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Choque - classificação, Notas de estudo de Ciências da Saúde

Anotações em classificação de choques e tratamento

Tipologia: Notas de estudo

2025

Compartilhado em 11/01/2025

arthur-dalmaso-9
arthur-dalmaso-9 🇮🇹

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Diferenciando cada um dos choques...
Para diferenciar cardiogênico e hipovolêmico...
Olhar para as PRESSÕES!
Se ↑ = cardiogênico.
Se ↓ = hipovolêmico
Se nós estamos diante de um paciente chocado, o nosso grande divisor de águas é olhar para o débito dele. É
assim que caracterizamos os dois grupos: choque hipodinâmico e hiperdinâmico. Vamos começar pelo
hipodinâmico... Setinha para baixo nos dois principais, que são o cardiogênico e o hipovolêmico.
Lembre que no obstrutivo, bomba, volume e arteríolas estão normais! Beleza... E não preciso gravar
isso: se o DC está diminuído, a RVS está aumentada! São sempre contrários! E como vou diferenciar
o cardiogênico do hipovolêmico? Repare... Se eu tenho problema na bomba, sinal de que o coração
está ruim... Coração ruim é coração que se sobrecarrega... Se ele está sobrecarregado, as pressões
se elevam! Aumenta PVC e aumenta PCap. No hipovolêmico, não há volume! Quem não tem volume
não tem pressão! As pressões ficam baixas... Essa é a grande diferença!
CUIDADO!
IAM DE VD: PVC ↑ + PCAP normal!
Agora... Dentro do cardiogênico existe um tipo especial. É a situação em que existe uma insuficiência
especificamente do ventrículo direito! Quando nós temos um infarto de VD, ‘não altera nada para
frente dele, mas sim para trás’. Quem sofre é VD, AD, jugular... Por isso, aqui ocorre aumento de PVC!
Mas a PCap, que fica ‘para frente’, no capilar, fica normal... Nós só vamos ter aumento das pressões
no lado direito! O lado esquerdo não tem nada a ver...
CUIDADO COM O CHOQUE OBSTRUTIVO!
Tamponamento = semelhante ao choque cardiogênico
TEP = semelhante ao IAM de VD
Vamos pensar nos choques obstrutivos sempre por exclusão! Mas vamos guardar o seguinte: existe o choque
que obstrui as duas câmaras. Nessa situação, vai parecer que o paciente tem um choque
cardiogênico. É o que ocorre no tamponamento cardíaco... Como diferenciar? Só pela hemodinâmica
fica difícil... Você vai ter que ver pela história! História de pericardite, ECO com derrame pericárdico...
Beleza! Da mesma forma, se eu tiver um paciente com TEP, só o lado direito vai ficar
sobrecarregado... O lado esquerdo fica normal! Vai parecer muito com o IAM de VD! A hemodinâmica
vai ser semelhante...
PRINCIPAL CHOQUE HIPERDINÂMICO DISTRIBUTIVO: SEPSE!
Atenção = AS PRESSÕES DEPENDEM DA REPOSIÇÃO VOLÊMICA!
Se já feita: normais
Se não feita: ↓
Toda vez que encontrarmos um paciente chocado, mas com débito cardíaco elevado, extremidades mais
quentes, mais vermelhas, vamos sempre pensar no choque distributivo do tipo séptico! Beleza... Já
sabemos que o DC está alto e por consequência a RVS está diminuída. E as pressões no paciente
séptico? Aqui, tudo depende do momento que você está avaliando ele... Se você acabou de receber
esse paciente, ele está desidratado, sudoreico... Está com hipovolemia! Se eu já fiz volume, a volemia
já foi restaurada... Então, essas pressões podem estar baixas em um momento inicial, ou normais
depois que eu reponho volume.
CHOQUE NEUROGÊNICO
HIPOTENSÃO + BRADICARDIA = PERDA DO TÔNUS SIMPÁTICO!
Vamos ver outros exemplos de choque distributivo (choques especiais). A gente pode ter aquele paciente que
sofreu um trauma raquimedular e evolui para choque neurogênico... Qual a característica do choque
neurogênico? Como o tônus simpático é perdido, além de não haver vasoconstrição, também não
ocorre a contratilidade cardíaca! É o paciente que fica hipotenso, mas que fica bradicárdico... É
contraditório! Não existe a compensação.
CHOQUE DA INSUFICIÊNCIA SUPRARRENAL
HIPERCALEMIA + HIPONATREMIA = PERDA DA FUNÇÃO MINERALOCORTICOIDE!
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Diferenciando cada um dos choques... Para diferenciar cardiogênico e hipovolêmico... Olhar para as PRESSÕES! Se ↑ = cardiogênico. Se ↓ = hipovolêmico Se nós estamos diante de um paciente chocado, o nosso grande divisor de águas é olhar para o débito dele. É assim que caracterizamos os dois grupos: choque hipodinâmico e hiperdinâmico. Vamos começar pelo hipodinâmico... Setinha para baixo nos dois principais, que são o cardiogênico e o hipovolêmico. Lembre que no obstrutivo, bomba, volume e arteríolas estão normais! Beleza... E não preciso gravar isso: se o DC está diminuído, a RVS está aumentada! São sempre contrários! E como vou diferenciar o cardiogênico do hipovolêmico? Repare... Se eu tenho problema na bomba, sinal de que o coração está ruim... Coração ruim é coração que se sobrecarrega... Se ele está sobrecarregado, as pressões se elevam! Aumenta PVC e aumenta PCap. No hipovolêmico, não há volume! Quem não tem volume não tem pressão! As pressões ficam baixas... Essa é a grande diferença! CUIDADO! IAM DE VD: PVC ↑ + PCAP normal! Agora... Dentro do cardiogênico existe um tipo especial. É a situação em que existe uma insuficiência especificamente do ventrículo direito! Quando nós temos um infarto de VD, ‘não altera nada para frente dele, mas sim para trás’. Quem sofre é VD, AD, jugular... Por isso, aqui ocorre aumento de PVC! Mas a PCap, que fica ‘para frente’, no capilar, fica normal... Nós só vamos ter aumento das pressões no lado direito! O lado esquerdo não tem nada a ver... CUIDADO COM O CHOQUE OBSTRUTIVO! Tamponamento = semelhante ao choque cardiogênico TEP = semelhante ao IAM de VD Vamos pensar nos choques obstrutivos sempre por exclusão! Mas vamos guardar o seguinte: existe o choque que obstrui as duas câmaras. Nessa situação, vai parecer que o paciente tem um choque cardiogênico. É o que ocorre no tamponamento cardíaco... Como diferenciar? Só pela hemodinâmica fica difícil... Você vai ter que ver pela história! História de pericardite, ECO com derrame pericárdico... Beleza! Da mesma forma, se eu tiver um paciente com TEP, só o lado direito vai ficar sobrecarregado... O lado esquerdo fica normal! Vai parecer muito com o IAM de VD! A hemodinâmica vai ser semelhante... PRINCIPAL CHOQUE HIPERDINÂMICO DISTRIBUTIVO: SEPSE! Atenção = AS PRESSÕES DEPENDEM DA REPOSIÇÃO VOLÊMICA! Se já feita: normais Se não feita: ↓ Toda vez que encontrarmos um paciente chocado, mas com débito cardíaco elevado, extremidades mais quentes, mais vermelhas, vamos sempre pensar no choque distributivo do tipo séptico! Beleza... Já sabemos que o DC está alto e por consequência a RVS está diminuída. E as pressões no paciente séptico? Aqui, tudo depende do momento que você está avaliando ele... Se você acabou de receber esse paciente, ele está desidratado, sudoreico... Está com hipovolemia! Se eu já fiz volume, a volemia já foi restaurada... Então, essas pressões podem estar baixas em um momento inicial, ou normais depois que eu reponho volume. CHOQUE NEUROGÊNICO HIPOTENSÃO + BRADICARDIA = PERDA DO TÔNUS SIMPÁTICO! Vamos ver outros exemplos de choque distributivo (choques especiais). A gente pode ter aquele paciente que sofreu um trauma raquimedular e evolui para choque neurogênico... Qual a característica do choque neurogênico? Como o tônus simpático é perdido, além de não haver vasoconstrição, também não ocorre a contratilidade cardíaca! É o paciente que fica hipotenso, mas que fica bradicárdico... É contraditório! Não existe a compensação. CHOQUE DA INSUFICIÊNCIA SUPRARRENAL HIPERCALEMIA + HIPONATREMIA = PERDA DA FUNÇÃO MINERALOCORTICOIDE!

Na hora que a adrenal entra em falência, ela também perde a porção mineralocorticoide... Sem aldosterona, não joga potássio fora... Esse paciente tem distúrbios hidroeletrolíticos associados... Faz hipercalemia, hiponatremia... É choque e distúrbio hidroeletrolítico! CHOQUE ANAFILÁTICO ADRENALINA + O2 + VOLUME - ↑IgE = ADRENALINA IM OU IV! - Posicionamento: SUPINA COM PERNAS ELEVADAS - O2 100% sob máscara 6-10L/m visando SatO2 92-96% - Reposição volêmica com 1-2L SF0,9% NA 1ª HORA Detalhes... Não há evidência dos benefícios dos glicocorticoides Broncodilatador se não melhorar com adrenalina Glucagon (1-5mg IV por 5 min) se paciente betabloqueado. Esse é o paciente que tem uma exposição prévia a um determinado alérgeno e numa nova exposição ele acaba deflagrando muito rapidamente novos mediadores, que levam a vasodilatação e o paciente choca. Como é uma situação grave, relacionada a angioedema, edema de vias aéreas, nós precisamos fazer uma droga bem atuante para todo o sistema catecolaminérgico, que é a adrenalina. Deve ser feita por via IM ou IV. NEUROGÊNICO: bradicardia = volume, nora INSUF. SUPRARRENAL: hiperk, hipona = corticoide ANAFILAXIA: IgE = adrenalina (IM/IV) Aplicar adrenalina IM no músculo vasto lateral na diluição de 1mg/ml (0,3-0,5mg/dose), repetindo a cada 5- minutos conforme necessário. É importante reposição volêmica e suplementação de oxigênio também. Se não houver resposta após 3-4 doses (anafilaxia refratária), tentar pela via IV (geralmente feita com uma solução de 1mcg/ml a uma taxa de 2-10 mcg/min ou 120-160 ml/h, titulando de acordo com PA, FC e SatO2. E cuidado! Paciente usuário de betabloqueador pode ser resistente à ação da epinefrina. Nesses casos, administrar glucagon (1-5mg IV por 5 minutos).