhadas dizendo como fazer alguma coisa) e de suas representações computacionais (os programas).
Adicionalmente aos três termos anteriores, tem sido utilizado atualmente com uma certa freqüência um quarto termo, a saber peopleware , referindo-se ao pessoal envolvido direta ou indiretamente com processamento de dados.
Estamos acostumados com unidades, por exemplo, para medidas de comprimento (como o metro), de massa (como o quilograma), etc. Para a utilização de computadores digitais é preciso ganhar familiarização com unidades específicas, a fim de que informações típicas como "tamanho" de um programa ou arquivo tenham significado.
Computadores utilizam o sistema binário (base 2, dígitos 0 e 1): maior facilidade na montagem de circuitos capazes de reconhecer a diferença entre 1 (representado pela presença de corrente) e o 0 (representado pela ausência de corrente).
O bit: abreviatura de B inary digi T (dígito binário), é a unidade básica de informação no sistema binário; um bit, num dado instante, pode assumir apenas um dentre dois estados possíveis, usualmente denotados por estados 0 e 1.
de formalismos podem ser utilizados para a programação de computadores. Designamos estes formalismos por linguagens de programação.
As linguagens de programação são úteis na comunicação entre seres humanos e computadores, ou seja, na construção de programas. Quanto à estrutura, as linguagens são classificadas do seguinte modo:
a) Linguagem de máquina (LM):
b) Linguagem simbólica (LS): características:
b.1) linguagem de baixo nível (ou ASSEMBLY ) (linguagem de montagem): representação simbólica para a LM: cada instrução ASSEMBLY produz exatamente uma instrução de máquina.
b.2) linguagem de alto nível ( problem-oriented language ): linguagem especialmente desenvolvida para ser utilizada com facilidade na solução de problemas; alguns exemplos são dados a seguir:
FORTRAN ( FORmula TRANslation ): 1954, cientifica; FORTRAN IV: 1962; FORTRAN 77: 1977 (implementação em 1978); FORTRAN 90: anos 90; ALGOL ( ALGOrithmic Language ): 1958, científica; COBOL ( COmmon Business Oriented Language ): 1959, comercial; BASIC ( Beginner's All-purpose Symbolic Instruction Code ), 1965, científica; PL/1 ( Programming Language ), 1965, científica e comercial; Pascal, 1968, científica; C, programação de sistemas; ADA, do nome de Ada Lovelace, que se tornou a primeira programadora da história ao fazer programas para uma máquina conhecida como máquina de Babbage; Prolog ( Programming in Logic ), paradigma de programação em Lógica; Lisp, programação funcional; APL, processamento de matrizes, etc.
Os circuitos eletrônicos de cada computador podem reconhecer e executar diretamente um conjunto limitado de instruções simples, para o qual todos os programas devem ser convertidos antes que possam ser executados. Estas instruções são expressas internamente em termos de zeros e uns , ou seja, no sistema binário, constituindo a linguagem de máquina do computador. Exemplos de instruções básicas são:
A linguagem de máquina de um computador é portanto constituída pelo conjunto das instruções primitivas do computador.
Programa fonte: é um programa escrito em uma linguagem de alto nível; assim podemos ter um fonte em FORTRAN, Pascal, Basic, etc.. Uma vez que o computador somente consegue executar programas expressos em sua LM, um programa fonte, para sua execução, precisa ser "traduzido" (por um compilador) em um programa equivalente em LM, ou ter suas instruções interpretadas em tempo de execução (por um interpretador).
Programa objeto: é o programa resultante da tradução do fonte para uma linguagem alvo, em geral para a LM do computador.
Mecanismo de COMPILAÇÃO: (FORTRAN, Pascal, etc.) Este mecanismo comporta as fases a seguir:
i) um COMPILADOR efetua a tradução do fonte para uma forma intermediária em linguagem de montagem ("assembly"); ii) um MONTADOR (também chamado de "assembler") obtém, a partir da forma em linguagem de montagem, uma forma equivalente em LM; iii) um EDITOR DE LIGAÇÃO , entre outras coisas, anexa ao programa em LM rotinas necessárias para a sua execução e, possivelmente, módulos de programa compilados anteriormente (caso se tenha efetuado compilação em separado); o resultado deste passo é o MÓDULO DE CARGA ABSOLUTO: este módulo deve ser então carregado ( loaded ) na memória principal do computador para a execução do programa.
Esquema:
b) Processadores de linguagens de programação : úteis no desenvolvimento de programas de aplicação. Exs.: compilador FORTRAN, interpretador BASIC, etc.
c) Aplicativos : programas desenvolvidos para a execução de tarefas de diversas tais como edição de textos, cálculos de contabilidade, controle de estoques, confecção de folhas de pagamento, análise de investimentos, confecção de gráficos, etc.
d) Utilitários de um sistema : executam tarefas de preparação relativas a um sistema específico tais como (para o caso de um sistema operacional) preparação de disquetes para uso, alteração no modo de saída no monitor, etc.
Um sistema microcomputador compreende:
A unidade do sistema:
Placa do sistema (placa mãe ou placa planar) : placa de circuito impresso contendo circuitos de silício correspondentes a:
Adaptadores ou opções: cartões de circuito impresso utilizados para permitir a conexão de opcionais como impressoras, modems de telefone, etc.
Barramento ("bus") :
O clock : responsável pelo fornecimento de um pulso elétrico em intervalos regulares, pulso este essencial para que o processador possa trabalhar numa velocidade particular. Embora haja outros fatores que influenciem a velocidade de um microcomputador - como tempo de acesso a memórias, opções de configuração, etc. - pode-se dizer que computadores com maior valor de clock são, em princípio, mais rápidos. Os primeiros XTs trabalhavam com um clock interno de 4.77 Mhz. Ao longo dos anos, vários padrões de microcomputadores, com valores crescentes de clock, foram introduzidos no mercado. Assim é que temos atualmente microcomputadores utilizando o microprocessador Pentium com valores de clock de 700 MHz, 800 MHz ou mesmo 1 GHz. A obsolescência é muito rápida com respeito a este aspecto, sendo que o surgimento de um novo padrão implica, em maior ou menor grau, na desvalorização de seu predecessor.
A discussão nesta secção se aplica essencialmente a memórias principais e não a dispositivos de memória secundária.
As memórias são constituídas de blocos de pastilhas de material semicondutor. Uma memória é classificada, quanto à função, em:
a) memória RAM ( Random Access Memory ):
b) memória ROM ( Read-Only Memory ):