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verso a verso analise do poema
Tipologia: Resumos
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Estudo Detalhado | Português — Contextualização Histórico-Literária
A seguinte cronologia apresenta os acontecimentos mais relevantes da vida e obra de Cesário Verde, inseridos no seu contexto histórico e literário:
Ordem correta dos acontecimentos biográficos de Cesário Verde:
A vida literária de finais do século XIX foi um a) desencanto / apoio / incentivo para Cesário Verde. A elite cultural b) ignorou / reconheceu / aplaudiu a arte poética do autor, na qual se c) cruzam / dispersam / isolam diversas estéticas literárias, abrindo as portas para d) a modernidade / o Realismo / o fim de século.
3. Contexto Cultural e Social de Cesário Verde
Cesário Verde viveu e escreveu em Portugal e em Lisboa, entre 1855 e 1886, num contexto histórico marcado pelo projeto nacionalizante, o emburguesamento e o urbanismo. A sua vida pessoal e literária decorreu num período designado programaticamente como Regeneração , caracterizado por:
5. Parte I — «Ave-Marias»
O poeta descreve o movimento da cidade ao cair da noite, que desencadeia a sua reflexão e introspeção. São vários os contrastes citadinos: a infelicidade dos que ficam opõe-se à felicidade dos que partem; os trabalhadores contrapõem-se aos ociosos; os favorecidos contrastam com os socialmente mais frágeis.
O sujeito poético descreve Lisboa ao entardecer através de imagens sensoriais intensas:
Esta parte constitui o segundo andamento do roteiro citadino. O poeta-transeunte percorre a cidade de noite, reparando nos movimentos e na luminosidade (artificial e natural) das ruas. O tempo presente opõe-se ao tempo sublime de Camões, representado simbolicamente pela estátua do poeta. Intensificam-se as sensações negativas: a cidade é comparada a uma prisão, o Aljube é transformado em asilo. O sofrimento e a melancolia da primeira parte agudizam-se, degenerando em depressão e morbidez, e por vezes em imaginação, evasão e sonho.
9. Parte IV — «Horas Mortas»
Em «Horas Mortas», o sujeito poético vagueia na escuridão da cidade, na noite profunda. Na sua reflexão, expressa os seus sonhos pessoais e desejos para o futuro do povo português. Mas logo este devaneio termina, quando volta a constatar que a cidade é asfixiante e está moralmente doente. No final, conclui que a angústia profunda originada pela realidade moderna opressora não é apenas sua, mas de todos os que nela vivem — a angústia é de toda a civilização ocidental.
O poema convoca marcas do género épico: