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O que é a fundamentação teórica: Também chamada de pesquisa bibliográfica, ela consiste na seleção das leituras que se referem ao assunto abordado no estudo e na capacidade de interpretar, discutir e de dialogar com os autores daquela área, na tentativa de compreender melhor o fenômeno estudado. Adi
Tipologia: Teses (TCC)
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Não perca as partes importantes!

















































































Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na bibliografia consultada. 2
A Cromoterapia pode ser desenvolvida através da simples visualização das cores aplicadas (nível mental), enquanto a Acupuntura, por exemplo, busca tratar os desequilíbrios do corpo emocional. Uma conhecida técnica chinesa, o Qi Gong, busca através de o foco mental redistribuir a Energia sutil através dos centros de energia do corpo. Poderíamos continuar descrevendo inúmeras associações de técnicas terapêuticas e os corpos mental e emocional. Mas nossa intenção aqui é a de entender o relacionamento da Energia sutil com nossa constituição intangível. A Energia sutil nutre e permeia o corpo físico e o corpo emocional. Estes dois, por sua vez, estão profundamente interligados, já que o foco mental gera uma vontade emocional. Este está ligado ao corpo físico, onde observamos as suas manifestações. Portanto, a maioria dos desequilíbrios energéticos do corpo físico tem sua origem no corpo emocional ou mental. Que assim podem ser tratados através das várias técnicas de Terapia Holísticas. As abordagens holísticas, ou terapias complementares e alternativas, têm em comum àquilo que a Organização Mundial da Saúde descreve como: cuidar de modo que as pessoas sejam vistas na totalidade dentro de um espectro ecológico amplo, que enfatize a visão de que a saúde ou a doença é gerada por uma pessoa em seu sistema ecológico global, e não causada apenas pelo agente ecológico e pela evolução patogenética. A totalidade do indivíduo geralmente é referida como saúde holística porque incorpora não apenas o corpo, mas os quadrantes de necessidade e função: o físico (corpo e movimento), o intelectual (cérebro e mente), e o emocional (sentimentos). As terapias complementares e alternativas procuram preencher os quadrantes de significado e função e enfatizam a relação cientificamente comprovada entre mente e corpo. Em vez da redução das variáveis, ou descoberta da pílula mágica, essas terapias são aplicadas para atingir a integralidade do indivíduo, na tentativa de ajudar o paciente a recuperar-se da doença e/ou lesão, facilitando o fluxo de energia natural do próprio indivíduo. A teoria holística, que é fundamentada na medicina e no sistema de saúde praticado na maior parte do mundo fora do ocidente, sugere que o
Ki (energia) é responsável pela saúde e homeostase quando está fluindo livremente em equilíbrio. 1.1 PARADIGMA CARTESIANO E PARADIGMA HOLÍSTICO A palavra paradigma vem sendo usada freqüentemente desde que o filósofo e físico Thomas S. Khun a empregou em seu livro The Structure of Scientific Revolutions, significando modelo ou padrão a ser seguido para o estudo dos fenômenos e da realidade. Representa um sistema de aprender a aprender e determina normas para o desenvolvimento do conhecimento futuro. Ciência significa o conjunto do conhecimento humano adquirido principalmente a partir da observação dos fenômenos da natureza, da intuição humana, e mais precisamente, da pesquisa analítica. Objetiva proporcionar ao ser humano conforto, paz e felicidade. A ciência evoluiu relativamente pouco e desordenadamente até meados do século XVI, sem bases bem estabelecidas de estudo e pesquisa, quando passou a ser fortemente influenciada pelo pensamento dos grandes gênios de então, principalmente Galileo Galilei, mestre da dedução teórica, Francis Bacon. O criador do empirismo da investigação, René Descartes, criador da geometria analítica e Isaac Newton, criador dos princípios da mecânica. Descartes desenvolveu o método científico racional dedutivo e defendeu o dualismo da natureza matéria e pensamento, favoreceu assim o dualismo do ser humano corpo e alma. Foi capaz ainda de distinguir duas fontes de conhecimento: a intuição e a dedução. Porém, para ele todo conhecimento humano dependeria apenas da razão ou do pensamento e nunca da sensação ou da imaginação. Considerou que todos os corpos materiais, incluindo o homem, são como máquinas, cujo funcionamento obedece a princípios mecânicos. Newton consolidou o método racional e dedutivo de Descartes, e assim surgiu o Paradigma Newtoniano-Cartesiano, que influenciou e influencia ainda hoje
detalhes, não nos damos conta de que, por trás do órgão doente, existe um ser de altíssima complexidade, possuidor de cérebro, sentimento e mente. Assim devido a esta tendência, esta necessidade de se conhecer o ser humano de forma mais abrangível, de uma forma mais global, é que se deu surgimento ao Paradigma Holístico. Paradigma que não surgiu por intervenção de nenhum grande nome, e nem com época definida. Sempre existiu, mas nunca lhe foi dado à devida importância. Com o renascimento das Terapias Holísticas por volta de 1970 é que foi observado com maior freqüência. Esse paradigma é à base das técnicas e terapias complementares ou alternativas, que vêem o ser humano por completo, como o nome já diz holismo, significa tudo tem a haver com tudo. Esse paradigma surgiu principalmente das alterações das necessidades das pessoas, uma necessidade mais natural, mais limpa, surgiu da falta de interesse da maioria dos médicos atuais com os sentimentos do ser humano. Surgiu da insatisfação dos métodos e resultados atuais, que mais provocam reações e efeitos colaterais do que efeitos de cura. Temos então um paradigma (cartesiano) que dá ênfase na doença, que precisa fragmentar o máximo possível o ser humano para chegar no local exato da lesão ou doença, e um paradigma (holístico) que analisa e observa principalmente o doente, não sua doença, que aborda o ser humano de forma global, corpo físico, mental e emocional. 1.2 A NATUREZA DO SER HUMANO A natureza do ser humano não costuma ser abordada nas diversas disciplinas do currículo médico, em geral, o tema só é tratado em compêndios de psicologia ou medicina psicossomática. Entretanto, como exercer adequadamente a medicina humana, ou tratar de doença ou lesões, se não conhecemos o homem em sua totalidade. Para a organização mundial da saúde, o homem é um ser bio-psico- social, e a saúde subentendem-se por um perfeito equilíbrio entre os três componentes e não simplesmente pela ausência de sintomas.
Fig. 01 Representação esquemática do ser humano. Ser Bio-psico-social. Fonte: do autor (2007); Doenças podem ser consideradas, ou pelo menos adquiridas, um resultado de desequilíbrio em um ou mais componentes do indivíduo. Em outras palavras, significa uma exteriorização de distúrbios íntimos da esfera física, psíquica e/ou social da pessoa. Uma perturbação em qualquer um dos componentes vai inevitavelmente refletir, nos outros dois, por serem inter-relacionados e indissociáveis, gerando então uma seqüência de eventos, que numa última análise, se manifestarão como sintomas e sinais de uma doença. As escolas médicas, como salientamos, enfatizam a doença em detrimento do doente e para ela direcionam os recursos diagnósticos e terapêuticos, não levam em conta que a doença representa apenas uma manifestação exteriorizada de problemas interiores do ser. Assim aplicam ênfase na parte e negligência no todo. A tecnologia moderna investiga bem a doença, mas é fria, impessoal, insensível e incapaz de adentrar na alma do paciente. Este não aguarda ansiosamente apenas pela modernidade na condução do seu caso, mas espera encontrar diante de si alguém que seja também um confessor, um protetor, um amigo. 8
efeitos principais, desintoxicação e regeneração celular, mas conforme o tipo de sais minerais predominantes elas podem ter um efeito melhor para cada tipo de pele. Ainda não existem estudos científicos que mostrem qual argila é melhor para qual caso, mas conhecemos o grande uso de argila do Mar Morto, cuja sua composição possui alta concentração de sal marinho, iodo, cobalto, bromo, cobre, ítio, níquel, ouro. Sendo esse tipo de argila empregada em altas quantidades em cosméticos, voltados principalmente ao rejuvenescimento da pele, o combate a estrias e acnes. Na Europa, é muito natural, e é com freqüência que pessoas com problemas respiratórios e doenças degenerativas procuram os banhos medicinais de argila. Além daquelas pessoas que buscam o banho da juventude, ou seja, realizam um banho de argila devido ao seu efeito rejuvenescedor. No Brasil, o seu uso era mais freqüente entre os índios e escravos africanos, que usavam da argila principalmente no combate as picadas e ferroadas de insetos e aranhas venenosas. A argila aplicada sobre o local da picada, aliviava a dor, desinchava e diminuía a febre. Grande destaque no Brasil se deve a região de Minas Gerais, que já é muito conhecida pelas suas fontes hidrominerais e a lama de Araxá. No Espírito Santo a argila também tem grande destaque onde existem clínicas especializadas somente nesse tipo de tratamento. 2.1 HISTÓRICO Relatos sugerem que a argila foi utilizada pela primeira vez no Egito, inicialmente para realizar a depilação. Era feita uma pasta a base de extrato de sândalo, argila e cera de abelhas para ser aplicada nas mulheres. O uso da argila tem registros na história que datam de 1500 a.C., no Egito, existem gravuras que foram encontradas que mostram a elaboração da argila associada a ervas para a preparação da mumificação dos corpos.
Os antigos egípcios utilizam a argila como um dos componentes no embalsamento das múmias e para a preservação de alimentos de origem animal. Na América, alguns grupos indígenas tinham por tradição, enterrar seus doentes, ou seja, colocar os doentes na vertical em um buraco de terra com apenas a cabeça de fora. Esta terapia era aplicada geralmente nas pessoas que estavam em situações críticas praticamente mortas, e permaneciam ali enterradas por várias horas. Na Grécia, médicos como Galeno e Avicena falam do uso da argila em seus escritos atribuindo uma força extraordinária na terapêutica. Até hoje, o povo grego atribui a sua longevidade ao uso de alimentação e natural e terapias medicinais naturais que não agridam o seu físico, entre elas, a argiloterapia. Existem alguns relatos da literatura médica de séculos passados que abordam relatos de tratamentos e até mesmo a eliminação total de afecções gravíssimas, através do uso de argilas. Durante a primeira guerra mundial, num certo período, os médicos da Alemanha, viram-se diante de uma epidemia de disenteria ocasionada pela falta de higiene e contaminação das águas. Observaram, por acaso, que em uma das tropas do seu batalhão, o índice de disenteria entre os soldados era praticamente nulo. Foi então que descobriram que um dos enfermeiros desse batalhão distribuía aos combatentes pequenas dosagens de argila dissolvidas em água. O efeito provavelmente seu deu pelo poder de desintoxicação da argila. Já na guerra do Vietnã, foi observado que a população da região fazia uso da argila e de algumas ervas, para o tratamento de ferimentos e queimaduras dos soldados, obtendo resultados eficazes e rápidos. É relatado também que durante os ataques que os vietnamitas sofreram dos EUA, o povo local empregava banhos de argila para tratar as queimaduras mais sérias. Ainda hoje no Japão, a argila é utilizada para conservar ovos e alimentos de procedência animal.
Na Rússia, há uma tradição sobre o uso de pedras quentes durante o banho, as próprias pessoas se massageiam com as pedras. Uma ordem de monges japoneses utilizava as pedras pretas macias para manter seus abdomens aquecidos após as refeições, estimulando e melhorando o processo de digestão. Acredita-se muito que as pedras carregam lembranças de todos os eventos do planeta. Quando entramos em contato com as pedras, temos a capacidade de equilibrar as nossas energias já que estamos sendo embalados pelas energias da Terra. Associadas a argiloterapia aumentam o efeito de cura de ambas as técnicas. FIM DO MÓDULO I
Universalmente a terra é a matriz que concebe as fontes, os minerais, os metais, os alimentos, a água, muito dela depende a nossa vida. Já que dessa terra retiramos tudo o que é essencial para a nossa manutenção, é muito natural que possamos usá-la como remédio. É freqüente ver em filmes, cenas de animais selvagens que se cobrem de lama, ou mesmo, que permanecem mergulhados no lodo úmido. É por instinto que vários animais percebem a capacidade do barro, da argila, de manter seus corpos sadios e de livrá-los das energias ruins. A saúde e o bem-estar só podem existir quando o homem vive em harmonia com a terra que habita o que equivale a dizer que ele deve estar sempre em harmonia com as leis da natureza. Não podemos esquecer que a terra possui tudo o que necessitamos: sua utilização como medicamento é a mais natural das medicinas. Existem vários fatores que podem explicar o poder terapêutico da terra. A sua composição geológica e química, que varia consideravelmente de um lugar para outro, são um dos fatores que ajudam a explicar. Os componentes geológicos fundamentais estão presentes em todas as terras e argilas, sendo eles o quartzo, o feldspato e a mica, que se apresentam em quantidades diferentes dependendo do terreno em que se encontram. O outro fator é também o mais oscilante, são os componentes químicos: o silício, o alumínio, o ferro, o cálcio, o potássio, o magnésio e o titânio, que são os mais comuns de se encontrar. Além desses fatores, a composição geológica e química da terra, sozinhas, não teriam tanta energia para curar as pessoas. Existe ainda um terceiro fator, a energia que a própria terra contém em seu interior.
Existem diversos tipos de argila, sendo as mais comumente encontradas, a branca, a cinza e a verde. No geral, essas diferentes argilas não diferem muito em sua utilização, tendo na maioria das vezes os mesmos efeitos, contundo, existem algumas pequenas peculiaridades.
O uso das argilas com fins terapêuticos, não é uma pratica recente, e têm-se conseguido obter resultados que impressionam devido a eficácia e rapidez dos resultados. São amplamente empregadas nos tratamentos de doenças da pele, em casos de reumatismos (artrite, artrose, gota), em inflamações como ciatalgia (nervo ciático), lombalgia, cervicalgia (torcicolo), problemas respiratórios como asma, rinites e sinusites, em tumores, consolidação de fraturas e até mesmo em casos de hérnia de disco. A aplicação da argila varia de caso para caso, podendo ser associada a outras técnicas alternativas, como sendo misturada com fitoterápicos, compostos aromoterápicos, ou em associação a massagem com pedras ou bambu. A argila quando em contato com o corpo físico, produz certas alterações que promovem a cura, entre os principais efeitos destacamos:
Compressa abdominal fria Tem como principal objetivo restaurar o equilíbrio térmico, devido a dissipação de calor acumulado na região abdominal por alimentação excessivamente rica em carboidratos, carnes, gorduras, ovos, frituras, temperos fortes, fermentação, ou ainda, flatulência, irritação e inflamações do intestino e do estômago. Essa compressa de argila aplica de forma fria, atua sobre o estômago e sobre os intestinos quando sofrem com a má digestão. É muito indicado também nos casos de doenças crônicas do fígado, como hepatite crônica e cirrose. Indicações: má digestão, azia, doença do pâncreas, colite, diarréias, enjôos, vômitos, cólicas intestinais, inchaço abdominal, hepatite aguda e crônica. Deve-se aplicar uma compressa que cubra todo o abdômen e que tenha 2 cm de espessura no mínimo e deve permanecer por 30 minutos sobre o paciente. Compressa torácica fria Vai atuar nas doenças dos pulmões, do coração, dos vasos (artérias e veias) torácicos, do timo, da coluna vertebral e das glândulas mamárias. Têm excelentes resultados no tratamento da pneumonia aguda e crônica, enfisema, crise aguda de asma, excesso de catarro, tumores nos pulmões, brônquios ou na traquéia. Pode ser usado em pacientes tabagistas para a limpeza e desintoxicação dos pulmões e toda via respiratória. Não deve se aplicar quando o doente está sensível ao frio local, quando existam feridas abertas no tórax, e ainda em qualquer situação em que o contato do tórax com frio seja contra-indicado. Em casos agudos, deve-se colocar uma capa grossa de argila, em torno de 2 cm, sobre o local afetado, e permanecer com a argila até a diminuição dos efeitos agudos. Em casos crônicos, pode-se aplicar uma simples capa fina de argila, mantendo por 1 hora diária sobre o local afetado.
Compressa pélvica fria É um tipo de compressa útil para os tratamentos de câncer e tumor do baixo ventre, bexiga, próstata, reto, ovário, e útero. Indicada para casos de fibroma, cólicas menstruais, hemorragias, corrimentos vaginais, cistos, alterações do ciclo menstrual, hemorróidas, e dores em geral nessa região. A paciente deve estar sem roupa, aplica-se a argila de forma triangular sobre a região pélvica, com 2 cm de espessura, é deve permanecer 30 minutos, realizarem todos os dias antes de dormir. Compressa pélvica quente Tem o mesmo formato, o mesmo tamanho e o mesmo local de aplicação da compressa fria. Mas o seu tempo de tratamento é de no máximo 10 minutos. A temperatura dessa compressa deve ser a suportável pela paciente. É usada nas crises mais fortes de cólicas menstruais e alguns processos infecciosos e inflamatórios que os medicamentos não aliviem. Compressa de Capacete Aplica-se essa compressa de modo a formar um capacete da testa até a nuca do paciente, cobrindo até mesmo as orelhas. É muito utilizado nos casos de dor de cabeça, cefaléias, otite, sinusite e nevralgias. Essa aplicação é calmante do sistema nervoso. Aplica-se uma camada fina de argila, permanecendo por 30 minutos. Compressa fria para o pescoço Tem indicações nos casos de amidalite, e principalmente no hiper e hipotireodismo. Deve-se aplicar uma fina camada de argila, permanecendo por 1 hora em contato com o paciente.