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Este documento oferece uma descrição detalhada sobre as células nervosas, incluindo neurónios e neuróglia. Ele aborda a estrutura de neurónios, como suas funções, tipos e classificações. Além disso, discute a importância e funções de neuróglia, incluindo diferentes tipos de células. O documento também inclui informações sobre sinapses, a transmissão nervosa elétrica e química, e a importância de diferentes moléculas na transmissão sináptica.
Tipologia: Trabalhos
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Ana Maria Zavala Lúcia Pedro Sapane Maldino Felix Nhanombe
Células nervosas: sinapses
7 º Grupo
Licenciatura em Ensino de Biologia
2 º ano
Universidade Pedagógica
Maputo
2021
Ana Maria Zavala Lúcia Pedro Sapane Maldino Felix Nhanombe
Licenciatura em Ensino de Biologia 2 º ano
Trabalho de pesquisa da cadeira de AFAH a ser entregue as Docentes: Mestre Kátia Marques e dra. Marina Jerónimo, para efeito de avaliação.
Universidade Pedagógica
Maputo
2021
1.Introdução
O seguinte trabalho de pesquisa ira abordar sobre o sistema nervoso, concretamente as células que lá contem.
O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, capacitam o organismo a perceber as variações do meio (interno e externo), a difundir as modificações que essas variações produzem e a executar as respostas adequadas para que seja mantido o equilíbrio interno do corpo (homeostase). São os sistemas envolvidos na coordenação e regulação das funções corporais.
No sistema nervoso diferenciam-se duas linhagens celulares: os neurónios e as neuroglias ou células da glia
2.Objectivos
2.1 Objectivos gerais Descrever os tipos de células que existem no sistema nervoso
2.2 Objectivos específicos Caracterizar e classificar os tipos de célula do sistema nervoso
3.Metodologia Para a realização do presente trabalho, recorreu-se a uma pesquisa bibliográfica, que consistiu na recolha, análise e interpretação de várias obras que falam sobre o tema em questão, para além de obras físicas, usamos a internet (figuras), onde conseguimos obter dados sobre o trabalho em destaque.
Por tanto para realização desse trabalho foram seguidos os seguintes passos:
Os principais organelos citoplasmáticas dos dendritos são os microtúbulos e neurofilamentos, embora dendritos mais proximais em relação ao corpo celular também contenham contêm corpúsculos de Nissl e partes do aparelho de Golgi Conjuntamente, formam a árvore dendrítica, termo que designa o conjunto de dendritos de um neurónio
Axónio
Consiste em uma extensão da célula, a qual é encarregada de levar o estímulo de uma célula para o próximo neurónio ou, ainda, especificamente no caso do neurónio motor, para um músculo O axónio origina- se no cone axónio, uma região especializada em que frequentemente são gerados os potenciais de acção, devido à grande concentração de canais iónicos, principalmente de canais de sódio controlados por voltagem Além da transmissão de informações, os axónios também são responsáveis pelo transporte de substâncias químicas para os terminais sinápticos, ou a partir deles De maneira geral, cada neurónio possui apenas um axónio, cujas dimensões (comprimento e diâmetro) tendem a variar de acordo com o tipo de neurónio Apesar de não ser regra absoluta, em sua maioria terminam por várias ramificações, as quais são denominadas arborização terminal (estrutura muito importante, uma vez que seu tamanho, formato e organização determinam as células com as quais entrará em contacto) Neuróglia O ambiente local da maior parte dos neurónios do sistema nervoso central (SNC) deve ser controlado.
Fig1. Imagem que ilustra a estrutura do neurónio
4.2 Classificação dos neurónios
Os neurónios, de acordo com: o número, comprimento e forma de ramificação de seus dendritos, podem ser classificados em: unipolares, bipolares e multipolares
Neurónios unipolares
Nesses neurónios, também conhecidos por “neurónios pseudo-unipolares” o corpo celular, apresenta apenas um neurito que, após curtíssimo trajecto, a partir do Corpo celular (ou soma), se divide, dando origem a dois ramos. Um deles, dirige-se para a periferia (centrífugo) e, após ramificar-se, em diversos ramos terminais, estabelece conexões com os receptores periféricos. O outro ramo da referida divisão inicial, se encaminha para o sistema nervoso central (centrípeto) e é chamado “axónio”( fig.: 2 ).
Neurónios bipolares
Nesses neurónios, o corpo é de forma elíptica, no qual, se observa o aparecimento de dois axónios individualizados. Um deles se divide, após encaminhar-se para a periferia (centrífugo), em diversos e delgados ramos, conhecidos por “dendritos”. O segundo axónio, emerge, separadamente, dirigindo-se, imediatamente, para o sistema nervoso central (centrípeto). Constituindo o “axónio verdadeiro”. (fig.: 2)
Neurónios multipolares
Esses neurónios correspondem aos neurónios padrões do sistema nervoso, no qual, os encontramos constituindo o maior contingente de neurónios. De seu soma emergem diversos dendritos (neuritos), porém, um único e longo ramo se evidencia, constituindo o axónio (ou cilindro-eixo), que se dirige ao sistema nervoso central. O maior contingente de neurónios multipolares do Sistema Nervoso Central é estruturado em “Colunas de células motoras corticais”. Nestas colunas encontramos duas populações de neurónios motores corticais ou piramidais multipolares que recebem, separadamente, dois tipos ou variedades de estímulos: Uma primeira população de neurónios corticais piramidais é conhecida por “Neurónios Dinâmicos”, que recebe excessiva excitação, porém, em “tempo extremamente curto”, desencadeando o início da força de contracção
5.Células da glia
As células “acompanhantes” dos neurónios, nos vertebrados, há outras células do tecido nervoso, que se encontram entre os neurônios; são as células da glia.
Elas se enrolam em espiral ao redor do axónio e secretam uma substância de natureza lipídica chamada mielina, que se deposita em torno do axónio, formando uma bainha envolvente, a bainha de mielina, a qual desempenha papel protector e facilita a transmissão do impulso nervoso. São separadas por espaços, os nódulos de Ranvier.
Fig3; células da glia enrolados no neurónio
Nas células da glia distinguem-se diversos tipos celulares: astrócitos, microglias, oligodendrócitos, células de Schwann e células ependimárias. Cada uma dessas linhagens celulares tem uma função no tecido nervoso
Os astrócitos são as células que fornecem nutrientes aos neurônios e os sustentam.
Fg5:astrócitos
As células da micróglia limpam o território ocupado pelo tecido nervoso, fagocitando resíduos.
Fg6:
Os oligodendrócitos e as células de Schwann formam as coberturas isolantes dos axónios dos neurônios.
Fig8: células de Schwann
Quando esse axónio é estimulado em qualquer ponto, ocorre uma mudança na permeabilidade da membrana , alterando, assim, sua polaridade. Essa mudança afecta também a região vizinha, assim, o impulso nervoso percorre a membrana como uma onda de mudança de polaridade.
Fg. Impulso nervoso
A transmissão do impulso nervoso ocorre como uma onda de mudança de polarização da membrana do axónio. No meio extracelular, encontra-se uma maior concentração de íons sódio (Na+), o que faz com que a membrana, em sua face externa, apresente carga positiva e, em sua face interna, carga negativa. Isso se deve a um processo denominado de bomba de sódio e potássio, no qual três íons Na+^ são bombeados para fora da célula a cada dois íons K+^ que são bombeados para dentro dela. Os dois íons podem mover-se de volta, seguindo seu gradiente de concentração, no entanto, a membrana é menos permeável ao Na+^ e, assim, apenas uma pequena quantidade de Na+^ retorna para a célula. Com isso, uma maior quantidade de cargas positivas é mantida fora da membrana, fazendo com que sua face externa seja positiva. A face interna apresenta uma carga negativa em razão da presença de proteínas carregadas negativamente e outras grandes moléculas. Após a aplicação de um estímulo em qualquer região do axônio, a membrana torna-se permeável aos íons Na+^ mantidos fora da célula. Esses íons passam a entrar na célula em maior quantidade do que o íon potássio, mudando, assim, a polarização da membrana, que se torna mais negativa em sua face externa e mais positiva na face interna. A mudança da polarização que ocorre com a entrada do sódio é denominada despolarização. No entanto, esse íon é rapidamente expulso, mediante a acção da bomba de sódio, e a membrana retorna à sua polarização inicial, positiva na face externa e negativa na face interna. Cada ponto estimulado modifica a permeabilidade da região vizinha, expulsando os íons sódio. Esse processo cria uma onde de alternância de
polarização da membrana, fazendo com que o impulso nervoso percorra todo o axónio até uma região denominada de terminais sinápticos.
6.Sinapses Sinapse pode ser conceituada como a transmissão da informação de um neurónio para outra célula, que pode ser ou não um neurónio, através do ponto de contacto. Existem alguns tipos, como a Sinapse Neuro-neural que é o contacto entre 2 neurônios, através dos terminais pré-sináptico e pós-sináptico, pode ser também Sinapse Neuro-epitelial que acontece entre neurónio e célula epitelial, ou Placa Motora (ou Sinapse neuromuscular), contacto entre neurónio e célula muscular.
Classificação da sinapse neuro-neural
Axo-dendríticas é a forma mais comum e representa 80% das sinapses. Ela ocorre entre o axónio de um neurónio e o dendrito de outro neurónio.
Axo-somática é a 2° mais comum e ocorre entre o axónio de um neurónio e o soma (corpo celular) de outro neurónio.
Axo-axônicas essa é a forma menos comum e ocorre entre os axónios de 2 neurónios
6.1Classificação dos tipos de sinapses Eléctrica
É pouco encontrada no SNC. Na sinapse eléctrica, a membrana pré-sináptica do neurónio 1 mantém contacto com a membrana pós-sináptica do neurónio 2 através do Conéxon, que é a união de várias conexinas, formando uma “ponte” citoplasmática entre os 2 neurônios (é um tipo de junção comunicante), permitindo o livre-trânsito de íons. Essa sinapse é muito mais rápida que a química e pode ser bidireccional, o que permite a coordenação das actividades de grandes grupos de neurônios interconectados.
Mitocôndria Autorreceptor
Para que a produção do efeito seja estabelecida, existem receptores no neurónio pós- sináptico que farão a recepção desses neurotransmissores. O efeito gerado é dependente do tipo de receptores presentes na membrana neuronal: excitatórios ou inibitórios.
É importante destacar que, alguns neurotransmissores são formados no corpo celular e chegam até o terminal axónico conduzidos pelos filamentos do citoesqueleto. Já outros, são formados no próprio terminal axónico e não necessitam de transporte.
Fig. Sinapse química
Quando a onda de despolarização chega na membrana do terminal présináptico, um grande número de canais de cálcio voltagem-dependente localizado nessa membrana se abre. No terminal axônico, os íons cálcio entram por esses canais e se ligam a calmodulina.
O complexo Calmodulina + Cálcio activa uma enzima chamada tubulinaquinase,
responsável por fosforilar, ou seja, adicionar radical fosfato, na tubulina presente nos microtúbulos, que é um dos filamentos do citoesqueleto. Dessa forma começa o endereçamento das vesículas sinápticas para a membrana do terminal axônico. Lá, essas vesículas começam a se fundir com a membrana do terminal axônico, formando o Complexo de Fusão (composto pelas proteínas v-SNARE e t-SNARE) e quando esse complexo é activado: ele activa ATPase e Fosfolipases. Isso faz com que os fosfolipídeos se afastem e tem-se a liberação por exocitose dos neurotransmissores na fenda sináptica.
Características especiais das sinapses químicas
1) Fadiga sináptica
Exaustão total ou parcial dos estoques de neurotransmissores. É um mecanismo de protecção do organismo contra a actividade neuronal excessiva. Exemplo: mecanismo autolimitante da convulsão epiléptica.
2) Acidose e alcalose
Acidose induz uma diminuição da transmissão sináptica (exemplificada pelo estado comatoso induzido pela acidose urêmica e crises hiperglicêmicas agudas), enquanto a alcalose aumenta acentuadamente a excitabilidade neuronal (exemplo: hiperventilação em predispostos a convulsão epiléptica pode precipitar crise).
3) Hipóxia
Age diminuindo a transmissão sináptica, pois o neurónio é uma célula com elevado metabolismo, necessitando de muito ATP que depende, em sua maior parte, do metabolismo aeróbio.
4) Retardo sináptico
Só ocorre na sinapse química e mede 0,5 mseg. É o tempo do íon cálcio entrar no terminal pré-sináptico, as vesículas serem endereçadas e se fundirem a membrana do terminal pré-sináptico, haver a liberação dos neurotransmissores e interacção com os receptores do terminal pós-sináptico para produção do efeito.
5) Efeito dos fármacos sobre a transmissão sináptica
8. Referencias Curso de Fisiologia Neurológica – Jaleko Acadêmicos. Disponível em: https://www.youtube.com/. Acesso em: 05 abril. 2022. GUYTON, Arthur; HALL, John. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia. 13a edição. Elsevier Brasil, 2017 BEAR, M.L., KIERNAN, A. – The Human Nervous System, 5ª ed., J.B. Lippincot, Philadelphia, 1988. CAJAL, S.R. – History of the synapse as a morphological and functional structure. In Neurobiololgy, - Ed. M. Santini, New York: Raven Press, 1975 CARPENTER, M.D. – Human Neuroanatomy. – 18nd. ed., Ed. Williams and Willins, Baltimore, 1983