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b a −= . 1.4- Desigualdades e suas propriedades. - Axioma de Ordem. No conjunto dos números reais, existe um subconjunto denominado ...
Tipologia: Esquemas
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Instituto de Ciências Exatas - Departamento de Matemática Cálculo I – Profª Maria Julieta Ventura Carvalho de Araujo
Os primeiros números conhecidos pela humanidade são os chamados inteiros positivos ou naturais. Temos então o conjunto
Os números –1, –2, –3, –4, ... são chamados inteiros negativos. A união do conjunto dos números naturais com os inteiros negativos e o zero define o conjunto dos números inteiros que denotamos por
Os números da forma q p , onde p e q são inteiros e q ≠ 0 são chamados de frações e formam o conjunto dos números racionais. Denotamos por
Q = ; p ∈Ζ, q ∈ Ζ e q≠ 0 q p . Cada número racional q p possui, também, uma representação decimal. Para obtê-la, basta efetuar a divisão de p por q. Por exemplo: 0 , 416 , 12
0 , 142857 e 7
onde a barra acima dos algarismos indica que aquele grupo de algarismos repete-se indefinidamente. Dizemos, nesse caso, que se trata de uma dízima periódica. Observe que, dado o número racional q p , ao dividirmos p por q , temos, em cada passo da divisão, apenas um número finito de possibilidades para o resto, a saber, 0, 1, 2, ... , q – 1. Portanto, após no máximo q passos, chegaremos ao resto zero, que é o que ocorre com 4
, e a representação decimal será finita, ou repetiremos algum resto, que é o que ocorre com 12
e 7
, quando teremos uma representação decimal na forma de dízima periódica. Reciprocamente, se x possuir uma representação decimal finita ou for uma dízima periódica, então x será um número racional. Os exemplos a seguir podem ser generalizados para dízimas quaisquer e permitem entender como obter uma fração a partir de uma representação decimal. Exemplo 1 : 4
Exemplo 2 : Como x = 0 , 142857 possui um período de 6 dígitos, multiplicamos por 10^6 para obter 106 x = 142857 , 142857 .Assim, 10 6 x − x = 142857 ,demodoque( 106 − 1 ) x = 142857 eresulta 7
x = (^6) − = = = = =. Regra Geral : 999 ... 9
0 , 12 3 ... t^123^ t aaa a x = aaa a = , onde o denominador tem tantos dígitos iguais a 9 quantos forem os algarismos do período ( t , nesse caso).
Exemplo 3 : Como os dois primeiros dígitos da parte decimal de (^) x = 0 , 416 não fazem parte do período, multiplicamos x por 10^2 para obter 3
x = = + = + = + = ; portanto, 12
x = =. Existem números que não podem ser representados na forma q p , onde p e q são inteiros e q ≠ 0, ou seja, números cuja expansão decimal não é finita e nem periódica, tais como 2,101001000100001..., 2 = 1 , 41421 ..., π = 3 , 1415927 ..., e = 2 , 7182818 .... Estes^ números^ formam^ o^ conjunto^ dos^ números irracionais que denotaremos por Q C. Da união do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais resulta o conjunto dos números reais, que denotaremos por R = Q∪ Q^ C. Temos também os números da forma a + bi , onde a e b são números reais e (^) i^2^ = − 1 , que constituem o conjunto dos números complexos denotado por
Observação: As letras N, Q, R e C são as iniciais das palavras número (ou natural), quociente, real e complexo, respectivamente. A letra Z é a inicial da palavra zahl, que significa número em alemão.
No conjunto dos números reais introduziremos duas operações, chamadas adição e multiplicação, as quais satisfazem os axiomas a seguir. A adição faz corresponder a cada par de elementos a, b ∈ R sua soma a + b ∈ R, enquanto a multiplicação associa a esses elementos o seu produto a. b ∈ R.
- Axiomas da adição A1. Associatividade: Quaisquer que sejam a, b, c ∈ R, tem-se (a + b) + c = a + (b + c). A2. Comutatividade: Quaisquer que sejam a, b ∈ R, tem-se a + b = b + a. A3. Elemento neutro: Existe 0 ∈ R tal que a + 0 = 0 + a = a, qualquer que seja a ∈ R. A4. Simétrico: Todo elemento a ∈ R possui um simétrico em R, denotado por –a, tal que a + (–a) = (–a) + a = 0. - Axiomas da multiplicação M1. Associatividade: Quaisquer que sejam a, b, c ∈ R, tem-se (a. b). c = a. (b. c). M2. Comutatividade: Quaisquer que sejam a, b ∈ R, tem-se a. b = b. a. M3. Elemento neutro: Existe 1 ∈ R tal que 1 ≠ 0 e a. 1 = 1. a = a, qualquer que seja a ∈ R. M4. Inverso multiplicativo: Todo elemento a ≠ 0 em R possui um inverso multiplicativo em R, denotado por a-1^ ou 1/a, tal que a. a-1^ = a-1. a = 1. D1. - Axioma da distributividade: Quaisquer que sejam a, b, c ∈ R, tem-se a. (b + c) = a. b + a. c e (a + b). c = a. c + b. c.
P.6. Se a, b ∈ R tais que a. b = 0 então a = 0 ou b = 0. Se a = 0, não temos nada a mostrar. Vamos supor, então, a ≠ 0. Assim existe a-1^ ∈ R e obtemos: a.b = 0 ⇒ a-1^ (a.b) = a-1.0 ⇒ (a-1.a).b = 0 ⇒ 1.b = 0 ⇒ b = 0. P.7. Se a, b, c ∈ R então, a – b = c ⇔ a = b + c. Temos: a – b = c ⇒ a + (–b) = c ⇒ [a + (–b)] + b = c + b ⇒ a + [(–b) + b] = b + c ⇒ a + 0 = b + c ⇒ a = b + c. a = b + c ⇒ (–b) + a = (–b) + (b + c) ⇒ a + (–b) = [(–b) + b] + c ⇒ a – b = 0 + c ⇒ a – b = c. P.8. Se a, b, c ∈ R, com b ≠ 0, então, c a bc b a = ⇔ =.. Temos:
....... 1... 1 1 1 1 1 1 1 1 c b a a bc b a b bc ab b bc ab c c ab c ab b cb ab b bc a bc a b c b a = ⇒ = ⇒ = ⇒ = ⇒ = = ⇒ = ⇒ = ⇒ = ⇒ = ⇒ = − − − − − − − − P.9. Se a, b, c ∈ R então, a + c = b + c ⇒ a = b. Temos: a + c = b + c ⇒ (a + c) + (–c) = (b + c) + (–c) ⇒ a + [c + (–c)] = b + [c + (–c)] ⇒ a + 0 = b + 0 ⇒ a = b. P.10. Se a, b, c ∈ R, com c ≠ 0, então, a. c = b. c ⇒ a = b. Temos: a.c = b.c ⇒ (a.c).c-1^ = (b.c).c-1^ ⇒ a.(c.c-1) = b.(c.c-1) ⇒ a.1 = b.1 ⇒ a = b. P.11. Se a, b ∈ R então, – a = (– 1). a;
2 2 2 2 a = b ⇔ a − b = ⇔ a − b a + b = ⇔ a − b = ou^ a + b = 0 ⇔ a = b ou^ a = − b.
- Axioma de Ordem No conjunto dos números reais, existe um subconjunto denominado de conjunto dos números positivos tal que as seguintes condições são satisfeitas: (i) dado a ∈ R, exatamente uma das três alternativas seguintes ocorre: ou a = 0, ou a é positivo ou
- Definições
Se quisermos obter, para cada número real x , a distância entre x e a origem, devemos considerar os seguintes casos: Nos dois primeiros casos, dizemos que a distância entre x e 0 é o próprio x. No terceiro caso, a distância é – x.
- Definição O valor absoluto (ou módulo) de um número real x , denotado por x^ , é definido por:
x se x x se x x De acordo com a definição temos que se x ∈ R então x^ ≥^0 , e x^ =^0 se, e somente se, x = 0. Além disso, se x ∈ R, ou x e – x são ambos zero, ou um é positivo e o outro é negativo. Aquele, dentre x e – x , que não for negativo, é x^. Logo, x^ é o maior dos elementos x e – x , ou seja, x^ = máx { x , – x }. Temos, portanto, x^ ≥^ x e x^ ≥^ − x. Esta última desigualdade pode ser escrita −^ x^ ≤ x e obtemos − x ≤ x ≤ x. Pelo que vimos, geometricamente, o valor absoluto de um número real x é a distância entre x e 0 (zero). Para encontrarmos a distância entre dois números reais a e b quaisquer, devemos analisar três situações possíveis para pontos a e b arbitrários da reta real: No primeiro caso, como b − a > 0 , temos b^ −^ a = b − a ; no segundo caso, como b − a = 0 , temos
caso, temos b^ −^ a =distânciaentre a e b.
- Propriedades P.1. Para todo a ∈ R temos (^22) a = a. Como a^ é um dos elementos a ou -a então (^22)
(^222) a = − a = a. Logo, a^2 = a^2 . P.2. Se a ∈ R então −^ a^ = a. Se a = 0 então –a = 0 e − a = 0 = a.
Se a < 0 então –a > 0; segue que −^ a^ = − a e a^ =^ − a. Portanto, − a = a. P.3. Se x = a então x = a ou x = – a , onde x , a ∈ R e a ≥ 0. Como x^ =^ a e x^ é um dos elementos x ou – x então x = a ou – x = a. Logo, x = a ou x = – a. P.4. Se a, b ∈ R e a^ =^ b então a = b ou a = – b. Como a^ = a ou – a, b^ = b ou – b e a^ =^ b então a = b ou a = – b. P.5. x^ <^ a se, e somente se, −^ a^ < x < a , onde x ,^^ a ∈^ R e a >^0. Temos:
P.6. x^ ≤^ a se, e somente se, − a ≤ x ≤ a , onde x ,^^ a ∈^ R e a >^0. Demonstração análoga a P.5. P.7. x^ >^ a se, e somente se, x^ >^ a ou^ x < − a , onde x ,^^ a ∈^ R e a >^0. ( ) ( ) Se ecomo temos. Se então ecomo obtemos a. Como e ou então ou ; logo ou. ⇐ > ≥ > < − − > ≥ − > ⇒ > = − > − > > < − x a x x x a x a x a x x x x a x x x x a x a x a x a P.8. x^ ≥^ a se, e somente se, x^ ≥^ a ou^ x ≤ − a , onde x ,^^ a ∈^ R e a >^0. Demonstração análoga a P.7. P.9. Se a, b ∈ R então a^.^ b =^ a. b. Temos: a. b ( a. b ) a. b a. b ( a. b ) a. b a. b 2 2 2 2 2 2 2 = = = = ⇒ = ±. Como a^. b^ e a. b são reais não negativos obtemos a^.^ b =^ a. b.
Por exemplo: (^5 32) = 2 , pois 2 (^5) = 32 (^7 0) = 0 , pois 0 (^7) = 0 9 = 3 , pois 3^2 = 9^6 1 = 1 , pois 1^6 = 1 Conseqüências:
n n =.
- Definições Sejam a e b números reais, com a ≤ b. Os nove subconjuntos de R definidos a seguir são chamados intervalos:
ab x Ra x b a x Ra x ab x Ra x b a x Ra x ab x Ra x b b x Rx b ab x Ra x b b x Rx b −∞ + ∞ =
- Observações:
e 4
a = b = b) (^) a = 0 , 994327 e b = 0 , 994328 c) (^) a = 0 , 871479 e b = 0 , 8714799 ... d) a =^0 ,^10010001 ...e b =^0 ,^10010002
> x ≠ x d) 4 , 3 3
x x x e) (x + 3) (x + 4) > 0
x x x c) 3 x + 2 > 5
Páginas 10 e 11 do livro texto.