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Celulite: Infecção Cutânea por Staphylococcus Aureus e Estreptococos Beta-hemolíticos A, Resumos de Semiologia

A celulite é uma infecção cutânea que compromete tecidos moles, estendendo-se profundamente através da derme e tecido subcutâneo. Os principais agentes são staphylococcus aureus e estreptococos beta-hemolíticos do grupo a. Acelita é observada com mais frequência em adultos de meia-idade e idosos, com uma incidência de cerca de 200 casos por 100.000 pacientes-ano. Os fatores predisponentes incluem ruptura da barreira cutânea, inflamação, infecção preexistente, insuficiência venosa, edema, obesidade e imunossupressão. A infecção se propaga através de espaços teciduais e planos de clivagem, resultando em linfangite, linfadenite, bacteriemia e septicemia. Os sinais e sintomas incluem dor, eritema e calor local, febre e mal-estar. As principais complicações são abscesso e septicemia.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 22/05/2022

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A celulite é uma infecção cutânea que compromete uma parte maior dos tecidos moles,
estendendo-se profundamente através da derme e tecido subcutâneo. Seus principais
agentes são Staphylococcus aureus e o Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (SBHGA).
. O S. aureus é uma causa notável, principalmente quando há lesão purulenta. Em pacientes
imunocomprometidos, o espectro de patógenos potenciais é muito mais amplo e a consulta
de doenças infecciosas é necessária.
Epidemiologia da celulite infecciosa
A celulite é observada com mais frequência entre adultos de meia-idade e idosos. A
incidência de celulite é de cerca de 200 casos por 100.000 pacientes-ano e, em regiões não
tropicais, tem uma predileção sazonal por meses mais quentes.
Os fatores predisponentes mais importantes para o desenvolvimento dessa infecção são o
ruptura da barreira cutânea devido a trauma (como abrasão, ferida penetrante, úlcera de
pressão, úlcera venosa da perna, picada de inseto, uso de drogas injetáveis), inflamação
(eczema, radioterapia), infecção de pele preexistente (impetigo, tinea pedis), insuficiência
venosa, edema devido à drenagem linfática prejudicada, obesidade e imunossupressão
(como diabetes ou infecção por HIV). O fato de muitas vezes ele ser de pequeno tamanho
dificulta o diagnóstico precoce e a prevenção do quadro infeccioso.
Fisiopatologia da celulite infecciosa
A infecção cutânea, frequentemente, surge em decorrência de ruptura da integridade da
pele. A infecção instala-se com a invasão da derme e do subcutâneo pelo patógeno e
mecanismos inflamatórios são elicitados como resposta à invasão. Uma vez estabelecida, a
infecção se propaga através de espaços teciduais e planos de clivagem por ação das
hialuronidases, fibrinolisinas e lecitinases. Há, também, a propensão de invasão de vasos
linfáticos e sanguíneos, resultando em linfangite (infecção dos vasos linfáticos),
linfadenite(varias infecções), bacteriemia e septicemia. A produção local de exotoxinas, no
sítio de infecção pelo S. aureus, pode resultar em síndrome da pele escaldada estafilocócica
(SPEE) e a síndrome do choque tóxico (SCT).
Sinais e sintomas são dor, eritema e calor no local da lesão, mas pode ocorrer manifestações
sistêmicas como febre e mal-estar. As principais complicações incluem abscesso e
septicemia.
Quadro clínico
A lesão primária é extremamente dolorosa e infiltrativa, com bordas mal delimitadas que se
estende ao tecido subcutâneo. Há presença de sinais flogísticos como eritema e calor locais
importantes. À medida que a infecção se estende, graus variáveis de sinais e sintomas
sistêmicos surgem, como febre, calafrios, mal-estar, confusão mental e leucocitose. Em
alguns casos podem se formar bolhas ou necrose, resultando em extensas áreas de
descolamento epidérmico e erosões superficiais.
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A celulite é uma infecção cutânea que compromete uma parte maior dos tecidos moles, estendendo-se profundamente através da derme e tecido subcutâneo. Seus principais agentes são Staphylococcus aureus e o Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (SBHGA).

. O S. aureus é uma causa notável, principalmente quando há lesão purulenta. Em pacientes imunocomprometidos, o espectro de patógenos potenciais é muito mais amplo e a consulta de doenças infecciosas é necessária. Epidemiologia da celulite infecciosa A celulite é observada com mais frequência entre adultos de meia-idade e idosos. A incidência de celulite é de cerca de 200 casos por 100.000 pacientes-ano e, em regiões não tropicais, tem uma predileção sazonal por meses mais quentes. Os fatores predisponentes mais importantes para o desenvolvimento dessa infecção são o ruptura da barreira cutânea devido a trauma (como abrasão, ferida penetrante, úlcera de pressão, úlcera venosa da perna, picada de inseto, uso de drogas injetáveis), inflamação (eczema, radioterapia), infecção de pele preexistente (impetigo, tinea pedis), insuficiência venosa, edema devido à drenagem linfática prejudicada, obesidade e imunossupressão (como diabetes ou infecção por HIV). O fato de muitas vezes ele ser de pequeno tamanho dificulta o diagnóstico precoce e a prevenção do quadro infeccioso. Fisiopatologia da celulite infecciosa A infecção cutânea, frequentemente, surge em decorrência de ruptura da integridade da pele. A infecção instala-se com a invasão da derme e do subcutâneo pelo patógeno e mecanismos inflamatórios são elicitados como resposta à invasão. Uma vez estabelecida, a infecção se propaga através de espaços teciduais e planos de clivagem por ação das hialuronidases, fibrinolisinas e lecitinases. Há, também, a propensão de invasão de vasos linfáticos e sanguíneos, resultando em linfangite (infecção dos vasos linfáticos), linfadenite(varias infecções), bacteriemia e septicemia. A produção local de exotoxinas, no sítio de infecção pelo S. aureus, pode resultar em síndrome da pele escaldada estafilocócica (SPEE) e a síndrome do choque tóxico (SCT). Sinais e sintomas são dor, eritema e calor no local da lesão, mas pode ocorrer manifestações sistêmicas como febre e mal-estar. As principais complicações incluem abscesso e septicemia. Quadro clínico A lesão primária é extremamente dolorosa e infiltrativa, com bordas mal delimitadas que se estende ao tecido subcutâneo. Há presença de sinais flogísticos como eritema e calor locais importantes. À medida que a infecção se estende, graus variáveis de sinais e sintomas sistêmicos surgem, como febre, calafrios, mal-estar, confusão mental e leucocitose. Em alguns casos podem se formar bolhas ou necrose, resultando em extensas áreas de descolamento epidérmico e erosões superficiais.

A infecção pode se localizar nas partes moles com formação de abscesso dérmico e subcutâneo. Linfadenopatia (aumento palpável) regional pode estar associada à celulite de extremidades. Como consequência da celulite pode advir supuração profunda e septicemia. O curso da doença costuma ser mais indolente com predomínio de complicações locais, contudo, os efeitos sistêmicos aparecem à medida que a infecção não tratada se agrava.