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REVISÃO SOBRE CÉLULA VEGETAL E SUAS ORGANELAS
Tipologia: Resumos
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1. Parede celular
As células vegetais apresentam um diferencial em contraste com a célula animal, já que são delimitadas por uma estrutura de grande resistência mecânica chamada parede celular, constituída de carboidratos, proteínas e de algumas outras substâncias. Essa estrutura sofre modificações ao longo do crescimento e desenvolvimento celular, sendo responsável por regular o volume celular, bem como atua como um exoesqueleto celular, possibilitando a formação de uma pressão positiva dentro da célula (turgescência) e, consequentemente, a manutenção da forma da célula. Devido a essa resistência, a parede celular possui grande importância nas relações hídricas da planta. Desempenha a função de proteção ao protoplasto contra ataques bioquímicos e físicos, de patógenos. A parede celular também evita a ruptura da membrana pela entrada de H 2 O no interior da célula. Os polissacarídeos encontrados nas paredes celulares do endosperma ou dos cotilédones da semente, podem servir como reservas metabólicas.
Em relação a sua estrutura, a parede celular se divide em: lamela média, parede primária e parede secundária. As paredes primárias e secundárias possuem grandes diferenças na sua composição, por exemplo, a parede primária, apresenta grande quantidade de água, cerca de 70% e os 30% restantes são de polissacarídeos, como a celulose, hemicelulose e pectina. Podemos encontrar também algumas proteínas como a expansina e a extensina. A parede secundária por sua vez, é composta em sua maior parte de celulose, no entanto, também podemos encontrar hemicelulose e lignina. Essa última, é um polímero hidrofóbico o que reduz o teor de água na parede secundária. A lignina é um componente de tecidos do xilema e esclerênquima, conferindo resistência a esses tecidos. A lamela média, se contra entre as paredes primárias de duas células vizinhas e é responsável pela união de duas células vizinhas. Para realizar a conexão entre as células vizinhas, temos os plasmodesmos, que atravessam a parede primária e a lamela média de células adjacentes permitindo a intercomunicação celular.
2. Sistema de membranas
Membrana plasmática
A membrana plasmática pode ser definida com uma membrana lipoprotéica , por ser constituída quimicamente de lipídios e proteínas, semipermeável , funciona como um filtro, permitindo a passagem de substâncias pequenas (como água e íons) e impedindo ou dificultando a passagem de substâncias de grande porte (como proteínas). Essa membrana envolve a célula, separando-a do meio exterior. Apresenta a função de proteger mecanicamente a célula contra choques físicos e apresenta permeabilidade seletiva, uma característica que permite o controle da passagem de substâncias de acordo com a necessidade da célula (sais, glicose, aminoácidos, ácidos graxos, água, etc). Além disso, apresenta boa condução de energia, devido a presença de lipídios em sua composição e grande elasticidade, devido às proteínas.
Em relação a sua estrutura, Singer e Nicolson, em 1972, sugeriram o Modelo do Mosaico Fluido, propondo uma bicamada fosfolipídica. Os lipídios que constituem as membranas apresentam comportamento anfipático, possuindo uma região hidrofílica, voltada para fora e outra hidrofóbica, voltada para dentro. Podemos encontrar ainda, proteínas, globurales, integrais e canais. Na região extracelular, podemos encontrar ainda, glicoproteínas e glicolípidos (glícidos associados a lípidos), que formam o glicocálix, estrutura que confere proteção à célula e propicia a interação com outras células, atuando no reconhecimento celular.
A membrana também é responsável pelo transporte de substâncias para o interior da célula, que irá variar de acordo com a natureza da substancia. Em algumas situações, as substâncias podem atravessar a membrana livremente - osmose e difusão simples, outras, no entanto, necessitam do auxílio de moléculas transportadoras - transporte ativo e difusão facilitada.
Tonoplasto
Trata-se de uma membrana com estrutura similar à membrana plasmática, no entanto, tem a função principal de delimitar o vacúolo, organela presente em células vegetais. É composto por água, açúcar, proteína, compostos fenólicos, pigmentos como betalaínas, antocianinas e cristais de oxalato de cálcio. No interior do vacúolo, apresentam a função de regular o transporte de íons e produtos metabólicos, entre o citosol e o vacúolo.
Retículo endoplasmático
O retículo endoplasmático (RE) é uma organela celular responsável por diversas funções, especialmente na síntese de lipídios, proteínas de membrana e de proteínas de exportação. Essa organela é envolvida por uma bicamada lipoproteica que delimita o espaço interno, chamado lúmen do RE ou espaço cisternal. Nessa região ocorrem todas as reações de empacotamento e processamento das proteínas destinadas à membrana plasmática e ao exterior da célula. Existem dois tipos de RE: o retículo endoplasmático rugoso (RER), que apresenta ribossomos associados à sua membrana, e o retículo endoplasmático liso (REL), que não possui ribossomos. O REL é responsável pela síntese dos fosfolipídios presentes nas membranas celulares. Por sua vez, os ribossomos incrustados no RER são responsáveis pela síntese de proteínas necessárias no o sistema de endomembranas.
Aparelho de Golgi
É uma organela celular que consiste de um sistema de cisternas empilhadas, situado entre o RE e a membrana plasmática. Desempenha papel fundamental na modificação, classificação e empacotamento de macromoléculas para que possam ser devidamente secretadas ou então, usadas no interior da célula. Está envolvido no transporte de lipídios pela célula, bem como, na modificação de proteínas vindas do retículo endoplasmático rugoso. Pode-se fazer uma analogia entre as atividades realizadas pelo Complexo de Golgi e uma central de correios, em que os pacotes são destinados a diferentes locais no interior da célula.
3. Ribossomos
São organelas de fundamental importância para o crescimento, a regeneração celular e o controle metabólico. Dentro da célula são responsáveis pela síntese de proteínas através das informações trazidas do núcleo pelo RNA mensageiro, que carrega a “informação” (ou seja, a sequência de bases) para a síntese da proteína. Temos também um outro tipo de RNA chamado transportador que carrega os aminoácidos que serão adicionados a proteína, e faz a “leitura” da sequência de bases do mRNA. Isso quer dizer que o tRNA e a molécula que decodifica o código genético. Por sua vez, o RNA ribossômico é um constituinte estrutural e funcional dos ribossomos, aonde a síntese proteica vai acontecer. É composto por uma uma subunidade maior e uma subunidade menor.
4. Vacúolos
É uma organela encontrada nas células vegetais que, por muitas vezes, ocupa grande parte do espaço interno da célula. Está envolto numa membrana com composição similar a membrana plasmática, nesse caso chamada tonoplasto. Essa organela contém em seu interior água e diversas substâncias orgânicas e inorgânicas, constituindo o chamado suco vacuolar. Devido ao caráter das substâncias encontradas no interior do vacúolo (açúcares, ácidos orgânicos, proteínas, sais e pigmentos) seu pH geralmente é ácido.
Desempenha papel dinâmico no crescimento e desenvolvimento da planta (controle osmótico), é responsável pela manutenção do pH da célula, pela autofagia, ou seja, digestão de outros componentes celulares e também pode atuar como um compartimento onde alguns íons, proteínas e outros metabólitos são acumulados momentaneamente e posteriormente destinados a outros locais.
Essa organela também pode armazenar pigmentos e substâncias ergásticas, como inclusões de oxalato de cálcio ou outros compostos, na forma de cristais prismáticos, drusas, estilóides ou ráfides, que atuam na defesa e na osmorregulação.
5. Plastídeos
São organelas presentes na célula vegetal que estão possuem um envoltório membranar. Em seu interior podemos encontrar a matriz, também chamada estroma, na qual observa-se um sistema de membranas achatado chamado de tilacoides. Os plastídios podem ser classificados em: cromoplastos, leucoplastos e cloroplastos, sendo que pode haver conversões entre eles.
Os cromoplastos são os responsáveis pelos pigmentos carotenoides (carotenos e xantofilas - compostos tetraterpenoides, de natureza lipofílica, que apresentam coloração variando entre amarelo, laranja e vermelho). Podem ser encontrados em flores, frutos e raízes tuberosas.
Os leucoplastos, não apresentam pigmentação e podem armazenar diversas substâncias, como lipídios, nesse caso são chamados de elaioplastos, amido, sendo denominados amiloplastos e quando armazenam proteínas, recebem o nome de proteinoplastos.
Os cloroplastos são plastídios que possuem o pigmento chamado clorofila, que está diretamente associado ao processo de fotossíntese. Na matriz desse tipo de plastídio, os tilacoides formam uma estrutura semelhante a uma pilha de discos, sendo chamado de grana. As reações do processo de fotossíntese ocorrem