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Choque, Notas de estudo de Cardiologia

Choques hemorrágicos, cardiogênicos entre outros. Definições e explicações detalhadas

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 03/11/2008

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ESCOLA DE FARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE ALFENAS
CENTRO UNIVERSITÁRIO FEDERAL
CURSO DE ENFERMAGEM
CHOQUE
Discentes:
Carla Cristina Del Valle
Clarice Fumie Koshima
Ed Mara Maiolini
Isabete Souza e Silva
Leandra Rugani Rezende
Tatiana Dias de Castro
ALFENAS
Julho/2003
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ESCOLA DE FARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE ALFENAS

CENTRO UNIVERSITÁRIO FEDERAL

CURSO DE ENFERMAGEM

CHOQUE

Discentes:

Carla Cristina Del Valle

Clarice Fumie Koshima

Ed Mara Maiolini

Isabete Souza e Silva

Leandra Rugani Rezende

Tatiana Dias de Castro

ALFENAS

Julho/

INTRODUÇÃO

A palavra choque deriva do francês choc : parada e scoc : sacudida. É um distúrbio caracterizado pelo insuficiente suprimento sangüíneo para os tecidos e células do corpo. Pode - se dizer que é a perfusão e oxigenação inadequada dos órgãos e tecidos. O estado de choque é uma situação na qual existe uma desproporção entre a quantidade de sangue circulante e a capacidade do sistema. Tem como causas:

  • Falha no mecanismo que bombeia o sangue (coração);
  • Problemas nos vasos sangüíneos (alteração na resistência da parede vascular);
  • Baixo nível de fluido no corpo (sangue ou líquidos corporais). É classificado em:

1. CHOQUE HIPOVOLÊMICO : tem como causa determinante a perda de sangue,

plasma ou líquidos extracelulares;

2. CHOQUE CARDIOGÊNICO : causado por uma insuficiência miocárdica e

caracterizado por diminuição do débito cardíaco e aumento da resistência vascular periférica;

3. CHOQUE DISTRIBUTIVO : causado por diminuição do tônus vascular e caracterizado

por hipotensão, redução do débito cardíaco e oligúria. É dividido em:

  • CHOQUE NEUROGÊNICO;
  • CHOQUE ANAFILÁTICO;
  • CHOQUE SÉPTICO.

4. CHOQUE OBSTRUTIVO : causado por obstrução mecânica do fluxo sangüíneo.

Sintomas que antecedem o choque:

  • Inquietude, às vezes ansiedade e temor;
  • Náuseas, lipotímias;
  • Astenia e sede intensa. Sinais e sintomas gerais do choque:
  • (^) hipotensão;
  • taquicardia;
  • pulso fino e taquicárdico;
  • pele fria e pegajosa;
  • sudorese abundante;
  • mucosas descoradas (hemorragia) e secas (desidratação);

CHOQUE HIPOVOLÊMICO:

Definição:

É o tipo mais comum de choque, e deve-se a redução absoluta e geralmente súbita do volume sangüíneo circulante em relação a capacidade do sistema vascular. A hipovolemia pode ocorrer como resultado da perda sangüínea secundária a hemorragia (interna ou externa) ou pode advir da perda de líquidos e eletrólitos. Esta última forma de hipovolemia pode seguir-se a perda significativa de líquidos gastrintestinais (por exemplo diarréia, vômito), perdas renais (por exemplo poliúria), que pode ocorrer em Diabetes mellitus e insípidus, perdas externas secundárias ou quebra da integridade da superfície tecidual (por exemplo queimaduras), ou perdas internas de líquidos sem alteração na água corporal total (por exemplo seqüestro de líquidos para o terceiro espaço-ascite). (CECIL, 1997).

Fisiopatologia:

O corpo humano responde a hemorragia aguda ativando quatro sistemas fisiológicos principais: sistema hematológico, sistema cardiovascular, sistema renal e sistema neuroendócrino. O sistema hematológico responde a uma perda de sangue severa, ativando a cascata de coagulação contraindo os vasos da hemorragia e ativando as plaquetas. O sistema cardiovascular devido a diminuição do volume sangüíneo e conseqüente diminuição do oxigênio, estimulará o SNC, liberando as catecolaminas que provocam o aumento da freqüência cardíaca e vasoconstrição periférica. Os rins respondem a hemorragia estimulando um aumento da secreção de renina, que converte o angiotensinogênio em angiotensina I que é convertida subseqüentemente em angiotensina II pelos pulmões e fígado. A angiotensina II promove secreção de aldosterona e é esta responsável pela reabsorção de sódio e conservação de água. O sistema neuroendócrino aumenta o hormônio antidiurético circulante (ADH), que promoverá um aumento de reabsorção de água e sal (NaCl). Todos estes sistemas agem na tentativa de evitar uma maior perda de líquidos, tentando reverter o processo hipovolêmico. Manifestações clínicas:

Mas pode ocorrer também:

1- Psiquismo: o doente em geral fica imóvel, apático, mas consciente. A apatia é

precedida de angústia e agitação.

2- Pele: fria, sobretudo nas extremidades, pálida, com turgor cutâneo diminuído.

3- Circulação: pulso rápido, fraco e irregular, filiforme e às vezes imperceptível.

Hipotensão sistólica e diastólica. Pressão venosa central (PVC) baixa, caracterizada pelo colapso das veias, o que dificulta a sua punção.

4- Respiração: rápida, curta e irregular.

  • O aspecto hemodinâmico aos clássicos desse tipo de choque incluem taquicardia, hipotensão, redução das pressões de enchimento cardíaco e vasoconstrição periférica. (CECIL, 1997).

Tratamento:

Visa restaurar o volume intravascular, redistribuir o volume hídrico e corrigir a causa básica. Tratamento da causa básica: se o paciente estiver num processo de hemorragia, esta deve ser interrompida o mais rápido possível, através da pressão sobre o local do sangramento ou pode ser necessário uma cirurgia para estancar o sangramento intenso. Se a causa da hipovolemia for diarréia ou vômito, devem ser administrados medicamentos. Reposição hídrica e sangüínea: primeiramente, devem ser instalados dois acessos intravenosos que permitem a administração simultânea de líquidos e derivados do sangue. É necessário administrar líquidos que permaneçam dentro do compartimento intravascular, evitando assim, criação de deslocamento de líquidos do compartimento intravascular para o compartimento intracelular.

  • Ringer lactato e cloreto de sódio: são líquidos cristalóides, isotônicos, que se deslocam livremente entre os compartimentos líquidos do corpo, não permanecendo no sistema vascular.
  • Colóides: albumina e dextran a 6 %. O dextran não é indicado se a causa do choque hipovolêmico for hemorragia, pois ele interfere com a agregação plaquetária. E a albumina, expande rapidamente o volume plasmático, porém depende de doadores humanos.

CHOQUE CARDIOGÊNICO

Definição : Trata-se de perfusão e oxigenação inadequadas dos órgãos e tecidos, graças à falência da bomba cardíaca por uma disfunção miocárdica. Apresenta-se mais comumente como uma deteriorização aguda da perfusão cardíaca, embora possa estar sobreposta a uma disfunção crônica (CECIL, 1998).

Etiologia : (BOGOSSIAN, 1988):

1. Infarto do miocárdio – causado por constrição arteriolar pulmonar ou sistêmica

excessiva ou contratilidade miocárdica prejudicada.

2. Falência miocárdica aguda.

3. Arritmias – sístoles ineficientes.

4. Eletrocussão – violenta descarga elétrica, causando paralisia ou contrações cardíacas

ineficientes.

5. Miocardites – aparecem vírus que comprometem a fibras cardíacas.

6. Hipóxia por insuficiência respiratória aguda de natureza clínica.

7. Hipóxia por lesões traumáticas sobre o aparelho respiratório.

8. Depressão dos centros nervosos ou circulatórios (ex.: AVC).

9. Acidose – baixo PH provoca depressão miocárdica.

10. Distúrbios eletrolíticos – ex.: hiperpotassemia.

11. Intoxicações ou envenenamento por produtos químicos ou drogas depressoras

cardíacas.

Fisiopatologia: O comprometimento miocárdico determina débito cardíaco insuficiente para atender as demandas metabólicas periféricas, resultando em volume sistólico anterógrado inadequado (CECIL, 1998). A deficiência da bomba cardíaca leva a uma vasoconstrição (devido ao pequeno volume de ejeção sistólica) e aumento da dilatação venosa retrógrada e estase sangüínea (pela incompetência do coração em bombear o sangue que a ele retorna). Com a vasoconstrição, a microcirculação torna-se vasoplégica, pelo acúmulo de metabólitos celulares e “alagamento”.

deve ser cirúrgico. Quando ocorre por comprometimento miocárdico (miocardite aguda, IAM) é necessário monitorização hemodinâmica do paciente e uso de drogas. Utiliza-se ainda:

1. Sedação - tratamento da dor: diazepam, meperidina;

2. Oxigênio;

3. Reposição de volume;

4. Correção das alterações hemodinâmicas, através do uso de :

  • Dopamina: catecolamina que estimula receptores beta-adrenérgicos, por ação direta e indiretamente por liberar noradrenalinas nos nervos simpáticos terminais. Efeitos colaterais: arritmias e taquicardia.
  • Dobutamina: catecolamina que atua estimulando receptores beta-adrenérgicos,

aumentando a força contrátil do coração; causa discreta redução da resistência periférica. Efeitos colaterais: taquicardia e arritmias (menos que a dopamina);

  • Associação de drogas inotrópicas e vasodilatadoras (ex.: soro em Revivam + soro com nitroprussiato de sódio);
  • Agentes fibrinolíticos (ex.: estreptoquinase, nas primeiras 6 horas após instalação do

infarto);

  • Bicarbonato de sódio: para correção da acidose metabólica;
  • Heparina: prevenção da coagulação intravascular disseminada e fenômenos

tromboembolíticos;

  • Isoproterenol: antagonista beta-adrenérgico não seletivo que ativa beta 2- vasculares, resultando em vasodilatação e receptores beta 1, aumentando freqüência cardíaca, contratilidade e débito cardíaco.
  • Adrenalina: catecolamina endógena, aumenta o débito cardíaco, promove

vasodilatação periférica e aumentando a freqüência e contratilidade cardíaca;

  • Amrinona: inibidor da fosfodiesterase aumentando os níveis de Amp. Cíclico, inotropismo e débito cardíaco.

5. Balão intra - aórtico: facilita a perfusão coronária e reduz consumo de oxigênio

pelo miocárdio, utilizado com suporte hemodinâmico temporário.

CHOQUE DISTRIBUTIVO:

O choque distributivo ou vasogênico ocorre quando o volume sangüíneo é anormalmente deslocado no sistema vascular tal como ocorre quando ele se acumula nos vasos sangüíneos periféricos. Esse deslocamento de sangue causa uma hipovolemia relativa porque o sangue insuficiente retorna ao coração. O que leva a uma deficiente perfusão tissular subsequente o tônus vascular é regulado tanto por mecanismos reguladores locais, como nas necessidades tissulares de oxigênio e nutrientes. Portanto, o choque distributivo pode ser causado tanto por perda do tônus simpático quanto pela liberação de mediadores químicos pelas células. Os vários mecanismos que levam à vasodilatação inicial no choque distributivo subdividem em neurogênico, anafilático e séptico.

CHOQUE NEUROGÊNICO:

Definição:

Esse tipo de choque é decorrente de uma lesão medular; levando à perda do tônus simpático, interrompendo o estímulo vasomotor ocasionando intensa vasodilatação periférica e, subsequente, uma diminuição do retorno venoso com queda do débito cardíaco. O choque neurogênico pode ter um curso prolongado (lesão da medula espinhal) ou breve (síncope ou desmaio).

Causas:

  • Pode ser causado por lesões da medula espinhal;
  • Anestesia espinhal;
  • Lesão do sistema nervoso;
  • Efeito depressor de medicamentos;
  • Uso de drogas e ainda, estados de hipoglicemia.

Fisiopatologia: Após o contato com o alergeno, seus vasos sangüíneos deixam vazar líquido para a área circunvizinha. Como resultado, sua pressão arterial pode cair abruptamente. Como diminui o fluxo sangüíneo, menos oxigênio atinge o cérebro e outros órgãos vitais. Como esses órgãos não podem mais funcionar bem, seu corpo entra em estado de choque. Além disso, seu corpo responde ao alergeno liberando substâncias, como a histamina, que causam o edema (inchação) e "rash" (vermelhidão) da pele, e um prurido (coceira) intenso. Algumas complicações do choque anafilático incluem dano cerebral, insuficiência renal e morte.

Causas:

alimentos e aditivos alimentares; picadas e mordidas de insetos; alguns agentes usados na imunoterapia, que é a exposição gradual e controlada a uma substância à qual seu corpo é alérgico com a finalidade de dessensibilizá-lo a ela; drogas como a penicilina; drogas usadas como anestésicos locais, como a benzocaína e a lidocaína; vacinas como o soro antitetânico; em casos raros: poeira, outras substâncias presentes no ar, caspa de animais domésticos.

Manifestações clínicas:

Os sintomas do choque anafilático incluem: sensação de desmaio; pulso rápido; dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito; náusea e vômito; dor no estômago; inchação nos lábios, língua ou garganta (incluindo o palato mole - a parte de trás do céu da boca -, a úvula - campainha- , e a glote - provocando o edema de glote); placas altas e pruriginosas na pele: urticária; pele pálida, fria e úmida; tonteira, confusão mental e perda da consciência ;

pode haver parada cardíaca.

Tratamento:

O tratamento do choque anafilático exige a remoção do agente causal (como suspender a administração de antibióticos; administração de medicamentos que restauram o tônus vascular e suporte emergencial das funções básicas da vida. O tratamento medicamentoso inclui: Adrenalina 1/1000 - via subcutânea - 1 ampola. Aplica-se cerca de 0,3 a 0,4 ml de 15 em 15 minutos, podendo aplicar até 3 vezes em uma hora. Em caso de emergência pode se utilizar seringa comum, mas normalmente se usa seringa semelhante à da aplicação de insulina. Ação: broncodilatadora e vasoconstritora. Antagonista fisiológico da histamina.

Anti- histamínico - via IM ou EV - 1 ampola. Ação: antagonista competitivo da histamina. Nome comercial: Fenergan ®.

Corticóide - via IM ou EV - 1 ampola. Ação: estabiliza a membrana do mastócito impedindo a liberação da histamina. Nome comercial: DecadronF 0 E 2- dexametasona.

Se as paradas cardíaca e respiratórias forem iminentes ou já tiverem ocorrido deve ser realizada a Ressucitação Cárdio - Respiratória (RCP). A intubação endotraqueal ou traqueotomia pode ser necessária para estabelecer uma via aérea. As linhas intravenosas devem ser instaladas visando oferecer acesso para líquidos e medicamentos intravenosos.

catéteres e traqueostomia. Pode ser muito severo quando se segue a um choque hemorrágico primário, ou após grandes lesões, e nestes casos freqüentemente leva à insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas.

Manifestações clínicas:

O choque séptico ocorre em duas fases distintas:

- Hiperdinâmica ou "quente", caracteriza-se por um débito cardíaco elevado com vasodilatação. O paciente fica quente ou hipertérmico, com pele quente e avermelhada. As freqüências cardíacas e respiratórias aumentam. O débito urinário pode aumentar ou permanecer em níveis normais. As funções gastrointestinais podem estar comprometidas, conforme se evidencia por náuseas, vômitos ou **diarréia.

  • Hipodinâmica ou fria, caracteriza-se por um débito cardíaco reduzido com** vasoconstrição, traduzindo o esforço por parte de corpo de compensar a hipovolemia causada pela perda de volume intravascular através do capilares. Hipotensão, pele fria e pálida. A temperatura pode estar normal ou abaixo do normal. As freqüências cardíacas e respiratória permanecem rápidas. O paciente não mais produz urina podendo ocorrer insuficiência de múltiplos órgãos. Tratamento:

O tratamento atual do choque séptico evolve a identificação e a eliminação da causa da infecção. Consiste também na observação e controle rigoroso dos níveis de consciência, respiração, pulso, cor da pele e enchimento capilar, estado de hidratação. Diariamente deve ser medido a PVC, a PA, temperatura, diurese, e balanço hídrico. Monitorização eletrocardiográfica contínua e da pressão pulmonar. O prognóstico depende inteiramente do controle da infecção bacteriana, não sendo vencida rapidamente, a probabilidade de mortalidade atinge de 80 a 100%.

CHOQUE OBSTRUTIVO:

Definição:

É decorrente de distúrbios que causam obstrução mecânica ao fluxo sangüíneo através do sistema circulatório central, apesar de a função miocárdica e o volume intravascular estarem normais. Exemplos: embolia pulmonar, tamponamento cardíaco, aneurisma dissecante da aorta e pneumotórax hipertensivo.

12- Déficit do volume de líquido caracterizado por pele e mucosas secas,

diminuição da turgidez da pele relacionado a náuseas, vômitos.

13- Fadiga caracterizado por letargia ou inquietação, aumento das queixas físicas

relacionado a náuseas, vômitos e diarréia.

14- Intolerância à atividade caracterizado por pulso com aumento de freqüência,

fraqueza, fadiga relacionado a hipovolemia.

15- Medo caracterizado por falta de ar, náuseas, vômitos, boca seca relacionado a

falta de conhecimento.

16- Risco para disfunção neurovascular periférico relacionado a sangramento,

traumatismo, reação alérgica.

17- Risco para alteração de temperatura corporal relacionado ao choque.

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

  • É um tratamento de emergência, devendo o paciente ser encaminhado para a UTI.
  • Recepcionar o paciente, avaliando o tipo de choque que está apresentando.
  • Colocá-lo em repouso em DDH com MMII elevados.
  • Instalar monitor cardíaco.
  • Avaliar padrão respiratório.
  • Instalar oxigênio cateter nasal (2L/min) ou máscara de Venturi.
  • Puncionar acesso venoso.
  • Administrar medicação prescrita ou de acordo com o protocolo da instituição.
  • Colher material para exames laboratoriais.
  • Avaliar o estado de consciência.
  • Aferir sinais vitais.
  • Medir PVC.
  • Caso necessário auxiliar na intubação e ligar ventilador mecânico.
  • Demais cuidado como higienização e mudança de decúbito, serão realizadas após a estabilidade hemodinâmica.

Se choque anafilático:

  • Observar presença de objetos ou materiais estranhos na cavidade bucal.
  • Manter as vias aéreas permeáveis.
  • Administrar os medicamentos: adrenalina, corticóides e anti-histamínico.
  • (^) Reanimação cardio-pulmonar, se necessário.
  • Providenciar material para traqueostomia e realizá-la, se necessário.

Se choque cardiogênico:

  • Monitoração do eletrocardiograma, pressão venosa central, pressão arterial, diurese, gases sanguíneos, eletrólitos, lactato e proteínas séricas, além dos demais exames de rotina em pronto socorro e unidades de terapia intensiva.
  • Corrigir distúrbios ácidos básicos, eletrólitos, respiração e arritmias.
  • Iniciar gotejamento de dobutamina.
  • Monitorizar débito cardíaco.
  • Avaliar periodicamente a função renal.

Se choque séptico:

  • Controlar infecção com uso de antibióticos.
  • Verificar a manutenção da ventilação e oxigenação adequadas.
  • Proceder a correção da volemia.
  • Manutenção da pressão arterial.

Se choque hipovolêmico:

  • Remoção imediata da causa determinante do estado de hipovolemia.
  • Estancamento do processo hemorrágico (por exemplo, compressão).
  • Repor o volume de líquidos de acordo com a necessidade
  • (^) Administração de transfusões de sangue em caso de hemorragia excessivas.
  • Fornecer aporte calórico.
  • Fazer reposição hídrica via- oral.
  • Observar a pressão venosa jugular.