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Vetores em Cinemática: Conceitos e Cálculos, Notas de aula de Engenharia Química

Esta aula aborda os conceitos fundamentais de vetores em cinemática, incluindo a noção de vetor, adição e multiplicação de vetores, módulo e direção, projeção de vetores e componentes escalares. Além disso, é apresentado o conceito de base ortonormal de vetores tridimensionais e como escrever um vetor em termos dessa base. O texto é adaptado por lizardo h. C. M. Nunes da apostila física 1a.

Tipologia: Notas de aula

2013

Compartilhado em 14/02/2013

lucas-aguiar-12
lucas-aguiar-12 🇧🇷

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Aula 5
Vetores
Vetores
Objetivos desta Aula
Aprender o conceito de vetor e suas propriedades como instrumento
apropriado para estudar movimentos não-retilíneos;
Entender a operação de adição de vetores e a multiplicação de um
vetor por um escalar;
Entender os conceitos de base e componentes de um vetor e
compreender o significado geométrico da projeção de um vetor ao
longo de uma dada direção.
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Vetores Aula 5

Vetores

Objetivos desta Aula Aprender o conceito de vetor e suas propriedades como instrumento apropriado para estudar movimentos não-retilíneos; Entender a operação de adição de vetores e a multiplicação de um vetor por um escalar; Entender os conceitos de base e componentes de um vetor e compreender o significado geométrico da projeção de um vetor ao longo de uma dada direção.

cinemática (^) Vetores

Considere dois pontos distintos P 1 e P 2 , eles determinam uma única reta r que

passa por eles. Além disso, o segmento de reta entre os pontos P 1 e P 2 também

é único. Nesse segmento de reta, são possíveis dois sentidos de percurso: o

de P 1 para P 2 e o de P 2 para P 1. O segmento de reta ao qual atribuímos um

sentido é chamado de segmento de reta orientado. Para abreviar a linguagem, chamamos um segmento de reta orientado simplesmente de seta. Ao fazer o desenho de uma seta, indicamos que ela tem sentido, ou orientação,

de P 1 para P 2 , desenhando uma ponta no seu ponto final, como mostra a

Figura 2.1. Figura 2.1: Segmento de reta orientado ou seta.

Nesse caso, o ponto P 1 é chamado de ponto inicial da seta, ou origem da

seta, e o ponto P 2 , de ponto final da seta. Vamos representar a seta acima

por P 1 P 2.

A reta na qual está uma seta (como a reta r na figura acima) é chamada de

reta suporte da seta. Essa reta tem uma direção com relação a outros objetos, como por exemplo, a direção horizontal, ou vertical, ou inclinada de um ângulo com relação a outra reta. Definimos a direção da seta como sendo a direção de sua reta suporte. Em cada direção há dois sentidos, por exemplo, na direção vertical, há os sentidos para cima e para baixo, e na horizontal, o que chamamos de sentidos para a esquerda e para a direita (especificados, é claro, em relação à superfície da Terra e ao observador). Uma seta ou segmento de reta orientado tem sempre um dos sentidos dentre os dois possíveis ao longo de sua direção. Uma seta tem também um certo comprimento, dado em alguma unidade. Esse comprimento é também chamado de módulo da seta. Talvez agora você possa estar se perguntando:

  • Será que uma seta e um vetor são a mesma coisa? A resposta é:
  • Não são! Não necessariamente. Mas talvez você queira argumentar:
  • Ora, mas uma seta não é definida por seus módulo, direção e sentido!? Isso não é exatamente o mesmo que um vetor, um segmento de reta orientado? P P 1 2

cinemática (^) Vetores

por 0 ou

r

Adição de vetores

Dados dois vetores a e b , consideremos uma seta qualquer que represente

a. Tomemos o ponto final dessa seta como o ponto inicial de uma seta que

represente b. Definimos a soma de a com b , que representamos por a + b ,

como sendo o vetor representado pela seta que tem por ponto inicial o ponto inicial da seta que representa a , e por ponto final o ponto final da seta que

representa b , como mostra a Figura 2.4.

Figura 2.4: Adição de vetores a e b de acordo com a regra do triângulo.

A operação que associa aos vetores a e b , o vetor a + b , é chamada de adição

de vetores , ou adição vetorial. Os vetores a e b que formam a soma a + b são

chamados componentes vetoriais do vetor a + b. Essa regra de obter a soma

de dois vetores é chamada de regra do triângulo. Na figura acima fica claro porque a adição vetorial é chamada assim. A adição vetorial goza de algumas propriedades muito importantes que enunciamos a seguir.

1. A adição vetorial é comutativa, isto é, para quaisquer vetores a e b , temos:

2. A adição vetorial é associativa, isto é, para quaisquer vetores a , b e c ,

temos: (2.1.2)

3. O vetor nulo 0 é o elemento neutro da adição vetorial, isto é, para qualquer

vetor a , temos:

4. Para cada vetor a existe o vetor oposto - a , que satisfaz a igualdade:

A demonstração da propriedade da Eq. (2.1.1) é evidente a partir da Figura 2.5.

a + b = b + a.

(^ a^ + b^ ) +^ c^ =^ a^ +^ ( b^ + c ).

a + 0 = a.

a + −( a (^) ) = 0.

Vetores Aula 5

Figura 2.5: a + b = b + a

o triângulo superior na figura mostra a adição de b com a , e o triângulo inferior,

a adição de a com b. A soma é a mesma e está ao longo do lado comum aos

dois triângulos. Esse lado comum é uma diagonal do paralelogramo formado pelos dois triângulos. Essa propriedade nos permite obter a soma de dois vetores por meio de uma outra regra, que você já deve conhecer, a regra do paralelogramo.

Multiplicação de um número por um vetor

Vamos agora definir uma operação que, a partir de um número real e um vetor, produz um vetor.

Seja λ um número real não nulo e a um vetor não nulo. A esse número e a

esse vetor associamos um vetor, que simbolizamos por λ a :

I. com a mesma direção de a ;

II. com módulo igual ao módulo de λ vezes o módulo de a ;

III. com o mesmo sentido de a, se λ é positivo, mas com sentido oposto ao de

a , se λ é negativo.

Entretanto, se λ = 0 ou se a = 0, definimos λ a como sendo o vetor nulo.

Essa operação é chamada multiplicação de um número por um vetor. No contexto dessa operação, o número costuma ser chamado de escalar. Podemos então chamar essa operação de multiplicação de um escalar por um vetor. A Figura 2.6 mostra alguns exemplos de produto de um número por um vetor, Figura 2.6: exemplos de produtos de um número por um vetor.

Vetores Aula 5

vetores unitários u x , u y e u z. (Uma demonstração dessa afirmação pode ser vista na Aula 8 da Apostila Física 1A, Módulo 1.

A partir da Eq. (2.1.7), também é fácil perceber que um vetor a , em termos dos

vetores u x , u y e u z , deve ser escrito como

onde ax , ay e az são as componentes escalares do vetor a na base de vetores

u x , u y e u z. Aliás, os vetores u x , u y e u z formam uma base ortonormal de

vetores tridimensionais.

  • O quê!? Você não sabe o que é uma base de vetores!? Também não sabe o que é uma base ortonormal!?
  • Tudo bem. Dizemos que três vetores e 1 , e 2 e e 3 formam uma base quando:

I. qualquer vetor a pode ser escrito em termos de e 1 , e 2 e e 3 , de acordo com

a expressão a = a 1 e 1 + a 2 e 2 + a 2 e 3 , na qual a 1 , a 2 e a 3 são números; e

II. não existe mais do que uma trinca de números a 1 , a 2 e a 3 que permita

escrever a citada expressão para a.

O conjunto dos vetores u x , u y e u z satisfaz as duas propriedades acima e,

portanto, podemos afirmar que formam uma base. Estes três vetores também são u nitários e perpendiculares entre si , portanto, formam uma base ortonormal. O uso de uma base reduz vários cálculos que fazemos com vetores a cálculos com as suas componentes escalares. Isso constitui uma grande vantagem, pois as componentes escalares são números que podemos manipular matematicamente com mais facilidade. Por exemplo, como a trinca de componentes escalares é única, dados dois

vetores a e b , escritos na base u x , u y e u z como

eles só serão iguais se (2.1.9)

Se um vetor c for a soma de a e b , isto é, c = a + b , suas componentes na base

u x , u y e u z são

Se a = λ b , temos

a = a x u x + a y u y + az u z ,

a = a x u x + a y u y + a z u z e b = bx u x + b y u y + bz u z ,

a x = bx , a y = b y e a z = bz.

c a b

c a b

c a b

x x x y y y z z z

cinemática (^) Vetores (2.1.11)

O vetor nulo 0 é escrito na base u x , u y e u z como 0 = 0 u x + 0 u y + 0 u z , isto é,

suas componentes são todas iguais a zero. Devemos apreciar a importância do conceito de base. Existem infinitos vetores no espaço tridimensional, mas todos eles podem ser escritos em termos de apenas três vetores, os vetores de uma base. Para isso, basta saber como encontrar as componentes de um vetor qualquer na base que se está usando. Vamos aprender como fazer isso no caso de uma base ortonormal na seção seguinte.

Projeções e componentes de um vetor

Seja a um vetor diferente de zero, u um vetor unitário e θ o ângulo entre eles.

Definimos a projeção do vetor a ao longo do vetor unitário u como sendo o

número dado pelo produto do módulo do vetor a pelo cosseno do ângulo entre os vetores, (2.1.12)

A Figura 2.8 ilustra o caso em que 0< θ < π /2, com as setas de a e u desenhadas

a partir de uma origem comum, que chamamos de O ,

Figura 2.8: Vetor a e o vetor unitário u e o ângulo θ entre eles. Pelo triângulo retângulo mostrado na figura acima, o comprimento do cateto

OP ' é igual a^ projeção^ do vetor a ao longo do vetor unitário^ u.

Entretanto, a projeção não é exatamente um comprimento. Embora no caso

em que 0< θ < π /2, a projeção de a ao longo de u seja um número positivo, no

caso em que π /2< θ < π , a projeção é um número negativo! Além disso, pela

definição em (2.1.12), se a for perpendicular a u , a projeção é nula, e se a for

paralelo a u , a projeção é | a | ou −| a |, se a tiver o mesmo sentido de u ou o

sentido oposto a u respectivamente.

Seja agora a seta OP ' , e chamemos de a ’ o vetor a ela associado. A Figura

2.9 abaixo mostra os vetores a , u e a ’ no caso em que 0< θ < π /2.

a b

a b

a b

x x y y z z

a cos θ.

cinemática (^) Vetores Figura 2.11: Vetor a no plano OXY.

Analogamente, podemos definir o ângulo θ como sendo o ângulo que o vetor a

faz com o eixo OX e escrever as componentes de a na Eq. (2.1.16) como

onde usamos o fato de que θ = θx e que θy = π /2 - θx.

É possível também encontrar o módulo de a e θ quando conhecemos as

componentes de a :

Terminamos esta seção com uma observação de caráter prático. Temos procurado distinguir o conceito de vetor do conceito de seta. Para cada vetor há uma infinidade de setas que o representam e é o conjunto de todas elas que define o vetor. Entretanto, seguiremos doravante a prática comum de se referir a uma seta como sendo o vetor a ela associado, e vice-versa.

a = a + a =

a

a

x y y x 2 2

e tan θ.

a x = a cos θ e ay = a senθ ,

Velocidade Média Aula 1

CRÉDITOS

Texto adaptado por Lizardo H. C. M. Nunes da apostila Física 1A, de Carlos Farina de Souza, Marcus Venicius C. Pinto e Paulo Carrilho Soares Filho. Revisão Mônica dos Santos Dahmouche Equipe do Portal da Educação Programação Visual André Nogueira Ilustração Fabiana Rocha Fabio Muniz André Nogueira